Freud e o cão

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Até hoje controverso e motivo de intermináveis discussões sobre a importância do seu método terapêutico para amenizar ou solucionar os problemas da alma (psique), Sigmund Schlomo Freud foi um médico neurologista austríaco nascido em 1856 e falecido em Londres em 1939 de câncer de mandíbula, após ter se submetido a 33 cirurgias.

Foi o fundador da psicanálise, método que inicialmente empregou para o tratamento da histeria.

Reconhecido no mundo todo como grande cientista e escritor, recebeu, em 1930, o Prêmio Goethe e é dele a idéia de que somos movidos pelo inconsciente. Todo esse prestígio, entretanto, não impediu que passasse a vida toda com problemas financeiros.

Profundo conhecedor da alma humana, afirmou: – “Prefiro a companhia dos animais à dos homens”, referindo-se ao doberman Ajax de um amigo. E justificou: “porque são mais simples, não sofrem de uma personalidade dividida, da desintegração do ego, que resulta da tentação do homem de adaptar-se a padrões de civilização demasiadamente elevados para o seu mecanismo intelectual e psíquico. O selvagem, como animal, é cruel, mas não tem a maldade do homem civilizado. A maldade é a vingança do homem contra a sociedade pelas restrições que ela impõe. As mais desagradáveis características do homem são geradas por esse ajustamento precário a uma civilização complicada. É o resultado do conflito entre nossos instintos e nossa cultura. Muito mais agradáveis são as emoções simples e diretas de um cão ao balançar a cauda ou ao latir expressando seu desprazer”. As emoções do cão – afirmou Freud – “lembram-nos os heróis antigos, como Aquiles e Heitor” – e acrescentou: “Fico feliz que o cão não possa ler. Ele, certamente seria o membro menos querido da casa se pudesse latir sua opinião sobre os traumas psíquicos e complexos de Édipo”.

2018-06-12T13:05:36+00:00