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Por André Casagrande

Top News 2017-07-02T12:21:10+00:00
1310, 2017

Sindan tem novo vice-presidente

O médico veterinário Fausto Terra, diretor da Ourofino Saúde Animal, é o novo vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). Membro do Conselho Consultivo da entidade, Terra avalia que um dos principais objetivos será monitorar e fiscalizar de maneira mais rígida a qualidade na produção de vacinas e de outros produtos veterinários.

“Nessa nova função pretendo lutar pela exigência e pelo monitoramento junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre a qualidade dos produtos desenvolvidos pelas empresas do setor no Brasil”, avalia o novo vice-presidente da entidade, que cumprirá um mandato de três anos.

1310, 2017

Parceria garante atendimento veterinário a animais Senepol em MG

A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol), através de uma parceria com o Centro Universitário do Triângulo (Unitri) e a PrimeVet Brasil, vai garantir atendimento clínico e cirúrgico aos animais dessa raça. A ideia, inicialmente, é oferecer esse tipo de serviço aos associados da entidade que estejam localizados em um raio de até 200 quilômetros de Uberlândia (MG), uma das regiões com maior concentração de rebanhos da raça Senepol.

Além disso, a parceria vai garantir atendimento de qualidade a um preço acessível para os pecuaristas, que arcará apenas com os custos de deslocamento da equipe técnica e da medicação, beneficiando, principalmente, os pequenos produtores.

Segundo o coordenador do projeto, Silvio André Pereira, professor da Unitri, que contará com a participação dos acadêmicos do curso de medicina veterinária da instituição, objetivo é proporcionar aos alunos um maior contato com situações do dia-a-dia no atendimento clínico e cirúrgico em bovinos Senepol, de modo a colocar em prática o conteúdo aprendido nas aulas teóricas.

1310, 2017

Brasil aumenta em 60,4% comercialização de sêmen no primeiro semestre

As vendas internas e as exportações de sêmen encerraram o primeiro semestre deste ano com resultado positivo nas. No período, a comercialização para o exterior cresceu 60,4%m segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os números fazem parte do balanço semestral do setor, o Index Asbia 2017, divulgado em setembro pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), que também registrou aumento de 7,6% no mercado doméstico.

As raças de corte que mais contribuíram para esse incremento na comercialização de sêmen foram Angus, Nelore, Nelore CEIP, Red Angus, Brangus, Nelore Mocho, Braford, Hereford Mocho e Senepol. Nas raças de leite, os destaques foram para Holandês, Jersey, Gir Leiteiro, Girolando 3/4, Girolando 5/8, Guzerá Leiteiro, Pardo-Suíço Leiteiro, Holandês Vermelho, Braunvieh e Sindi Leiteiro.

Foto: Material genético bovino congelado a 190 graus celcius abaixo de zero em nitrogênio líquido. Unidade de Coleta de Sêmen da EBDA. Mateus Pereira/AGECOM

1310, 2017

Raiva causa morte de 1001 animais e dois humanos em 2016

Levantamento feito pelo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou 1001 casos de raiva em animais no Brasil, no ano passado. No mesmo período, a cobertura vacinal em cães e gatos foi de apenas 25% em todo o País. Segundo a primeira diretora técnica médica-veterinária do Instituto Pasteur e membro da Comissão de Saúde Pública Veterinária do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), Luciana Hardt Gomes, a principal medida para prevenção da doença é a vacinação anual dos animais.

Conforme a especialista, nos últimos anos a variante canina do vírus, que acomete os animais de agressividade, não tem sido isolada em animais, entretanto, está sendo cada vez mais comum o número de casos em cães e gatos por variante transmitida por morcegos, que faz com que os animais não apresentem os sintomas comuns da doença, mas sim uma paralisia. “Por isso, é preciso ressaltar ainda mais a guarda responsável”.

Já em relação aos humanos, Luciana explica que, por conta da pouca cobertura vacinal, quase 415 mil pessoas receberam atendimento profilático pós-exposição após terem sido agredidas por animais não vacinados contra a raiva. “Se uma pessoa for agredida por um animal contaminado, a primeira ação a ser tomada é lavar a ferida com água e sabão, além de seguir para o atendimento médico”, aconselha Luciana. Segundo ela, há apenas um caso no Brasil em que houve a cura da raiva humana, sendo igualmente rara no mundo todo. “O tratamento ainda é experimental”, arremata.

1310, 2017

Projeto “Carne de Zebu” é lançado em Mato Grosso do Sul

O projeto Carne de Zebu, idealizado pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), foi lançado em setembro, durante o Figueirão + Rural/Campo Forte, na cidade de Figueirão (MS).

Com o objetivo de apresentar a eficiência da utilização de touros Puros de Origem (PO) de raças zebuínas na produção, os animais terão controle zootécnico até o abate, com suporte da equipe técnica da ABCZ.

Eles serão pesados ao desmame e ao sobreano, sendo que nesta última fase será medido o perímetro escrotal de todos os animais, avaliação visual e ultrassonografia de carcaça. Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuário de Mato Grosso do Sul (Famasul), Maurício Saito, o projeto é resultado do perfil empreendedor dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul.

Nos últimos 20 anos, de acordo com Saito, o Estado teve um crescimento superior a 32% de entrega de carne bovina e, no mesmo período, um crescimento de rebanho inferior a 1,8%. “Isso demonstra o aumento de produtividade através da adoção de novas tecnologias por parte dos produtores rurais”, avaliou.

1310, 2017

Exportação de frango atinge 387 mil toneladas em setembro

Os embarques de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 387,5 mil toneladas em setembro, ante os 386,9 mil registrados no mesmo período no ano passado crescimento de 0,2%. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a receita, no acumulado do ano, é positiva, com US$ 5,526 bilhões nos nove primeiros meses de 2017, resultado 5,5% superior aos US$ 5,238 bilhões registrados em 2016. Para o presidente executivo da ABPA, Francisco Turra, o que contribuiu para esses números foram as vendas para a África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Catar e México.

1310, 2017

Sumário de Touros Senepol PMGS/Embrapa tem nova edição

A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol) lançou, no começo de outubro, nova edição do Sumário de Touros Senepol-PMGS/Geneplus, em parceria com a Embrapa Gado de Corte. O documento foi desenvolvido a partir de uma base de dados com informações de progênies nascidas no período de 1980 a 2016 que, depois de submetidas às devidas análises de consistência, totalizaram 98.320 animais com registros válidos, relacionados às diversas características avaliadas. Foram avaliados 1.138 touros da raça Senepol.

Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Gilberto Menezes, houve um aumento significativo em toda a base de dados utilizada para gerar o Sumário de Touros 2017. “Tivemos um incremento do número de registros válidos das características avaliadas em cerca de 50% em 2017, se comparado à versão do ano passado”, diz. Trata-se de uma ótima notícia para os criadores da raça, visto que significa maior qualidade nas informações disponíveis para a condução de seus trabalhos de seleção”, explica.

1310, 2017

Parceira cria “Protocolo de Carne Sustentável”

Uma parceria entre a Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO) e o WWF-Brasil, que quer garantir origem e rastreabilidade de animais em toda cadeia produtiva da região pantaneira e a padronização de seus processos, uniram-se para anunciar o “Protocolo de Carne Sustentável”. O procedimento é o primeiro no Brasil a incluir conservação ambiental em selo de raças bovinas. Segundo o diretor da ABPO, Eduardo Afonso de Cruzeto, a sistematização do modelo tradicional do pantaneiro, grande responsável pela preservação da maior área úmida do planeta, é o grande trunfo desse protocolo.

“O modelo tradicional do pantaneiro, que ocupa a região há mais de 200 anos com pecuária, permitiu que 82% do Pantanal fosse preservado”, avalia Cruzeto, acrescentando que a adaptação feita da atividade ao ciclo de águas, de cheia e vazante, características do bioma, garantiram a sustentabilidade do processo.

O procedimento é o primeiro no país a inserir a conservação ambiental em certificação de raças bovinas. Além da preocupação com o bem-estar animal durante todo o processo, os bois têm identificação individual, com informações com o ano em que nasceu, raça, fazenda, tipo de nutrição e intervenções.  O “Protocolo de carne sustentável” é auditado pelo Instituto Biodinâmico (IBD) e fiscalizado pelo Ministério da Agricultura, sob a responsabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

1310, 2017

Produtores paulistas de queijo se unem para criar selo de qualidade

Criar um selo de qualidade que identifique as queijarias de alto padrão. Esse é um dos objetivos que dez pequenos produtores de queijo do Estado de São Paulo pretendem atingir com a criação do Caminho do Queijo Artesanal Paulista. O lançamento do projeto aconteceu em setembro com a ideia de valorizar a o queijo paulista, impulsionar a produção local, além de mostrar que a São Paulo também fabrica queijos de alta qualidade.

O mapa do Caminho do Queijo Artesanal Paulista deve ter a incorporação de mais queijarias ao grupo, desde que sua produção siga os preceitos expressos do manifesto, isto é, que seja feita em pequena escala, com a predominância dos processos manuais e utilização exclusiva de leite produzido na própria queijaria ou arredores.

O Caminho do Queijo Artesanal Paulista conta com o apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado e conta com dez das mais premiadas e reconhecidas queijarias artesanais de São Paulo. São elas: Capril do Bosque (Joanópolis), Estância Silvania (Caçapava), Fazenda Atalaia (Amparo), Fazenda Dona Carolina (Porangaba), Fazenda Santa Helena (Jacupiranga), Fazenda Santa Luzia (Itapetininga), Laticínio Artesanal Montezuma (São João da Boa Vista), Leiteria Santa Paula (São José do Rio Pardo), Pardinho Artesanal (Pardinho) e Queijaria Rima (Porto Feliz).

1310, 2017

Reprodutores da Linhagem IZ tem novo sumário

“Linhagem IZ, uma linhagem de peso”. É com essa chancela que o Sumário de Touros e Matrizes Nelore IZ/2017, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, foi lançado durante a última edição da Expogenética, realizada em Uberaba, MG.

A novidade da Avaliação Genética de 2017, no Sumário de Touros e Matrizes do IZ, é a incorporação de informações genômicas aos dados de pedigree dos animais avaliados. A genômica fornece acurácia adicional à predição da diferença esperada na progênie (DEP) dos animais e melhora a eficiência do processo de seleção. Além disso, o pecuarista terá em detalhes as novas informações sobre as Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs) – metodologia que avalia os touros pelo desempenho produtivo de sua descendência – para características relacionadas ao desenvolvimento ponderal.

No novo sumário também serão disponibilizadas as diferenças esperadas na progênie para características de carcaça, obtidas pela técnica da ultrassonografia, e para a característica dias ao parto, que indica a fertilidade das matrizes.

Segundo Joslaine Noely dos Santos Gonçalves Cyrillo, pesquisadora do IZ e diretora do Centro de Pesquisa em Bovinos de Corte, os rebanhos da entidade são praticamente fechados à introdução de material genético de fora, e pela evidente capacidade dos touros e matrizes em colocar velocidade de crescimento e músculo’ nos bezerros, esses animais já são conhecidos como Linhagem IZ, uma linhagem de peso. “Os animais são resultantes do trabalho de seleção sistemático e criterioso para ganho em peso realizado desde 1978, e reconhecido em todo o Brasil”, arremata a pesquisadora.

708, 2017

Consultoria capacita pessoal para o controle de alimentos

Os médicos-veterinários Carlos Magioli e Ronaldo Gil Pereira, com experiência em Inspeção de Produtos de Origem Animal, lançaram oficialmente, no dia 11/04, durante cerimônia solene, na sede da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), a Consultoria Para Alimentos Seguros (Conseg).

De acordo com os sócios, a empresa representa uma nova alternativa para atender à crescente demanda nacional em capacitação e consultoria para o segmento de controle de alimentos e bebidas.

“O objetivo da empresa é capacitar pessoal e com isso criar oportunidades de trabalho no setor público e no privado, visando à produção, conservação, transporte e distribuição de alimentos de origem animal, para atender a um mercado cada vez mais exigente”, explica Pereira.

Durante o lançamento, os médicos-veterinários realizaram duas palestras sobre cenário atual, desafios e perspectivas para a constituição de um sistema de controle dos alimentos integrado no Brasil e as modernas técnicas e ferramentas de qualidade empregadas nas diversas fases da cadeia produtiva para o alcance desse objetivo.

708, 2017

Nutrição fetal de bezerros é tema de projeto da APTA

Garantir uma pecuária lucrativa e eficiente. Esse é o objetivo da pesquisa desenvolvida pela APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que pretende mostrar a importância da programação fetal do rebanho de cria para trazer níveis reprodutivos cada vez melhores.

Segundo Gustavo Resende Siqueira, pesquisador da APTA, o projeto, que ainda está em fase inicial, tem como objetivo avaliar o crescimento e desenvolvimento muscular dos bezerros com a nutrição fetal adequada. “A maior parte do desenvolvimento do feto no útero da vaca ocorre no último terço da gestação, quando há maior exigência por nutrientes”, explica. “É importante garantir uma boa nutrição para as fêmeas nesse momento”.

De acordo com o pesquisador, o próximo passo do projeto é avaliar se a suplementação proteica vai garantir animais com características que potencializam a engorda.

708, 2017

Marcelo Vieira é o novo presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB)

Indicado por seu antecessor, Gustavo Diniz Junqueira, Marcelo Vieira, produtor e administrador de empresas agrícolas de Minas Gerais, assumiu, em março, a presidência da Sociedade Rural Brasileira (SRB).

Vieira, que na gestão anterior ocupava o cargo de vice-presidente, possui experiência de mais de 40 anos em atividades relacionadas ao agronegócio, atuando principalmente na pecuária, plantação de cana-de-açúcar e cultivo de café.

Foi o principal executivo da Adecoagro no Brasil, empresa de alimentos e energia renovável com atuação na América Latina, com produção de grãos e leite na Argentina e etanol, açúcar, energia de biomassa, grãos e algodão no Brasil.

“A atuação da SRB é baseada na constante discussão com governo, entidades e organizações sobre a regulação do setor. O Brasil tem uma regulação muito abrangente na área trabalhista, na área rural, na área ambiental, e tudo isso deve estar em discussão para evitar entraves burocráticos que agreguem custos desnecessários à produção”, destacou Vieira como alguns de seus principais objetivos para sua gestão.

A nova diretoria da SRB para o próximo triênio (2017/2020), tem como vice-presidentes Pedro de Camargo Neto, Jayme da Silva Telles e Francisco de Godoy Bueno. Completam o conselho diretivo da entidade, Adrien, Bento Mineiro, Joaquim Pereira Leite, Guilherme Nastari, Teresa Cristina Vendramini e Frederico D’Avila.

708, 2017

Vendas externas de sêmen crescem 33%

Em 2016, as exportações de sêmen bovino cresceram 33,1%, totalizando 296.371 (corte e leite), segundo relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). Os embarques de sêmen de corte totalizaram quase 135.000 doses, representando um crescimento de 30% sobre 2015. Paraguai, Bolívia e Argentina foram os países que mais importaram.

Já as exportações de sêmen das raças leiteiras brasileiras aumentaram 36%, chegando a 162.000 doses, com destaque para Colômbia, Costa Rica e Equador, como os países que mais importaram. Índia, Sri Lanka e Moçambique também começam a despontar como mercados para a genética brasileira.

Conforme dados da Asbia, no ano passado foram comercializadas 11.723.738 doses de sêmen (mercado interno e externo), ante 12.606.703 doses, o que representa uma queda de 7% em relação a 2015.

708, 2017

“Fazendas digitais” aumentam produtividade e diminuem custos

Segundo dados da Bain & Company, a digitalização das propriedades rurais facilita a tomada de decisão, do plantio à comercialização, aumentando em 10% os ganhos de produtividade, além de reduzir de insumos na comparação com os registros anteriores à implantação desse sistema.

Baseada neste diagnóstico que a AgrusData, agtech especializada na implantação de sistemas inteligentes de Internet das Coisas (Iot) para o agronegócio, trabalha com o conceito de que fazendas digitais custam menos e valem mais. De acordo com cálculos da empresa, com a digitalização, o ganho de patrimônio pode chegar a 3% após 36 meses.

Segundo Herlon Oliveira, CEO da empresa, o processo de digitalização de uma fazenda envolve a instalação de sensores para coleta de dados no solo, maquinários e silos, por exemplo. “Estas informações são transferidas instantaneamente para um banco de dados em nuvem, onde serão processadas e transformadas por um software em recomendações específicas e precisas, que serão encaminhadas em tempo real para o agricultor ou gestor da fazenda”, explica.

Como exemplo, Oliveira destaca que uma única tela apresentará de modo claro e objetivo as informações mais relevantes e exatas sobre clima, solo, plantas, capacidade de armazenagem para a melhor tomada de decisão. “Com isso, o agricultor saberá o quanto de insumo tem que aplicar, em qual talhão e horário; ou ainda se é o momento de acelerar ou parar a colheita; ligar ou interromper um sistema de irrigação; bem como se o silo está cheio e é preciso reorganizar o uxo de caminhões para retirada da safra”, afirma.

O CEO da empresa acrescenta que, além dos benefícios de redução de custos e ganhos de produtividade, devido ao aumento de e ciência operacional, a fazenda digital passa a valer mais justamente por proporcionar controle e organização total das etapas de produção e do ambiente de uma maneira geral.

“A digitalização da propriedade contribui para a adequação fundiária e ambiental do imóvel, bem como facilita a gestão da atividade, o que na prática se con gura na valorização do negócio. É uma espécie de certificação”, arremata o executivo.

708, 2017

Setor agro é boa opção para quem procura emprego

Em cenário de recessão econômica e alta taxa de desemprego, o agronegócio surge como oportunidade para recolocação de profissionais que já trabalham no setor e também para quem vem de outros mercados.

Segundo a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), o saldo comercial dos produtos oriundos do agronegócio garantiram, no ano passado, mais de 70 bilhões de dólares, além de crescimento de 3%. Mesmo diante desse cenário de crise, os números do agro são positivos e as oportunidades de trabalho no setor crescem a cada dia”, afirma Roberto Jerger Fialkovits, professor do MBA em Gestão Estratégica do Agronegócio do Instituto Superior de Administração e Economia/Fundação Getúlio Vargas (ISAE/FGV).

Segundo Fialkovits, o mais importante, para quem deseja buscar oportunidades no agronegócio, é desenvolver uma boa visão sistêmica de processos do agronegócio, e entender qual a sua efetiva contribuição. “Porém, é necessário se capacitar antes, seja em cursos de curta duração ou em MBA ou especialização”, salienta Fialkovitz.

“O agronegócio é um segmento bastante complexo, pois há muitas rami cações de mercados, produtos e serviços, e isso requer análise detalhada por parte do profissional, ou seja, uma visão sistêmica de processos”, enfatiza.

708, 2017

Brasil apresenta aumento de 80% na produção de tilápias

Nos últimos 10 anos, a produção de tilápia, peixe mais cultivado no Brasil, cresceu 80%, graças à intensificação e à modernização do processo produtivo tanto em tanques-rede em reservatórios, como nos viveiros escavados.

Outros fatores que também contribuíram para alavancar a produção de tilápia no País foram clima favorável, rusticidade da espécie aceitando diferentes sistemas de produção; alta demanda dos produtos; além do bom resultado em cultivos intensivos.

Após liderar o mercado de filés de peixe, a espécie agora entra em nicho antes exclusivo de peixes nativos: o consumo de peixes inteiros. As informações fazem parte do projeto “Impactos socioeconômicos da tilapicultura no Brasil”, executado pela Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) e parceiros.

Segundo a médica-veterinária Renata Melon Barroso, da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), coordenadora do projeto, a grande aceitação no mercado nacional faz da tilapicultura um excelente negócio para as regiões em que seu cultivo é permitido. “A atividade tem outro ponto forte, pode ser lucrativa tanto para grandes como pequenos produtores”, diz.

Os dados foram obtidos em sete grandes polos brasileiros de produção da espécie: Orós e Castanhão, no Ceará; Submédio e Baixo São Francisco, na divisa dos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas; Ilha Solteira, na divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul, regiões Norte e Oeste do Paraná e Baixo Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

708, 2017

IB erradica peste suína no Tocantins

O Instituto Biológico (IB-APTA) e a Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Tocantins (Adapec) desenvolveram um trabalho conjunto que resultou na erradicação da peste suína clássica (PSC) no Tocantins.

O reconhecimento, dado pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), permite que o Tocantins possa explorar novos mercados para a exportação além de aumentar a produtividade de suínos no Estado.

Para a pesquisadora do IB, Josete Garcia Bersano, em termos de saúde animal, a erradicação da peste suína clássica em Tocantins foi uma grande conquista que possibilitou o aumento da produção de carne no Estado, já que a doença

é uma enfermidade limitante. “Além disso, com a aprovação pela OIE, vislumbra-se a abertura de novos mercados para exportação a países que não importam carne de locais com incidência da doença”, prevê.

Tocantins possui um rebanho de suínos estimado de 270 mil animais, distribuídos em 164 granjas comerciais cadastradas pela Adapec. Porém, a maior parte da produção é de subsistência. Os municípios que concentram maior número de animais são Araguantins, Formoso do Araguaia, Porto Nacional, Dois Irmãos e Monte do Carmo.

1006, 2017

Alberto Figueiredo assume Secretaria de Agricultura em Resende (RJ)

O engenheiro-agrônomo Alberto Figueiredo, membro da Academia Brasileira de Agricultura e ex-secretário de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, que entre outras realizações, conseguiu eliminar a Febre Aftosa da região, está tomando posse como Secretário de Agricultura do município uminense de Resende onde é um produtor de leite bem-sucedido.

Diretor da SNA-Sociedade Nacional de Agricultura, além de dedicar a vida – mantendo a tradição do pai – à causa da produção rural e do agronegócio, assuntos em que se mantém sempre atualizado, Figueiredo tem muita experiência em administração pública, ótimos contatos e bons amigos. É sucesso garantido.

O prefeito Diogo Balieiro está de parabéns pela escolha, e Resende também.

1006, 2017

Com pouca demanda, arroba do boi continua em baixa

A retração na demanda de carne, registrada em diversas regiões do País, tem segurado a alta nos preços da arroba do boi gordo. Exemplo disso é que parte das indústrias paulistas, em especial as de pequeno porte, estão pulando dias de abate e com altos índices de ociosidade. Em razão desse cenário, as programações de abate estão artificialmente mais alongadas em relação a períodos anteriores.

Mesmo indústrias de grande porte, que possuem parcerias e contratos de boi a termo, apresentam escalas de abate mais espaçadas. Essa folga permite aos frigoríficos testarem o mercado e ofertarem preços abaixo da referência.

Com esse cenário atual, dificilmente haverá grandes valorizações para a arroba do boi gordo nos próximos meses, mesmo com oferta limitada de boiadas, pois a margem de comercialização das indústrias continua em patamares acima da média histórica.

1006, 2017

Melhoramento genético na pecuária leiteira

Pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Gado de Leite indicam que é possível dobrar a velocidade da seleção dos rebanhos leiteiros, com custos menores, utilizando as informações geradas a partir do DNA dos animais.

Esse avanço resulta do sequenciamento genético bovino, anunciado pela revista Science em 2009, com diversos desdobramentos para as pesquisas realizadas no Brasil. O sequenciamento, do qual participaram pesquisadores brasileiros, teve o objetivo de identi car diferenças entre os genomas das raças de origem europeia (Bos taurus taurus) e as raças zebuínas de origem indiana (Bos taurus indicus).

“Identificamos mais de cinco milhões de SNPs especficos para as raças zebuínas”, informa o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Marcos Vinicius da Silva. De acordo com ele, SNP é um tipo de marcador molecular, cuja sigla traduzida para o português significa “polimorfismo de um único nucleotídeo”.

Interesse econômico

As pesquisas coordenadas por Silva identificaram características de interesse econômico para a pecuária de leite, como: tolerância a parasitas e ao estresse térmico; produção de sólidos (proteína, gordura e lactose); persistência da lactação etc. Depois, desenvolveram equações de predição que permitem identificar os efeitos dos SNPs dos indivíduos e selecioná-los de acordo com os interesses econômicos.

A Embrapa Gado de Leite e as associações de criadores de gado estão acertando detalhes para que essa tecnologia esteja, em breve, ao alcance dos produtores. A expectativa é que os testes de progênie dos programas de melhoramento em gado leiteiro passem a usar o valor genômico de touros e vacas.

“A seleção genômica vai racionalizar o processo de melhoramento genético, tornando-o menos arriscado ao produtor”, diz Silva. Ele acrescenta que a seleção genômica irá democratizar as oportunidades do melhoramento genético, na medida em que reduz os custos do processo. O mesmo trabalho que levaria sete anos pode ser feito em apenas dois com maior grau de certeza.

1006, 2017

Prêmio Qualidade do Leite divulga seus vencedores

Após avaliar 2.160 produtores de leite das mais diversas regiões leiteiras do país, a DSM, detentora da marca Tortuga, premiou os vencedores do programa “Qualidade do Leite Começa Aqui!”, durante cerimônia realizada no início de novembro, na capital paulista.

Por meio do programa, a empresa estimula iniciativas de pecuaristas que pautam as suas atividades na alta qualidade e reconhece a aplicação de tecnologias que melhoram o desempenho do rebanho e a rentabilidade da produção leiteira.

Com um total de 157 mil animais avaliados e após as etapas regionais realizadas em sete Estados (Sergipe, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás), os primeiros colocados da categoria “Qualidade do Leite” foram Inelson Enir Fiorezi (Holandês), Antonio Claudimerio dos Reis (Girolando) e Aurélio Dalaio Neto (Jersey). Na categoria “Quantidade mais Qualidade do Leite”, os primeiros lugares foram para Willian Vriesman Sobrinho (Holandês), Williams e Cia Pecuária (Girolando) e Francisco Bastos de Miranda (Jersey).

1006, 2017

Asbia tem novo presidente

O médico-veterinário e diretor executivo da CRI Genética, Sergio Saud, é o novo presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). “O nosso desa o será ampliar o uso da inseminação artificial tanto na pecuária de corte quanto na leiteira”, observou Saud durante a cerimônia de posse, realizada em outubro, na sede da associação, em Uberaba (MG).

Segundo ele, nos últimos anos, graças ao uso da tecnologia e ao surgimento de novos produtos farmacêuticos para inseminação em Tempo Fixo (IATF), o número de fêmeas em idade reprodutiva inseminadas no Brasil tem condições de saltar de 12% para 16% nos próximos 5 anos.

De acordo com o novo presidente da Asbia, é preciso intensi car ainda mais a técnica no país, pois existem algumas ilhas de tecnologia, ou seja, algumas regiões do Brasil concentram pro- dutores altamente tecni cados, que já produzem leite de excelente qualidade, devido à inseminação. “É um mercado excelente com muito potencial para crescer cada vez mais”, avalia Saud.

Fazem parte da nova diretoria, que vai comandar a entidade até 2019, o diretor operacio- nal, Márcio Nery, o diretor técnico Luís Adriano Teixeira e o novo diretor de marketing, Bruno Grubisich. Além de trabalhar para a ampliação do mercado de IA, o grupo dará continuidade aos processos já existentes na entidade, tais como o laboratório de análise de sêmen Asbia/ BIO, localizado em Uberaba, e que entrará em total funcionamento no próximo ano.

1006, 2017

Índice inédito para a comercialização de sêmen

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA)- Esalq/USP rmaram uma parceria para criar o “Índice de Preço Médio de Venda de Sêmen”, cujas informações nortearão a gestão dos negócios no mercado de inseminação artificial de todas as raças com material genético comercializado no mercado nacional.

Esse índice complementará o Index Asbia, documento que reúne dados sobre a produção e comercialização de sêmen bovino e que, a partir do próximo ano, passará a conter também os preços médios de venda. “Atualmente, não há informação do mercado de inseminação em relação à valoração do sêmen, que permita uma análise estratégica por parte das empresas e associações de raça e produtores de genética em relação ao valor médio das doses de sêmen comercializadas em cada raça, daí a criação do índice”, justificou o ex-presidente da Asbia, Carlos Vivacqua.

De acordo com o executivo, em nenhum país do mundo, existe essa informação setorial, que é estratégica para gestão do negócio da cadeia como um todo. As informações relativas ao preço do sêmen serão de uso exclusivo, interno e gerencial dos associados da ASBIA e serão utilizadas por eles para nortear a gestão dos negócios.

O “Índice de Preço Médio de Venda de Sêmen” será elaborado pelo Cepea com base em informações enviadas pelas empresas do setor, a partir de um software do centro de pesquisa. A expectativa é de que, em fevereiro de 2017, os associados da Asbia recebam o Index já contendo esses dados.

1006, 2017

Pecuária familiar é tema de livro no RS

O livro Pecuária Familiar no Rio Grande do Sul: história, diversidade social e dinâmicas de desenvolvimento, lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, no início de novembro, traz a compilação de diversos materiais científicos gerados por diferentes instituições sobre o tema, desde o ano 2000 até os dias atuais.

A publicação contou com a colaboração de dois pesquisadores da Embrapa: Marcos Borba, da Embrapa Pecuária Sul, e Rafael Gastal Porto, da Embrapa Roraima. “A pecuária familiar sempre foi presente e tem motivado interesse mais recentemente. A experiência do Alto Camaquã está ali contemplada pela importância que acabou assumindo, devido aos muitos trabalhos que foram realizados, principalmente na dimensão social”, informa Borba.

De acordo com o coautor, a ideia de se fazer o livro surgiu há pouco mais de cinco anos, com o objetivo de traçar uma perspectiva histórica sobre a pecuária familiar no Estado gaúcho. “Desde o princípio, percebemos que existia pecuária familiar no Rio Grande do Sul. Então, aquela ideia de que o Estado foi povoado unicamente com base no latifúndio não se cunha como totalmente real”, explica.

“Ao mesmo tempo que produz, a pecuária familiar exerce um papel fundamental na conservação”, observa Borba e acrescenta que, atualmente, os maiores contingentes de campo que ainda sobrevivem estão sob uso e controle da pecuária familiar, que tem características distintas, seja do ponto de vista social, seja produtivo. “Destaco ainda o fato de ela possuir um vínculo muito mais forte da produção pecuária sobre campo nativo. Estas são características históricas, mas que hoje começam a as- sumir um papel de oportunidades num mundo contemporâneo.”

1006, 2017

Desempenho da IATF em risco

O que poderia ser uma coincidência tem se tornado uma ameaça à fertilidade dos plantéis. Com a volta das chuvas e a melhora gradativa das pastagens, muitos produtores se apressam em colocar suas fêmeas em estação de monta, porém, o início do manejo, coincide com a segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa, obrigatória para todas as categorias em quase todos os Estados durante o mês de novembro.

Em Miranda, no Mato Grosso do Sul, um estudo conduzido por oito pesquisadores, revelou que os animais vacinados no 30o dia após a inseminação artificial em tempo xo (IATF) tiveram perda gestacional 4,2 vezes superiores quando comparados ao grupo vacinado 20 dias antes de passar pela inseminação. Ou seja, a vacinação feita após o manejo reduziu a fertilidade das fêmeas em 16,5%.

Segundo o vice-presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), Sebastião Guedes, esse risco precisa ser informado com antecedência. “É obrigação dos fornecedores avisarem os criadores sobre os perigos que a vacina contra a aftosa pode provocar quando aplicada após a IATF. Acredito que deveria ser de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) exigir dos fabricantes de vacinas que invistam na comunicação do problema e, deste modo, orientem os produtores sobre o que fazer para reduzir essas perdas”, avalia Guedes.

A partir de 2017, a Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso) vai inverter o calendário de vacinação contra a febre aftosa no Estado. Em maio, a vacina será aplicada em todo o rebanho (de mamando a caducando), enquanto em novembro serão vacinados apenas os animais de zero a 24 meses. “Outros Estados deveriam seguir o exemplo da Famato e pleitear, junto ao Mapa, alterações em seus calendários de vacinação. Certamente, reduziriam os problemas de perda gestacional decorrente da vacina contra aftosa”, diz Guedes.