O que é Propaganda? Qual a diferença entre Propaganda e Publicidade? O que quer dizer Relações Públicas? E Marketing? Como funciona uma Assessoria de Imprensa? O significa a palavra Mídia?

Vejamos uma síntese do que nos ensina o Dicionário de Comunicação, de autoria de Carlos Alberto Rabaça e Gustavo Barbosa.

Propaganda

“É uma comunicação persuasiva. Conjunto de técnicas e atividades de informação e de persuasão, destinadas a influenciar as opiniões, os sentimentos e as atitudes do público num determinado sentido.”

Publicidade

Para os autores do Dicionário, Propaganda e Publicidade são a mesma coisa, sinônimos. Mas para outros estudiosos do assunto, a Propaganda divulga produtos e serviços, enquanto a Publicidade serve para a divulgação de ideias, conceitos, etc… É um assunto controverso.

Relações públicas

“É  a atividade e o esforço deliberado, planificado e contínuo para estabelecer e manter compreensão mútua entre uma instituição pública ou privada e os grupos de pessoas a que esteja diretamente ligada.”

Trata-se de uma atividade profissional nem sempre bem compreendida, notadamente no que se refere à sua aplicação de forma contínua.

Marketing

“É a execução das atividades que conduzem o fluxo de mercadorias e serviços do produtor aos consumidores finais, industriais e comerciais.”

Outra definição: “É a execução, por uma empresa, de todas as atividades necessárias para criar, promover e distribuir produtos que estejam de acordo com a demanda atual, ou potencial, e com a sua capacidade de produção.”

Assessoria de imprensa

É um trabalho profissional destinado a divulgar informações, notícias, notas e ideias através da imprensa escrita e eletrônica.

Comunicação social

O termo Comunicação Social, segundo alguns autores, nasceu na Igreja Católica com o objetivo de difundir a fé e conquistar almas, e durante séculos ela foi eficiente nisso. Criou como símbolo a cruz – fácil de desenhar, de construir, de entender e de gravar na memória – espalhou igrejas no mundo todo, quase sempre localizadas no centro das cidades, ou no local mais alto. Criou um meio de comunicação à prova de enguiços, sem necessidade de nenhuma manutenção especial, usando apenas a força muscular humana, e de durabilidade infinita: o sino.

As igrejas protestantes modernas revolucionaram os sistemas de comunicação social do seu setor, com destaque para o emprego da televisão.

Pesquisa

O processo de Comunicação Social parte da concepção de uma estratégia baseada na pesquisa e no emprego de táticas (recursos práticos) para atingir o público alvo. A estratégia – termo de origem militar, como a tática – é a arte de conceber o plano geral.

As táticas são os meios práticos com vistas à obtenção dos melhores resultados com o menor custo e a maior eficiência.

Mídia

É o nome do especialista de uma agência de publicidade encarregado de distribuir a verba do anunciante pelos diversos veículos de comunicação, mas é também o nome dado ao conjunto de meios de comunicação que levam – veiculam – a mensagem para o seu público alvo.

Exemplos de veículos

Jornais, revistas de público geral, revistas especializadas, rádio, TV, cartazes e cartazetes, painéis rodoviários, faixas, internet e aplicativos digitais, CDs, volantes, folders, encartes, malas diretas, artes plásticas, brindes, filmes, etc…

A utilização de uma combinação desses veículos, com o objetivo de conseguir o melhor custo benefício, é trabalho dos profissionais de mídia das agências de publicidade. É trabalho complicado que, além dos dados da pesquisa, inclui experiência pessoal e intuição.

Dois “Papas” da comunicação

Marschal McLuhan – foi um filósofo e educador canadense, falecido em 1980. Formou-se em engenharia e em literatura inglesa. Foi professor de diversas universidades e publicou 15 livros.

Sua obra mais famosa é “O Meio é a Mensagem”. A tese central do livro, em resumo, é a de que o prestígio do meio de comunicação, onde a mensagem, a ideia, a informação é divulgada, tem importância decisiva para a sua credibilidade.

Ele criou o termo “Aldeia Global”, antevendo o futuro das comunicações, via internet, TV via satélite, telefone celular, tablet, etc… Previu que o mundo passaria a funcionar como uma aldeia indígena, com a possibilidade de intercomunicação imediata entre seus habitantes. Foi o precursor dos estudos sobre mídia, e considerava os meios de comunicação como “extensão do homem”.

David Ogilvy – Nasceu na Inglaterra e viveu entre os Estados Unidos, a França e a Suíça.

Foi cozinheiro no Hotel Majestic, em Paris, vendedor de fogões na Escócia, dirigiu o Instituto Gallup de pesquisa; foi fazendeiro na Pensilvânia, e trabalhou no Serviço Britânico de Informações, durante a Segunda Grande Guerra Mundial, entre outras atividades.

Em 1949, foi para Nova Iorque, onde fundou, com o capital de US$500, emprestados, a agência de publicidade Ogilvy&Mather, rapidamente conquistando prestígio mundial, com as contas da Rolls Royce, Scheweppes, camisas Hathaway, e Porto Rico, entre outras.

Aposentado, milionário, com agências em mais de 150 países, morou num imenso castelo na França, até o final dos seus dias aos 88 anos.

Foi chamado de “O pai da moderna publicidade”.

As ideias desse pioneiro podem ser úteis para quem deseja se comunicar e empreender melhor:

Admiro as pessoas que trabalham com gosto. Se você não aprecia o que está fazendo, eu lhe peço: procure outra colocação. Lembre-se do provérbio escocês, “Seja feliz enquanto está vivo, porque vai passar muito tempo morto”.

A maioria dos homens de negócio é incapaz de pensamento original, por serem incapazes de escapar da tirania da razão. A imaginação deles está bloqueada.

Enquanto estou assim ocupado em não fazer nada, recebo um fluxo de “telegramas” vindos do meu inconsciente, que se tornam matéria prima para meus anúncios. Mas é preciso mais: trabalho duro, abertura mental e curiosidade incontrolável.

Connan Doyle escreveu: “A mediocridade não reconhece nada melhor do que ela mesma”. Tenho observado que homens medíocres reconhecem talento, se ressentem com ele e se sentem compelidos a destrui-lo.

Em média, o título de um anúncio (de um conteúdo, de um artigo), é lido cinco vezes mais do que o texto. É mais provável que o leitor venha a ler o texto, se o título lhe despertar curiosidade.

Um subtítulo em letras grandes, de duas ou três linhas, publicado entre o título e o texto principal, aumentará o apetite do leitor para o banquete que virá a seguir.

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