O avestruz (Struthio camelus) é a maior ave existente e, quando criado em confinamento, precisa de manejo adequado de alimentação, espaço, higiene e controle sanitário. A mudança do ambiente natural para sistemas de criação pode favorecer algumas doenças, principalmente quando há superlotação, umidade, alimentação inadequada, estresse ou falta de higiene.
Principais doenças e problemas de saúde
Doenças respiratórias: podem ocorrer por bactérias, vírus, fungos, poeira, má ventilação e mudanças bruscas de temperatura. Os sinais incluem dificuldade para respirar, secreção nasal, tosse, apatia e perda de apetite.
Coccidiose: doença parasitária intestinal especialmente importante em aves jovens. Pode provocar diarreia, desidratação, perda de peso e atraso no desenvolvimento.
Verminoses: nematódeos e outros parasitas gastrointestinais podem causar emagrecimento, fraqueza, diarreia e queda no desempenho. O risco aumenta em instalações contaminadas.
Salmonelose: causada por bactérias do gênero Salmonella. Pode provocar diarreia, desidratação, septicemia e mortalidade, principalmente em animais jovens.
Colibacilose: associada à bactéria Escherichia coli, podendo causar infecções intestinais e septicemia. É favorecida por condições sanitárias inadequadas e estresse.
Doença de Newcastle: doença viral que pode afetar aves de criação e causar sinais respiratórios, digestivos e neurológicos. É uma enfermidade de importância sanitária.
Influenza aviária: os avestruzes também podem ser infectados por vírus da influenza aviária. Dependendo da cepa, os sinais podem variar de problemas respiratórios a doença sistêmica grave.
Problemas nas pernas e articulações: são frequentes quando há crescimento inadequado, deficiência nutricional, piso impróprio, excesso de peso ou traumatismos. Podem causar claudicação e dificuldade para se locomover.
Impactação ou obstrução do trato digestivo: a ingestão de areia, pedras, objetos ou materiais inadequados pode provocar problemas digestivos graves.
Deficiências nutricionais: desequilíbrios de cálcio, fósforo, vitaminas e outros nutrientes podem comprometer crescimento, formação óssea, plumagem e reprodução.
Como prevenir
A prevenção é fundamental na criação confinada. Recomenda-se:
Manter água limpa e alimentação balanceada.
Evitar superlotação e proporcionar espaço adequado para movimentação.
Manter instalações secas, limpas e bem ventiladas.
Controlar parasitas e realizar exames coproparasitológicos quando indicado.
Separar imediatamente animais doentes.
Evitar a entrada de aves ou animais sem período adequado de quarentena.
Fazer acompanhamento periódico com médico-veterinário, especialmente em criações comerciais.
Adotar medidas de biossegurança para reduzir a entrada e disseminação de agentes infecciosos.
Importante: sinais como mortalidade súbita, dificuldade respiratória intensa, sinais neurológicos ou vários animais doentes ao mesmo tempo exigem avaliação veterinária imediata, pois algumas enfermidades aviárias são de notificação obrigatória.
