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Por André Casagrande

Top News 2017-07-02T12:21:10+00:00
1709, 2018

Proposta do MAPA pode alavancar exportações de carne para o Egito

Uma missão encabeçada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) esteve reunida com o ministro da Agricultura do Egito, Din Abu Steet, no começo de setembro, para propor a certificação eletrônica para a exportação de carnes para o país.A proposta de um piloto de certificação foi bem aceita pelo governo egípcio, que pretende criar um grupo de trabalho para desenvolver o tema por entender que tal medida contribui para fortalecer a cooperação e o comércio entre os dois países.Além disso, segundo Steet, essa proposta de certificação eletrônica vai permitir desburocratizar os processos de exportação, além de ressaltar a importância do Brasil como um dos parceiros mais importantes, especialmente para o fornecimento de carnes, aves e milho.

A iniciativa de implantar a certificação eletrônica para a exportação de carnes é projeto desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carnes (Abiec) e Universidade de São Paulo (USP),  e conta com o apoio do Mapa,da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB), da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras) e da Apex-Brasil.

1709, 2018

Instituto Biológico bate recorde de produção

Única instituição a produzir a Tuberculina PPB Bovina no Brasil, o Instituto Biológico (IB), localizado na capital paulista, bateu recorde de produção no início de setembro. Foram produzidos mais de 6.900 frascos do insumo para diagnóstico da tuberculose, material suficiente para testar mais de 345 mil animais. Segundo o médico-veterinário do IB, Ricardo Spacagna Jordão, a tuberculose provoca perdas anuais estimadas em US$ 3 bilhões em todo o mundo. “O IB desempenha um papel estratégico para o comércio internacional de proteína animal do País. Os recordes sucessivos de produção foram possíveis graças aos esforços da equipe do laboratório e ao comprometimento da diretoria-geral do Instituto Biológico”, comemora.

Jordão informa ainda que o objetivo é triplicar esse volume, por meio da utilização de tecnologias pioneiras, para atender o mercado. “Recebemos um aporte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e com esse dinheiro será comprado um biorreator capaz de produzir 300 litros dos antígenos. Hoje, nosso equipamento tem capacidade de produzir 10 litros por vez”, diz.

1709, 2018

Exportação de animais vivos tem nova regulamentação

No início de setembro, foi publicada no Diário Oficial, a Instrução Normativa 46, que define os novos parâmetros objetivos de densidade de animais no transporte e no Estabelecimento de Pré-Embarque (EPE) – locais privados com habilitação para isolamento dos animais antes do transporte para o exterior –, além da criação de um Registro Nacional de EPE. A Instrução Normativa atualiza procedimentos técnicos, sanitários e operacionais da exportação de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos vivos para abate (imediato ou engorda) ou para reprodução entrará em vigor em meados de novembro.

De acordo com o documento, todo EPE terá acompanhamento de veterinário habilitado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com treinamento específico em problemas sanitários, legislação e bem-estar animal. Atualmente, o Brasil tem 42 estabelecimentos em atividade credenciados pelo Mapa. Ainda de acordo com a IN 46, a habilitação para funcionamento deverá ser renovada de cinco em cinco anos.

1709, 2018

Grupo ETCO e JBS lançam manual de boas práticas de manejo

Com o objetivo apresentar recomendações de boas práticas de manejo, com potencial para minimizar o risco de falhas de adaptação dos bovinos ao confinamento e evitar situações que resultam em sofrimento, o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (Grupo Etco), da Unesp de Jaboticabal (SP), lançou o Manual “Boas Práticas de Manejo – Confinamento”. O lançamento do manual ocorreu durante a última edição da Interconf, realizada em Goiânia (GO), nos dias 11 e 12 de setembro.“O bem-estar animal é um tema de grande importância para a companhia, até porque os consumidores e a sociedade têm cobrado da cadeia de produção uma postura mais responsável em relação aos animais”, explica o diretor de Relacionamento com o Pecuarista da JBS, Fábio Dias.

As recomendações do manual são baseadas em pesquisas e experiências práticas em confinamentos comerciais brasileiros nos últimos 10 anos. Elas mostram estratégias de manejo que favorecem o processo de adaptação dos bovinos ao ambiente de confinamento e melhoram as condições do ambiente, com reflexos positivos na saúde e no desempenho dos animais, resultando em maior eficiência produtiva e melhores condições de vida para todos os envolvidos: humanos e animais.

1709, 2018

ILPF reduz procura de água pelo rebanho

Redução de até 19% no consumo de água com a adoção de um sistema de produção baseado na integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Esse é o resultado de um estudo desenvolvido na Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), sobre o comportamento de bovinos. Segundo a pesquisa, animais criados em sistemas integrados com árvores frequentam menos os bebedouros em comparação com aqueles criados em sistemas convencionais, a pleno sol. O estudo constatou que, no período da tarde, 87% dos animais que estavam expostos ao sol foram ao bebedouro. Na área sombreada, esse índice caiu para 63% no mesmo período. A diferença foi maior nos meses de janeiro a março, quando as temperaturas, em geral, são mais elevadas.

“Na área de ILPF, onde estão as árvores, buscamos também observar se os animais procuravam mais os espaços sombreados ou com sol. Medimos o tempo em minutos em que eles permaneceram no sol e na sombra. Constatamos que eles preferem a sombra, independentemente do turno”, informa Alessandro Giro, médico veterinário da Universidade Federal do Pará (UFPA), que desenvolveu a pesquisa sobre o conforto térmico dos bovinos criados em ILPF.

1709, 2018

Lucro do pecuarista é foco do índice iABCZ

Longevidade reprodutiva. Essa é a definição feita por geneticistas da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) e da Embrapa sobre o novo iABCZ, uma inovação com foco na produtividade do rebanho brasileiro, apresentada na edição integrada do Sumário de Touros 2018 PMGZ/Geneplus.A Stayability, característica agregada à fórmula, é a responsável pela identificação da longevidade da vaca e a capacidade dela produzir um bezerro a cada ano da forma mais eficiente possível. “Se pensarmos que a reprodução é o fator mais importante no sistema produtivo, do ponto de vista econômico, a contribuição de uma característica para identificação de animais que melhorem a produção comercial e agreguem valor ao sistema produtivos é fundamental”, explica o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul e consultor do PMGZ, Fernando Cardoso.

“Todos os índices econômicos preveem a inclusão da Stayability, porque características reprodutivas são muito importantes para colocar dinheiro no bolso”, afirma o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Luiz Otávio Campos Silva. Ele lembra ainda que, além dessa característica agregada ao novo iABCZ, o Sumário de Touros 2018 PMGZ/Geneplus 2018 também inovou com a apresentação de dados genômicos da raça Nelore, o que representou uma grande revolução com uma avaliação mais precisa dos animais.

1709, 2018

Aumentar consumo é objetivo de campanha da PeixeBR

Com o objetivo de levar mais informações sobre os peixes de cultivo do Brasil e contribuir para o aumento do consumo, a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBr) e seus mais de 100 associados lançaram uma campanha nacional como parte da ação “Semana do Peixe”, encerrada em setembro.Segundo o presidente executivo da PeixeBr, Francisco Medeiros, o brasileiro consome cerca de 9,5 kg de peixes por ano. “Esse número ainda é baixo, pois a recomendação da FAO é de 12 quilos por habitante/ano, porém, a média mundial é superior a 20 por habitante/ano.”

Para Medeiros, além de impulsionar o consumo no Brasil, é preciso valorizar os peixes de cultivo, como tilápia, tambaqui, pacu, entre outras espécies que mostram o potencial brasileiro de produção de peixes. “Trata-se de um alimento rico e extremamente saudável. Mesmo ainda em formação, a cadeia da piscicultura brasileira já é bastante representativa”, afirma. E acrescenta que, atualmente, esse setor gera 1 milhão de empregos diretos no País. Em 2017, a produção nacional de peixes de consumo foi de 691.700 toneladas.“Na última década, houve crescimento médio de 10% ao ano e temos potencial para crescer em ritmo ainda superior”, destaca o presidente da PeixeBr.

1709, 2018

Gado leiteiro do Brasil é a aposta de produtores do Panamá

Atraídos pela boa produtividade apresentada em regiões de clima quente, produtores panamenhos têm apostado no Girolando e no melhoramento genético da raça para incrementar a produção leiteira do país.De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, já existem termos de cooperação técnica na área de melhoramento genético com outros países da América Latina.Segundo o coordenador Operacional do Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG), Marcello Cembranelli, durante o XXIII Congresso Nacional Leiteiro, realizado em agosto, em David, no Panamá,houve um interesse muito grande dos participantes em relação ao programa de melhoramento genético do Girolando e ao sistema de seleção do Brasil. “O Panamá é um mercado com grande potencial e tem importado bastante sêmen de touros Girolando”, afirma Cembranelli.

O Girolando é a raça brasileira que mais vende sêmen no Brasil e já conta com um rebanho de animais registrados de quase 1,7 milhão.Dados da Embrapa Gado de Leite indicam que houve um aumento considerável na produção de leite das vacas Girolando nos últimos anos. Enquanto em 2000, a produção era 3.599 quilos em até 305 dias no ano (considerando as três primeiras lactações), em 2016, essa produção passou a ser de 5.445 quilos no mesmo período, representando um incremento de 51,29%, na produção de leite.

1907, 2018

Silagem nutritiva é a alternativa para o aumento da produtividade

“A produção de silagem de alta qualidade é uma excelente estratégia para armazenamento de alimentos nas fazendas. Por meio das tecnologias disponíveis é possível obter um alimento conservado, de alta qualidade e concentração de energia, garantindo mais leite e carne por hectare. “A afirmação foi do coordenador regional de Negócios da Sementes Biomatrix, Antonio Benedetti Junior, durante seminário promovido nos dias 20 e 21 de junho, promovido pela empresa, em Ribeirão Preto, SP. O evento contou com especialistas em gado de corte e de leite, que debateram sobre qualidade nutricional, tratamento das enfermidades metabólicas, gerenciamento da pecuária de leite, mercado de leite, carne e milho no Brasil, tratamento industrial de sementes e silagem. “Produzir silagem é uma prática largamente utilizada no Brasil, aceita em todas as espécies animais (bovinos de corte e leite, ovinos e equinos), mas que necessita de total atenção aos detalhes, pois, na maioria das propriedades ocorrem perdas durante o processo de ensilagem”, destacou Benedetti Junior.

1907, 2018

Programa sustentável de bezerros para pequenos produtores do MT

Uma parceria entre o Grupo Carrefour, Fundação Carrefour e a Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH) lançou, em julho, um programa para a produção sustentável de bezerros em Mato Grosso. A iniciativa de inclusão socioeconômica receberá 3 milhões de euros e beneficiará mais de 450 pequenos produtores situados nos vales mato-grossenses do Araguaia e do Juruena. Instituição internacional responsável pelo investimento social do Grupo Carrefour, a Fundação Carrefour vai investir 1,9 milhão de euros até 2020, com o objetivo de apoiar pequenos agricultores para construir um modelo socioeconômico viável. A IDH também integra o programa, com um co-investimento de 1,6 milhão de euros. “Um dos principais benefícios da iniciativa ‘Produção Sustentável de Bezerros’ é intensificar a produção das fazendas ao mesmo tempo em que os recursos florestais são preservados, promovendo uma produção sustentável e economicamente viável”, explica Paulo Pianez, Diretor de Sustentabilidade do Grupo Carrefour.

1907, 2018

Seguros pecuários e de animais têm novas regras

No fim de junho, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), publicou as novas regras para o seguro pecuário e de animais no Diário Oficial da União. O seguro pecuário, de acordo com a Circular 571/18, definido como modalidade de seguro rural, cobre os danos diretos ou indiretos ao animal destinado ao consumo e/ou produção, englobando as fases de cria, recria e engorda, bem como aos animais de trabalho destinados a sela, trabalho por tração e transporte no manejo da fazenda. Os animais destinados à atividade reprodutiva cuja finalidade seja o incremento e/ou melhoria de plantéis estão também enquadrados na modalidade de seguro pecuário.

O seguro de animais não enquadrado como seguro rural é voltado aos animais classificados como de elite, domésticos (adaptados ao convívio familiar e destinados, exclusivamente, à companhia de pessoas, à atividade de cão-guia ou à guarda residencial) ou para segurança (destinados a serviços de segurança e fiscalização por pessoas jurídicas de direito público ou privado destinadas a tal fim). Segundo a norma, animais de elite são aqueles destinados ao lazer ou à participação em torneios/provas esportivas, bem como os utilizados, exclusivamente, em atividade reprodutiva que não seja para o incremento e/ou melhoria de plantéis.

1907, 2018

Zebu brasileiro atrai criadores da Índia

O melhoramento genético do rebanho zebuíno brasileiro gerou ganhos de produtividade e tem atraído criadores da Índia, país de origem do gado Zebu. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), enquanto uma vaca da raça Gir (zebuína) leiteira produz, no máximo, 6 quilos de leite ao dia na Índia, o rebanho Gir leiteiro do Brasil, ela chega a 15 quilos diários. Já uma fêmea Gir de elite produz cerca de 70 quilos diários de leite. Maior produtora de leite do mundo, a Índia está investindo na melhoria genética de seu rebanho. Desde 2016, o Brasil exporta sêmen bovino para produtores indianos e, recentemente, autorizou a importação de embriões bovinos “in vivo” (gerados no ventre da mãe).

De olho nessa genética melhorada, além de bovinos para reprodução, a Índia vai comprar ovos de aves livres de Patógenos Específicos (Specific Pathogen Free, SPF, na sigla em inglês). Poucos países no mundo produzem esse tipo de ovo, em virtude do nível de tecnologia e do controle sanitário dos estabelecimentos avícolas autorizados a realizar essa atividade. O Brasil produz cerca de cinco milhões de ovos SPF, por ano, o que representa 8% da produção mundial. Cada unidade de ovo SPF tem preço médio de R$ 5,50. “A Índia tem uma demanda anual de ovos SPF estimada em 1,8 milhão de unidades, o que poderá torná-lo o maior cliente do Brasil para esse produto”, informa o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Odilson Silva.

1907, 2018

Comissão Executiva do GTPS tem nova composição

O Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS) elegeu, em julho, uma nova comissão executiva para o próximo triênio. Além disso, também foram empossados o novo conselho fiscal e um terço do conselho diretor. Pecuarista e membro do Conselho Administrativo do Grupo Roncador, Caio Penido é o novo presidente do grupo. “O nosso plano de ações para os próximos três anos será trabalhar a união do grupo para propor soluções que atendam os interesses de toda a sociedade”, avalia Penido. De acordo com o novo presidente, é preciso dar continuidade as comissões da entidade, discutir a importância da disseminação de indicadores de uma pecuária sustentável, além do alinhamento sobre o uso do solo e a disseminação dos conhecimentos relevantes ao setor. “Precisamos propor soluções e a comissão eleita sabe do tamanho de sua responsabilidade. Por isso, precisa da união e empenho de todos os envolvidos para avançarmos nas melhorias continuas e promoção da cadeia como um todo”, destaca.

1907, 2018

MAPA dará mais atenção à piscicultura

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está dando uma atenção especial à piscicultura no Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019, em vigor entre 1º de julho de 2018 e 30 de junho de 2019. Nesse período, a atividade terá política específica para o custeio agrícola e pecuário. Para a piscicultura explorada sob regime de integração, o limite é de R$ 200 mil para agroindústrias e de R$ 500 mil para cooperativas. “Essa é uma conquista da piscicultura brasileira, uma atividade jovem, porém em expansão e com muito potencial de crescimento”, afirma o presidente-executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros.  “Essa conquista é resultado do intenso trabalho de aproximação com o Mapa. ”Para os produtores com renda de até R$ 1,5 milhão, os juros anuais serão de 6% no âmbito do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Para os demais programas, os produtores com receita de até R$ 3 milhões pagarão juros de 7% ao ano.

1907, 2018

Girolando tem aplicativo para compra e venda

Durante a Megaleite, realizada de 20 a 23 de junho, em Belo Horizonte, MG, foi lançado o aplicativo Girolando. A ferramenta facilita a compra e a venda de touros e fêmeas registrados dessa raça, com informações da genealogia, fotos e link de vídeo. “O objetivo é que produtores rurais de várias regiões do País tenham acesso a animais geneticamente superiores para melhorar a qualidade de seus rebanhos e, consequentemente, a rentabilidade do negócio”, explica o presidente associação da raça, Luiz Carlos Rodrigues. O desenvolvimento do aplicativo, disponível para os sistemas IOS e Android, também permite inclusão dos anúncios pelo sistema WEB, portal de serviços de uso exclusivo dos associados da entidade.

1907, 2018

Perdas com descarte de touros preocupa pecuaristas do MT

A dificuldade em descartar touros em função da desvalorização da carne no mercado e nas indústrias vem preocupando pecuaristas do Estado do Mato Grosso. “Nos últimos anos, estamos com dificuldade em descartar os animais mais velhos e que têm a carne mais desvalorizada no mercado, comparada aos animais mais jovens. Não conseguimos abater esses animais isoladamente, pois precisamos misturar as vacas para descarte”, afirma o pecuarista Carlos Dias.

De acordo com Dias, de 10% a 15% dos touros são descartados anualmente por diversas características, exames neurológicos e defeitos físicos. “Como a pressão de seleção é muito grande, a oferta de animais bons é alta e nos obrigam a descartar os piores touros do rebanho”, lamenta. Na região, não é fácil encontrar matadouros que paguem os mesmos valores para o boi. “Estou embarcando uma quantidade expressiva de vacas a R$ 125,00/@, a prazo, com isso, é possível colocar os touros nesses mesmos patamares. Porém, as indústrias estão forçando R$ 10,00 abaixo do preço da vaca”, diz ele. Essas carnes desvalorizadas são destinadas a pontos de alto consumo e escolas públicas, para serem usadas na merenda.

1705, 2018

Zebu comemora 80 anos do registro genealógico

A 84ª edição da ExpoZebu, realizada de 28 de abril a 6 de maio, em Uberaba (MG), marcou os 80 anos do Serviço de Registro Genealógico das Raças Zebuínas no País e os 15 anos do Brazilian Cattle, projeto que é feito em parceria com a associação e a Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações.

Segundo o presidente da ABCZ, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, presidente da ABCZ, desde em 1938, quando o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), autorizou a entidade a realizar o Registro, cerca de 20 milhões de animais foram registrados. Ainda durante o evento, como parte das comemorações, foram feitas homenagens e valorização da marca, o ‘caranguejo’, para a evolução da pecuária brasileira.

1705, 2018

CNA e ABPA criam comitê de gestão anticrise

A crise do mercado das carnes e proteína animal brasileiro reuniu duas das principais entidades do agronegócio nacional. Para acompanhar e propor soluções para os problemas criados no mercado internacional às carnes de aves e suínos do País, um Comitê de Gestão de Crise foi constituído pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA).

A pauta prioritária tratará de temas relativos à imagem dos produtos cárneos brasileiros no exterior; flexibilização dos financiamentos pelos bancos oficiais e privados; o suprimento de milho e comunicação social.

1705, 2018

Ferramenta de seleção genômica

Com objetivo de selecionar animais geneticamente superiores, foi anunciado, em maio, o primeiro produto brasileiro de avaliação genômica para rebanhos leiteiros. O serviço, que leva o nome de Clarifide Girolando nasceu de uma parceria público-privada que envolveu a Embrapa, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando e as empresas CRV Lagoa e Zoetis. O serviço é voltado exclusivamente para o Girolando, resultado do cruzamento entre Gir Leiteiro X Holandês.

“Foram seis anos de pesquisa em genômica, genética molecular e bioinformática reunindo avançados conhecimentos de genoma e sistemas computacionais para avaliar as informações provenientes de um chip com centenas de milhares de dados relacionados ao DNA bovino”, informou Marcos Vinícius Barbosa, pesquisador da Embrapa Gado de Leite.

A solução, já está disponível no mercado, pode ser encontrada na Zoetis, no caso da avaliação genômica de machos e a CRV Lagoa, para a avaliação de fêmeas.

1705, 2018

Embargo à carne brasileira

Suspensas há quase um ano devido aos nódulos nos bovinos brasileiros causados pela aplicação da vacina contra a febre aftosa, a retomada das exportações de carne bovina in natura para aos Estados Unidos deve acontecer no próximo semestre, segundo previsão de Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Uma missão de técnicos irá para os Estados Unidos com toda documentação exigida pela entidade americana para apresentar os resultados e resolver os problemas do setor.

Já em relação ao embargo das importações da carne de frango pela União Européia (UE), o ministro explica que algumas empresas foram retiradas desse mercado, mas não o Brasil. Segundo ele a posição da Europa não é por uma questão de saúde humana, nem animal, mas sim pela grande atuação que do Brasil na EU.

Em relação à presença de salmonela nas carnes de aves, Maggi declarou que os embargos representam interesses da comunidade européia em favorecer os produtores locais. As mudanças legais e a retirada de influências político partidárias em assuntos do ministério relacionados à fiscalização sanitária podem restabelecer o comércio com a União Européia.

1705, 2018

Nelore natural chega à bolívia

Um acordo assinado entre a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e a Asocebu (Asociación Boliviana de Criadores de Cebú), durante a Expozebu, realizado em abril, em Uberaba (MG), vai levar o Programa Nelore Natural à Bolívia. O programa, realizado em parceria da ACNB com a Marfrig Global Foods, comprova, na prática, a alta qualidade da carne do Nelore brasileiro.

“É muito importante investir em um programa de carne de qualidade para contribuir com o crescimento da atividade na Bolívia e o Nelore Natural é o exemplo perfeito, devido à contribuição à raça Nelore no Brasil. Temos muita confiança de que fará o mesmo sucesso em nosso país, que tem condições climáticas equivalentes às do Brasil”, destacou o presidente da Asocebu, Mario Ignacio Anglarill Serrate.

1705, 2018

Homenagem ao presidente do girolando

Em cerimônia presidida pelo governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel no último mês de abril, durante solenidade realizada no Centro de Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (MG), o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Luiz Carlos Rodrigues, recebeu a Medalha da Inconfidência, maior comenda concedida pelo Estado de Minas Gerais. A homenagem reconhece a atuação de Rodrigues em defesa do setor leiteiro (como a desoneração do setor, fim da importação de leite em pó do Uruguai e do Funrural), a implantação de programas de melhoria genética dos rebanhos leiteiros, expansão da raça pelo país, que representa 80% da produção de leite nacional, e a exportação de material genético de Girolando para outros países.

Criada em 1952, durante o governo de Juscelino Kubitschek, a Medalha da Inconfidência tem como objetivo homenagear aqueles que se distinguiram pela notoriedade de seu saber, cultura e relevantes serviços à coletividade, contribuindo de maneira excepcional para a projeção e valorização de Minas.

1705, 2018

Cresce captação dos laticínios brasileiros

Em 2017, os 14 maiores laticínios do Brasil receberam 8,6 bilhões de litros, o equivalente a 23,5 milhões de litros diários, números que representam um crescimento de 5,6% comparado ao volume do ano anterior. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a captação de leite formal superou em 4,4% a de 2016 e alcançou 24,1 bilhões de litros, frente 23,1 bilhões de litros na temporada anterior.

Já segundo o ranking divulgado pela Leite Brasil, no mês de abril, a capacidade instalada de processamento dessas empresas foi de 13,8 bilhões de litros ao ano. Isso significa que elas utilizaram 62,1% da sua capacidade ante 60% no ano anterior, porém, apesar desse aumento, nos últimos sete anos as empresas participantes do ranking tiveram um nível de utilização baixo, na faixa de 63%.

O ranking mostra que a Nestlé, primeira da lista, aumentou a sua captação em 0,3%, para 1,6 bilhão de litros, seguida do Laticínio Bela Vista (Piracanjuba), que teve um crescimento de 20,9% na captação, cerca de 1,3 bilhão de litros, e da marca Unium, composta pelas cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal, com uma evolução de 17,6% na captação, um total de 1,1 bilhão de litros.

1705, 2018

Palma forrageira ajuda na alimentação do rebanho

Os longos períodos de estiagem no norte de Minas Gerais são um problema para os pecuaristas. Além de reduzir o volume de água e das pastagens disponíveis ao rebanho bovino, causa perda de peso dos animais e diminuição na produção leiteira. Como alternativa para evitar perdas no período de seca, a palma forrageira, que é resistente a essa sazonalidade, está sendo utilizada na alimentação complementar do gado por pecuaristas de São João do Paraíso, no norte mineiro.

Segundo a Emater-MG, cerca de 100 pecuaristas do município utilizam a planta na alimentação do rebanho. De acordo com o agrônomo da entidade, Osvaldo Eleutério de Sousa, além de ser mais uma opção de alimento para os rebanhos, a palma colabora para que a pecuária seja desenvolvida dentro de um sistema sustentável. Na região, os agricultores familiares estão utilizando a palma também como uma alternativa de alimentação para as pequenas criações de suínos e galinhas caipiras.

1705, 2018

Projeto beneficiará mais de mil propriedades rurais

Iniciativa desenvolvida pelo Sebrae/SC, Aurora Alimentos, além de outras quatro empresas e oito cooperativas agropecuárias, o “Encadeamento Produtivo Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite”, programa de estímulo ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas ligadas ao agronegócio do sul do Brasil iniciou uma nova fase no primeiro trimestre de 2018.

Segundo coordenadores do programa, em 2017 foram 54 e em 2018 já são 423 que solicitaram certificação, as quais, no decorrer do programa, serão avaliadas de acordo com os critérios exigidos por uma equipe técnica profissional. A intenção é ampliar o número de Propriedades Rurais Sustentáveis certificadas para mais de mil, nos próximos dois anos.

O coordenador do Programa Propriedade Rural Sustentável Aurora (PRSA), Sandro Treméa, explica que, além das melhorias, as famílias que se destacam têm a oportunidade de receber uma bonificação financeira. “Somente em 2017, a Aurora entregou, como forma de incentivo, bonificações que totalizaram R$ 143 mil entre os produtores com propriedades certificadas”, informa.

2203, 2018

Projeto valoriza o queijo artesanal na Mantiqueira

Projeto desenvolvido pela Embrapa Gado de Leite em parceria com a Emater vai contribuir para a caracterização do queijo artesanal produzido no município mineiro de Carvalhos, na Serra da Mantiqueira.  “A ideia é estudar as características do solo e da água da região (aspectos físicos, químicos e microbiológicos), além da alimentação das vacas e as análises do leite e do queijo”, informa a pesquisadora da Embrapa, Maria de Fátima Ávila Pires. A novidade dessa pesquisa é a análise sensorial dos queijos, a partir de amostras do produto em vários períodos de maturação. “A Embrapa está qualificando provadores para avaliar elementos como aspecto geral, consistência, odor, aroma e sabor. A partir daí, serão definidas as características do produto, estabelecendo um padrão para o queijo artesanal de Carvalhos”, acrescenta Maria de Fátima.

2203, 2018

Mudança nas regras para exportação de aves para UE

Uma decisão tomada depois de visita técnica da União Europeia, tem reduzido o volume de exportação de aves em alguns Estados brasileiros. Desde o fim de janeiro, todos os caminhões que transportam aves destinadas à exportação para países do bloco europeu, precisam ser inspecionados por um auditor fiscal federal agropecuário (Affa) quando chegam ao abatedouro. Segundo o diretor de política profissional do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, Antonio Andrade, essa fiscalização era delegada a um agente ou auxiliar de inspeção. “A partir do fim de janeiro, apenas auditores fiscais federais agropecuários podem fazer esse trabalho”, explica. De acordo com Andrade, as inspeções têm sido mais rigorosas, desde a Operação Carne Fraca. “Por isso, temos aumentado nossos esforços para atender a todas as demandas e as exigências dos mais diversos países.”

2203, 2018

Parceria vai viabilizar coleta de sêmen de Senepol

Incentivar a produção de embriões de bovinos da raça Senepol e a coleta de sêmen de touros de produtores associados à entidade. Essas são as propostas da parceria realizada entre a Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol) e a Central Uberaba. Segundo o presidente da ABCB Senepol, Pedro Crosara Gustin, o objetivo é democratizar o acesso a esse tipo de serviço, viabilizando seu uso para pequenos, médios e grandes criatórios. “Dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) mostram que o Senepol está entre as dez raças de corte que mais produzem sêmen no País, e uma parceria como essa tende a valorizar ainda mais essa raça”, avalia Gustin. Na parceira, que começou em fevereiro deste ano e terá dois anos de duração, as instalações da Central Uberaba poderão ser utilizadas pelos associados e pela entidade para a realização de Dias de Campo, além de outros eventos técnicos da raça.

2203, 2018

“Mais leite, mais renda” vai beneficiar produtores paulistas

Criado com o objetivo de coordenar a cadeia produtiva do leite, aumentando a produtividade e a qualidade da produção para 2 bilhões de litros por ano nos próximos dez anos, o Plano MAIS LEITE, MAIS RENDA, foi lançado no início de março, na cidade de Lins, no interior paulista.

O objetivo é atender um rebanho de cerca de um milhão de cabeças, que já é voltado exclusivamente à pecuária de leite, e de 4,5 milhões de gado misto, destinado à produção de leite e ao abate, principalmente em pequenas propriedades de produtores familiares. Segundo o vereador e presidente da Câmara de Lins, Rogério Barros, esse programa vai fortalecer a pecuária leiteira na região, além de gerar emprego e renda para a população. “Já fomos a segunda maior bacia leiteira do Estado e com o Mais Leite, Mais Renda, retomaremos nossa produção e lugar de destaque na pecuária leiteira paulista”, observa.

2103, 2018

Brasil é o 4º maior produtor mundial de tilápia

Com crescimento anual muito superior às outras proteínas de origem animal, a piscicultura brasileira cresceu 8% em 2017, atingindo 691,7 mil toneladas ante 640,5 mil toneladas no ano anterior.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros, a tilápia é a mais importante espécie de peixes cultivados do País.”A tilápia foi uma espécie que se adaptou muito bem às nossas condições e tem correspondido ao desafio de produzir em diferentes regiões do Brasil, é o nelore das águas”, argumenta e acrescenta que hoje o País é o quarto maior produtor de tilápias do mundo, atrás apenas de China, Indonésia e Egito.

Segundo Medeiros, isso deve-se, inicialmente, ao espírito empreendedor do produtor aquícola nacional, e à disponibilidade de recursos hídricos e de grãos no Brasil, que garantem condições para que o País assuma o protagonismo da piscicultura mundial nos próximos anos. “Atualmente, o valor na produção primária do setor é estimado em R$ 5,4 bilhões”, arremata.

2103, 2018

ACNB tem novo presidente

Avançar em representatividade e contribuir para que o Nelore tenha a relevância que merece na pecuária nacional e chegando à mesa dos brasileiros. Foi com esse discurso que o pecuarista e médico cardiologista, Nabih Amin El Aouar, assumiu a presidência da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), gestão 2018/2020, juntamente com sua nova diretoria. Segundo Aouar, a  ordem é integrar e unir, com o intuito de contaminar os neloristas, além de despertar a paixão pela raça, suas características e qualidades. “Vamos nos concentrar em sua contribuição em todos os elos da cadeia produtiva da carne bovina – da genética ao alimento no prato”.

2103, 2018

Produção de leite mineira é cinco vezes maior que a média nacional

Produtores participantes do Programa Balde Cheio, em Minas Gerais, produziram, em 2016, cinco vezes mais leite do que a média nacional. Esse é o resultado de um levantamento feito pela Embrapa Pecuária Sudeste com pecuaristas do Estado. Segundo os dados levantados, a produção diária de leite de uma propriedade assistida pelo programa foi de 391 litros, enquanto a média nacional foi de 72 litros por dia. Presente em 11 estados no País, o programa existe há 18 anos e capacita técnicos de extensão rural em produção intensiva de leite, boas práticas de manejo e conhecimentos de gestão financeira a produtores de leite. “Melhorar a renda destes pecuaristas é um dos maiores objetivos do Balde Cheio”, comenta o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, André Novo. Ele acrescenta que, em 2016, os produtores aplicaram cerca de 30% da margem bruta de lucro em melhorias para aumento da produtividade.

2103, 2018

Novidade na superintendência da ABCBRH

A médica veterinária e membro do Conselho Científico Agro Sustentável, Roberta Züge, é a nova Superintendente Técnico Administrativo da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH). Roberta vai conduzir a sistematização de processos, criando manuais e procedimentos que poderão permitir a rastreabilidade das ações e a repetição. Segundo ela, para o Brasil tornar-se um player importante no mercado internacional de lácteos, é necessário utilizar genética melhoradora nos rebanhos. “As associações de raça leiteira são fundamentais neste papel, especialmente a holandesa, que possui genética de alta produção. Difundir estes conceitos, norteando boas escolhas e capilarizar o melhoramento genético é uma das minhas atribuições”, diz ela.

1101, 2018

Novo presidente da asbram é eleito

A Associação Brasileira de Indústrias de Suplementos Mineiras (Asbram) escolheu seu novo presidente da entidade. Trata-se de Ademar Leal, presidente da Campo Rações de Minerais, com sede em Acreúna, GO, que tomará posse brevemente. Segundo o executivo, a Asbram representa um setor que move não só a tecnologia, mas também promove a extensão rural da pecuária de corte. “Nas últimas duas décadas, além de gerar valor ao associado, a produção de suplementos para a pecuária brasileira, contribuindo para a nutrição do setor, foram os grandes desafios enfrentados pela entidade, mas sempre superados com muita união de todos os envolvidos”, observou Leal, parabenizando as gestões anteriores e a nova diretoria que assumirá a entidade.

Com 20 anos de história focados na modernização do setor, a entidade tem um papel importante na rentabilidade dos pecuaristas, produzindo nutrição segura e eficiente, estimulando pesquisas científicas que contribuíram para os índices atuais de produtividade.

1101, 2018

Debate sobre evolução na pecuária leiteira

Apresentado no final de 2017, o programa Alta Cria, inédito no Brasil, promovido pela Alta Genetics, fez levantamento de dados zootécnicos para traçar perfil de criação de bezerras leiteiras. Nessa primeira edição foram coletados dados em 36 fazendas em diversas regiões do País, que resultaram em um importante panorama da criação brasileira de bezerras leiteiras.

Os resultados do programa foram apresentados durante encontro com pesquisadores de setor, técnicos, colaboradores e produtores rurais na sede da Alta, em Uberaba (MG). O debate, que marcou o primeiro encontro no programa Alta Cria, teve como pauta os principais desafios e avanços da criação de bezerras leiteiras no Brasil e visa realizar levantamento de dados zootécnicos em fazendas leiteiras de todo o País, com objetivo de traçar um perfil sobre a criação nacional de bezerras.

O programa Alta Cria surgiu com objetivo de conhecer e gerenciar os principais dados zootécnicos na fase de cria. Segundo o diretor da Alta Brasil, Heverardo Carvalho, a missão da empresa não é só comercializar sêmen, mas também ajudar os clientes a obter o melhor resultado em suas produções. “É para isso que o programa Alta Cria foi criado, para ser uma importante ferramenta na tomada de decisão de manejo e nos rumos da ciência nacional”, destaca.

1101, 2018

Asbia prevê crescimento do mercado genético

Retomada do crescimento do mercado de material genético bovino e o aumento do número de associados. Essas são as expectativas da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) e também do presidente da entidade, Sérgio Saud, para o ano de 2018. De acordo com o relatório semestral Index ASBIA 2017, houve um crescimento nas vendas internas (+7,6%) e nas exportações de sêmen (+60,4%) no primeiro semestre do ano. Além disso, a entidade, que angariou mais duas novas empresas associadas no ano passado, terminou 2017 com um total de 27 sócios.

“O fortalecimento do quadro de associados da entidade acontece em um momento importante, pois a expectativa é de melhora do mercado de genética em 2018”, avalia Saud. Segundo ele, a tendência é que o mercado de genética de corte mantenha o crescimento com a retomada dos investimentos em cruzamento industrial, com utilização de sêmen de Angus e de outras raças taurinas, além do uso da técnica de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). O presidente da Asbia também prevê uma melhora no mercado de genética leiteira. “A expectativa é que o ritmo de recuperação observado no primeiro semestre de 2017 seja mantido.”

1101, 2018

Embrapa desenvolve aplicativo para gerenciar fazendas de leite

Com o objetivo de auxiliar na mobilidade e otimizar a coleta de informações nas propriedades de pecuária leiteira, o Gisleite, aplicativo de gestão informatizada de sistemas de produção de leite é o novo lançamento para dispositivos móveis desenvolvido pela Embrapa Gado de Leite. Estruturado de acordo com as atividades do processo produtivo, desde o cadastro, manejo do rebanho, clientes, fornecedores, além de custo e receitas, o produtor pode inserir todas essas informações, e as demais, como mão de obra, compra e venda de animais, alimentação do rebanho, etc., por meio de celular ou tablete, e compartilhar esses dados em uma plataforma disponível na internet.

Para que o usuário possa utilizar o aplicativo, que opera no sistema Android, é preciso se cadastrar no Gisleite Web. “O app é um coletor de dados que pode ser operado off-line, o que é comum no meio rural. Assim que o sinal da internet é restabelecido, o aplicativo recebe os dados coletados e os armazena no sistema”, informa o analista de tecnologia da informação da Embrapa Victor Lima.

1101, 2018

Programa mineiro quer melhorar a sanidade de seus produtos

O Certifica Minas (Programa Estadual de Certificação de Produtos Agropecuários e Agroindustriais), que tem como objetivo assegurar que os produtos agropecuários e agroindustriais possuam qualidade e sustentabilidade em seus sistemas de produção, ganhando maior atratividade para os mercados nacional e internacional, foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e seguirá para sanção do governador Fernando Pimentel.

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) será o certificador e a instituição responsável pela definição dos procedimentos de utilização. Além disso, o órgão deverá realizar auditorias de conformidade nas propriedades produtoras e empreendimentos agroindustriais, validar e publicar normas de certificação, decidir acerca da concessão da certificação e emitir autorizações para o uso do Certifica Minas.

A proposição estabelece, ainda, sanções em caso de descumprimento das normas estabelecidas no programa: advertência escrita, suspensão e cancelamento da certificação. O texto aprovado traz os requisitos para a adesão ao programa e institui ainda a Certificação e o Selo de Conformidade Certifica Minas, que poderão ser utilizados nos produtos certificados e materiais de divulgação.

1101, 2018

Ano difícil para a pecuária 

Indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/Usp, revelaram que 2017 foi, como era de se esperar, um ano muito complicado para a pecuária brasileira.

Os problemas sócio econômicos somados aos escândalos referentes à Carne Fraca e JBS, fizeram com que as médias anuais do setor registrassem queda se comparadas ao ano anterior.

Porém, mesmo diante desse panorama, e aproveitando o cenário de oferta instável no mundo, as exportações brasileiras de carne bovina acumularam números positivos. Segundo dados da Secex, de janeiro a dezembro de 2017, os embarques somam 1,21 milhão de toneladas, sendo este o segundo melhor ano da história, perdendo apenas para 2014, quando 1,217 milhão de toneladas foram embarcadas.

Segundo pesquisadores do Cepea, essa resposta no último quadrimestre de 2017 mostrou a capacidade de reorganização e de resposta da cadeia aos problemas enfrentados, o que pode indicar o desenvolvimento do setor.

1101, 2018

Mapa vai investir mais em bem-estar animal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), através da Coordenação de Boa Práticas e Bem-Estar Animal (BEA), vai contratar novos profissionais para o setor, além de criar parcerias específicas destinadas à área do bem-estar animal. O objetivo, que contará com o apoio do Instituto Americano de Cooperação para a Agricultura (IICA), é que esses profissionais elaborem estudos relacionados à legislação do setor no Brasil e outros países que desenvolvem atividade agropecuária.

A princípio, esse programa se estenderá por um período um ano, com a ideia de dar continuidade ao projeto de bem-estar na suinocultura, desenvolvendo material didático específico, promovendo capacitações e sensibilizações junto a cadeia produtiva e varejistas.

1101, 2018

Sistema produz vai oferecer mais tecnologia a pecuaristas bolivianos

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e a Asociación Boliviana de Criadores de Cebú (Asocebu) firmaram uma parceria que auxiliará os bolivianos no desenvolvimento do melhoramento genético dos rebanhos do país. Para dar início à implementação do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ Internacional), a ABCZ vendeu para a entidade boliviana 60 softwares do Sistema Produz, um programa de gerenciamento pecuário que ajuda na organização, além de permitir ao criador gerenciar manejos individuais, genéticos, reprodutivos, nutricionais e sanitários do seu plantel. Em dezembro do ano passado, técnicos da Asocebu participaram de uma semana de uma capacitação na ABCZ e tiveram um treinamento sobre temas como Registro Genealógico, Pró-Genética, Sistema Produz, Introdução ao Melhoramento Genético, Colheita de Fenótipos e Prática de Provas Zootécnicas.

1310, 2017

Parceria garante atendimento veterinário a animais Senepol em MG

A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol), através de uma parceria com o Centro Universitário do Triângulo (Unitri) e a PrimeVet Brasil, vai garantir atendimento clínico e cirúrgico aos animais dessa raça. A ideia, inicialmente, é oferecer esse tipo de serviço aos associados da entidade que estejam localizados em um raio de até 200 quilômetros de Uberlândia (MG), uma das regiões com maior concentração de rebanhos da raça Senepol.

Além disso, a parceria vai garantir atendimento de qualidade a um preço acessível para os pecuaristas, que arcará apenas com os custos de deslocamento da equipe técnica e da medicação, beneficiando, principalmente, os pequenos produtores.

Segundo o coordenador do projeto, Silvio André Pereira, professor da Unitri, que contará com a participação dos acadêmicos do curso de medicina veterinária da instituição, objetivo é proporcionar aos alunos um maior contato com situações do dia-a-dia no atendimento clínico e cirúrgico em bovinos Senepol, de modo a colocar em prática o conteúdo aprendido nas aulas teóricas.

1310, 2017

Brasil aumenta em 60,4% comercialização de sêmen no primeiro semestre

As vendas internas e as exportações de sêmen encerraram o primeiro semestre deste ano com resultado positivo nas. No período, a comercialização para o exterior cresceu 60,4%m segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os números fazem parte do balanço semestral do setor, o Index Asbia 2017, divulgado em setembro pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), que também registrou aumento de 7,6% no mercado doméstico.

As raças de corte que mais contribuíram para esse incremento na comercialização de sêmen foram Angus, Nelore, Nelore CEIP, Red Angus, Brangus, Nelore Mocho, Braford, Hereford Mocho e Senepol. Nas raças de leite, os destaques foram para Holandês, Jersey, Gir Leiteiro, Girolando 3/4, Girolando 5/8, Guzerá Leiteiro, Pardo-Suíço Leiteiro, Holandês Vermelho, Braunvieh e Sindi Leiteiro.

Foto: Material genético bovino congelado a 190 graus celcius abaixo de zero em nitrogênio líquido. Unidade de Coleta de Sêmen da EBDA. Mateus Pereira/AGECOM

1310, 2017

Raiva causa morte de 1001 animais e dois humanos em 2016

Levantamento feito pelo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou 1001 casos de raiva em animais no Brasil, no ano passado. No mesmo período, a cobertura vacinal em cães e gatos foi de apenas 25% em todo o País. Segundo a primeira diretora técnica médica-veterinária do Instituto Pasteur e membro da Comissão de Saúde Pública Veterinária do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), Luciana Hardt Gomes, a principal medida para prevenção da doença é a vacinação anual dos animais.

Conforme a especialista, nos últimos anos a variante canina do vírus, que acomete os animais de agressividade, não tem sido isolada em animais, entretanto, está sendo cada vez mais comum o número de casos em cães e gatos por variante transmitida por morcegos, que faz com que os animais não apresentem os sintomas comuns da doença, mas sim uma paralisia. “Por isso, é preciso ressaltar ainda mais a guarda responsável”.

Já em relação aos humanos, Luciana explica que, por conta da pouca cobertura vacinal, quase 415 mil pessoas receberam atendimento profilático pós-exposição após terem sido agredidas por animais não vacinados contra a raiva. “Se uma pessoa for agredida por um animal contaminado, a primeira ação a ser tomada é lavar a ferida com água e sabão, além de seguir para o atendimento médico”, aconselha Luciana. Segundo ela, há apenas um caso no Brasil em que houve a cura da raiva humana, sendo igualmente rara no mundo todo. “O tratamento ainda é experimental”, arremata.

1310, 2017

Projeto “Carne de Zebu” é lançado em Mato Grosso do Sul

O projeto Carne de Zebu, idealizado pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), foi lançado em setembro, durante o Figueirão + Rural/Campo Forte, na cidade de Figueirão (MS).

Com o objetivo de apresentar a eficiência da utilização de touros Puros de Origem (PO) de raças zebuínas na produção, os animais terão controle zootécnico até o abate, com suporte da equipe técnica da ABCZ.

Eles serão pesados ao desmame e ao sobreano, sendo que nesta última fase será medido o perímetro escrotal de todos os animais, avaliação visual e ultrassonografia de carcaça. Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuário de Mato Grosso do Sul (Famasul), Maurício Saito, o projeto é resultado do perfil empreendedor dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul.

Nos últimos 20 anos, de acordo com Saito, o Estado teve um crescimento superior a 32% de entrega de carne bovina e, no mesmo período, um crescimento de rebanho inferior a 1,8%. “Isso demonstra o aumento de produtividade através da adoção de novas tecnologias por parte dos produtores rurais”, avaliou.

1310, 2017

Exportação de frango atinge 387 mil toneladas em setembro

Os embarques de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 387,5 mil toneladas em setembro, ante os 386,9 mil registrados no mesmo período no ano passado crescimento de 0,2%. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a receita, no acumulado do ano, é positiva, com US$ 5,526 bilhões nos nove primeiros meses de 2017, resultado 5,5% superior aos US$ 5,238 bilhões registrados em 2016. Para o presidente executivo da ABPA, Francisco Turra, o que contribuiu para esses números foram as vendas para a África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Catar e México.

1310, 2017

Sumário de Touros Senepol PMGS/Embrapa tem nova edição

A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol) lançou, no começo de outubro, nova edição do Sumário de Touros Senepol-PMGS/Geneplus, em parceria com a Embrapa Gado de Corte. O documento foi desenvolvido a partir de uma base de dados com informações de progênies nascidas no período de 1980 a 2016 que, depois de submetidas às devidas análises de consistência, totalizaram 98.320 animais com registros válidos, relacionados às diversas características avaliadas. Foram avaliados 1.138 touros da raça Senepol.

Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Gilberto Menezes, houve um aumento significativo em toda a base de dados utilizada para gerar o Sumário de Touros 2017. “Tivemos um incremento do número de registros válidos das características avaliadas em cerca de 50% em 2017, se comparado à versão do ano passado”, diz. Trata-se de uma ótima notícia para os criadores da raça, visto que significa maior qualidade nas informações disponíveis para a condução de seus trabalhos de seleção”, explica.

1310, 2017

Parceira cria “Protocolo de Carne Sustentável”

Uma parceria entre a Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO) e o WWF-Brasil, que quer garantir origem e rastreabilidade de animais em toda cadeia produtiva da região pantaneira e a padronização de seus processos, uniram-se para anunciar o “Protocolo de Carne Sustentável”. O procedimento é o primeiro no Brasil a incluir conservação ambiental em selo de raças bovinas. Segundo o diretor da ABPO, Eduardo Afonso de Cruzeto, a sistematização do modelo tradicional do pantaneiro, grande responsável pela preservação da maior área úmida do planeta, é o grande trunfo desse protocolo.

“O modelo tradicional do pantaneiro, que ocupa a região há mais de 200 anos com pecuária, permitiu que 82% do Pantanal fosse preservado”, avalia Cruzeto, acrescentando que a adaptação feita da atividade ao ciclo de águas, de cheia e vazante, características do bioma, garantiram a sustentabilidade do processo.

O procedimento é o primeiro no país a inserir a conservação ambiental em certificação de raças bovinas. Além da preocupação com o bem-estar animal durante todo o processo, os bois têm identificação individual, com informações com o ano em que nasceu, raça, fazenda, tipo de nutrição e intervenções.  O “Protocolo de carne sustentável” é auditado pelo Instituto Biodinâmico (IBD) e fiscalizado pelo Ministério da Agricultura, sob a responsabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

1310, 2017

Produtores paulistas de queijo se unem para criar selo de qualidade

Criar um selo de qualidade que identifique as queijarias de alto padrão. Esse é um dos objetivos que dez pequenos produtores de queijo do Estado de São Paulo pretendem atingir com a criação do Caminho do Queijo Artesanal Paulista. O lançamento do projeto aconteceu em setembro com a ideia de valorizar a o queijo paulista, impulsionar a produção local, além de mostrar que a São Paulo também fabrica queijos de alta qualidade.

O mapa do Caminho do Queijo Artesanal Paulista deve ter a incorporação de mais queijarias ao grupo, desde que sua produção siga os preceitos expressos do manifesto, isto é, que seja feita em pequena escala, com a predominância dos processos manuais e utilização exclusiva de leite produzido na própria queijaria ou arredores.

O Caminho do Queijo Artesanal Paulista conta com o apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado e conta com dez das mais premiadas e reconhecidas queijarias artesanais de São Paulo. São elas: Capril do Bosque (Joanópolis), Estância Silvania (Caçapava), Fazenda Atalaia (Amparo), Fazenda Dona Carolina (Porangaba), Fazenda Santa Helena (Jacupiranga), Fazenda Santa Luzia (Itapetininga), Laticínio Artesanal Montezuma (São João da Boa Vista), Leiteria Santa Paula (São José do Rio Pardo), Pardinho Artesanal (Pardinho) e Queijaria Rima (Porto Feliz).

1310, 2017

Reprodutores da Linhagem IZ tem novo sumário

“Linhagem IZ, uma linhagem de peso”. É com essa chancela que o Sumário de Touros e Matrizes Nelore IZ/2017, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, foi lançado durante a última edição da Expogenética, realizada em Uberaba, MG.

A novidade da Avaliação Genética de 2017, no Sumário de Touros e Matrizes do IZ, é a incorporação de informações genômicas aos dados de pedigree dos animais avaliados. A genômica fornece acurácia adicional à predição da diferença esperada na progênie (DEP) dos animais e melhora a eficiência do processo de seleção. Além disso, o pecuarista terá em detalhes as novas informações sobre as Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs) – metodologia que avalia os touros pelo desempenho produtivo de sua descendência – para características relacionadas ao desenvolvimento ponderal.

No novo sumário também serão disponibilizadas as diferenças esperadas na progênie para características de carcaça, obtidas pela técnica da ultrassonografia, e para a característica dias ao parto, que indica a fertilidade das matrizes.

Segundo Joslaine Noely dos Santos Gonçalves Cyrillo, pesquisadora do IZ e diretora do Centro de Pesquisa em Bovinos de Corte, os rebanhos da entidade são praticamente fechados à introdução de material genético de fora, e pela evidente capacidade dos touros e matrizes em colocar velocidade de crescimento e músculo’ nos bezerros, esses animais já são conhecidos como Linhagem IZ, uma linhagem de peso. “Os animais são resultantes do trabalho de seleção sistemático e criterioso para ganho em peso realizado desde 1978, e reconhecido em todo o Brasil”, arremata a pesquisadora.

1310, 2017

Sindan tem novo vice-presidente

O médico veterinário Fausto Terra, diretor da Ourofino Saúde Animal, é o novo vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). Membro do Conselho Consultivo da entidade, Terra avalia que um dos principais objetivos será monitorar e fiscalizar de maneira mais rígida a qualidade na produção de vacinas e de outros produtos veterinários.

“Nessa nova função pretendo lutar pela exigência e pelo monitoramento junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre a qualidade dos produtos desenvolvidos pelas empresas do setor no Brasil”, avalia o novo vice-presidente da entidade, que cumprirá um mandato de três anos.

708, 2017

Consultoria capacita pessoal para o controle de alimentos

Os médicos-veterinários Carlos Magioli e Ronaldo Gil Pereira, com experiência em Inspeção de Produtos de Origem Animal, lançaram oficialmente, no dia 11/04, durante cerimônia solene, na sede da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), a Consultoria Para Alimentos Seguros (Conseg).

De acordo com os sócios, a empresa representa uma nova alternativa para atender à crescente demanda nacional em capacitação e consultoria para o segmento de controle de alimentos e bebidas.

“O objetivo da empresa é capacitar pessoal e com isso criar oportunidades de trabalho no setor público e no privado, visando à produção, conservação, transporte e distribuição de alimentos de origem animal, para atender a um mercado cada vez mais exigente”, explica Pereira.

Durante o lançamento, os médicos-veterinários realizaram duas palestras sobre cenário atual, desafios e perspectivas para a constituição de um sistema de controle dos alimentos integrado no Brasil e as modernas técnicas e ferramentas de qualidade empregadas nas diversas fases da cadeia produtiva para o alcance desse objetivo.

708, 2017

Nutrição fetal de bezerros é tema de projeto da APTA

Garantir uma pecuária lucrativa e eficiente. Esse é o objetivo da pesquisa desenvolvida pela APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que pretende mostrar a importância da programação fetal do rebanho de cria para trazer níveis reprodutivos cada vez melhores.

Segundo Gustavo Resende Siqueira, pesquisador da APTA, o projeto, que ainda está em fase inicial, tem como objetivo avaliar o crescimento e desenvolvimento muscular dos bezerros com a nutrição fetal adequada. “A maior parte do desenvolvimento do feto no útero da vaca ocorre no último terço da gestação, quando há maior exigência por nutrientes”, explica. “É importante garantir uma boa nutrição para as fêmeas nesse momento”.

De acordo com o pesquisador, o próximo passo do projeto é avaliar se a suplementação proteica vai garantir animais com características que potencializam a engorda.

708, 2017

Marcelo Vieira é o novo presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB)

Indicado por seu antecessor, Gustavo Diniz Junqueira, Marcelo Vieira, produtor e administrador de empresas agrícolas de Minas Gerais, assumiu, em março, a presidência da Sociedade Rural Brasileira (SRB).

Vieira, que na gestão anterior ocupava o cargo de vice-presidente, possui experiência de mais de 40 anos em atividades relacionadas ao agronegócio, atuando principalmente na pecuária, plantação de cana-de-açúcar e cultivo de café.

Foi o principal executivo da Adecoagro no Brasil, empresa de alimentos e energia renovável com atuação na América Latina, com produção de grãos e leite na Argentina e etanol, açúcar, energia de biomassa, grãos e algodão no Brasil.

“A atuação da SRB é baseada na constante discussão com governo, entidades e organizações sobre a regulação do setor. O Brasil tem uma regulação muito abrangente na área trabalhista, na área rural, na área ambiental, e tudo isso deve estar em discussão para evitar entraves burocráticos que agreguem custos desnecessários à produção”, destacou Vieira como alguns de seus principais objetivos para sua gestão.

A nova diretoria da SRB para o próximo triênio (2017/2020), tem como vice-presidentes Pedro de Camargo Neto, Jayme da Silva Telles e Francisco de Godoy Bueno. Completam o conselho diretivo da entidade, Adrien, Bento Mineiro, Joaquim Pereira Leite, Guilherme Nastari, Teresa Cristina Vendramini e Frederico D’Avila.

708, 2017

Vendas externas de sêmen crescem 33%

Em 2016, as exportações de sêmen bovino cresceram 33,1%, totalizando 296.371 (corte e leite), segundo relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). Os embarques de sêmen de corte totalizaram quase 135.000 doses, representando um crescimento de 30% sobre 2015. Paraguai, Bolívia e Argentina foram os países que mais importaram.

Já as exportações de sêmen das raças leiteiras brasileiras aumentaram 36%, chegando a 162.000 doses, com destaque para Colômbia, Costa Rica e Equador, como os países que mais importaram. Índia, Sri Lanka e Moçambique também começam a despontar como mercados para a genética brasileira.

Conforme dados da Asbia, no ano passado foram comercializadas 11.723.738 doses de sêmen (mercado interno e externo), ante 12.606.703 doses, o que representa uma queda de 7% em relação a 2015.

708, 2017

“Fazendas digitais” aumentam produtividade e diminuem custos

Segundo dados da Bain & Company, a digitalização das propriedades rurais facilita a tomada de decisão, do plantio à comercialização, aumentando em 10% os ganhos de produtividade, além de reduzir de insumos na comparação com os registros anteriores à implantação desse sistema.

Baseada neste diagnóstico que a AgrusData, agtech especializada na implantação de sistemas inteligentes de Internet das Coisas (Iot) para o agronegócio, trabalha com o conceito de que fazendas digitais custam menos e valem mais. De acordo com cálculos da empresa, com a digitalização, o ganho de patrimônio pode chegar a 3% após 36 meses.

Segundo Herlon Oliveira, CEO da empresa, o processo de digitalização de uma fazenda envolve a instalação de sensores para coleta de dados no solo, maquinários e silos, por exemplo. “Estas informações são transferidas instantaneamente para um banco de dados em nuvem, onde serão processadas e transformadas por um software em recomendações específicas e precisas, que serão encaminhadas em tempo real para o agricultor ou gestor da fazenda”, explica.

Como exemplo, Oliveira destaca que uma única tela apresentará de modo claro e objetivo as informações mais relevantes e exatas sobre clima, solo, plantas, capacidade de armazenagem para a melhor tomada de decisão. “Com isso, o agricultor saberá o quanto de insumo tem que aplicar, em qual talhão e horário; ou ainda se é o momento de acelerar ou parar a colheita; ligar ou interromper um sistema de irrigação; bem como se o silo está cheio e é preciso reorganizar o uxo de caminhões para retirada da safra”, afirma.

O CEO da empresa acrescenta que, além dos benefícios de redução de custos e ganhos de produtividade, devido ao aumento de e ciência operacional, a fazenda digital passa a valer mais justamente por proporcionar controle e organização total das etapas de produção e do ambiente de uma maneira geral.

“A digitalização da propriedade contribui para a adequação fundiária e ambiental do imóvel, bem como facilita a gestão da atividade, o que na prática se con gura na valorização do negócio. É uma espécie de certificação”, arremata o executivo.

708, 2017

Setor agro é boa opção para quem procura emprego

Em cenário de recessão econômica e alta taxa de desemprego, o agronegócio surge como oportunidade para recolocação de profissionais que já trabalham no setor e também para quem vem de outros mercados.

Segundo a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), o saldo comercial dos produtos oriundos do agronegócio garantiram, no ano passado, mais de 70 bilhões de dólares, além de crescimento de 3%. Mesmo diante desse cenário de crise, os números do agro são positivos e as oportunidades de trabalho no setor crescem a cada dia”, afirma Roberto Jerger Fialkovits, professor do MBA em Gestão Estratégica do Agronegócio do Instituto Superior de Administração e Economia/Fundação Getúlio Vargas (ISAE/FGV).

Segundo Fialkovits, o mais importante, para quem deseja buscar oportunidades no agronegócio, é desenvolver uma boa visão sistêmica de processos do agronegócio, e entender qual a sua efetiva contribuição. “Porém, é necessário se capacitar antes, seja em cursos de curta duração ou em MBA ou especialização”, salienta Fialkovitz.

“O agronegócio é um segmento bastante complexo, pois há muitas rami cações de mercados, produtos e serviços, e isso requer análise detalhada por parte do profissional, ou seja, uma visão sistêmica de processos”, enfatiza.

708, 2017

Brasil apresenta aumento de 80% na produção de tilápias

Nos últimos 10 anos, a produção de tilápia, peixe mais cultivado no Brasil, cresceu 80%, graças à intensificação e à modernização do processo produtivo tanto em tanques-rede em reservatórios, como nos viveiros escavados.

Outros fatores que também contribuíram para alavancar a produção de tilápia no País foram clima favorável, rusticidade da espécie aceitando diferentes sistemas de produção; alta demanda dos produtos; além do bom resultado em cultivos intensivos.

Após liderar o mercado de filés de peixe, a espécie agora entra em nicho antes exclusivo de peixes nativos: o consumo de peixes inteiros. As informações fazem parte do projeto “Impactos socioeconômicos da tilapicultura no Brasil”, executado pela Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) e parceiros.

Segundo a médica-veterinária Renata Melon Barroso, da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), coordenadora do projeto, a grande aceitação no mercado nacional faz da tilapicultura um excelente negócio para as regiões em que seu cultivo é permitido. “A atividade tem outro ponto forte, pode ser lucrativa tanto para grandes como pequenos produtores”, diz.

Os dados foram obtidos em sete grandes polos brasileiros de produção da espécie: Orós e Castanhão, no Ceará; Submédio e Baixo São Francisco, na divisa dos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas; Ilha Solteira, na divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul, regiões Norte e Oeste do Paraná e Baixo Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

708, 2017

IB erradica peste suína no Tocantins

O Instituto Biológico (IB-APTA) e a Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Tocantins (Adapec) desenvolveram um trabalho conjunto que resultou na erradicação da peste suína clássica (PSC) no Tocantins.

O reconhecimento, dado pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), permite que o Tocantins possa explorar novos mercados para a exportação além de aumentar a produtividade de suínos no Estado.

Para a pesquisadora do IB, Josete Garcia Bersano, em termos de saúde animal, a erradicação da peste suína clássica em Tocantins foi uma grande conquista que possibilitou o aumento da produção de carne no Estado, já que a doença

é uma enfermidade limitante. “Além disso, com a aprovação pela OIE, vislumbra-se a abertura de novos mercados para exportação a países que não importam carne de locais com incidência da doença”, prevê.

Tocantins possui um rebanho de suínos estimado de 270 mil animais, distribuídos em 164 granjas comerciais cadastradas pela Adapec. Porém, a maior parte da produção é de subsistência. Os municípios que concentram maior número de animais são Araguantins, Formoso do Araguaia, Porto Nacional, Dois Irmãos e Monte do Carmo.

1006, 2017

Alberto Figueiredo assume Secretaria de Agricultura em Resende (RJ)

O engenheiro-agrônomo Alberto Figueiredo, membro da Academia Brasileira de Agricultura e ex-secretário de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, que entre outras realizações, conseguiu eliminar a Febre Aftosa da região, está tomando posse como Secretário de Agricultura do município uminense de Resende onde é um produtor de leite bem-sucedido.

Diretor da SNA-Sociedade Nacional de Agricultura, além de dedicar a vida – mantendo a tradição do pai – à causa da produção rural e do agronegócio, assuntos em que se mantém sempre atualizado, Figueiredo tem muita experiência em administração pública, ótimos contatos e bons amigos. É sucesso garantido.

O prefeito Diogo Balieiro está de parabéns pela escolha, e Resende também.

1006, 2017

Com pouca demanda, arroba do boi continua em baixa

A retração na demanda de carne, registrada em diversas regiões do País, tem segurado a alta nos preços da arroba do boi gordo. Exemplo disso é que parte das indústrias paulistas, em especial as de pequeno porte, estão pulando dias de abate e com altos índices de ociosidade. Em razão desse cenário, as programações de abate estão artificialmente mais alongadas em relação a períodos anteriores.

Mesmo indústrias de grande porte, que possuem parcerias e contratos de boi a termo, apresentam escalas de abate mais espaçadas. Essa folga permite aos frigoríficos testarem o mercado e ofertarem preços abaixo da referência.

Com esse cenário atual, dificilmente haverá grandes valorizações para a arroba do boi gordo nos próximos meses, mesmo com oferta limitada de boiadas, pois a margem de comercialização das indústrias continua em patamares acima da média histórica.

1006, 2017

Melhoramento genético na pecuária leiteira

Pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Gado de Leite indicam que é possível dobrar a velocidade da seleção dos rebanhos leiteiros, com custos menores, utilizando as informações geradas a partir do DNA dos animais.

Esse avanço resulta do sequenciamento genético bovino, anunciado pela revista Science em 2009, com diversos desdobramentos para as pesquisas realizadas no Brasil. O sequenciamento, do qual participaram pesquisadores brasileiros, teve o objetivo de identi car diferenças entre os genomas das raças de origem europeia (Bos taurus taurus) e as raças zebuínas de origem indiana (Bos taurus indicus).

“Identificamos mais de cinco milhões de SNPs especficos para as raças zebuínas”, informa o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Marcos Vinicius da Silva. De acordo com ele, SNP é um tipo de marcador molecular, cuja sigla traduzida para o português significa “polimorfismo de um único nucleotídeo”.

Interesse econômico

As pesquisas coordenadas por Silva identificaram características de interesse econômico para a pecuária de leite, como: tolerância a parasitas e ao estresse térmico; produção de sólidos (proteína, gordura e lactose); persistência da lactação etc. Depois, desenvolveram equações de predição que permitem identificar os efeitos dos SNPs dos indivíduos e selecioná-los de acordo com os interesses econômicos.

A Embrapa Gado de Leite e as associações de criadores de gado estão acertando detalhes para que essa tecnologia esteja, em breve, ao alcance dos produtores. A expectativa é que os testes de progênie dos programas de melhoramento em gado leiteiro passem a usar o valor genômico de touros e vacas.

“A seleção genômica vai racionalizar o processo de melhoramento genético, tornando-o menos arriscado ao produtor”, diz Silva. Ele acrescenta que a seleção genômica irá democratizar as oportunidades do melhoramento genético, na medida em que reduz os custos do processo. O mesmo trabalho que levaria sete anos pode ser feito em apenas dois com maior grau de certeza.

1006, 2017

Prêmio Qualidade do Leite divulga seus vencedores

Após avaliar 2.160 produtores de leite das mais diversas regiões leiteiras do país, a DSM, detentora da marca Tortuga, premiou os vencedores do programa “Qualidade do Leite Começa Aqui!”, durante cerimônia realizada no início de novembro, na capital paulista.

Por meio do programa, a empresa estimula iniciativas de pecuaristas que pautam as suas atividades na alta qualidade e reconhece a aplicação de tecnologias que melhoram o desempenho do rebanho e a rentabilidade da produção leiteira.

Com um total de 157 mil animais avaliados e após as etapas regionais realizadas em sete Estados (Sergipe, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás), os primeiros colocados da categoria “Qualidade do Leite” foram Inelson Enir Fiorezi (Holandês), Antonio Claudimerio dos Reis (Girolando) e Aurélio Dalaio Neto (Jersey). Na categoria “Quantidade mais Qualidade do Leite”, os primeiros lugares foram para Willian Vriesman Sobrinho (Holandês), Williams e Cia Pecuária (Girolando) e Francisco Bastos de Miranda (Jersey).

1006, 2017

Asbia tem novo presidente

O médico-veterinário e diretor executivo da CRI Genética, Sergio Saud, é o novo presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). “O nosso desa o será ampliar o uso da inseminação artificial tanto na pecuária de corte quanto na leiteira”, observou Saud durante a cerimônia de posse, realizada em outubro, na sede da associação, em Uberaba (MG).

Segundo ele, nos últimos anos, graças ao uso da tecnologia e ao surgimento de novos produtos farmacêuticos para inseminação em Tempo Fixo (IATF), o número de fêmeas em idade reprodutiva inseminadas no Brasil tem condições de saltar de 12% para 16% nos próximos 5 anos.

De acordo com o novo presidente da Asbia, é preciso intensi car ainda mais a técnica no país, pois existem algumas ilhas de tecnologia, ou seja, algumas regiões do Brasil concentram pro- dutores altamente tecni cados, que já produzem leite de excelente qualidade, devido à inseminação. “É um mercado excelente com muito potencial para crescer cada vez mais”, avalia Saud.

Fazem parte da nova diretoria, que vai comandar a entidade até 2019, o diretor operacio- nal, Márcio Nery, o diretor técnico Luís Adriano Teixeira e o novo diretor de marketing, Bruno Grubisich. Além de trabalhar para a ampliação do mercado de IA, o grupo dará continuidade aos processos já existentes na entidade, tais como o laboratório de análise de sêmen Asbia/ BIO, localizado em Uberaba, e que entrará em total funcionamento no próximo ano.

1006, 2017

Índice inédito para a comercialização de sêmen

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA)- Esalq/USP rmaram uma parceria para criar o “Índice de Preço Médio de Venda de Sêmen”, cujas informações nortearão a gestão dos negócios no mercado de inseminação artificial de todas as raças com material genético comercializado no mercado nacional.

Esse índice complementará o Index Asbia, documento que reúne dados sobre a produção e comercialização de sêmen bovino e que, a partir do próximo ano, passará a conter também os preços médios de venda. “Atualmente, não há informação do mercado de inseminação em relação à valoração do sêmen, que permita uma análise estratégica por parte das empresas e associações de raça e produtores de genética em relação ao valor médio das doses de sêmen comercializadas em cada raça, daí a criação do índice”, justificou o ex-presidente da Asbia, Carlos Vivacqua.

De acordo com o executivo, em nenhum país do mundo, existe essa informação setorial, que é estratégica para gestão do negócio da cadeia como um todo. As informações relativas ao preço do sêmen serão de uso exclusivo, interno e gerencial dos associados da ASBIA e serão utilizadas por eles para nortear a gestão dos negócios.

O “Índice de Preço Médio de Venda de Sêmen” será elaborado pelo Cepea com base em informações enviadas pelas empresas do setor, a partir de um software do centro de pesquisa. A expectativa é de que, em fevereiro de 2017, os associados da Asbia recebam o Index já contendo esses dados.

1006, 2017

Pecuária familiar é tema de livro no RS

O livro Pecuária Familiar no Rio Grande do Sul: história, diversidade social e dinâmicas de desenvolvimento, lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, no início de novembro, traz a compilação de diversos materiais científicos gerados por diferentes instituições sobre o tema, desde o ano 2000 até os dias atuais.

A publicação contou com a colaboração de dois pesquisadores da Embrapa: Marcos Borba, da Embrapa Pecuária Sul, e Rafael Gastal Porto, da Embrapa Roraima. “A pecuária familiar sempre foi presente e tem motivado interesse mais recentemente. A experiência do Alto Camaquã está ali contemplada pela importância que acabou assumindo, devido aos muitos trabalhos que foram realizados, principalmente na dimensão social”, informa Borba.

De acordo com o coautor, a ideia de se fazer o livro surgiu há pouco mais de cinco anos, com o objetivo de traçar uma perspectiva histórica sobre a pecuária familiar no Estado gaúcho. “Desde o princípio, percebemos que existia pecuária familiar no Rio Grande do Sul. Então, aquela ideia de que o Estado foi povoado unicamente com base no latifúndio não se cunha como totalmente real”, explica.

“Ao mesmo tempo que produz, a pecuária familiar exerce um papel fundamental na conservação”, observa Borba e acrescenta que, atualmente, os maiores contingentes de campo que ainda sobrevivem estão sob uso e controle da pecuária familiar, que tem características distintas, seja do ponto de vista social, seja produtivo. “Destaco ainda o fato de ela possuir um vínculo muito mais forte da produção pecuária sobre campo nativo. Estas são características históricas, mas que hoje começam a as- sumir um papel de oportunidades num mundo contemporâneo.”

1006, 2017

Desempenho da IATF em risco

O que poderia ser uma coincidência tem se tornado uma ameaça à fertilidade dos plantéis. Com a volta das chuvas e a melhora gradativa das pastagens, muitos produtores se apressam em colocar suas fêmeas em estação de monta, porém, o início do manejo, coincide com a segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa, obrigatória para todas as categorias em quase todos os Estados durante o mês de novembro.

Em Miranda, no Mato Grosso do Sul, um estudo conduzido por oito pesquisadores, revelou que os animais vacinados no 30o dia após a inseminação artificial em tempo xo (IATF) tiveram perda gestacional 4,2 vezes superiores quando comparados ao grupo vacinado 20 dias antes de passar pela inseminação. Ou seja, a vacinação feita após o manejo reduziu a fertilidade das fêmeas em 16,5%.

Segundo o vice-presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), Sebastião Guedes, esse risco precisa ser informado com antecedência. “É obrigação dos fornecedores avisarem os criadores sobre os perigos que a vacina contra a aftosa pode provocar quando aplicada após a IATF. Acredito que deveria ser de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) exigir dos fabricantes de vacinas que invistam na comunicação do problema e, deste modo, orientem os produtores sobre o que fazer para reduzir essas perdas”, avalia Guedes.

A partir de 2017, a Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso) vai inverter o calendário de vacinação contra a febre aftosa no Estado. Em maio, a vacina será aplicada em todo o rebanho (de mamando a caducando), enquanto em novembro serão vacinados apenas os animais de zero a 24 meses. “Outros Estados deveriam seguir o exemplo da Famato e pleitear, junto ao Mapa, alterações em seus calendários de vacinação. Certamente, reduziriam os problemas de perda gestacional decorrente da vacina contra aftosa”, diz Guedes.