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Por André Casagrande

Top News2017-07-02T12:21:10-03:00
2611, 2020

Alta do leite anima setor, mas especialistas pedem cautela

Depois de um período com baixo crescimento, de julho a setembro de 2020, os preços do leite apresentaram alta expressiva, chegando a R$ 2,13/litro em setembro, valor 59% acima da média observada entre 2015 e 2019.

Esses dados foram divulgados na carta de conjuntura do Centro de Inteligência do Leite, da Embrapa Gado de Leite, do mês de outubro. Especialistas acreditam que depois de um 2019 com baixo crescimento no setor, este ano, com taxas maiores, os preços estão voltando à média dos últimos cinco anos, de US$ 0,30/litro.

De acordo com o documento, o que contribui para esse cenário foi a pandemia, que impactou o setor leiteiro de forma diferente em cada região. Os preços ao produtor que historicamente ficaram ao redor de 10% acima dos patamares internacionais, entre junho de 2019 e junho de 2020 inverteram de posição e os volumes importados registraram queda de 36% no primeiro semestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado.

O preço da mistura milho e farelo de soja (70%+30%), que nos últimos cinco anos ficou em R$ 0,91/kg (média), subiu 38% chegando a R$ 1,25/kg. Esta valorização foi puxada pelos aumentos de 52% no preço do milho e de 26% no do farelo de soja, em relação as médias históricas corrigidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A alimentação animal mais cara elevou os custos enfrentados pelos produtores, no entanto, suas margens foram compensadas por uma valorização proporcionalmente maior dos preços recebidos pelo leite.

Porém, os especialistas acreditam que, a partir de novembro, pode acontecer uma reversão nos preços pagos aos produtores. O ponto de alerta é que esse segmento deve conviver por mais algum tempo com preços do milho e do farelo de soja bastante valorizados. Somente no decorrer de mês de outubro, esses dois produtos já registraram aumentos de 20% a 25% em relação ao fim de setembro e os valores negociados no mercado futuro indicam valorizações ainda maiores para os próximos meses.

2311, 2020

Vacinação de aves entra na era digital

A Produção Animal 4.0 já é uma realidade no Brasil e tem sido uma importante aliada para a lucratividade dos produtores, bem como para a garantia do bem-estar animal, aumento da produtividade, confiabilidade dos dados, entre outros benefícios, como o auxílio na tomada de decisões de forma rápida e assertiva.

Nesse sentido, novas tecnologias têm sido desenvolvidas para acompanhar e dar suporte a essa tendência. Um exemplo é o pHi-Tech, sistema de gerenciamento de vacinação de aves de ciclo longo. A ferramenta conta com três componentes: equipamento de injeção, aplicativo para celular e modo analítico para web.

“O sistema, totalmente ligado ao objetivo da avicultura de precisão, permite que tenhamos uma visão ampla de todo o processo de vacinação das aves, bem como uma aplicação precisa, promovendo correções em tempo real e gerenciando os dados do processo, com visibilidade de todas as informações da granja”, explica o zootecnista e especialista pHi-Tech da Phibro Saúde Animal, Eric Culhari.

O especialista lembra que a produção avícola passou por intensa transformação nos últimos anos, com modernização dos galpões, por meio da adoção de novas tecnologias de manejo ambiental e biosseguridade, entre outras. No entanto, ele afirma que o processo de vacinação injetável sofreu pouca interferência desse processo de modernização. “Estamos trabalhando para mudar essa realidade, por meio do sistema pHi-Tech. Com ele, a revolução digital chega às granjas com eficácia. Isso ajuda a ser mais assertivo na prevenção de doenças com alto potencial para impactar a produção de carne e de ovos”, observa Culhari.

1811, 2020

Nova tecnologia para manejo fitossanitário aéreo de pastagens para pecuária

Aumentar a produtividade, manter o volume e a importância econômica da pecuária brasileira foram os objetivos de uma tecnologia moderna para o manejo fitossanitário de pastagens, desenvolvida pela empresa indiana UPL, uma das cinco maiores empresas globais de soluções agrícolas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil conta, atualmente, com um rebanho de 215 milhões de bovinos.

O projeto conhecido como FlyUP é a evolução de projetos de mapeamento de cultivos. Com análises dinâmicas e precisas (validadas sempre por um pesquisador científico), o detalhamento dos problemas fitossanitários e o gerenciamento das informações em tempo real permitem a tomada de decisão mais rápida e assertiva, visando à racionalização e à solução dos problemas a partir do uso de defensivos agrícolas de forma sustentável.

Para colocar em prática essa inteligência artificial que auxilia na produtividade de pastagens no Brasil, três aeronaves foram equipadas com um dispositivo que captura imagens de alta precisão, a uma resolução de 0,3 mm/pixel, podendo percorrer até 5 mil hectares por dia, em velocidade de 200 km/h. Segundo a empresa, essas imagens são potentes ao ponto de, em apenas um sobrevoo, identificar problemas do topo das plantas até o nível do solo.

Segundo o engenheiro agrônomo e supervisor de marketing para cana e pastagem da UPL Brasil, Luciano Almeida, essa ação é um dos pilares do investimento de US$ 200 milhões que a empresa fará no Brasil nos próximos anos, visando contribuir para o aumento da produtividade no agronegócio nacional.

“O impacto das pragas e doenças nas pastagens é elevado, tendo em vista o alto investimento feito pelos agricultores no combate a esses problemas”, analisa o especialista, informando ainda que, apenas no primeiro semestre deste ano, 13,6 milhões de hectares de pastos foram tratados com defensivos agrícolas. “Com isso, US$ 60 milhões foram aplicados nessas soluções, evitando deficiências na alimentação dos rebanhos, algo que poderia elevar o preço da carne e do leite ao consumidor”, acrescenta.

1111, 2020

China reabre mercado para proteína animal brasileira

Os frigoríficos brasileiros, após embargo promovido meses atrás, já podem exportar para o mercado chinês, que reabilitou unidades para embarques de proteínas. Ainda de acordo com a informação do Valor Econômico, a previsão é que os envios da BRF Foods e Marfrig já voltem a ocorrer nos próximos dias.

A reabilitação das plantas frigoríficas dessas empresas aconteceu após inspeção realizada pela Administração Geral das Alfândegas do país asiático, no dia 23 outubro. Em nota, o CEO global da BRF, Lorival Luiz, destacou que a liberação para a retomada de exportações para o país asiático, mercado estratégico para a empresa, “reforça o compromisso da companhia com a qualidade de seus produtos e com a saúde e segurança dos seus colaboradores”.

O executivo acrescenta que a BRF conta com 15 unidades habilitadas para exportar seus produtos para os chineses (10 de aves, 4 de suínos e uma de miúdos de suínos) e que a retomada das exportações de carne de frango da planta em questão deve ocorrer ainda este mês.

Desde o dia 26 de junho, o Marfrig estava com as atividades suspensas do maior frigorífico da empresa, o complexo de Várzea Grande (MT).

1210, 2020

Publicação traz previsões para os próximos 20 anos da pecuária de corte nacional

Mais cabeças de gado sem ampliação das áreas de pastagem, a busca por forrageiras mais produtivas e a intensificação da recuperação de pastos degradados são algumas das previsões feitas por especialistas para o setor brasileiro de carne bovina para os próximos 20 anos.

Elaborado pelo Centro de Inteligência da Carne Bovina (Cicarne) da Embrapa Gado de Corte (MS), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o documento “O futuro da cadeia produtiva da carne bovina: uma visão para 2040”, traz dez megatendências antecipadas por cientistas deverão impactar a cadeia da carne nas próximas duas décadas. O objetivo é subsidiar a definição de agendas estratégicas para a formulação de políticas públicas e privadas, bem como a agenda programática de inovação para as instituições de pesquisa científica e tecnológica.

Dividido em oito capítulos, o relatório descreve os cenários para a cadeia em 2040 nas áreas de insumos (saúde-genética e nutrição), produção (manejo-gestão e estrutura), frigorífico, comercialização, consumo e regulamentação. “É como se tivéssemos feito oito trabalhos em um”, explica Fernando Dias, pesquisador em modelagem de sistemas produtivos da Embrapa.

Ele explica ainda que, para o estudo, foram entrevistados 153 especialistas, em duas rodadas, usando a técnica Delphi, identificando 745 drivers de futuro e 96 eventos possíveis de ocorrer até 2040. “Também foram traçados os cenários mais prováveis para cada um dos oito tópicos do trabalho: saúde e genética; nutrição e forrageiras; manejo e gestão; estrutura; frigorífico; consumo; comercialização; e regulamentação”, relata Dias.

O pesquisador destaca ainda outros pontos observados, como o delineamento das tendências para cada uma dessas áreas, a consolidação das tendências e megatendências e, por fim, a definição de temas a serem priorizados nas agendas de inovação de instituições de pesquisa até 2040. “Isso engloba tipologia de sistemas de produção e desenvolvimento de pacotes tecnológicos; transferência de tecnologia em plataformas digitais; controle biológico de parasitas; redução de gases de efeito estufa; bem-estar animal; rastreabilidade; cultivares forrageiras mais produtivas; manejo e recuperação de pastagens; sistemas integrados; pecuária 4.0; e biotecnologia”, arremata.

1210, 2020

Confina Brasil volta à estrada

Com o objetivo de visitar, avaliar e mapear cerca de um milhão de animais criados de forma intensiva nos cinco principais estados brasileiros confinadores, o que representa cerca de 20% do gado total confinado no País, o Confina Brasil, expedição promovida pela Scot Consultoria, pega a estrada novamente.

A comitiva que já passou durante o mês de março por quase todo o interior paulista, e ficou paralisada por conta da pandemia do coronavírus, realizará as últimas medições no Estado antes de partir para Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. A expedição voltou à estrada em 28 de setembro, seguindo todos protocolos de saúde e segurança, para o levantamento de dados a campo com o objetivo de concluir o mapeamento de 1 milhão de animais criados de forma intensiva nos cinco principais estados confinadores do País.

“Desde o início da pandemia, todos os envolvidos na iniciativa ficaram apreensivos com a suspensão das atividades de coleta a campo, porém, nesse período, o projeto não parou. De forma online, a equipe fomentou a geração de conteúdos informativos com foco no uso de tecnologias, realizando bate-papos, enquetes e entrevistas com profissionais do setor”, informa o diretor de Marketing da Scot, Marco Túlio Habib Silva.

Ele acrescenta que, durante esse período, foram apresentados dados preliminares do levantamento no Encontro de Confinamento e Recriadores da Scot Consultoria, realizado no formato digital, uma prévia do que os profissionais tinham coletado até momento da pausa e como a pandemia poderia ter impactado o produtor. “Em julho, precisamos refazer uma parte do questionário dos 23 confinamentos que já tínhamos visitado, principalmente nas questões que poderiam ser impactadas, como intenção de confinamento, custo de alimentação, entre outras”, lembra Silva.

O projeto recomeçou oficialmente no dia 28 de setembro, respeitando todas as regras de distanciamento. Além disso, os profissionais que estão em campo seguem à risca as medidas de segurança e higienização, utilizando os materiais de prevenção necessários durante o percurso, além de testes para a Covid-19. A expedição segue até o dia 9 de outubro, finalizando o Estado de São Paulo e, a partir daí, seguirá rumo a Mato Grosso do Sul.

O segundo giro terá início em 13 de outubro passando por Goiás, Mato Grosso e termina em Minas Gerais no dia 13 de novembro. “Com muita cautela e segurança, vamos conseguir finalizar a coleta de dados de 2020, entregando aquilo que o projeto Confina Brasil se comprometeu a fazer”, ressalta Silva, lembrando que o projeto surgiu diante da necessidade de informações mais precisas sobre a pecuária intensiva no País e, por isso, a importância de avaliar os dados de confinamentos e semiconfinamentos relacionados a todos os processos de produção envolvidos na atividade como gestão, manejo, sanidade, nutrição, logística, produção de alimentos, sustentabilidade e automação.

810, 2020

Rastreabilidade da carne no Brasil: estudo mostra que país pode garantir produção livre de desmatamento

É possível saber a origem da carne produzida nos biomas Amazônia e Cerrado, graças a um estudo realizado pela Coalizão Brasil, movimento que engloba mais de 200 empresas, associações empresariais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil, que avaliou a rastreabilidade na cadeia de carne bovina do Brasil.

Entre os aspectos avaliados estão o contexto da cadeia de valor da carne, uso do solo, desmatamento, valor da carne, sistemas de monitoramento, rastreabilidade, vigilância sanitária, produção sustentável e sistemas integrados. Na avaliação de Marcello Brito, da Coalizão Brasil, com consumidores mais exigentes e interessados em saber a origem dos produtos, a ideia é uma produção que respeite o meio ambiente. “Assim como o agronegócio brasileiro é altamente competitivo em produtividade, somos igualmente competitivos na capacidade de produzir sem desmatamento ilegal, e o que esse estudo mostra é que temos como provar isso”, ressalta.

A rastreabilidade vem ganhando mais espaço na cadeia produtiva da carne. Com um mercado externo aquecido, alguns fatores podem atribuir maior valor à produção e renda aos pecuaristas. O Brasil é o líder em exportações e deve superar 2 milhões de toneladas de carne este ano. A China é o principal comprador, com 57% das aquisições, mas outras oportunidades podem vir da União Europeia, mercado com maior valor agregado por tonelada. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), serão comercializadas 11 milhões de toneladas em 2020.

Os resultados do estudo apresentados durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que o Brasil pode garantir uma produção livre de desmatamento, umas das principais preocupações atuais. Isso é possível com um acompanhamento criterioso e integração de informações entre a Guia de Transporte Animal (GTA), o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e os respectivos mecanismos legais que permitam sua validação conjunta, e seguindo as exigências estabelecidas pelos acordos firmados no âmbito do Sistema Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia de Bovinos e Bubalinos (Sisbov) e pelos Termos de Ajuste de Conduta (TACs) entre o Ministério Público Federal (MPF) e os processadores de carne que operam na Amazônia Legal.

O estudo engloba recomendações para o fortalecimento do controle da qualidade ambiental da carne. Diversas ações já são adotadas pela indústria e pelos produtores nesse sentido como forma de agregar valor, acessar mercados consumidores exigentes e focar, ao mesmo tempo, na preservação. Além dos avanços na área tecnológica, o relatório constata o desenvolvimento de inovações capazes de garantir a disponibilidade das informações e dados necessários para permitir a melhoria do controle e da rastreabilidade da produção. O estudo também compara os sistemas de rastreabilidade pelo mundo e sugere que “o Brasil precisa de sistemas mais robustos de rastreamento para separar as maçãs podres dos produtores sérios”.

710, 2020

Tuberculina agora tem dois anos de validade

Produzida pelo Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a tuberculina para diagnóstico de tuberculose em bovinos teve o seu prazo de validade dobrado. A liberação para o aumento do prazo de validade, de um para dois anos, foi dada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Segundo o médico-veterinário do IB, Ricardo Spacagna Jordão, a tuberculina bovina e a aviária são usadas para triagem e confirmação do diagnóstico de tuberculose em animais de produção. “Essa é uma boa notícia para os produtores rurais, que nos pediam esse aumento no prazo para poderem se programar melhor e conseguir armazenar os frascos”, explica o especialista.

Ele acrescenta ainda que, antes, a validade era de um ano, mas, na prática, era bem menor para o produtor, pois tinha todo o trâmite de aprovação das partidas no Mapa e a logística. “Com a nova validade, haverá menos desperdício de produto e os produtores também terão acesso a frascos mais modernos e de melhor qualidade”, argumenta Jordão.

O IB é a única instituição do Brasil, autorizada pelo Mapa, a produzir imunobiológicos, antígenos usados para diagnóstico de tuberculose e brucelose em bovinos. Sem esses produtos, o País não pode vender nem comprar animais no exterior. Além disso, a falta deles também prejudica o trânsito interestadual de animais e pode impactar diretamente na saúde da população.

610, 2020

Produtora mineira de leite de cabra e derivados consegue autorização para venda em todo território nacional

Criar cabras leiteiras e transformar a atividade em um negócio próspero e rentável. Foi com esse objetivo que a produtora Marli Alves, juntamente com sua família, substituiu a criação de vacas pela de cabras e construiu uma agroindústria familiar de pequeno porte voltada à produção de leite caprino e derivados.

Após 15 anos de muito trabalho, a Capril Santa Cecília, localizada na cidade mineira de Itaguara, começou a se destacar no mercado. Além de conquistar prêmios nacionais e internacionais com seus produtos, recentemente, também conseguiu o registro de habilitação sanitária concedido pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), com a inclusão no Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi), que padroniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal no país.

“Com a inclusão no Sisbi, os produtos do capril podem, agora, ser comercializados em todo o território nacional”, comemora a produtora. É a primeira agroindústria familiar de pequeno porte de leite de cabra a conseguir esse feito em Minas Gerais. “Para a gente é muito importante, depois de tanta luta, é como conseguir uma premiação. Estamos rindo à toa”, afirma Marli Alves que, além da família, conta com o trabalho de três funcionários no capril.

A maioria do plantel do capril é formada de animais da raça leiteira saanen.  A ordenha é geralmente realizada duas vezes ao dia.  Na entressafra, a produção total na propriedade é de 45 litros/dia. Em épocas de pico, esta quantidade triplica. Segundo a empresária, a produção da agroindústria da propriedade é voltada principalmente para a produção de queijos finos. São cerca de 150 quilos por semana, com destaque para os queijos maturado, frescal, temperado, padrão e cremoso tipo boursin. Também são produzidos doces, manteiga, leite pasteurizado e iogurte.

“Os produtos já são comercializados em grandes redes de supermercados, em Belo Horizonte e região metropolitana, graças a um registro provisório concedido pelo IMA, que permitia as vendas no Estado mineiro. Além disso, a empresa realiza vendas on-line e, antes da pandemia, fazia muito sucesso pelas feiras em Minas Gerais”, conta a empresária, destacando que, com o registro definitivo e o aval para comercializar em todo o País, os planos são muitos. “Estávamos recebendo propostas de compradores de São Paulo, Natal e Florianópolis, só que não tinha como enviar. Agora iremos atrás dos interessados para fechar as negociações”, comemora Marli.

2209, 2020

Diminuir impactos da reforma tributária é objetivo da CNA

Durante a reunião da Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realizada no mês de agosto, o Núcleo Econômico da entidade apresentou os principais pontos das Propostas de Emenda Constitucional (PEC) 45, da Câmara, e a PEC 110, do Senado, e também da proposta do Governo Federal, o PL 3887, que tratam da Reforma Tributária no Congresso Nacional.

Na ocasião, a CNA mostrou os impactos que as propostas de reforma tributária que estão sendo debatidas no Congresso Nacional e pelo governo federal podem causar para o setor, como o aumento dos custos dos insumos e o fim da desoneração da cesta básica. A entidade é favorável a uma reforma que simplifique o sistema atual, que resguarde a segurança jurídica e que não aumente a carga tributária da sociedade e nem do setor agropecuário. O tema tem sido tratado em todas as Comissões Nacionais da entidade para mobilizar Federações, sindicatos e produtores rurais e alertá-los sobre os prejuízos que o aumento de impostos trará pra a produção de alimentos no Brasil.

Segundo o presidente da Comissão, Iuri Machado, os insumos das duas cadeias, basicamente milho e farelo de soja, são os que mais pesam para o produtor, chegando a 80% do custo de produção. “Teremos uma oneração praticamente dupla, pois há a tributação dos grãos e a da própria atividade”, disse. Segundo ele, as margens históricas de aves e suínos são relativamente baixas, especialmente na suinocultura, pois há períodos de crise nos quais o produtor já opera com margens negativas. “Tudo que onera o faturamento e não o lucro acaba sendo de alto risco para uma atividade que, embora tenha um giro relativamente elevado, tem uma margem muito pequena, tanto em aves quanto em suínos”, destacou o executivo.

1909, 2020

Terceiro maior rebanho do mundo, mercado de equinos aquece economia brasileira

Em constante crescimento, o mercado de equinos movimenta cerca de R$ 16,5 bilhões por ano no Brasil, e continua atraindo investidores e apaixonados por animais de lida, de lazer de competições. Segundos o Estudo do Complexo do Agronegócio Cavalo, realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Esalq/SP), atualmente, o rebanho brasileiro conta com cerca de 5,9 milhões de animais e gera, aproximadamente, três milhões de empregos no País.

Entre as raças que se destacam nesse segmento estão os cavalos Mangalarga Marchador, com um plantel de 620 mil animais voltados para trabalho, lazer ou esporte. Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador (ABCCMM), entidade que congrega 17.500 associados em 81 núcleos espalhados pelo Brasil e exterior, no último ano, foram promovidos 393 leilões da raça que geraram uma movimentação financeira de aproximadamente, R$ 127 milhões.

1409, 2020

Exportações na piscicultura crescem no primeiro semestre

Com base na realizada pela Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) em parceria com a Embrapa Pesca e Aquicultura, e com números são Comex Stat, portal de dados ligado ao Ministério da Economia, a segunda edição do informativo sobre comércio exterior da piscicultura comprova as oportunidades de crescimento da atividade, com incremento de 33% no índice de exportações brasileiras no primeiro semestre de 2020 em comparação ao mesmo período de 2019. Esse avanço representa um salto de U$ 4,1 milhões para U$ 5,5 milhões.

Segundo o presidente-executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros, esses números também constatam que a tilápia, responsável por 86% dessa movimentação, se consolida como a espécie mais exportada. Outro ponto destacado é o preço médio da categoria tilápias inteiras frescas ou refrigeradas, que chegou a U$ 6,76/kg, de abril a junho deste ano. “Diferente de outros produtos que viram seu valor diminuir na comparação com o primeiro trimestre”, pontua Medeiros, lembrando que os três maiores importadores dos produtos brasileiros são, respectivamente, Estados Unidos, Chile e China.

Segundo Medeiros, tem havido o crescimento de outros peixes nativos, como o curimbatá, por exemplo, que tem se despontado nos gráficos, tanto do primeiro quanto do segundo semestre de 2020. “Essa espécie não estava no nosso radar quando o assunto era exportação, mas observamos números significativos devido ao seu baixo custo. De acordo com números da Peixe BR, no primeiro semestre do ano passado, o curimbatá representava 2% das exportações, 4% a menos do que os 6% atuais. “A espécie assumiu o segundo lugar no ranking de exportação, com U$ 141.402 do total exportado, superando outras mais comentadas, como o tambaqui e pirarucu”, informa o presidente da entidade.

1109, 2020

Programa gratuito auxilia na seleção de touros

Voltado para criadores das raças de leite importado, o aplicativo Alta Bull Search, lançado recentemente pela empresa do mesmo nome, oferece várias funcionalidades para facilitar o dia a dia e garantir que o usuário realize seu plano genético e selecione reprodutores de acordo com o seu objetivo.

Gratuito e voltado para criadores das raças de leite importado, o programa conta com uma abordagem complexa – como recursos, características, raças e habilidades de ranqueamentos – para a busca de touros de qualquer empresa.

De acordo com o gerente de Leite Importado da Alta, Fábio Fogaça, com o aplicativo, o usuário poderá pesquisar e classificar os touros por nome ou código NAAB (que é NAAB), e encontrar avaliações detalhadas na base genética dos Estados Unidos para as raças Holandesa, Jersey e Pardo Suíço. “O APP permite explorar inúmeras opções para identificar e filtrar os animais, seja por um índice genético, características, sêmen convencional e sexado, touros genômicos e provados com filhas, ou por uma empresa”, explica.

Disponível para Android e IOS, a configuração dispõe de 9 opções de idiomas e notificações quando novos dados genéticos estiverem prontos para download. O aplicativo funciona também de maneira off-line, garantindo que o usuário tenha acesso sem conexão à Internet. “Com o APP, também é possível adicionar touros ativos às listas de favoritos, salvar seleções para referências futuras e exportar para Excel ou CSV um grupo de animais – para isso, é preciso salvar o arquivo no celular e enviá-lo por e-mail ou mensagem de texto”, acrescenta Fogaça.

408, 2020

Valorizar raça Nelore é objetivo da ACNB

A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) lançou uma nova ação para valorizar a raça, a pecuária e o agronegócio brasileiro. Para isso, convidou artistas, personalidades do agro e de fora do agro, além de todos os apaixonados pela pecuária e pela carne bovina, para gravar depoimentos em prol da atividade.

De acordo com Nabih Amin El Auoar, presidente da entidade que representa e fomenta a raça Nelore no Brasil, a pecuária é um dos maiores negócios do agro brasileiro e presta um excelente trabalho em prol da economia brasileira, além da oferta de alimentos de qualidade para a população brasileira e mundial. “São motivos mais do que justos para justificar os depoimentos de pessoas reconhecidas e anônimas, afinal, um país que tem 214 milhões de bovinos, produz mais de 9,5 milhões de toneladas de carne por ano, além de exportar, em 2019,  mais de 1,85 milhão de toneladas de carne, número que aumentou 14% no 1º semestre deste ano, precisa ressaltar esse segmento”, destaca o presidente da ACNB.

Para participar da ação, qualquer pessoa pode gravar depoimentos em vídeos de até 1 minuto, com a câmera na horizontal e encaminhar para a Associação pelo e-mail imprensa@nelore.org.br ou marcar @neloreoficial nas redes sociais. De acordo com a entidade, algumas duplas sertanejas, entre outros artistas, já enviaram seus depoimentos e a expectativa é que essa ação motive outros artistas e anônimos a participarem. “Esperamos que mais pessoas se motivem e enviem seus depoimentos. A pecuária, o Nelore e o agronegócio brasileiro merecem”, reforça o pecuarista.

2907, 2020

Governo mineiro reconhece dez municípios como produtores de queijo artesanal

Tirar o queijo artesanal produzido da Serra da Mantiqueira da informalidade é o objetivo de duas portarias do Governo de Minas Gerais, editadas em junho de 2020, que reconheceram dez municípios localizados na Serra da Mantiqueira como regiões produtoras de queijo artesanal.

A iniciativa terá o apoio da Embrapa, que fará pesquisa para contribuir para o Regulamento Técnico de Identidade do queijo artesanal da região. “A expectativa dos produtores é que ele seja aprovado em agosto. Com o Regulamento, os queijeiros que cumprirem todas as normas poderão obter o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) ou o Selo Arte. Ambos permitem a venda do produto em todo o território nacional”, informa o técnico da Emater-MG, Júlio César Seabra.

Os estudos foram realizados nas cidades de Alagoa, Aiuruoca, Baependi, Bocaina de Minas, Carvalhos, Itamonte, Itanhandu, Liberdade, Passa Quatro e Pouso Alto, e incluíram o levantamento de informações sobre o processo de produção do leite e da fabricação do queijo, caracterizando o “saber fazer” das comunidades, ou seja, como os produtores construíram as tradições que resultaram no modo próprio de fazer seu queijo artesanal.  Agora, toda a pesquisa, reunida em um documento, será essencial para a definição do Regulamento Técnico de Identidade.

“Traçamos o perfil do produtor da região e resgatamos os aspectos históricos e culturais da produção do queijo nos municípios”, explica a pesquisadora da Embrapa Gado de Leite, e coordenadora do projeto, Maria de Fátima Ávila Pires.

O Brasil produz um milhão de toneladas de queijo por ano, e um quinto desse total é feito artesanalmente, com leite cru, aquele que não passou por processo de pasteurização.

2907, 2020

Safra do melhor mel do mundo deve bater recorde em 2020

O Estado de Santa Catarina, premiado e reconhecido produtor do melhor mel do mundo, deve bater recorde de produção na safra 2019/2020. É o que demonstra a estimativa feita pela Epagri em parceria com a Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc).

O levantamento, feito junto aos produtores do Estado, aponta que a produção de 5,8 mil toneladas, colhidas na safra 2018/2019, terá um incremento de cerca de 11%, e deve superar as 6,5 mil toneladas na safra atual. Segundo o chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, Rodrigo da Cunha, o tempo mais seco foi um dos principais fatores para o aumento da produtividade.

“Quando chove bastante, as abelhas não saem da colmeia, consumindo o mel estocado e há mais riscos de perda de qualidade do produto na colheita. O tempo mais seco permite que as abelhas saiam mais das colmeias e diminui a umidade do néctar, aumentando o rendimento no favo, e as abelhas gastam menos energia para desidratá-lo”, explica o especialista.

O técnico explica ainda que além da extensa área de mata nativa e a flora diversificada que ajudam a apicultura catarinense, além de uma série de fatores que, naturalmente, favorecem o cultivo de um mel diversificado e até mais puro, há  um trabalho de extensão rural qualificado e uma tradição de associativismo que fortalecem a produção. “Essa união de esforços está sempre buscando novas oportunidades para o produtor e para o mel catarinense. Estas características diferenciam o produto que já conquistou seis premiações em concursos internacionais como melhor mel do mundo”, informa.

2907, 2020

Girolando reúne especialistas em live em prol da parceria indústria/produtor

Para não ser impactado negativamente pela variação no custo de produção e no preço do leite, o produtor rural precisa buscar assistência técnica e investir mais em genética de qualidade. Esse e outros temas importantes relacionados à pecuária leiteira foram abordados pela live realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando que estreou no último dia 15 dia julho, através do perfil da entidade no Instagram.

Na edição de estreia, o gerente de Divisão de Captação e Fomento da Embaré, Yago Sartori da Silveira, e o técnico da Girolando, Juscelino Alves Ferreira, debateram assuntos relacionados ao programa de fomento e a parceria indústria/produtor.

“Em muitas regiões, a parceria com os laticínios tem ajudado o pecuarista a melhorar a produção de leite, garantindo maior rentabilidade. Então, como forma de auxiliar no desenvolvimento sustentável do segmento, decidimos trazer informações relevantes ao produtor, além de destacar os programas de fomento e como eles podem se beneficiar dessas ações’, observa o gerente da Embaré.

Dando sequência às lives, no dia 29 de julho, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando abordou o tema “A importância do cooperativismo de crédito para o agronegócio e o desenvolvimento regional”. O bate-papo contou com a participação da gerente de Negócios do SICOOB Credisete, Adriana Vieira, e do gerente de Projetos da Girolando, Bruno de Barros.

2507, 2020

Referência em pesquisas científicas em produção animal e pastagens, IZ celebra 115 anos

A transferência de tecnologia às cadeias produtivas da carne, leite, aves e ovos com inovação e sustentabilidade foi o mote da live “Como o IZ chega à sua mesa”, do Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizada em julho.

Fundado em 1905, o IZ comemorou 115 anos de atuação ininterrupta e é referência nacional e internacional em pesquisas científicas nas áreas de produção animal e pastagens. O objetivo da live foi abordar a presença do IZ no cotidiano da população por meio das três cadeias de produção trabalhadas no Instituto: carne, leite, aves e ovos.

O secretário da Agricultura Gustavo Junqueira, um dos participantes da live, destacou a trajetória de sucesso da instituição, sua contribuição para o desenvolvimento das atividades do setor, responsável pela integração dos elos de todas as cadeias produtivas.

Junqueira aproveitou a ocasião para destacar o Dia do Pecuarista, celebrado em 15 de julho, e enfatizou o papel fundamental do Grupo Pecuária Brasil (GPB) na disponibilização das informações digitalizadas de forma uniforme e exclusiva ao produtor, focadas em custos, manejo, e gestão, que garantem expressivo ganho de produtividade.

Já o diretor do IZ, Luiz Ayroza, mencionou a trajetória histórica da instituição sobre as diversas tecnologias e atividades geradas, que estão no dia a dia da população, seja no campo ou na cidade, por meio de acesso a novas formas de produção e alimentos saudáveis. “O reflexo desses trabalhos também está no mercado internacional, já que os resultados ultrapassam as fronteiras com a exportação de produtos e tecnologias agropecuárias”, disse.

Segundo ele, a tecnologia está cada dia mais complexa e ao mesmo tempo necessária, exigindo dos pesquisadores uma visão de trabalho multidisciplinar e sistêmico. “A palavra-chave é a integração, com a aproximação das coordenadorias da Secretaria para se ter maior conhecimento sobre as demandas do setor produtivo e as exigências do consumidor”, arrematou Ayroza.

1407, 2020

Brasil é pioneiro em terapia hiperbárica veterinária

Tratar lesões e doenças, além da preparação pré-cirúrgica dos animais, aumentando a chance de sobrevivência durante e após a operação, foram o ponto de partida de um centro de pesquisa no Rio Grande do Sul, sediado no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que desenvolveu, de forma pioneira, a primeira câmara hiperbárica para tratamento de animais.

Dessa forma, o Brasil sai na frente com o primeiro centro de pesquisa em terapia hiperbárica do mundo. “O tratamento da terapia hiperbárica trará benefícios tanto na visibilidade das pesquisas quanto na possibilidade de tratamento dos animais, além de todo o aprendizado pelos alunos”, informa Daniel Curvello de Mendonça Muller, professor do Departamento de Clínica de Pequenos Animais da UFSM.

Segundo ele, o método ainda é desconhecido da maioria dos profissionais e consiste em uma terapia auxiliar aos tratamentos convencionais, em que os pacientes são mantidos no interior de uma câmara hermeticamente fechada, com suprimento controlado de oxigênio puro a 100%.

“A utilização desse tipo de equipamento começou na Marinha, quando mergulhadores voltavam para a superfície, e formavam bolhas de ar dentro da corrente sanguínea. A alta pressão de oxigênio comprimia essas bolhas, e elas eram eliminadas”, explica Muller. Ele acrescenta que essa câmara permite tratar os pequenos animais com oxigênio em alta pressão, é super segura e possui várias válvulas sensores que permitem a realização desse tipo de tratamento, que será utilizado apenas com indicações médicas, após todo o processo de consultas, exames e análise de cada caso.

907, 2020

Vacina para peixes é desenvolvida pelo instituto de pesca

As doenças infecciosas são um grande desafio para criação e para os criadores de peixes e podem afetar diretamente a sustentabilidade do negócio, pelo fato de se espalharem rapidamente entre os animais e, com isso, elevar as taxas de mortalidade, os custos de produção pela utilização de medicamentos, além de impactarem negativamente a produção, reduzindo o potencial zootécnico dos animais sobreviventes.

Com o objetivo de mitigar esses problemas e beneficiar a aquicultura, criação de organismos aquáticos ou que em algum momento da vida possua fase aquática, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Centro de Pesquisa de Aquicultura do Instituto de Pesca (IP-APTA), está desenvolvendo pesquisas de vacinas para peixes.

A cadeia produtiva do pescado, no Brasil, se beneficiou muito com o emprego de sistemas de criação intensiva e de alta estocagem de peixes, o que permitiu maior produtividade, tornando os empreendimentos economicamente viáveis. Por outro lado, esses sistemas podem causar aumento nos surtos de doenças infecciosas pelo maior contato entre os animais.

Para Leonardo Tachibana, diretor do Centro de Pesquisa de Aquicultura, o uso de antibióticos para o tratamento de doenças bacterianas na aquicultura também traz uma série de preocupações em relação ao impacto dos resíduos no meio ambiente, e na segurança alimentar da população. “A sua utilização também tem sido muito questionada, devido à proliferação de bactérias resistentes, que podem representar um risco para a saúde de outras espécies animais, bem como a humana”, acrescenta.

Existem inúmeras infecções causadas por bactérias em organismos aquáticos, no entanto, atualmente, existe apenas uma vacina autorizada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) para uso em peixes. Para aumentar a eficácia no combate às enfermidades, o Centro de Pesquisa de Aquicultura tem desenvolvido pesquisas científicas para viabilizar vacinas contra outras bactérias, além de estudos para a produção de uma vacina polivalente. Segundo Tachibana, em 2019, o instituto iniciou o desenvolvimento de uma vacina que consiste em deletar genes de patogenicidade da bactéria contra a bactéria F. noatunensis subsp. orientalis e, possivelmente, utilizar como uma vacina viva. “É um desafio bem ousado para aumentar as armas dos produtores contra esta doença de grande impacto na tilapicultura nacional”, informa o especialista, referindo-se às bactérias patogênicas da tilápia-do-nilo.

607, 2020

Tecnologia coloca Brasil na liderança na transferência de embriões de equinos

O desenvolvimento e melhoramento genético das raças equinas levaram o Brasil a tornar-se líder na transferência de embriões de equinos. “O constante crescimento da atividade no País exige novas tecnologias para o melhoramento genético, e a transferência de embriões, que tem contribuído para aumentar o total de nascimentos com sucesso, é uma delas”, afirma Baity Leal, médica veterinária e gerente da linha de produtos para equinos da Ceva Saúde Animal.

Segundo pesquisas, o Brasil é o maior produtor de embriões de equinos do mundo, com participação superior a 40% nesse mercado, o que coloca o País à frente de outras potências nessa prática, como Argentina e Estados Unidos, além de contar com um plantel de cerca de seis milhões de animais, e movimentar, com a equinocultura, mais de R$ 16 milhões por ano.

Para a especialista, essa técnica é importante para o contínuo melhoramento genético das raças equinas, porém, não é possível transferir o embrião para qualquer animal, ou seja, a égua receptora deve ter o organismo previamente preparado para a gestação. “A transferência de embriões começou a ser praticada no País em meados da década de 1980 e, atualmente, é utilizada por criadores de várias raças, como quarto-de-milha, mangalarga marchador e, mais recentemente, crioulo, entre outras”, informa.

De acordo com a médica veterinária, é essencial a sincronização da evolução das fêmeas envolvidas no período pré-transferência para garantir a eficácia desse processo. Segundo ela, o uso do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG) é um recurso fundamental para o sucesso da técnica. (O hCG é consagrado na reprodução equina, além de ser mais efetivo em comparação à deslorelina e outros análogos ao hormônio liberador de gonadotropina, o GnRH). “Além disso, tem resultados excelentes na inseminação da égua doadora’, explica.

307, 2020

Análise aponta que pecuária de corte brasileira terá saldo positivo em 2020

Debater as “Perspectivas para o mercado da pecuária no Brasil”. Esse foi o tema do encontro online promovido pela Datagro e GPB (Grupo Pecuária Brasil), evento que que reuniu um time de especialistas do setor para analisar o panorama da carne bovina e o que o produtor pode esperar para os próximos meses.

Segundo eles, mesmo com um cenário economicamente incerto para alguns setores, o aumento das exportações e também a alta no preço da arroba são indicativos que, pelo menos para a pecuária de corte nacional, o saldo será positivo. “Num primeiro momento, devido à pandemia e seus reflexos na economia, causou certa preocupação, porém, com as exportações batendo recordes mês a mês, a manutenção da arroba do boi gordo, além da abertura de novos destinos para a carne bovina, que ajudou a dar suporte no preço, o segmento se manteve forte”, avaliou Eduardo Siqueira Ribeiro, da Socopa Corretora.

Ainda de acordo com o especialista, os números de abate de janeiro até agora mostram que a oferta de animais está menor, fator que aliado à exportação fortíssima tem dado sustentação no preço, o que contrariou toda expectativa negativa da pandemia. “Diante dessa constatação, as persperctivas para o segundo semestre são de otimismo dentro do setor agropecuário”, destacou.

Do ponto de vista do diretor-executivo do GPB e coordenador técnico do balizador GPB/DATAGRO, Luiz Roberto Zillo, mesmo num momento atípico, o agro continua fortemente exercendo seu papel de levar comida à mesa dos brasileiros e alimentar o mundo. “O agro é um dos motores de arranque para a retomada da economia. Acredito que as exportações de carne bovina vão continuar e não vejo no segundo semestre uma queda. No mínimo, teremos uma estabilidade do momento atual”, estimou.

Ele comentou ainda que não dá para saber quando esse cenário de pandemia vai passar e se a demanda irá diminur ou não, mas tudo leva a crer que tanto a pecuária quanto a agricultura estão bem e preparados para esse novo momento. “O setor está exportando e a nossa qualidade e produtividade são muito grandes”, salientou o Zillo.

Para o gerente corporativo de compra de gado da Marfrig Global Foods, Maurício Manduca, outro  especialista que participou do debate, entender o comportamento dos consumidores também foi fudamental para diminuir o impacto sobre o produto neste momento. “Hoje, temos mais animais jovens sendo produzidos em fazendas intensificadas. Antes, o mercado era abastecido com animais mais velhos, bois inteiros e PH alto. O mercado importador foi quem ajudou para que o produtor trouxesse melhores animais. O produtor precisa entender o que o consumidor gostaria de consumir, pois a indústria apenas processa o que o consumidor quer”, destacou.

307, 2020

Criador de Senepol recebe subsídio da associação para genotipar rebanho

Os criadores associados à ABCB Senepol e inscritos no Programa de Melhoramento Genético do Senepol (PMGS) têm motivos de sobra para comemorar. Isso porque, para dar continuidade ao trabalho de genotipagem dos animais, cujos dados integram as avaliações genéticas que compõem o Sumário Genômico, a entidade renovou seu convênio com a Neogen, empresa responsável por este serviço.

Nesse novo ciclo, a partir de setembro, a empresa entregará o resultado da leitura do dobro de marcadores moleculares. Isso porque o chip atual será substituído por uma nova versão, o que aumentará de 50 mil para 100 mil o número de sequências identificadas. A outra novidade é que a ABCB Senepol subsidiará parte dos custos desses exames.

De acordo com o presidente da entidade, Itamar Neto, nos novos termos acordados, o custo de cada teste será de R$ 95,00, dos quais R$ 10,00 serão subsidiados pela associação. “Entendemos que essa é uma forma de estimular esse processo tão importante para o progresso genético da raça. Contamos com a adesão dos criadores”, espera.

Para garantir a coleta das amostras de alta qualidade nos rebanhos Senepol, já que é a única raça taurina criada no Brasil que produz esse tipo de estudo e avaliação, os técnicos da associação podem orientar os procedimentos para retirar das amostras dos animais. Os dados genômicos integram o Arquivo Zootécnico Nacional do Senepol e são a base para a edição e a publicação dos Sumários Genômicos do PMGS.

Segundo o gerente comercial de corte da Neogen, Thiago Biscegli, a genômica é uma importante ferramenta auxiliar no processo de melhoramento do Senepol e pode apoiar um salto genético e econômico para a raça, pois consegue imprimir maior pressão de seleção ao rebanho, identificando animais jovens de grande potencial com precisão. ‘A genômica eleva a confiabilidade das avaliações e fornece uma base científica que ajusta e melhora os índices do programa de melhoramento”, explica o especialista.

2306, 2020

Tecnologia alimentar garante maior produtividade dos ovinos

Os avanços tecnológicos, tanto estruturais quanto científicos, assim como os seus benefícios, usados de maneira correta, têm sido fundamentais para garantir o desenvolvimento e a evolução da produção e da sustentabilidade de toda cadeia produtiva de ovinos. De acordo com o pesquisador da Embrapa, Fernando Reis, a boa produtividade do rebanho ovino depende do uso de tecnologias adequadas às necessidades dos animais nas diferentes fases da vida. “No período de cria, quando os filhotes ainda são amamentados pela mãe, recomenda-se o uso do creep-feeding, um espaço restrito para alimentação desses animais. Cerca de 10 a 15 centímetro lineares por cordeiro já são suficientes. Higiene geral e água de qualidade disponível são fundamentais”, explica o especialista.

O pesquisador observa ainda que essas instalações são feitas de modo que somente os cordeiros possam ter acesso aos cochos, onde é servida a suplementação. “Os animais adquirem o hábito de ingerir alimentos sólidos muito cedo, logo nos primeiros dias de vida, observando as mães pastejarem, porém, o consumo deve se iniciar após o décimo dia e a quantidade varia de acordo com cada animal.”

Segundo Reis, além de melhorar o desempenho das crias, o creep-feeding auxilia no rápido retorno das matrizes à condição reprodutiva, antecipando sua próxima parição. “Isso ocorre porque os filhotes que recebem suplementação diminuem o ritmo das mamadas e as mães podem se recuperar mais cedo para a estação de monta”, explica.

Além das questões relacionadas à produtividade e sustentabilidade, Reis destaca que o método também apresenta uma relação custo/benefício muito interessante para o produtor. “As instalações podem ser adaptadas e construídas, tanto em ambientes internos quanto externos, com materiais muitas vezes existentes nas propriedades. A elaboração do suplemento também pode ser feita na propriedade, embora seja recomendado observar com critério a origem e as condições dos ingredientes usados”, recomenda o especialista acrescentando que, em média, o consumo de ração durante o período de creep-feeding é de 200 gramas/dia, considerando uma desmama dos cordeiros aos 60 dias de vida. “O ganho de peso pode chegar a 300 gramas/dia e o peso à desmama superar 20 quilos de peso vivo”, calcula.

1806, 2020

Estudos visam erradicar a febre aftosa no sul do país

Comprovar a inexistência de transmissão do vírus da febre aftosa na Região Sul do País e Estados do bloco I do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa é o objetivo dos estudos soro epidemiológico coordenados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Esses estudos fazem parte de uma das etapas do processo para pleitear à Organização Mundial da Saúde (OMS) o reconhecimento dessas regiões como zonas livres de aftosa sem vacinação. A equipe será formada por 120 veterinários dos serviços veterinários dos estados e lideram as equipes de campo que farão coleta de amostras de sangue e a inspeção clínica dos animais, além da aplicação de um questionário que deve ser respondido pelo produtor rural. A metodologia utilizada e os resultados obtidos irão compor o relatório que será enviado à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

A seleção das propriedades foi feita por amostragem e abrangerá 995 estabelecimentos rurais, com cerca de 50 mil bovinos. A conclusão dos estudos está prevista para o mês de julho. Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA), Geraldo Moraes, o resultado do trabalho será encaminhado ao Grupo ad hoc de febre aftosa do Comitê Científico da OIE, que avaliará o atendimento das condições necessárias para reconhecimento internacional das áreas como livres de aftosa sem vacinação. Caso o comitê recomende o pleito do Brasil, a proposta será enviada à Assembleia Geral da OIE, prevista para ocorrer em maio de 2021, quando os membros irão votar o reconhecimento.

1606, 2020

Países têm dificuldades com aumento na produção mundial de leite

Dados levantados pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla) revelaram que a produção mundial de leite de vaca aumentou 3,3% no primeiro trimestre de 2020 se considerado o mesmo período do ano anterior. Para chegar a esses números, foram selecionados os principais países produtores, que representam cerca de 60% da produção mundial. Estados Unidos e União Europeia, com 2,9% e 2,6%, respectivamente, foram os que tiveram maior crescimento, impulsionados pela grande participação, tanto na produção quanto na comercialização de lácteos internacional.

Diante do cenário atual, ambos enfrentam o desafio em relação ao excesso de produção e à busca de alternativas para reduzir o impacto dos subsídios diretos aos produtores e indústrias e da ajuda direta para o armazenamento privado de produtos (em especial leite em pó desnatado e manteiga), além de incentivos para a redução voluntária de produção, o abastecimento de bancos de alimentos e medidas extremas como o descarte de leite.

Além dos problemas causados pelo Covid-19 e as incertezas sobre o mercado global de lácteos, outras variáveis afetam a demanda e o preço mundial dos lácteos, como, o petróleo e a relação euro/dólar, que caíram de forma acentuada nos últimos meses.

1206, 2020

Veterinários podem se habilitar via internet

Os médicos veterinários da iniciativa privada que pretendem atuar no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), podem se habilitar pela internet.

O serviço online está disponível no Portal Gov.Br., desde o dia 19 de maio. Além da habilitação, será possível solicitar a atualização cadastral e a desabilitação. Porém, é obrigatório que o profissional esteja inscrito no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) dos estados que pretende atuar.

Segundo o chefe da Divisão de Sanidade dos Ruminantes, Ellen Laurindo, a participação e o engajamento dos médicos veterinários privados nas ações do PNCEBT é fundamental para o avanço do programa no País. “O médico veterinário habilitado atuará na realização de testes diagnósticos de brucelose e tuberculose, no encaminhamento de amostras para laboratórios credenciados e participação no processo de certificação de estabelecimentos de criação livres para essas doenças nas Unidades Federativas em que têm interesse”, explica.

1206, 2020

Terceira edição do livro doenças das aves já está disponível

Produzido sob coordenação da Fundação Apinco de Ciência e Tecnologia Avícolas (Facta), a terceira edição do Livro “Doenças da Aves”, atualizado e com novos capítulos, teve sua pré-venda disponibilizada pela entidade. A publicação trata da evolução da medicina relacionada às aves ocorrida nos últimos anos e envolveu cerca de 100 profissionais de renomadas instituições de ensino e também da iniciativa privada. A obra, que foi submetida a uma revisão geral e conta com a inclusão de novos capítulos, faz parte de um esforço conjunto, tanto da instituição quanto de outros editores.

Os interessados podem adquirir a obra por meio do site oficial da entidade e que o envio será feito a partir do dia 1 de julho, conforme a ordem dos pedidos. Para consultar o valor do frete, realizado via PAC, pode ser feito através do e-mail facta@facta.org.br.

906, 2020

Instituto Vital Brasil e UFRJ testam soro contra Covid-19 oriundo de sangue de cavalos

Fazer um experimento a partir do plasma de cavalos, para que o soro possa ser produzido em grande escala é o objetivo dos testes que serão realizados pelo Instituto Vital Brazil, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para auxiliar no tratamento contra a covid-19. De acordo com as entidades, o sangue equino produz agentes de defesa contra a toxina inoculada no corpo e, consequentemente, também produz os anticorpos que resultam no soro. O medicamento é o mesmo tipo usado contra raiva e contra picada de insetos peçonhentos.

Segundo o presidente do Instituto Vital Brazil, Adilson Stolet, já foi possível constatar que em muitas pesquisas realizadas pelo mundo, o tratamento a partir do plasma de pessoas curadas da Covid-19 teve efeito positivo no tratamento de infectados em estado grave. “A ideia é fazer um experimento agora a partir do plasma de cavalos, para que possa ser produzido em grande escala”, argumenta o executivo.

Os testes se iniciaram no dia 27 de maio, na UFRJ, isolando e inativando o coronavírus para que ele possa ser inoculado em cavalos do Instituto Vital Brazil. Caso os resultados sejam satisfatórios, o soro poderá ser testado em humanos em um período de quatro meses e, em seis meses, será possível produzir o soro em grande escala. O instituto tem capacidade para produzir até 100 mil tratamentos por ano.

1405, 2020

Produção de tilápia avança no interior paulista

Pesquisas realizadas em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, na Apta Regional do Leste Paulista, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, em Monte Alegre do Sul, SP, atestam que a piscicultura paulista avançou 4,9% e mantém curva de crescimento.

Os trabalhos avaliaram os efeitos da densidade de estocagem, frequência alimentar, diferentes linhagens de tilápia e percentual de proteína bruta na qualidade da água e no desempenho zootécnico.

De acordo com a publicação Manejos de tilápia em tanques-rede em represa rural do leste paulista: estudo de caso, disponibilizada pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) a produção de tilápia, em tanques-rede, em represas rurais da região leste do Estado de São Paulo, vem se firmando como uma atividade promissora para aumentar a renda dos produtores.

Para o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, a alimentação é essencial para o desenvolvimento sustentável dessa atividade. “Nossa cadeia produtiva é qualificada, tecnificada e preocupada com a saúde alimentar da sociedade”, destaca o executivo.

Na produção de tilápia em tanques-rede, as seguintes Boas Práticas de Manejo são recomendadas: o uso de tilápia proveniente de linhagens melhoradas geneticamente, estocagem entre 100 e 150 peixes/m3 (produtividade média de 70kg/m3 ), alimentada com ração comercial, contendo 32% de proteína bruta, fornecida duas vezes ao dia e durante sete dias da semana, obtendo-se, assim, melhor ganho de peso e biomassa final.

“A produção é feita em ambiente controlado e o cuidado com a sanidade é muito rígido, para garantir a segurança e oferecer alimentos saudáveis para os consumidores”, afirma o presidente da Peixe BR salientando o valor nutricional dos peixes de cultivo nacional, como a tilápia e tambaqui.

1205, 2020

Entidade promove ações em prol dos produtores de leite

Para incentivar a continuidade das atividades dos produtores de leite, mesmo em tempos de combate à Covid-19, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando (Girolando) tem promovido uma série de ações em benefício do setor.

Uma dessa ações é possibilitar que os produtores continuem a utilizar o Serviço de Registro Genealógico em seus rebanhos. Para isso, a entidade lançou, no início de abril, a promoção “Criador em Dia”, que reduz o valor da multa por animal a um centavo de real referente ao atraso no envio das comunicações desse serviço.

A ideia da entidade é minimizar os impactos da pandemia na pecuária de leite. “Temos atuado de forma pontual, disponibilizando assistência técnica e recursos para garantir que os criadores de Girolando continuem produzindo a campo”, afirma o presidente da Girolando, Odilon Rezende.

Além desse benefício, válido para multas geradas a partir de 6 de abril de 2020, com duração de 90 dias, a entidade também divulgará informações técnicas através de lives pelo Instagram. “Pretendemos que nossos associados possam desenvolver suas atividades da melhor forma possível”, acrescenta Rezende.

805, 2020

Cem anos de contribuição à pecuária nacional

Uma das pioneiras na importação das raças zebuínas da Índia, a marca F comemora, em 2020, 100 anos de sua fundação.

Para o criador Tonico Carvalho, neto  do pecuarista mineiro Francisco José de Carvalho, patriarca da marca, a celebração dos 100 anos é também um momento de refletir sobre a importante contribuição da pecuária para a economia brasileira.

“É importante contar a história e destacar essas iniciativas para que as novas gerações conheçam e valorizem a pecuária nacional como uma importante fonte de alimentos de qualidade e de geração de empregos”, comenta o pecuarista, proprietário da Fazenda Brumado, em Barretos/SP.

O criador lembra que, além de ser o principal exportador de carne bovina, o Brasil também é o maior polo de genética zebuína do mundo. “Há 100 anos, quando a marca F foi registrada, as raças zebuínas não eram maioria no rebanho nacional. Atualmente, o zebu e seus respectivos cruzamentos respondem por mais de 80% de todo o gado brasileiro”, celebra.

505, 2020

Teste molecular identifica fraude em leite de vaca

O Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, desenvolveu um teste molecular para a identificação rápida e precisa de fraude de leite de vaca em amostras de leite de búfala, para certificar a pureza dos produtos.

A iniciativa é uma parceria do IZ com o laticínio Bom Destino, de Minas Gerais, e tem como objetivo identificar produtos adulterados, ou seja, que não contenham apenas o leite de búfalas, uma vez que as amostras de leite e derivados lácteos de diversos tipos de queijo, como a mozzarella de búfala, por exemplo, podem sofrer adulterações durante o processamento.

Segundo o pesquisador Anibal Eugênio Vercesi Filho, diretor do Laboratório de Genética do IZ, a metodologia avaliou diluições decrescentes seriadas do número de cópias de DNA de bovino em amostras de DNA de leite de búfalas, possibilitando detectar a sensibilidade exata do teste. “Assim, tanto amostras de DNA de búfalos quanto amostras de DNA de bovinos apresentaram quantidades de DNA exatas para, posteriormente, serem avaliadas para a identificação da fraude”, informa o pesquisador.

Ele acrescenta que, no Brasil, com a alta demanda pelos derivados de leite de búfalas e diante da ilegalidade de alguns produtores e laticínios, há produtos impuros que podem ser comercializados direta ou indiretamente, possuindo quantidades variáveis de leite de vaca durante a fabricação. “Com o crescimento da comercialização do queijo de búfalas, é preciso promover análises e certificações, para garantir a qualidade e pureza dos produtos”, acrescenta o diretor do IZ.

2804, 2020

Sombra de eucalipto aumenta produção de embriões em vacas

Estudo realizado por Pesquisadores da Embrapa Cerrados (DF) reforça a importância de oferecer aos animais condições confortáveis para o bom desempenho reprodutivo, além de contribuir para desenvolvimento sustentável da pecuária.

Durante o projeto “Conforto térmico, produtividade de leite e desempenho reprodutivo de vacas de raças zebuínas em sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Cerrado”, que teve duração de 33 meses, vacas Gir Leiteiro que tiveram acesso a áreas com sombra de eucalipto produziram quatro vezes mais embriões durante o período mais quente do ano, além de 22% a mais de leite.

Segundo a pesquisadora da Embrapa e líder do projeto, Isabel Ferreira, os resultados também estimulam o uso dos sistemas integrados com floresta, pois mantêm árvores nas pastagens. “Recomenda-se uso da ILPF com vacas zebuínas leiteiras, pois além de aumentar a produtividade de leite e a quantidade de embriões produzidos, também melhora a qualidade do produto e do pasto, o valor nutritivo da forragem e os parâmetros fisiológicos e comportamentais das vacas”, explica a especialista.

Ainda de acordo com os estudos conduzidos pela Embrapa Cerrados, a presença das árvores melhora a rentabilidade do produtor de leite, tanto por causa do aumento da quantidade do produto, quanto pela possibilidade de melhor remuneração dos sólidos totais pelos laticínios e pela venda da madeira para diferentes usos.

2204, 2020

Vaca brasileira quebra recorde de 39 anos e entra para o Guiness Book

Nascida em março de 2014, registrada pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, a vaca Girolando Marília FIV Teatro de Naylo entrou, em 2020, para o Guiness World Book of Records após quebrar um recorde de produção de leite, em apenas um dia, que já durava 39 anos.

Durante o 34° Torneio Leiteiro de Areias/SP, homologado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a vaca brasileira produziu 127,570 kg/leite em três ordenhas e derrubou o recorde anterior, pertencente à vaca cubana Ubre Blanca, que em junho de 1981 produziu, em um só dia, 110,9 quilos/leite, em regime de três ordenhas.

“O primeiro torneio do qual ela participou, já obteve essa grande conquista, o que, para nós, é motivo de muito orgulho”, celebra Gustavo Souza, um dos proprietários da nova recordista. Marília nasceu no criatório Girolando NS, localizado nos municípios de Bananal e Areias/SP, que pertence aos pecuaristas André Souza e Gustavo Souza. No ano passado, durante o Leilão 70 anos Genética NS, ocorrido em setembro, Marília FIV Teatro de Naylo teve 50% de sua cota comercializada para a Fazenda São Luís, dos criadores Paulo Afonso e Hugo Arantes, de Volta Redonda/RJ.

1404, 2020

Produzir super touros é objetivo de prova de eficência promovida pelo IZ

O Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), órgão da Secretaria de  Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, fará a 1ª Prova de Eficiência e Performance Boi com Bula®, para avaliar reprodutores em características de importância econômica, simulando o sistema de produção de um boi de corte criado e recriado a pasto e confinado para terminação.

O trabalho será uma parceria do BrasilcomZ em conjunto com o Instituto de Zootecnia. A proposta é reforçar a importância de testes fenotípicos, buscando referências objetivas para a seleção de reprodutores por meio de tecnologias tradicionais e contemporâneas, além de propiciar um ambiente saudável de debate sobre os rumos da seleção na raça Nelore.

Ao final da Prova, os animais deverão ser registrados, em definitivo, pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) e aprovados por exame andrológico, sendo desclassificados aqueles que não cumprirem com os requisitos.Ainda, será utilizado o Índice Boi com Bula®, que será parâmetro de classificação para o Leilão Boi com Bula 2020, a ser realizado durante a Expogenética 2020, em Uberaba/MG.

704, 2020

Embrapa inaugura sistema de produção de leite em “Compost Barn”

A Embrapa Gado de Leite inaugurou, no último mês, em Coronel Pacheco/MG, o novo sistema de produção de leite em “Compost Barn”, método cuja principal característica do estábulo é possuir uma ‘cama’ de material orgânico que realiza a compostagem das fezes e urina dos animais e proporciona maior conforto.

O nome escolhido para batizar o novo sistema foi “Vacas e Pessoas Felizes”, já que o método está diretamente ligado ao conforto e bem-estar do animal e a uma rotina de trabalho mais agradável para produtores e empregados.

Segundo o chefe-adjunto de Pesquisa & Desenvolvimento da unidade, Pedro Arcuri, além do foco na produção de conhecimento, o método favorece o trabalho dos profissionais envolvidos, facilita a tomada de decisão do produtor e promove o bem-estar animal. “Há muita tecnologia embarcada no sistema que a Embrapa está entregando. Câmeras e diversos sensores monitoram todo o ambiente, fornecendo informações sobre temperatura, atividade das vacas, iluminação etc. Nosso foco será a produção de conhecimento”, explica.

Acuri informa também que a adoção do Compost Barn tem crescido entre os produtores nacionais. “São mais de dois mil em funcionamento, mas há poucos resultados de pesquisa sobre a tecnologia”, diz ele. O sistema Embrapa tem capacidade para receber 80 vacas das raças Holandesa e Girolando.  “A estrutura da Embrapa será fonte de pesquisas, gerando indicadores sobre a sua utilização em ambiente tropical, preenchendo uma importante lacuna.”

3103, 2020

Primeira fase do Coma Mais Peixe impacta 10 milhões de pessoas

Iniciativa da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), com apoio de empresas do setor produtivo, a campanha Coma Mais Peixe já impactou mais de 10 milhões de pessoas desde meados do ano passado, quando teve início.

Criada para impulsionar o consumo de peixes de cultivo no Brasil, a campanha tem como diferenciais a produção de pratos exclusivos elaborados por chefs renomados, panfletagem em pontos de alta concentração de pessoas, livreto de receitas, ações de degustação, participação em eventos e intensa presença em mídias sociais. “O foco da Coma Mais Peixe é a valorização das qualidades nutricionais dos peixes de cultivo, como tilápia e tambaqui”, informa o presidente executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros. O Brasil é o 4º maior produtor mundial de tilápia e o maior produtor de tambaqui, porém o consumo de peixes de cultivo ainda é pequeno: 3,5 kg/habitante/ano.

De acordo com o executivo, o potencial para o aumento da demanda é imenso, mas isso passa pela divulgação de informações de qualidade para a população. “A crescente repercussão da Coma Mais Peixe comprova o interesse dos consumidores em aprender mais sobre os peixes de cultivo e também compartilhar suas aventuras na cozinha nas mídias sociais da campanha”, analisa.

Ainda segundo Medeiros, a falta de conhecimento sobre os peixes de cultivo ainda é um obstáculo e é papel da entidade disponibilizar informações claras, mostrando que incluir o peixe na alimentação do dia a dia é simples. “Novas ações de campo, degustação e presença em eventos estão programadas para 2020, objetivando atrair novos consumidores e difundir as vantagens do peixe de cultivo, que é saudável, seguro e acessível à população”, explica.

2503, 2020

Federação dos produtores de leite dos EUA se diz pronta para o coronavírus

“Como organização que representa os produtores de leite dos Estados Unidos e as cooperativas, a Federação Nacional de Produtores de Leite (NMPF)  está pronta para ajudar seus membros a enfrentar os desafios do coronavírus”. Esse foi a parte inicial do discurso do CEO da entidade, Jim Mulhern, em relação à propagação contínua da Covid-19 e ao potencial impacto do coronavírus nos mercados doméstico e internacional.

De acordo com o executivo, a entidade dedicará os seus recursos para ajudar os produtores e as cooperativas do setor lácteo a responderem quaisquer desafios que possam enfrentar. “Isso inclui possíveis danos aos mercados doméstico e mundial, até interrupções na cadeia de suprimentos na fazenda, na planta de processamento ou no transporte de leite, as ramificações potenciais para o setor de lácteos são amplas”, disse o executivo.

Outra informação importante destacada pelo CEO é que o fornecimento de lácteos dos EUA é seguro e os produtos são de alta qualidade. “O Food and Drug Administration (FDA) confirmou que o tratamento térmico mata outros coronavírus, portanto, a pasteurização também deve inativar esse vírus. Além disso, não há evidências de que essa cepa esteja presente no gado doméstico, como o bovino”, explicou.

1202, 2020

Desenvolver aquicultura é objetivo da CNA

Discutir medidas de desenvolvimento do setor. Foi com esse objetivo que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, (CNA), participou de reunião da Câmara Setorial da Produção e Indústria do Pescado do Ministério da Agricultura, em Brasília, em janeiro.

A entidade foi representada pela assessora técnica da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Ana Lenat. Uma das propostas para auxiliar no desenvolvimento desse setor foi a criação de um grupo de trabalho, com a participação da Peixe BR, Associação Brasileira de Reciclagem Animal e Associação Brasileira de Criadores de Camarão, para debater ações para o crescimento da aquicultura e da piscicultura.

A suspensão das exportações para a União Europeia, que há dois anos fechou o mercado europeu ao pescado brasileiro, acarretando perdas de pelo menos US$ 50 milhões, e uma análise de risco de importação do camarão importado do Equador foram outros assuntos abordados durante o encontro.

1002, 2020

Mapa publica norma para produção artesanal de derivados de leite

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou, em dezembro de 2019, as normas para produção artesanal de queijos, embutidos, mel e derivados de leite.  Trata-se da IN 73, que estabelece o regulamento técnico de boas práticas agropecuárias destinadas aos produtores rurais fornecedores de leite para fabricação artesanal de alimentos de origem animal.

De acordo com o Mapa, em nota, a concessão do Selo Arte permitirá a venda interestadual de produtos alimentícios artesanais, como queijos, embutidos, derivados de mel e de pescados.

Ainda segundo a entidade, uma das exigências é que a propriedade fornecedora de leite seja certificada como livre de brucelose e tuberculose. Além disso, o regulamento prevê os requisitos higiênico-sanitários mínimos necessários às propriedades rurais fornecedoras de leite para produção de alimentos artesanais e que caberá aos Estados e ao Distrito Federal a avaliação do cumprimento do regulamento de boas práticas.

602, 2020

Projeto ajuda a fortalecer cadeia produtiva da caprinocultura no sul do País

Orientar para crescer e auxiliar no acesso aos mercados via cooperação entre produtores e pequenas indústrias são alguns dos objetivos do “Projeto Caprinocultura”, iniciativa do Sebrae/SC que, por intermédio do Sebratec, disponibiliza serviços tecnológicos com o intuito de contribuir para o desenvolvimento do setor na cidade de Irani, no interior catarinense.

Com a iniciativa, o reconhecimento econômico da atividade é concretizado pelo enfoque na produção em larga escala dos empresários rurais e não apenas a criação para subsistência, medida que, segundo Enio Albérto Parmeggiani gerente regional Oeste do Sebrae/SC e um dos idealizadores do projeto,  atrai investidores para o setor. ”É importante ressaltar que a caprinocultura de corte brasileira tem apresentado progressivo desenvolvimento e a ampliação do consumo está associada nas melhorias nas condições de abate, da procedência certificada e na comercialização de cortes adequados para a venda”, diz.

Através da iniciativa da entidade, 10 produtores de Irani e de municípios próximos formalizaram uma associação, que realizou a primeira venda coletiva de 42 animais, no fim do mês de novembro de 2019. No município há um plantel de aproximadamente 1.000 fêmeas e o setor está em franca expansão, com a adesão de novos produtores ao projeto.

Segundo a secretária de agricultura e meio ambiente de Irani, Sidiane Salete Dalla Costa, a meta é transformar a região em uma referência estadual na produção de caprinos. “O apoio do Sebrae/SC foi fundamental para a organização dos produtores e na busca de parceiros para a comercialização, além de proporcionar a oportunidade de acessar mercados, de tecnificar esse segmento e torná-lo fonte de renda em uma atividade considerada secundária”, afirma.

602, 2020

Governo paulista busca parceiros para desenvolver cadeia produtiva do leite

Implementar e desenvolver soluções inovadoras de produtos e processos para criação de bezerros leiteros jovens machos e fêmeas, com foco no crescimento sustentável na cadeia produtiva do setor.

É com esse objetivo que o Instituto de Zootecnia (IZ/APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, abre edital visando celebrar parcerias de Cooperação Técnico Científica com a iniciativa privada.

As pesquisas serão realizadas na Unidade de Referência em Inovação Tecnológica e Pesquisa de Bezerros Leiteiros do IZ, localizada em Ribeirão Preto/SP. A unidade será utilizada para o desenvolvimento de projetos em novos produtos e tecnologias nas áreas de nutrição, alimentação, sanidade, imunologia, manejo, bem-estar animal, e de zootecnia de precisão com bezerros (as) em aleitamento e após o desmame, nos diferentes sistemas de criação.

O programa contará com a supervisão de uma equipe de pesquisadores do IZ, técnicos das empresas parceiras, pesquisadores de outras instituições e universidades públicas ou privadas. O projeto prevê ainda a difusão e posterior adoção de novas tecnologias e técnicas desenvolvidas pela unidade ou pelas empresas parceiras, através de dias de campo, palestras, eventos técnicos para agentes extensionistas e produtores, site, entrevistas para imprensa via Centro de Comunicação e Transferência do Conhecimento do IZ, e em eventos programados dentro e fora do Estado.

302, 2020

Receita cambial das carnes cresce 12,5%, diz Mapa

Um levantamento do Mapa constatou que, em 2019, as exportações de carnes, puxadas principalmente pelo setor de bovinos, aumentaram de 44,5% para 45,8%, resultando no incremento de 12,5% na receita do setor, em relação a 2018.

Ainda de acordo com o levantamento, dos US$ 16,5 bilhões registrados no total, 97% foram oriundos das exportações de carne bovina, suína e de frango. O segmento de aves manteve a segunda posição no ranking, mesmo com queda de sua participação, de 43,6% em 2018, para 41,7% em 2019.

Porém, se considerados apenas os produtos in natura, a carne de frango se manteve como a primeira no ranking em receita cambial de carnes, por diferença mínima, sendo responsável por cerca de 40% do total.

3001, 2020

Site europeu promove soro de leite

Promover uma boa comunicação e entendimento sobre o soro de leite e tópicos relacionados a possíveis clientes e consumidores, além de defender essa proteína em debates nas mídias sociais. Esse é o objetivo do site wheyforliving.com, da Associação Europeia de Processadores de Soro de Leite, que também quer garantir que as discussões sobre o assunto, bem como sobre outras proteínas, sejam baseadas em fatos e conhecimento científico, ao invés de mitos ou boatos.

Desenvolvida pela Arla Foods e assumida pela EWPA em dezembro de 2019, a plataforma de comunicação online B2C compartilha, com os consumidores europeus e público em geral, conhecimento e informações científicas sobre as vantagens e benefícios para a saúde gerados pelo consumo da proteína desse produto.

Atrualmente,  a proteína de soro de leite é reconhecida como uma proteína que contém todos os aminoácidos essenciais necessários ao organismo diariamente, além de contribuir para o crescimento e manutenção dos ossso e músculos.

2701, 2020

IZ recebe prêmio internacional por pesquisa em bem-estar animal

Pesquisa no setor de bem-estar animal na cadeia de produção, do Instituto de Zootecnia (IZ/APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, foi reconhecida e premiada durante o Forensic Med Vet Conference, evento internacional realizado em São Paulo, no fim de 2019,que reuniu profissionais de vários países.

Segundo o pesquisador do IZ, Jackson Barros do Amaral, que também fez parte da equipe durante o evento, o reconhecimento deste trabalho, bem como a premiação, são indicadores da importância do conhecimento ao novo paradigma de bem-estar que está sendo imposto na cadeia de produção, assim como a legislação que a regulamenta. “Buscamos mostrar ao produtor a importância de se adequar às legislações vigentes e às mudanças de paradigmas na cadeia de produção de carne e leite”, destacou o pesquisador.

O trabalho “Parâmetros Clínicos para Elaboração de Laudo Pericial nas Podopatias em Bovinos Leiteiros” (Clinical parameters for the elaboration of an expert report on podopathies in dairy cattle), apresentado por Elaine Jaqueline Hans, acadêmica em Medicina Veterinária da Unifaj, de Jaguariúna/SP, foi premiado como segundo melhor trabalho com padrão científico na modalidade pôster.

2701, 2020

Exportação suína bate recorde em 2019

Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) revelou que o crescente interesse dos chineses pela carne suína brasileira resultou em recorde a exportação desses produtos e 2019.

De acordo a entidade, foram embarcadas, no ano passado, 750,3 mil toneladas, 16,2% acima do registrado em 2018, que atingiram 646 mil toneladas. Já em receita, o aumento foi de 31,9% em relação a 2018, passando de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,597 bilhão.

Segundo a ABPA, um dos motivos que impulsionaram o crescimento desses números, foi a ocorrência de Peste Suína Africana (PSA) em território asiático. Em decorrência, a China assumiu a primeira posição nas importações, com 248,80 mil toneladas, 61% acima do total embarcado em 2018.

Para o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin, a crise sanitária na Ásia reconfigurou o comércio internacional de proteína animal.  “A China, a maior afetada, ampliou a capacidade de importação de carne suína brasileira com a habilitação de novas plantas em novembro de 2019, explicou. “Isso deve favorecer o aumento das vendas brasileiras em 2020, tendo em visita que os indicadores de instituições como o Rabobank demonstram que este quadro deve continuar estável ao longo do ano.”

2312, 2019

Ampliar produção leite A2 é a aposta da Secretaria de Agricultura de São Paulo

O Instituto de Zootecnia, instituição de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria, trabalha com um programa de melhoramento genético para formar um rebanho de vacas somente com o gene A2 (vacas A2A2) em qualquer raça, ampliando a oferta deste leite em todo o Estado.

De acordo com o pesquisador do IZ, Anibal Eugênio Vercesi Filho, que conduz as pesquisas do leite A2, uma das proteínas encontradas no leite, a betacaseína pode ser codificada por 13 diferentes alelos, sendo mais comuns nos bovinos os alelos A1 e A2. Durante o processo de digestão no ser humano, o alelo A1 forma uma substância chamada beta casomorfina-7, um opióide que é um fator de risco para algumas doenças humanas como o diabetes tipo 1, a arterioesclerose (acúmulo de gorduras nas paredes das artérias) e a inflamação das mucosas gástrica e intestinal. “Quando se toma o leite A2, não há o risco de se ter esse problema, pois a sua digestão não forma essa substância”, explica Vercesi. Importante destacar que apesar de terem sintomas parecidos, a intolerância à betacaseína A1 não tem a ver com a intolerância à lactose.

O pesquisador conta que a betacaseína A2 pode aparecer em qualquer raça, mas predomina nas raças zebuínas como no Gir leiteiro, Sindi e Guzerá. “Usamos touros A2A2 e genotipamos as vacas, realizando a programação de acasalamento. A ideia é que todas as vacas, independentemente da raça, sejam produtoras de leite A2, com alta produtividade, vida produtiva longa e resistência à mastite”, afirma Vercesi.

Por meio do Plano Mais Leite Mais Renda, criado para coordenar a cadeia pro dutiva do leite e aumentar a produtividade e a qualidade da produção para dois bilhões de litros por ano em dez anos, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento busca incentivar o desenvolvimento de projetos regionais da bovinocultura de leite, como a produção do leite A2.

Produtores nos municípios de Franca, Ourinhos, Novo Horizonte,  Araçatuba, Botucatu, Caconde e São João da Boa Vista já se articulam, por meio do Plano Mais Leite Mais Renda, para viabilizar a produção deste leite.

“É um projeto que agrega muito valor à atividade leiteira, uma alternativa para a população que precisa deste leite e também para o produtor, que pode oferecer um produto diferenciado ao mercado, com valor agregado, principalmente na oferta de produtos lácteos processados, como queijos e iogurtes”, afirma o médico veterinário, Carlos Pagani Neto, assistente técnico de Bovinocultura da Coordenadoria de De senvolvimento Rural Sustentável e um dos autores do Plano Mais Leite Mais Renda.

De acordo com o especialista, o processo não demanda um investimento tão alto ao produtor a partir do teste genotipagem do animal, em laboratórios especializados, e a certificação do leite por empresas certificadoras. Em São Paulo, a marca de leite Letti a2, produzida na Fazenda Agrindus, em Descalvado, foi a primeira a receber a certificação para a produção de leite com vacas A2A2.

2312, 2019

Sistema de inteligência visa inovar aquicultura nacional

Utilizar os dados organizados nacionalmente para impulsionar ainda mais os números da produção aquícola do País, que se encontra em franco crescimento. Esse é o novo projeto da Embrapa que tem mapeado, por imagens de satélite, vários viveiros de peixes e outros animais aquáticos em diversas regiões do território brasileiro.

As informações ficarão disponíveis em uma plataforma online, que abrigará vasta quantidade de dados georreferenciados sobre a atividade aquícola, e comporão um Sistema de Inteligência Territorial Estratégica (Site) da Aquicultura Brasileira.

O analista Marcelo Fonseca, da Embrapa Territorial (SP), informa que as informações coletadas ficarão disponíveis em uma plataforma online, que abrigará vasta quantidade de dados georreferenciados sobre a atividade aquícola, e comporão um Sistema de Inteligência Territorial Estratégica (Site) da Aquicultura Brasileira.

Segundo ele, a plataforma em construção apresentará para a aquicultura os cinco quadros definidos na metodologia da Embrapa para sistemas de inteligência territorial estratégica: natural, agrário, agrícola, infraestrutura e socioeconômico. “Temos um conjunto significativo de dados secundários relacionados à produção agrícola, questões socioeconômicas e emprego para analisar a aquicultura nos aspectos citados, integrando-os de forma coerente”, acrescenta o especialista.

1712, 2019

Artefatos de couro de peixe visam aumento de renda de pequenos produtores

Ensinar como produzir artefatos de couro de peixe em casa com uso de tecnologias e reagentes menos poluentes, que possibilitam maior efetividade no processo, além de estar em sintonia com o mercado atual, para aumentar renda e diminuir os impactos ambientais da atividade.

Esse é o objetivo do curso de curtimento industrial e manufatura artesanal desenvolvido pela Embrapa Pecuária Sudeste. “Os participantes vão terminar o curso sabendo transmitir a tecnologia de manufaturados com couro de tambaqui de forma industrial aos produtores e técnicos da cadeia produtiva de pescados”, informa o pesquisador da entidade, Manuel Jacintho.

O curso está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), pois demonstra o curtimento com uso de tanino sintético, sem aplicação de cromo no processo. “O cromo é um metal utilizado em forma de solução para curtir o couro pela maioria dos curtumes no mundo, mas tem problemas ambientais por ser tóxico”, informa o pesquisador.

Jacintho acrescenta ainda que, durante o curso, os participantes também terão capacidade de indicar a infraestrutura necessária para a implantação de uma unidade industrial de confecção de manufaturados com couro de tambaqui, assim como informações sobre a legislação vigente de descarte de resíduos sólidos.

O curso é dirigido a pessoas interessadas no curtimento da pele de peixe e na confecção de manufaturados, principalmente o tambaqui e as aulas acontecem em Sorriso (MT), de 25 a 28 de novembro, no frigorífico Delicious Fish e as inscrições podem ser feitas, gratuitamente, até o dia 22.

1212, 2019

Raças de corte puxam vendas de sêmen e setor cresce 17,5% em 9 meses

Com quase oito milhões de doses comercializadas entre janeiro e outubro de 2019, as raças de corte foram as principais responsáveis pelo crescimento de 17,5% das vendas de sêmen bovino no país. Os dados de desempenho do mercado de genética foram divulgados pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA).

No total, considerando também as raças de leite, foram comercializadas cerca de 13 milhões de doses de sêmen. Para Nelson Ziehlsdorff, presidente da central de inseminação Semex Brasil,em razão da forte demanda pela carne brasileira no exterior, os pecuaristas estão investindo mais em genética de qualidade para produzirem animais dentro das exigências dos compradores internacionais e, assim, receberem bonificação por isso.

“É  bem provável que esse aquecimento nas vendas de sêmen se mantenha nesse último trimestre do ano, em decorrência do bom momento do mercado da carne, tanto interno quanto externo”, aposta o executivo, acrescentando que, com a expectativa de abertura de mais mercados para a carne brasileira, o segmento de genética deve fechar 2019 com índices bem superiores aos de 2018.

O executivo também credita esse momento a outro fator que ele considera fundamental para essa evolução. “Os produtores rurais estão mostrando, mais uma vez, o caminho para o crescimento: confiança, trabalho, inovação, foco nos resultados – valores que também cultivamos todos os dias com nossa equipe”, finaliza Ziehlsdorff.

2911, 2019

IZ promove treinamento para avaliar impactos ambientais nos sistemas de produção agropecuária

O Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo promoveu, no último mês, um treinamento para pesquisadores e alunos da entidade com aparelhos que auxiliam na medição da umidade e a emissão do CO2 do solo em projetos que irão avaliar impactos ambientais nas pesquisas de Sistemas Integrados de Produção Agropecuária do IZ. O Minitrase, que mede a umidade do solo, e Li-Cor 8100, que mede a emissão de CO2 do solo, foram adquiridos pelo projeto do Plano de Desenvolvimento Institucional de Pesquisa (PDIP-FAPESP).

A coordenadora da atividade e pesquisadora do IZ, Flávia Fernanda Simili, destacou que todo treinamento visou capacitar alunos e pesquisadores que poderão montar os equipamentos, realizar análises no campo e processamento dos dados. “O uso desses sistemas proporciona benefícios como as melhorias físicas, químicas e biológicas do solo, a intensificação da produtividade vegetal e animal, a mitigação de gases de efeito estufa, a racionalização do uso de defensivos e fertilizantes, além de possíveis vantagens econômicas, pautadas na diversificação de renda e no menor risco de flutuações de mercado”, acrescenta Flávia.

Outra característica importante do treinamento é que, com a demanda crescente por alimentos e a necessidade de racionalização dos recursos, os sistemas integrados são alvo de pesquisas, por serem alternativas eficientes e sustentáveis para a produção vegetal e animal.

As pesquisas do IZ estão fundamentadas em três áreas estratégicas, dentre elas está a de Sistemas Integrados de Produção Agropecuária, que visa avaliar e identificar os sistemas integrados de produção em suas diferentes formas, com implantação e condução de arranjos produtivos para explorar sinergismos e propriedades emergentes nos compartimentos solo, plantas, animais e ambiente, demonstrando viabilidade técnica e econômica, bem como benefícios ecológicos e ambientais.

2911, 2019

Índice de criação de bezerras leiteiras tem programa pioneiro

Trazer informações e mostrar referências importantes com base na coleta e análise de dados de mais de oitenta fazendas de gado de leite para descobrir e analisar os principais gargalos da atividade no Brasil. Esse é o objetivo do primeiro Índice de Bezerras que será lançado pelo programa Alta Cria, realizado todos os anos pela Alta Genetics.

De acordo com o coordenador do Programa Alta Cria, Rafael Azevedo, o projeto Alta CRIA, há três anos, realiza a coleta e interpretação dos dados. “Isso é importante porque outros produtores poderão usar a mesma base de cálculos para avaliar como está a situação dentro de suas propriedades e, a partir disso, aperfeiçoar os processos”, destaca.

O índice será apresentado com exclusividade durante o Simpósio Internacional Alta CRIA. Na ocasião, que acontece entre os dias 28 e 29 de novembro, em Uberaba, MG, palestrantes do Brasil, Argentina, México, Canadá e Estados Unidos, apresentarão diferentes sistemas de criação no mundo, além de abordar outros temas importantes no manejo das bezerras.

2911, 2019

ABCG inova e elege presidente por votação online

Em caráter pioneiro entre as entidades pecuárias do país, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando (ABCG) elegeu, no último mês, por votação online, Odilon de Rezende Barbosa Filho como presidente da instituição para a próxima gestão.

A posse do novo presidente, juntamente com seu novo corpo diretivo, será no dia 14 de fevereiro de 2020, em Uberaba, e comandará a entidade no biênio  2020/2022. A adoção desse novo sistema permitiu que os associados pudessem escolher o novo presidente, pelo aplicativo Girolando e pelo site Eleições Girolando, sem precisar ir à entidade.

Para o pecuarista e presidente da Associação dos Criadores de Girolando Sem Fronteiras, Paulo Junqueira, foi um passo importante para tornar a participação dos associados mais efetiva em um momento tão decisivo para a Girolando, como a eleição. “A diretoria atual conseguiu realizar várias inovações para seleção da raça, dentre elas o genoma, mesmo em um momento econômico e político difícil para o país”, destacou o executivo.

Segundo o presidente eleito, o foco da nova gestão será na parte técnica, investindo na ampliação e modernização do programa de melhoramento e na seleção genômica. “Além disso, queremos desenvolver projetos voltados para os pequenos e médios produtores, no intuito de levar a eles mais tecnologia e genética melhoradora para seus rebanhos”, destaca Barbosa Filho, acrescentando quecomandar a maior entidade de pecuária leiteira do país é um grande desafio, porém animador.

211, 2019

CBQL promove capacitação de profissionais no sul do país

O Conselho Brasileiro de Qualidade do Leite (CBLQ), com patrocínio da CNA, do Senar e apoio da Faesc/SC promoveu, no mês de agosto, o VIII Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite, evento que abordou vários temas referentes à cadeia produtiva do setor.

Um dos objetivos do evento, que contou com a participação de diversos especialistas, além de 55 técnicos que atuam na Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em bovinocultura de leite, é qualificar os profissionais que colaboram para o desenvolvimento das propriedades rurais.

Na ocasião, o supervisor técnico ATeG em Santa Catarina, Fernando da Silveira, apresentou os resultados do programa com ações de melhoria na qualidade do leite; no aumento da produção e da produtividade; no melhoramento de pastagens e da alimentação do rebanho; na melhoria na genética, reprodução e sanidade do rebanho e na melhoria do gerenciamento da propriedade com indicadores financeiros e técnicos.

Segundo Silveira, o objetivo do ATeG é implantar um modelo de operação e gestão das propriedades rurais que envolva todos os processos da cadeia produtiva e possibilite a realização de ações efetivas nas áreas econômica, social e ambiental. “Além disso, o programa ainda dá auxílio nos processos de gestão de negócios para proporcionar a sua evolução socioeconômica da família e da comunidade”, acrescenta.

211, 2019

Defender o Agro é mote de ação da ABMRA

Esclarecer e corrigir as informações equivocadas apresentadas no programa Papo de Segunda, do canal a cabo GNT, sobre o agronegócio brasileiro e também sobre os produtores rurais, que tiveram sua imagem denegrida por expressões e termos usados pelos apresentadores. Isso é o que pretende a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (AMBRA) através de uma ação de direito de resposta.

Para isso, a entidade contratou escritório jurídico Coelho & Morello Advogados Associados, que tem unidade especializada em comunicação e audiovisual, para conduzir as negociações com a GNT e todo o processo por vias jurídicas, caso seja necessário. Segundo o vice-presidente executivo da ABMRA, Ricardo Nicodemos, a medida foi adotada em respeito ao produtor rural, aos pesquisadores, às empresas em toda a extensão do setor e à população. “É preciso passar as informações corretas para mostrar que o campo trabalha de sol a sol, de forma séria e honesta, para colocar alimentos na mesa de todos, inclusive na mesa desses apresentadores”, disse Nicodemos.

Há 40 anos tendo como um dos seus principais propósitos o fomento das boas práticas do marketing e da comunicação no Agro, a ABMRA tomou a iniciativa de pleitear por todos os meios legais o direito de ter espaço para esclarecer e corrigir as informações equivocadas apresentadas no programa. “Não se pode permitir que informações inventadas sejam colocadas como verdades. Não se pode denegrir a imagem de ninguém em um programa de TV nem tampouco de todo um setor econômico”, arrematou o executivo.

2510, 2019

Setor pesqueiro têm acesso a crédito facilitado

Reduzir dúvidas e destravar operações de financiamento para o setor pesqueiro. Foi com esse objetivo que Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou medida que retira a necessidade de pescadores e aquicultores apresentarem o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) para acessarem crédito.

O RGP é um documento exigido para controle de embarcações utilizadas em pesca extrativa, mas não é necessário nos casos de investimentos. A decisão tomada pelo Conselho no fim de agosto tem o intuito de facilitar a movimentação e os investimentos no setor, além de ajustar as normas de financiamentos para a pesca e a aquicultura.

O Conselho também ajustou as normas aplicadas nas operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com o objetivo de garantir melhor aproveitamento dos recursos disponíveis para investimentos em maquinários relacionados às finalidades ou empreendimentos que têm taxas mais favorecidas.

1810, 2019

IBGE indica redução no abate de aves, no primeiro semestre de 2019

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou no início de setembro, dados que registram uma queda considerável no abate de frangos, no volume de carne produzida e também no peso médio dos frangos abatidos em relação ao mesmo período no ano passado.

Por sua vez, o número de cabeças abatidas permaneceu estável, cerca de 0,21% a mais do que no mesmo período do ano anterior, dados que surpreendem negativamente, pois a greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio e junho do ano passado, prejudicaram os abates no primeiro semestre de 2018.

Outro dado levantado pela instituição mostra que o volume produzido no primeiro semestre de 2019 foi 1,5% menor do que o produzido no mesmo período em 2018, e ficou na casa dos 6,7 milhões de toneladas.

Esses números representam, especificamente, ao que foi abatido em estabelecimentos sob inspeção federal, estadual ou municipal e não levam em conta a criação abatida sem qualquer tipo de inspeção, mas incluem também os descartes de reprodutoras e poedeiras.

1110, 2019

Equador será destino de bovinos vivos brasileiros

Após conversações iniciadas em 2014, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu, no início de setembro deste ano, o comunicado de aceitação do Certificado Zoosanitário Internacional das autoridades equatorianas para abertura do mercado do país para importação de bovinos vivos oriundos do Brasil.

No último ano, a exportação de animais vivos, além de diversificar a pauta exportadora do Brasil, torna-se uma alternativa para todos aqueles que trabalham com esse segmento no País. Em números, foram 535 milhões de dólares em bovinos vivos e 6,5 bilhões de dólares de carne bovina exportados para todos os continentes em 2018.

Um fato que corrobora positivamente para esse cenário é o avanço tecnológico no sistema de produção, qualidade e do alto padrão genético dos animais brasileiros, resultado de esforço em conjunto de toda cadeia produtiva e que tem promovido reconhecimento da confiança internacional na defesa agropecuária do País.

410, 2019

Embrapa Gado de Leite, promove evento de tecnologia para produção leiteira sustentável

Fomentar o surgimento de um ecossistema, reunindo empresas, universidades, pesquisa agropecuária e o setor produtivo, capaz não apenas de apresentar soluções, mas de empreender, transformando as soluções em novas startups para a cadeia produtiva do leite. É com essas premissas que a Embrapa Gado de Leite promove, entre os dias 28 de outubro e de novembro, o Vacathon, evento que faz parte do Caravana 4.0 e do Ideas for milk.

Cerca de 100 estudantes e professores de instituições de ensino visitadas pela Caravana 4.0 ficarão acampados em Juiz de Fora (MG), sede da Embrapa Gado de Leite, recebendo mentoria de especialistas renomados em vários aspectos da atividade leiteira, além de visitar o Campo Experimental da instituição e a fábrica do Instituto de Laticínios Cândido Tostes/Epamig.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, vários participantes chegam à maratona sem nunca ter tido contato com uma fazenda e saem aptos a empreender no Agtech, dando continuidade aos projetos iniciados no Vacathon. “Participar do Vacathon é ponta pé inicial para jovens que buscam crescer no mercado da tecnologia. Os estudantes têm a rara oportunidade de conhecer mais sobre como funciona a cadeia produtiva do leite por meio do contato com profissionais que serão fontes de conhecimento no desenvolvimento de soluções digitais para o setor”, acrescenta.

2709, 2019

Programa de Melhoramento Genético IZ, lança dois Sumários de Touros e Matrizes Guzerá e Touros Caracu

O Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que completa 39 anos do Programa de Melhoramento Genético IZ, lançou, no fim de agosto, dois Sumários de Touros e Matrizes Guzerá e Touros Caracu.

Com o objetivo de auxiliar os criadores no processo de seleção e uso racional de material genético melhorado, e na escolha de acasalamentos para maximizar o ganho genético, a entidade promoveu, no dia 12 de setembro, no Centro Avançado de Pesquisa de Bovinos de Corte, em Sertãozinho, SP, o tradicional Leilão Anual de Reprodutores e Matrizes.

Reconhecido em todo Brasil, os rebanhos IZ são praticamente fechados à introdução de material genético externo, e é clara a capacidade dos touros e matrizes em “colocar velocidade de crescimento e músculo” nos bezerros.

Os animais disponibilizados são resultantes de um trabalho de seleção sistemático e criterioso para ganho de peso. Segundo a diretora do Centro de Pesquisa do IZ, Joslaine Cyrillo, utilizar touros com genética superior para características de importância econômica confere maior produtividade aos rebanhos e agrega melhoria nos índices zootécnicos. “Os touros da raça Guzerá e Caracu incluídos nos sumários foram usados no programa por no máximo três anos, sendo acasalados com aproximadamente 20 fêmeas ao ano, gerando em média 24 filhos por touro”, informa.

2609, 2019

Embrapa disponibiliza ferramentas de planejamento alimentar em pastagens no Semiárido

Otimizar custos de produção e reduzir o impacto da atividade pecuária sobre as pastagens, contribuindo para a sustentabilidade da criação de caprinos, ovinos e bovinos. Estes são os principais objetivos do planejamento alimentar para produtores rurais que vivem na região do semiárido brasileiro que sofrem com a transição do período de chuva para o seco no fim de agosto.

Segundo a zootecnista Ana Clara Cavalcante, pesquisadora da área de Forragicultura e Pastagens da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE), muitos produtores só começam a se preocupar nesse período seco, uma época em que não dá mais para fazer silagem, para plantar ou colher. Aí ficam em dependência muito grande da compra de forragem de outras regiões que, nessa época, tem preço mais elevado.

“No fim do ano, o produtor já deve se preparar para o ano seguinte. Se ele se preparar com antecedência, vai economizar na gestão de sua propriedade”, observa a pesquisadora.

Desenvolvidas em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), pelo projeto Forrageiras para o Semiárido, as ferramentas de orçamento forrageiro disponibilizadas pela Embrapa, como o aplicativo para celulares ou tablets, ajudam a contabilizar a quantidade de forragem disponível, a estimativa de consumo do rebanho e calcular, mês a mês, se há sobra ou déficit de forragem nas propriedades.

“Além disso, com uso do aplicativo Orçamento Forrageiro, é possível caracterizar as fontes de alimentação disponíveis na propriedade rural e obter diagnósticos para saber se esses recursos forrageiros serão suficientes para os animais ao longo do ano”, afirma Ana Clara, acrescentando que a ferramenta permite que o usuário identifique, no comparativo com fotos que estão no aplicativo, a condição de oferta de forragem (alta, média ou baixa) das pastagens de sua propriedade.

2208, 2019

Touros Senepol são avaliados pela Embrapa

Realizada entre março e junho de 2019, a 1ª Prova de Avaliação de Eficiência Alimentar de Touros Senepol teve seus resultados divulgados pela Embrapa Arroz e Feijão, entidade responsável pela avaliação.

Chancelada pela Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol), a prova teve como objetivo identificar fenótipos promissores em eficiência alimentar através da mensuração do consumo e ganho de peso, além de características morfológicas e de ultrassonografia de carcaça. Os resultados obtidos, além de gerarem DEP interina para eficiência alimentar, integrarão o banco de dados do Programa de Melhoramento Genético do Senepol (PMGS).

Características como Consumo de matéria seca; Consumo Alimentar Residual (CAR); Ganho de peso Residual; Peso Vivo; Ganho de peso; Ultrassonografia de carcaça (AOL, Acabamento e Marmoreio); Perímetro escrotal e volume testicular (início e final do teste); Biotipo animal, fizeram parte da avaliação da Embrapa.

De acordo com o técnico da ABCB Senepol, Cleber Loiola, responsável pela avaliação morfológica dos animais e do registro genealógico daqueles que ainda não tinham RGD, os criadores precisam continuar participando das próximas edições para que essa iniciativa prospere .“A Embrapa está muito empenhada em desenvolver provas e pesquisas com a raça Senepol e é muito importante darmos continuidade à essa iniciativa”, avalia.

1708, 2019

Mapa quer atender demanda européia por pescados

O Workshop Internacional de Capacitação das Indústrias de Aquicultura e Pesca para o Mercado Europeu, promovido pela Secretaria de Aquicultura e Pesca, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), serviu para atualizar conhecimentos e práticas do parque industrial brasileiro.

O evento, realizado de 15 a 19 de julho, em Itajaí (SC), foi uma ação conjunta entre o ministério, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (Sinpi). A ação teve como objetivo levar conhecimento aos produtores para que atendam a critérios e normas dos importadores europeus.

Os temas, abordados por especialistas internacionais da FAO, debateram sanidade e inocuidade dos produtos pesqueiros destinados ao mercado europeu. Um dos destaques da pauta foi a implementação de programas de pré-requisitos (PRPs), incluindo rastreabilidade do sistema de análise de perigo e pontos críticos de controle (HACCP) e de projetos adequados das áreas de produção, de infraestrutura de estabelecimento de processamento e de barcos congeladores.

1308, 2019

Cenário instável marca início do Rally da Pecuária

Organizada pela Athenagro, em parceria com a Agroconsult, a expedição técnica Rally da Pecuária, iniciada em primeiro de julho, que  percorrerá cerca de 50 mil quilômetros nas principais regiões da pecuária de corte do país,  vai a campo em cenário de alta nos preços e tendência de concentração na produção. Segundo Maurício Palma Nogueira, diretor da Athenagro, as projeções de custos das rações de engorda ainda são favoráveis aos pecuaristas, apesar de uma certa apreensão por conta da safra norte-americana. Conforme estimativas preliminares, os custos da dieta de confinamento em 2019 ficarão em torno de 0,5% abaixo dos registrados em 2018”, explica.

Outro ponto destacado pelo especialista é que, com os preços do gado em alta, a relação de troca favorecerá os pecuaristas. Porém, nem todos serão beneficiados. “Os resultados dos produtores de média tecnologia no Brasil aumentarão na faixa de R$10 a R$20 por hectare, enquanto os de alta produtividade obterão resultados cerca de R$600 a R$700 a mais por hectare. Os preços mais altos favorecem os produtores com mais animais para vender”, destaca o especialista.

Além disso, segundo Nogueira, atualmente, apenas 7% dos produtores têm condições de competir com boa lucratividade no ambiente pecuário. Segundo de ele, os dados, projetados a partir do cruzamento entre as estatísticas oficiais e as pesquisas de campo da expedição são preocupantes. “Infelizmente, a maior parte dos pecuaristas brasileiros está em crise, com poucas condições de permanecer no mercado. A maioria em situação irreversível. Apenas outros 15% do total teriam condições de operar com competitividade, caso políticas públicas eficazes fossem implementadas”, lamenta.

Porém, de acordo com as expectativas, esse cenário deve favorecer os frigoríficos fiscalizados e com melhor posicionamento nas exportações e no mercado de carne desossada, pois o ambiente de margens em queda tende a concentrar os mercados. O Brasil deverá exportar entre 2,45 e 2,55 milhões de toneladas de equivalente carcaça de carne bovina, o que representa crescimento de 12% a 14% sobre 2018, segundo estimativa da Athenagro.

808, 2019

Bolsistas do Jovem Pesquisador FAPESP têm fomento de 2 milhões para projetos inovadores

Incentivar o desenvolvimento de projetos inovadores de pesquisa em nutrição e genômica animal. É com esse propósito que a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), recebeu os primeiros aprovados da bolsa Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), vinculado ao Plano de Desenvolvimento Institucional de Pesquisa (PDIP), em Nutrição Aplicada a Produção de Bovinos de Corte com pesquisas em sistemas “in vitro” e Genômica Animal na área estratégica Produção Sustentável da Carne.

Os trabalhos, que contam com um fomento superior a R$ 2 milhões, serão desenvolvidos no Centro Avançado de Pesquisa de Bovinos de Corte, unidade IZ em Sertãozinho/SP. Um dos jovens pesquisadores aprovados, Eduardo Marostegan de Paula, desenvolverá a nova linha de pesquisa da instituição com o tema “Efeito do aumento dos níveis de proteína não degradada no rúmen em dietas para bovinos de corte – Implantação de sistemas “in vitro” (fermentadores de fluxo contínuo e de produção de gases) para estudos de ruminantes”.

Um dos objetivos do projeto é implantar o sistema de fermentação contínua no Laboratório de Fermentação Ruminal e Nutrição de Bovinos de corte. O pesquisador graduado em Zootecnia e mestre em Produção Animal pela Universidade Estadual de Maringá, doutor em Animal and Rangeland Sciences pela University of Nevada, e pós-doutorado no Departament de Animal Sciences da University of Florida, Gainesville, EUA, aprovou um auxílio à pesquisa junto a FAPESP de R$ 1.310.610,80, para desenvolver pesquisas na área de Nutrição de Ruminantes.

O segundo projeto aprovado é da pesquisadora Nedenia Bonvino Stafuzza, graduada em Ciências Biológicas e mestre em Genética pela Unesp/IBILCE, doutora em Genética e Melhoramento Animal pela Unesp/FCAV, e realizou pós-doutorados em Genômica Animal pela UNESP/IBILCE e UNESP/FCAV, University of Georgia e no Instituto de Zootecnia, que desenvolverá estudos de Genômica Animal na Produção Sustentável da Carne, no Laboratório de Genômica Animal do Centro de Bovinos de Corte do Instituto de Zootecnia.

O projeto, aprovado pela Fapesp, terá um auxílio de R$ 991.574,21 e U$104.307,04 para desenvolver estudos relacionados à identificação de biomarcadores para eficiência alimentar, termotolerância e resistência a carrapatos em bovinos da raça Caracu.

A finalidade do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes é estimular a criação de oportunidade de trabalho, em condições competitivas internacionalmente, para jovem pesquisador ou grupo de jovens pesquisadores com experiência internacional demonstrada em pesquisa após a conclusão do doutorado. A Bolsa Jovem Pesquisador, no valor de R$ 8.152,20 mensais e isenta de imposto de renda, é financiada pela Fapesp e tem a duração de 24 meses.

408, 2019

ASBIA e ABCG retomam parceria

A Megaleite 2019 marcou o retorno da principal entidade representativa da raça de leite responsável pela maior comercialização de sêmen bovinos no Brasil, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando (ABCG), ao quadro de associados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia).

Segundo o vice-presidente da ABCG, Odilon Resende Barbosa Filho, uma das principais razões para esse retorno é a necessidade de unir forças para defesa e desenvolvimento do setor. “Há uma grande demanda pela genética da raça não só no Brasil como no exterior e, com o apoio da Asbia, que fornece a cada trimestre aos associados informações estratégicas de mercado, podemos traçar ações específicas para a expansão do Girolando em cada uma das regiões pesquisadas”, destaca o executivo.

Para o presidente da Asbia, Sergio Saud, é importante que as entidades e empresas que atuam direta ou indiretamente com melhoramento genético, com inseminação artificial e com a pecuária mais tecnificada estejam próximas da Asbia, para que haja maior representatividade junto aos governos e aos órgãos do setor. “A ABCG conta com mais de 3 mil criadores associados, poossui forte atuação no mercado externo e tem feito um importante trabalho de melhoramento genético da raça”, avalia Saud. Atualmente, o Girolando é a raça leiteira nacional que mais comercializa sêmen bovino no País, com 526.755 doses vendidas em 2017, segundo o Index da Asbia.

2907, 2019

Concurso de queijos de cabra e ovelhas é destaque em evento mineiro

Destinado aos produtores dos estados do Sudeste, onde a Associação dos Produtores de Caprinos e Ovinos de Minas Gerais (Accomig/Caprileite) realiza o controle leiteiro oficial do Capragene®, Programa de Melhoramento Genético de Caprinos Leiteiros da Embrapa, aconteceu o 1º Concurso de Queijo de Leite de Cabra e Ovelha da Região Sudeste.

O evento fez parte do 17º Cabra Fest – A Festa da Cabra Leiteira, realizada de  5 a 7 de julho, em Coronel Pacheco, na Zona da Mata Mineira. Participaram oito laticínios de Minas Gerais e de São Paulo com 32 produtos divididos em seis categorias: Queijo fresco tipo Frescal; Queijo fresco tipo Feta; Massa lática não temperada; Massa lática temperada; Maturação até 30 dias; Maturação acima de 30 dias, além de uma menção honrosa para a categoria “Inovação”. A comissão julgadora foi formada por técnicos, especialistas do setor, chefs, jornalistas e referências da gastronomia.

Um dos idealizadores do Cabra Fest, Caetano Geraldo de Souza, que também é proprietário da Leiteria Cabriola, a mais premiada do concurso, com cinco medalhas, sendo duas de ouro, uma de prata e duas de bronze, disse que o evento é fundamental para promover a caprinocultura e divulgar o leite de cabra. Caprinocultor, Souza produz leite desde 1990, e iniciou a produção de queijo em 2015. Seus produtos podem ser encontrados em supermercados, empórios e restaurantes de alta gastronomia de Minas, Rio e São Paulo. “Buscamos excelência nos processos para produzirmos queijo de qualidade e vencer a resistência do consumidor aos queijos de cabra”, diz.

O festival foi promovido pela Caprileite/Accomig em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Prefeitura Municipal de Coronel Pacheco e Associação dos Criadores de Cabras Leiteiras da Zona da Mata Mineira (Caprima) e contou com o apoio da Embrapa Gado de Leite.

1907, 2019

Programa beneficia cadeia produtiva do leite

O Conexão Leite, programa lançado pela CRV Lagoa, para integrar órgãos públicos e privados, com o objetivo de levar aos produtores e indústrias de lácteos um sistema sustentável de produção, além de desenvolver o setor, em dois anos, teve um crescimento de 370%. Atualmente, a iniciativa beneficia 520 produtores envolvidos nos projetos e espalhados pelo País.

Além da assessoria em diversos setores dessa cadeia produtiva, o projeto oferece treinamentos, eventos técnico-sociais e produtos nas áreas de melhoramento genético e boas práticas na produção de leite. De acordo com o coordenador técnico Leite Corporativo da CRV Lagoa, Leonardo Maia, o sucesso do Conexão Leite é resultado da expertise e da credibilidade da empresa. “O programa é referência, respaldado por produtos e serviços reconhecidos, que permitem atender as necessidades dos produtores e da indústria”, destaca.

O projeto trabalha em parceria com o Programa Mais Leite Saudável, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que oferece incentivo aos produtores, além de beneficiar os laticínios no recolhimento do PIS/COFINS, estimulando o setor lácteo a apoiar ações de assistência técnica rural. A meta do Mapa é investir R$ 387 milhões até 2019, promovendo a ascensão social de 80 mil produtores e melhorando a competitividade do segmento. A iniciativa já beneficiou cerca de 7 mil produtores nos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo, totalizando cerca de R$ 10 milhões em desonerações.

1806, 2019

Protocolo incentiva produção com sustentabilidade

Desenvolvido pela Embrapa, o Protocolo de Boas Práticas Agropecuárias Bovinos de Corte (BPA), vem norteando os pecuaristas do País a implantar sistemas produtivos mais eficientes. Atenta às necessidades do segmento, a Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Novilho Precoce (ASPNP) adotou o Protocolo Novilho Precoce (PNP), em parceria com o WWF-Brasil, que tem os mesmos objetivos das BPAs: Orientar os produtores associados quanto às exigências do mercado nacional e internacional de carnes.

“Esses protocolos são importantes ferramentas de gerenciamento que possibilitam a identificação, pelo produtor, dos pontos que necessitam de melhorias, as quais poderão resultar em aumento da produtividade e da rentabilidade desses sistemas produtivos, além de garantir a sustentabilidade dos mesmos”, explica o superintendente da Novilho Precoce, Klauss Machareth.

Desde 2012 a entidade desenvolve ações de sustentabilidade mediante a adoção de protocolos que garantam a produção de alimentos seguros, provenientes de sistemas de produção ambientalmente corretos, socialmente justos, economicamente viáveis e que priorizam o bem-estar dos animais. O protocolo conta com a participação de 50 fazendas, distribuídas em 25 municípios do Estado, somando mais de 141 mil hectares e 123mil cabeças de gado.

1406, 2019

ABIEC divulga carne brasileira na China

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) participou da Sial China, de 14 a 16 de maio, com o objetivo de reforçar a qualidade e segurança da carne e ampliar a participação no mercado chinês. A ação foi realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

A participação do Brasil no evento ocorreu em um momento de boas expectativas para expansão comercial das vendas para China, diante da possibilidade de habilitação de novas plantas brasileiras para exportar carnes para aquele país. A peste suína africana também é um dos motivadores para o crescimento estimado das vendas para o País.

A China tem se firmado como um dos principais destinos da carne bovina brasileira e, atualmente, é o segundo principal mercado para o Brasil em volume, com 19,6% do total, e o primeiro em faturamento, com 22,6%. No primeiro quadrimestre desse ano, as exportações para o mercado chinês representaram 17,8% dos embarques com 95,7 mil toneladas e receita de US$ 442,4 milhões.

1006, 2019

25o Seminário da ANCP debate temas relevantes

Ferramentas genômicas, eficiência alimentar e os 20 anos de avaliação genética da raça Guzerá estiveram em pauta no tradicional 25º Seminário de Criadores e Pesquisadores da Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP), realizado em Ribeirão Preto (SP), no dia 10 de maio. O evento reuniu cerca de 300 pessoas, entre criadores, pesquisadores, técnicos, empresas, programas de melhoramento genético, associações das raças de bovinos, pecuaristas e universitários.

A abertura foi feita pelo professor Raysildo Lôbo e o pecuarista Carlos Viacava, respectivamente presidente e vice-presidente da ANCP. O seminário contou com dois painéis: Pesquisas e Inovações Tecnológicas e Genômica, Startups e “Os temas debatidos foram muitos importantes, com destaque para a genômica, que criou grande interesse em todos, com muitas perguntas. Estamos avançando com esse assunto, que é importante para a pecuária brasileira”, afirmou Viacava.

Além do amento do Sumário de Touros das raças Nelore, Guzerá, Brahman e Tabapuã de maio de 2019, o encontro homenageou algumas pessoas que se destacaram no último ano. Dentro da programação, foram realizadas algumas homenagens. A primeira delas foi para a consultora técnica da Entidade, Adriana Lima, que recebeu o prêmio Consultor Destaque ANCP. “Estou muito feliz, pois esse prêmio representa todos os consultores, que levam ao campo as novas tecnologias e ferramentas e trazem as necessidades dos produtores. Fico feliz também por representar as mulheres no agronegócio”, disse.

A família Tonetto também foi homenageada por duas décadas de dedicação e empenho em prol do melhoramento genético da raça Guzerá, Para Tarcisius Tonetto, a parceria firmada com a ANCP há 20 anos foi crucial para o desenvolvimento da raça, com um programa que serve de norte para muitos selecionadores.

Por sua vez, Tiago Carrara recebeu o prêmio Amigo da ANCP e Argeu Silveira também foi homenageado pela dedicação e comprometimento em prol do melhoramento genético no Brasil.

506, 2019

Circuito itinerante tem foco em reprodução animal e genética de corte

Com o objetivo de levar informação de qualidade sobre reprodução e genética em gado de corte para pecuaristas, a GlobalGen vet science, empresa do segmento de inseminação artificial (IA) no Brasil, idealizou o “Nosso Encontro”, uma série de workshops Globalsynch e Excelência Genex.

Três edições dos workshops estão previstas em Redenção (PA), em maio, Ribeirão Preto (SP), em junho, e Goiânia (GO), no mês de agosto. A programação dos eventos conta com as participações do professor Roberto Sartori da Esalq/USP e do médico-veterinário Carlos Consentini, que se apresentarão em momentos distintos, trazendo informações relevantes sobre eficiência reprodutiva por meio do tema “Reprodução com Precisão”, ambos pela GlobalGen.

Em formato de circuito itinerante, o evento contou com três edições, entre março e abril, com foco em rebanhos leiteiros, e percorreu as cidades de Goiânia (GO), Castro (PR) e Santa Rosa (RS).

3005, 2019

EMBRAPA lança método para aumento da produtividade bovina

Em parceria com a Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC),a Embrapa lançou, recentemente, um método inédito que calcula o ganho econômico de rebanhos com melhor genética e permite prever valor das futuras crias. Trata-se do IBC (Índice Bioeconômico de Carcaças), que apresenta uma nova perspectiva para o melhoramento genético de bovinos no Brasil, uma vez que seleciona os animais e já informa o quanto esse incremento pode render economicamente para o produtor quando for feita a venda do animal para o frigorífico.

“Essa técnica indica, através de um cálculo inédito, quanto o pecuarista obterá de ganho extra pelos filhos de reprodutores com melhor genética”, explica Fernando Flores Cardoso, pesquisador da Embrapa Pecuária Sul. Ele acrescenta ainda que, dessa forma, fica mais fácil enquadrar os rebanhos bovinos em programas de carne premium.

De acordo com o gerente de sustentabilidade da Marfrig Global Foods, Leonel Almeida, o IBC permite avaliar o desempenho dos reprodutores quanto à capacidade de produzir descendentes com alta probabilidade de enquadramento em programas de carne premium e, por consequência, permitir uma melhor remuneração desse produto.

Disponível nos Sumários de Touros 2018/2019 da ANC, o novo indexador não representa custo adicional aos criadores, mas traz ganhos consideráveis aos rebanhos. Para o presidente da ANC, Ignacio Tellechea, Esses indexadores são o futuro da pecuária nacional. “A adoção desse novo método representa uma mudança no conceito de melhoramento genético, com viés mais voltado para os ganhos econômicos dentro e fora da porteira”, destaca Tellechea.

2605, 2019

Brasil sedia 1º Torneio Internacional de Pesca Esportiva

Estimular a prática da pesca consciente, o convívio com a natureza, a reprodução e repovoamento das espécies nos rios, inibindo e restringindo a pesca predatória são os objetivos do 1º Torneio Internacional de Pesca Esportiva – GAWFR. O evento social, cultural e ecológico ocorrerá de 20 a 27 de junho, em Luiz Alves (GO) e reunirá pescadores do Brasil, Japão, China, entre outras nações, para uma disputa baseada na pesca de seis espécies – aruana, dorada, pirarara e tucunaré, além do pirarucu e piraíba, considerados os maiores peixes de água doce do mundo.

Com cerca de três mil espécies diferentes de peixes, a bacia amazônica é uma das áreas mais atrativas do planeta para os amantes da pesca. Para Chihiro Yamamoto, um dos organizadores do torneio, a diversidade ecológica da região é de grande valor para o mundo, e é preciso reforçar sua importância, além de trabalhar para protegê-la. “Um dos nossos objetivos é ressaltar que é possível conciliar as necessidades das pessoas com a preservação ambiental”, destaca e acrescenta que o evento também pretende estabelecer uma nova perspectiva para pesca, como um entretenimento esportivo, setor que precisa de um maior desenvolvimento no Brasil.

2105, 2019

Curso visa melhorar a produção de cordeiros

Incentivar a produção ovina, apresentar novas alternativas aos produtores com tecnologias desenvolvidas e orientar como agregar valor à produção com os derivados processados artesanalmente. Estes foram os objetivos do “VII Curso Teórico-prático sobre Carcaça de Ovinos, Cortes e Produtos Processados”, promovido pelo Instituto de Zootecnia (IZ), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

De acordo com o pesquisador do IZ, Ricardo Lopes Dias da Costa, além de transferir novas tecnologias para mais produtores, técnicos e estudantes da área, o curso também ensinou, por meio de aula prática, como preparar os produtos processados de carne de ovinos. “Foi uma oportunidade para eles aprenderem como melhorar a qualidade de carcaça com técnicas apropriadas para terminação e abate dos animais”, destacou o pesquisador do IZ.

Além de instruir o produtor no aproveitamento da carcaça de cordeiros e na agregação de valor do produto processado, com as boas práticas na fabricação de embutidos e defumados, o curso também visou o aumento dos cuidados com a sanidade dos animais. “O fator verminose também deve ser observado para diminuir o número de animais sensíveis aos parasitas e manter um rebanho resistente com melhor custo benefício”, destacou Costa, acrescentando que a eficiência dos reprodutores é extremamente relevante para excelência na produção do rebanho.

Segundo o IBGE, o rebanho ovino no Estado de São Paulo alcança 377 mil cabeças, sete estabelecimentos frigoríficos habilitados pelo Serviço de Inspeção de São Paulo (Sisp) e 14 entrepostos aptos para produção de cortes.

304, 2019

Raça Brahman completa 25 anos de seleção no Brasil

Reconhecida, no início do ano, como uma das raças de corte mais utilizadas em cruzamentos industriais, além de figurar entre as que mais exportam sêmen de bovinos no País, em 2019, a raça Brahman comemora, em 2019, 25anos de seleção no Brasil.  O potencial de desenvolvimento da raça em solo brasileiro foi reconhecido durante o XIX Congresso Mundial da Raça Brahman, evento que reuniu criadores e pesquisadores de várias partes do mundo em Bucaramanga, na Colômbia.

Na ocasião, o Brasil foi representado pelo criatório UberBrahman, sediado na Fazenda Morro Alto II, em Uberlândia, MG e fundado há cerca de 20 anos pelos pecuaristas Aldo Valente e Carlos Balbino. O criatório é um importante fornecedor de sêmen e embriões para rebanhos no Brasil e em diversos países. O rebanho é avaliado pelo Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) da Aosociação Brasileira de Criadores de Sebu (ABCZ) e realiza Provas de Desempenho e Avaliações Zootécnicas como ferramentas de seleção.

“Nosso foco está na produção de animais provados, com excelente desempenho nas características de maior impacto econômico, principalmente em ambientes de clima tropical”, afirma Filipe Valente, filho de Aldo. Segundo ele, desde o início, a seleção é direcionada por provas zootécnicas e pesquisas realizadas através de cooperações técnicas, que a fazenda mantém com universidades e instituições, no Brasil e no exterior.

104, 2019

Dejetos de sistema produtivo beneficiam pecuária leiteira

Utilizar biodigestores para transformar os dejetos provenientes dos sistemas de produção animal em biogás é uma prática antiga, mas a pesquisa científica tem tornado essa prática cada vez mais eficiente. Com essa evolução, a geração de energia elétrica e a produção de biofertilizantes a partir dos dejetos da atividade pecuária já é uma realidade na bovinocultura de leite no Brasil.

Porém, segundo o pesquisador Marcelo Henrique Otenio, responsável pelos estudos sobre biodigestores Embrapa Gado de Leite (MG), apesar da adoção da tecnologia ainda ser baixa entre os produtores de leite, uso do biogás está em franca expansão no setor e apresenta retornos financeiros positivos.

Quarto maior importador de fertilizantes do mundo, o Brasil importa cerca de 75% do total dos insumos aplicados nas lavouras. Além disso, os adubos químicos são insumos caros e poluentes. “Com a utilização da matéria orgânica oriunda do biodigestor, o produtor agrega valor ao negócio, além de dar uma destinação a outro material potencialmente poluente: os dejetos bovinos”, explica o pesquisador.

Segundo ele, na cultura da cana, o biofertilizante substitui 100% do adubo nitrogenado e, na lavoura de milho, 60%. “A Embrapa Gado de Leite também está fazendo testes com a fertirrigação do capim-elefante BRS Capiaçu. Esse biofertilizante também é importante na recuperação de áreas degradadas, pois atua como um condicionante do solo, recuperando sua matéria orgânica”, informa.

2903, 2019

Boi gordo mais barato em 2019 anima confinadores

Os preços do boi gordo em patamares inferiores aos verificados no ano passado tendem a estimular pecuaristas a aumentar o número de animais que devem ser terminados em sistema de confinamento em 2019. Essa é a expectativa dos colaboradores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. De acordo com levantamento realizado pelo órgão, os valores de importantes insumos da alimentação, como farelo de soja e milho, também estão inferiores aos observados no ano passado, em termos reais, favorecendo o confinador.

A entidade levantou também que, o preço médio do boi magro está em R$ 2.011,08/cabeça na parcial de março, 1,47% inferior ao valor registrado no mesmo período do ano passado, em termos reais – valores deflacionados pelo IGP-DI de janeiro de 2019, se consideradas quatro praças paulistas (Araçatuba, Bauru/Marília, Presidente Prudente e São José do Rio Preto).

Ainda de acordo com o Cepea, no geral, o animal tem sido negociado entre R$ 1.893,92 e R$ 2.263,27 em março mês, dependendo da região. Considerando o primeiro trimestre deste ano, a média do boi magro está em R$ 1.955,73, ante R$ 2.023,42 no mesmo período de 2018, ou seja, queda de 3,34%, em termos reais.

2703, 2019

Melhorar pecuária leiteira da agricultura familiar é objetivo de projeto

Contribuir para o aumento da produção leiteira dos agricultores familiares de Alagoas, além de proporcionar condições de subsistência e continuar investindo para melhorar as condições de produção para os pequenos produtores de leite do Estado. Esses são alguns dos objetivos do projeto da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA). “Estamos investindo em melhoramento genético, técnicas do manejo da pecuária leiteira e buscando espaços para que esse produtor tenha como comercializar. Isso é uma forma de melhorar a vida social do produtor”, destaca o presidente da entidade, Aldemar Monteiro.

No Estado,  há mais de 2 mil pequenos produtores de leite. Nas propriedades onde a cooperativa realizou uma pesquisa de acompanhamento de produção, os pequenos produtores chegam a ter, em média, 20 animais, entre bezerros, bezerras e vacas e apenas cinco em produção. “A estimativa é de que a agricultura familiar alagoana chegue a produzir cerca de 150 mil litros de leite por dia”, informa Monteiro.

O presidente da entidade destaca ainda que esses números ainda são baixos para a agricultura familiar. Segundo ele, a média de produção por animal chega a 22 litros de leite na pecuária brasileira. No Nordeste, cai para 14 litros. Quando se fala em agricultura familiar, esse número é ainda menor: chega a 9 litros por animal ao dia. “Por isso, projetos como esse são muito importantes para a evolução dos criadores dessas regiões menos favorecidas”, explica o presidente da cooperativa.

2503, 2019

Embrapa e parceiros desenvolvem aplicativo de gestão financeira para pecuaristas

O Controlpec, aplicativo desenvolvido em parceria pela Embrapa Gado de Corte (MS) e as empresas High Tech e Perseu Tecnologia, tem como principal objetivo auxiliar os pecuaristas no registro de movimentações financeiras da atividade pecuária, de corte ou de leite, de forma ágil, fácil e simplificada. Entre as vantagens da ferramenta, que é gratuita, ela possibilita ao usuário sistematizar a coleta e a inserção de dados em tempo real. Os registros podem ser em desktops, notebooks e em dispositivos móveis (tablets e smartphones) de qualquer modelo, marca ou sistema operacional.

A ferramenta veio para suprir alguns gargalos na gestão do setor. “Um dos problemas é a dificuldade em estabelecer e manter uma sistemática de coleta, processamento, análise e interpretação de dados financeiros para a tomada de decisão, assim como a ausência de ferramentas gerenciais de fácil manuseio”, explica a pesquisadora da Embrapa Mariana de Aragão Pereira, acrescentando que a proposta do Controlpec é justamente cobrir essa demanda.

De acordo com Camilo Carromeu, analista de tecnologia da informação (TI) da Embrapa, o primeiro acesso necessita de uma conexão de internet, mas, a partir daí, o aplicativo funciona off-line. “As informações são gravadas no celular ou computador, mas somente são sincronizadas na nuvem se ela estiver registrada. O registro é obrigatório”, informa.

2203, 2019

Alta lidera sumário da ANCP

A Associação Nacional dos Criadores e Pesquisadores (ANCP) divulgou, na primeira quinzena de março, o sumário da entidade que traz a mais recente avaliação genética de bovinos. Dentre os 15 primeiros animais avaliados, 10 fazem parte do plantel da Alta Genetics.

Para o gerente de mercado da empresa, Tiago Carrara, esses resultados são muito importantes, pois a ANCP utilizou uma nova metodologia de pesquisa, o single step, que agrega mais eficiência aos dados a partir do uso da genômica. “Ter touros líderes nesse momento indica que nossas escolhas do passado foram assertivas e que estamos no caminho certo”, avalia.

O grande destaque do ranking da ACNP ficou por conta do crioulo da Fazenda Serra Verde, Criador RSAN, que conquistou o primeiro lugar na avaliação da entidade. “Criador, fiilho de REM Armador em matriz Backup, vem para somar na bateria de nelore com força para características de habilidade materna, peso, perímetro escrotal e área de olho de lombo”, destaca Rafael Oliveira, Gerente de Produto Zebu da Alta.

2003, 2019

Genética beneficia evolução do Mangalarga Marchador

Assim como acontece em outras espécies animais, os criadores do Mangalarga Marchador, maior raça de equinos no Brasil, também têm recorrido às técnicas de reprodução artificial em busca do melhoramento genético de seus plantéis. De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), Daniel Borja, o incentivo às pesquisas é uma das formas mais eficazes para o crescimento das novas técnicas de reprodução. “Acredito que as novas tecnologias (de reprodução) contribuirão ainda mais para a evolução do nosso cavalo”, avalia.

Dentre as técnicas utilizadas estão a inseminação artificial, a transferência de embriões, além da chamada “barriga de aluguel”, porém os criatórios também  já estão recorrendo a outras tecnologias modernas disponíveis no mercado, como a fertilização in vitro e os clones. Atualmente, cinco animais foram clonados, além do nascimento, em breve, de outros animais oriundos do mesmo sistema de reprodução.

O diretor-técnico da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), Henrique de Mello Machado, acrescenta que, nos últimos 10 anos, houve no País aumento de 70% no uso da inseminação artificial e de transferências de embriões na raça. “A tradicional monta natural ainda é a mais usada. Contudo, segue em ritmo decrescente na reprodução de equinos no Brasil”, arremata.

1803, 2019

Exportação de carne bovina cresce

As importações feitas por novos mercados como Turquia e Filipinas e o retorno do fluxo de comércio tradicional com clientes como a Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes garantiram o crescimento das exportações de carne bovina brasileira.De acordo com a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), mesmo com a China reduzindo suas importações em mais de 10 mil toneladas, no primeiro bimestre de 2019, além do Egito, Irã e Estados Unidos, que também diminuíram suas aquisições, os embarques totais de carne bovina (in natura e processada) estão mantendo seu ritmo de crescimento.

No total do bimestre, as exportações somaram 262.790 toneladas contra 244.637 toneladas no mesmo período de 2018 (+7%), enquanto a receita caiu de US$ 1 bilhão, no ano passado, para US$ (975,7 (-3%) em 2019.

Os países que puxaram esses números para cima foram, respectivamente, a Rússia, com crescimento de 678% (de 469 toneladas para 8.342 toneladas neste ano), a Turquia, que passou de 355 toneladas em 2018 para 5.750 em 2019, crescimento de 516%; Emirados Árabes, de 3.492 toneladas em 2018 para 10.799 toneladas em 2019, aumento de 210%;e Filipinas, com incremento de 141% (de 2.154 toneladas no ano passado para 5.191 toneladas em 2019). A Itália e o Reino Unido também elevaram suas aquisições de carne in natura brasileira (28,4% e 21,4%, respectivamente).

2301, 2019

Cenário é favorável para o Cavalo Crioulo

As dificuldades provocadas pelas incertezas econômicas enfrentadas em 2018 não refletiram no crescimento do Cavalo Crioulo e, em 2019, o desenvolvimento do setor tende a ser ainda mais positivo.  Essa é a avaliação do presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Francisco Fleck.

De acordo com o executivo, esse cenário deve se confirmar, pois já vêm sendo percebidos bons números em alguns segmentos, como eventos e leilões, e, principalmente em relação ao interesse observado no Centro e Norte do Brasil, as chamadas regiões de fomento da raça.

“O ano deve registrar um leve crescimento na comercialização, pois a raça não perdeu mercado”, argumenta Fleck. E, contrapartida, ele acrescenta que os valores não são os mesmos, como ocorre em diversos setores, porém, os criadores têm se adaptado na forma de fazer comercialização com menores custos.

“O importante é que a raça manteve a liquidez e a quantidade de eventos é crescente, assim como o número de animais participando desses eventos”, comemora Fleck. Ele também destaca o novo projeto de crescimento da associação que trabalha na qualificação dos eventos realizados pela entidade.

2301, 2019

Brasil continua líder na exportação de carne de frango

Em 2018, as exportações brasileiras de carne de frango renderam US$ 6,5 bilhões, queda de 9,2% em relação a US$ 7,2 bilhões apurados em 2017, acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Já os embarques da proteína, caíram para 4,1 milhões de toneladas, uma redução de 5,1% se comparado o mesmo período.

Mesmo assim, o Brasil liderou as exportações mundiais de carne de frango em 2018. Segundo o presidente executivo da ABPA, Francisco Turra, o cenário negativo, causado pela Operação Trapaça e reforçado pela greve dos caminhoneiros e restrições comerciais da União Europeia, começou a ser revertido no segundo semestre do ano passado.

De acordo com o Turra e, segundo levantamento da instituição, para este ano, a estimativa é que as exportações de carne de frango deverão crescer até 3%. “Há uma expectativa de que o bom fluxo obtido no segundo semestre do ano passado se mantenha em 2019”, justifica o executivo da ABPA.

1601, 2019

Pecuária leiteira tem novo programa genômico

Uma nova tecnologia foi lançada para identificar os maiores destaques dos rebanhos leiteiros, com o objetivo de garantir maior retorno econômico à pecuária. Trata-se da estratégia genômica Elevate, desenvolvida pela Semex, que é uma das maiores centrais de inseminação artificial bovina do mundo.

Segundo o médico veterinário e diretor de mercados da Semex Brasil, Claudio Aragon, o programa tem como meta facilitar o uso da genômica da porteira para dentro. “A nova tecnologia, além de identificar genomicamente as fêmeas de maior imunidade, trará os valores genômicos de outras 100 características, todas ligadas à produção, saúde e tipo dos animais”, explica e acrescenta que com o uso do aplicativo, o produtor evita gastar dinheiro fazendo testes em fêmeas de baixo potencial genético.

Para o diretor presidente da Semex Brasil, Nelson Ziehlsdorff, o Elevate simplifica o teste genômico, facilita o entendimento dos resultados e permite a identificação de fêmeas de imunidade elevada dentro do rebanho. “Os produtores demonstraram o interesse em conhecer mais a fundo como a genômica pode acelerar o melhoramento genético bovino e auxiliar a tornar a pecuária leiteira cada vez mais eficiente e sustentável”, destaca o executivo.

1601, 2019

Brasil tem primeira franquia de genética

A Senepol Nova Vida, em parceria com a SMTZO, holding de franquias multissetoriais, lançou, em mês dezembro de 2018, em Quadra/SP, a primeira franquia de genética do País, a Senepol Brasil Franquias.

A iniciativa tem como foco reprodutores bovinos da raça Senepol. A holding de franquias multissetoriais SMZTO espera movimentar R$ 1,5 bilhão com nove marcas (diversos segmentos) e mais de 1.100 unidades franqueadas. A meta é ambiciosa: produzir e comercializar anualmente 20.000 touros Senepol em sistema de franchising. No primeiro ano de operações foram negociados 500 reprodutores, número que deve saltar para 5.000 touros em cinco anos.

Segundo José Carlos Semenzato, dono da holding de franquias multissetoriais SMZTO, o mercado de franquias é maduro no Brasil, crescendo cerca de 8% ao ano. “Produzir a quantidade desejada é um grande desafio, mas chegaremos lá no médio/longo prazo, com a adesão de novos franqueados e a capacidade do Senepol em elevar o rendimento do produtor em até 30%”, diz ele. “Quando observamos a Fábrica de Touros Senepol, estimamos um crescimento bem maior, pela carência de genética que há na pecuária de corte”, acrescenta.

1001, 2019

Criação de Tilápia em tanques-rede é aprovada em TO

Após negociações iniciadas em 2016, o Estado de Tocantins, finalmente, conseguiu a concessão e aprovação para a criação de tilápias em tanques-rede. Além de clima favorável e logística privilegiada, a região possui grande potencial para produção em seus reservatórios.

A aprovação do projeto contou com laudos técnicos para comprovar que a atividade não causaria impacto significativo, nem ao meio ambiente e nem aos peixes nativos. “A prioridade sempre foi oferecer garantia segurança jurídica aos empresários que desejam investir em Tocantins”, explica o conselheiro do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) e gerente de Pesca da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária do Estado, Thiago Tardivo.

Segundo ele, os piscicultores têm incentivos fiscais e podem expandir os seus negócios, fortalecendo a atividade e elevando o nível de competitividade da região. “Além do potencial de produção nos reservatórios do Estado, ainda contamos com a Ferrovia Norte-Sul para escoar a produção”, acrescenta.

Para o presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, tanto o Conselho quanto o governo de Tocantins agiram para atender aos anseios e necessidades dos piscicultores, além de contribuir para o aumento da produção de tilápia no Estado, com sustentabilidade. “Para se ter uma ideia, somente os lagos da hidrelétrica do Rio Tocantins têm outorga da Agência Nacional de Águas (ANA) para a produção de 200 mil toneladas da espécie, o que significa injeção na produção primária de mais de R$ 1 bilhão por ano”, ilustra.

1001, 2019

ABCG lança selo comemorativo em homenagem aos seus 40 anos

Atuando há quatro décadas na promoção da raça Girolando, responsável por cerca de 80% do leite produzido no Brasil, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando completou 40 anos de fundação no dia 20 de dezembro do ano

“O Girolando foi a primeira raça leiteira do País a adotar a seleção genômica e tem despertado grande interesse do mercado internacional, especialmente de  países da América Latina e África, por ser altamente produtiva, rústica e sustentável”, destacou Rodrigues. “Por conta disso, ao longo desses 40 anos, a raça teve grandes avanços genéticos, possibilitando aos produtores rurais uma melhor rentabilidade do negócio.”

Para comprovar essa evolução, o presidente da entidade informa que, em 2018, a produção ultrapassou 7.500 quilos de leite, um acréscimo de 108,39% comparado ao ano de 2000, quando a produção anual era de 3.599 quilos.

Fundada em 1978 por um grupo de pecuaristas da região de Uberaba/MG, a ABCG conta, atualmente, com cerca de 4 mil associados em todo o País. É responsável pelo Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG) e comanda o projeto de internacionalização da raça, o Brazilian Girolando.

Os serviços prestados pela entidade renderam um reconhecimento da Câmara Municipal de Uberaba/MG que, através dos vereadores Agnaldo Silva e Luiz Humberto Dutra, entregaram uma homenagem ao presidente da ABCG, Luiz Carlos Rodrigues. Além disso, para lembrar a data, a associação lançou um selo comemorativo dos 40 anos.

1911, 2018

Pesquisa ajuda produtor a economizar na suplementação do rebanho

Uma pesquisa realizada pela Embrapa Gado de Corte (MS), nos últimos dois períodos de chuvas, mostrou que o uso de granulados na dieta do rebanho ajuda a diminuir  as perdas na suplementação mineral dos bovinos quando comparada com a alimentação em pó. Segundo o nutricionista da entidade, Rodrigo da Costa Gomes, as perdas com o vento e a chuva durante a época das águas é bem significativa, já que a maioria dos cochos no País são descobertos. “Essas perdas provocam um desbalanço de elementos da dieta, pois o suplemento é formado por uma mistura de vários elementos minerais como cálcio, fósforo, sódio, enxofre, manganês, zinco, cobre, selênio e outros”, afirma. “A suplementação tem um custo ao produtor. Se essa tecnologia reduzir perdas, o produtor ganha”, explica e acrescenta que, com o uso do suplemento aglomerado, o produtor perde cerca de 16% menos alimento nos cochos do que se usasse a suplementação em pó.

Ainda de acordo com os estudos, os ganhos de peso foram semelhantes entre os animais que receberam o suplemento em pó ou aglomerado. Dessa forma, o benefício da versão granulada resulta no menor uso de suplemento mineral, o que pode gerar economia. O custo da suplementação é de aproximadamente R$ 27,00 por animal, considerando um período de seis meses com consumo diário de 80 gramas por dia. “Sendo assim, uso de suplemento aglomerado é capaz de gerar economia de até R$ 4,86 por cabeça por ano”, arremata o nutricionista.

1911, 2018

Cresce o mercado de genética bovina

Balanço do mercado de genética bovina, divulgado no último mês de setembro, pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), informa que foram comercializadas 5.106.718 de doses de sêmen no primeiro semestre de 2018, quantidade 9% maior se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram vendidas 4.685.507 doses.

As raças de corte tiveram a maior elevação, com aumento de 14,2%, com 2.937.480 doses. Já as raças leiteiras, atingiram 2.169.238 de doses comercializadas, o que representa um aumento de 2,7%. De acordo com o relatório, foram exportadas 55.964 doses de sêmen das raças de corte, 36,8% abaixo do registrado no primeiro semestre do ano passado, quando foram exportadas 88.545 doses. Nas raças leiteiras, o crescimento foi de 13,6% em relação ao primeiro semestre de 2017, com 81.443 doses, ante 74.326.

1911, 2018

Evolução da aquicultura brasileira é objetivo de evento em São Paulo

No início de outubro, a Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), juntamente com a Innovation Norway promoveu, na capital paulista, o 2º Encontro Noruega-Brasil de Aquicultura, evento que reuniu os principais players de indústria aquícola da Noruega e as mais importantes empresas de piscicultura do Brasil com o objetivo de fortalecer a cooperação entre os dois países e gerar negócios. “Nossa ideia é fazer acordos com a Noruega, país que tem a tecnologia mais desenvolvida do mundo desse setor, para a melhoria da competitividade da aquicultura no Brasil”, explica Francisco Medeiros, presidente executivo da entidade. Segundo Medeiros, em contraponto, o Brasil tem um grande potencial de crescimento na atividade, o que desperta o interesse das indústrias norueguesas.

Dados da entidade mostram que, em 2017, o Brasil produziu 691.700 toneladas de peixe cultivado, resultado que superou em 8% o do ano anterior. “Acreditamos que, mesmo com essa evolução, esse número ainda está muito aquém do potencial do País, sendo assim, esse encontro nos ajudará a investir em modernas tecnologias e soluções inovadoras que certamente contribuirão para a profissionalização e o crescimento da atividade no Brasil, inclusive alavancando a produtividade”, destaca o presidente da PEIXE BR.

1911, 2018

Empresa lança blog para compartilhar informações no setor de produção animal

A Nutron, marca da Cargill Nutrição Animal, lançou, recentemente, um blog para ajudar no compartilhamento das novidades e informações do segmento de produção animal.

De acordo com o gerente de Marketing & PMO da Cargill Nutrição Animal, Leonardo Gondim, a ideia do blog é estreitar ainda mais o relacionamento com o produtor e contribuir com o segmento por meio de conteúdo relevante. “Essa interação é primordial para a evolução e o desenvolvimento do mercado e, para que isso aconteça de forma eficiente, contamos com uma equipe altamente capacitada e queremos compartilhar todo esse conhecimento e experiência com o público”.

1911, 2018

Criação de bezerras leiteiras tem programa inovador

A pecuária leiteira tem, na criação das bezerras de leite, uma de suas fases mais importantes, pelo fato de ser nesse período que acontece toda reposição genética, o que garante animais mais saudáveis e produtivos no futuro do rebanho. Diante dessa necessidade, a Alta Genetics do Brasil investiu em um programa inédito para o setor. Trata-se do projeto Alta CRIA, que coleta e gerencia os principais dados zootécnicos na fase de cria na pecuária de leite. “Saber gerenciar os números e conhecer os principais índices zootécnicos é de suma importância para alcançar os objetivos, traçar metas e estratégias que irão definir o sucesso da criação das bezerras leiteiras, bem como auxiliar na tomada de decisões de manejos e nos rumos da ciência nacional”, explica o conselheiro da empresa e coordenador do programa Rafael Azevedo.

Segundo ele, o projeto nasceu da necessidade de se levantar um panorama de como estava a criação de bezerras leiteiras no país, em diferentes sistemas de produção. “Os dados são coletados periodicamente em mais de 50 fazendas distribuídas em todo o país”, explica e acrescenta que, com o levantamento, é possível definir estratégias, realizar benchmarkings, comparar resultados, além de ser um banco de dados valioso para o desenvolvimento de pesquisas no setor. “A partir desses  dados, podemos traçar parâmetros de produção e orientar o criador da melhor forma possível”, conclui.

1911, 2018

FAO aponta queda de 1,4% no índice de preços dos alimentos

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgou, no início de outubro, que o índice de preço dos alimentos atingiu 163,5 pontos, número 1,4% menor do que o registrado no mesmo período no ano de 2017. De acordo com a entidade, os produtos lácteos, juntamente com os óleos vegetais e carne foram os principais responsáveis pela retração desse índice. Em contrapartida, os cereais, puxados pela cotação do milho nos Estados Unidos, e do açúcar, por conta das expectativas negativas de produção na Índia e na Indonésia, devido eventos relacionados ao clima, registraram em outubro, alta de 1,3% e 8,7%, respectivamente. Ainda segundo a entidade internacional, por ser o maior produtor e exportador de açúcar do mundo, as últimas indicações apontam para um crescente uso da cana-de-açúcar para a produção de etanol no Brasil.

1709, 2018

Proposta do MAPA pode alavancar exportações de carne para o Egito

Uma missão encabeçada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) esteve reunida com o ministro da Agricultura do Egito, Din Abu Steet, no começo de setembro, para propor a certificação eletrônica para a exportação de carnes para o país.A proposta de um piloto de certificação foi bem aceita pelo governo egípcio, que pretende criar um grupo de trabalho para desenvolver o tema por entender que tal medida contribui para fortalecer a cooperação e o comércio entre os dois países.Além disso, segundo Steet, essa proposta de certificação eletrônica vai permitir desburocratizar os processos de exportação, além de ressaltar a importância do Brasil como um dos parceiros mais importantes, especialmente para o fornecimento de carnes, aves e milho.

A iniciativa de implantar a certificação eletrônica para a exportação de carnes é projeto desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carnes (Abiec) e Universidade de São Paulo (USP),  e conta com o apoio do Mapa,da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB), da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras) e da Apex-Brasil.

1709, 2018

Instituto Biológico bate recorde de produção

Única instituição a produzir a Tuberculina PPB Bovina no Brasil, o Instituto Biológico (IB), localizado na capital paulista, bateu recorde de produção no início de setembro. Foram produzidos mais de 6.900 frascos do insumo para diagnóstico da tuberculose, material suficiente para testar mais de 345 mil animais. Segundo o médico-veterinário do IB, Ricardo Spacagna Jordão, a tuberculose provoca perdas anuais estimadas em US$ 3 bilhões em todo o mundo. “O IB desempenha um papel estratégico para o comércio internacional de proteína animal do País. Os recordes sucessivos de produção foram possíveis graças aos esforços da equipe do laboratório e ao comprometimento da diretoria-geral do Instituto Biológico”, comemora.

Jordão informa ainda que o objetivo é triplicar esse volume, por meio da utilização de tecnologias pioneiras, para atender o mercado. “Recebemos um aporte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e com esse dinheiro será comprado um biorreator capaz de produzir 300 litros dos antígenos. Hoje, nosso equipamento tem capacidade de produzir 10 litros por vez”, diz.

1709, 2018

Exportação de animais vivos tem nova regulamentação

No início de setembro, foi publicada no Diário Oficial, a Instrução Normativa 46, que define os novos parâmetros objetivos de densidade de animais no transporte e no Estabelecimento de Pré-Embarque (EPE) – locais privados com habilitação para isolamento dos animais antes do transporte para o exterior –, além da criação de um Registro Nacional de EPE. A Instrução Normativa atualiza procedimentos técnicos, sanitários e operacionais da exportação de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos vivos para abate (imediato ou engorda) ou para reprodução entrará em vigor em meados de novembro.

De acordo com o documento, todo EPE terá acompanhamento de veterinário habilitado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com treinamento específico em problemas sanitários, legislação e bem-estar animal. Atualmente, o Brasil tem 42 estabelecimentos em atividade credenciados pelo Mapa. Ainda de acordo com a IN 46, a habilitação para funcionamento deverá ser renovada de cinco em cinco anos.

1709, 2018

Grupo ETCO e JBS lançam manual de boas práticas de manejo

Com o objetivo apresentar recomendações de boas práticas de manejo, com potencial para minimizar o risco de falhas de adaptação dos bovinos ao confinamento e evitar situações que resultam em sofrimento, o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (Grupo Etco), da Unesp de Jaboticabal (SP), lançou o Manual “Boas Práticas de Manejo – Confinamento”. O lançamento do manual ocorreu durante a última edição da Interconf, realizada em Goiânia (GO), nos dias 11 e 12 de setembro.“O bem-estar animal é um tema de grande importância para a companhia, até porque os consumidores e a sociedade têm cobrado da cadeia de produção uma postura mais responsável em relação aos animais”, explica o diretor de Relacionamento com o Pecuarista da JBS, Fábio Dias.

As recomendações do manual são baseadas em pesquisas e experiências práticas em confinamentos comerciais brasileiros nos últimos 10 anos. Elas mostram estratégias de manejo que favorecem o processo de adaptação dos bovinos ao ambiente de confinamento e melhoram as condições do ambiente, com reflexos positivos na saúde e no desempenho dos animais, resultando em maior eficiência produtiva e melhores condições de vida para todos os envolvidos: humanos e animais.

1709, 2018

ILPF reduz procura de água pelo rebanho

Redução de até 19% no consumo de água com a adoção de um sistema de produção baseado na integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Esse é o resultado de um estudo desenvolvido na Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), sobre o comportamento de bovinos. Segundo a pesquisa, animais criados em sistemas integrados com árvores frequentam menos os bebedouros em comparação com aqueles criados em sistemas convencionais, a pleno sol. O estudo constatou que, no período da tarde, 87% dos animais que estavam expostos ao sol foram ao bebedouro. Na área sombreada, esse índice caiu para 63% no mesmo período. A diferença foi maior nos meses de janeiro a março, quando as temperaturas, em geral, são mais elevadas.

“Na área de ILPF, onde estão as árvores, buscamos também observar se os animais procuravam mais os espaços sombreados ou com sol. Medimos o tempo em minutos em que eles permaneceram no sol e na sombra. Constatamos que eles preferem a sombra, independentemente do turno”, informa Alessandro Giro, médico veterinário da Universidade Federal do Pará (UFPA), que desenvolveu a pesquisa sobre o conforto térmico dos bovinos criados em ILPF.

1709, 2018

Lucro do pecuarista é foco do índice iABCZ

Longevidade reprodutiva. Essa é a definição feita por geneticistas da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) e da Embrapa sobre o novo iABCZ, uma inovação com foco na produtividade do rebanho brasileiro, apresentada na edição integrada do Sumário de Touros 2018 PMGZ/Geneplus.A Stayability, característica agregada à fórmula, é a responsável pela identificação da longevidade da vaca e a capacidade dela produzir um bezerro a cada ano da forma mais eficiente possível. “Se pensarmos que a reprodução é o fator mais importante no sistema produtivo, do ponto de vista econômico, a contribuição de uma característica para identificação de animais que melhorem a produção comercial e agreguem valor ao sistema produtivos é fundamental”, explica o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul e consultor do PMGZ, Fernando Cardoso.

“Todos os índices econômicos preveem a inclusão da Stayability, porque características reprodutivas são muito importantes para colocar dinheiro no bolso”, afirma o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Luiz Otávio Campos Silva. Ele lembra ainda que, além dessa característica agregada ao novo iABCZ, o Sumário de Touros 2018 PMGZ/Geneplus 2018 também inovou com a apresentação de dados genômicos da raça Nelore, o que representou uma grande revolução com uma avaliação mais precisa dos animais.

1709, 2018

Aumentar consumo é objetivo de campanha da PeixeBR

Com o objetivo de levar mais informações sobre os peixes de cultivo do Brasil e contribuir para o aumento do consumo, a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBr) e seus mais de 100 associados lançaram uma campanha nacional como parte da ação “Semana do Peixe”, encerrada em setembro.Segundo o presidente executivo da PeixeBr, Francisco Medeiros, o brasileiro consome cerca de 9,5 kg de peixes por ano. “Esse número ainda é baixo, pois a recomendação da FAO é de 12 quilos por habitante/ano, porém, a média mundial é superior a 20 por habitante/ano.”

Para Medeiros, além de impulsionar o consumo no Brasil, é preciso valorizar os peixes de cultivo, como tilápia, tambaqui, pacu, entre outras espécies que mostram o potencial brasileiro de produção de peixes. “Trata-se de um alimento rico e extremamente saudável. Mesmo ainda em formação, a cadeia da piscicultura brasileira já é bastante representativa”, afirma. E acrescenta que, atualmente, esse setor gera 1 milhão de empregos diretos no País. Em 2017, a produção nacional de peixes de consumo foi de 691.700 toneladas.“Na última década, houve crescimento médio de 10% ao ano e temos potencial para crescer em ritmo ainda superior”, destaca o presidente da PeixeBr.

1709, 2018

Gado leiteiro do Brasil é a aposta de produtores do Panamá

Atraídos pela boa produtividade apresentada em regiões de clima quente, produtores panamenhos têm apostado no Girolando e no melhoramento genético da raça para incrementar a produção leiteira do país.De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, já existem termos de cooperação técnica na área de melhoramento genético com outros países da América Latina.Segundo o coordenador Operacional do Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG), Marcello Cembranelli, durante o XXIII Congresso Nacional Leiteiro, realizado em agosto, em David, no Panamá,houve um interesse muito grande dos participantes em relação ao programa de melhoramento genético do Girolando e ao sistema de seleção do Brasil. “O Panamá é um mercado com grande potencial e tem importado bastante sêmen de touros Girolando”, afirma Cembranelli.

O Girolando é a raça brasileira que mais vende sêmen no Brasil e já conta com um rebanho de animais registrados de quase 1,7 milhão.Dados da Embrapa Gado de Leite indicam que houve um aumento considerável na produção de leite das vacas Girolando nos últimos anos. Enquanto em 2000, a produção era 3.599 quilos em até 305 dias no ano (considerando as três primeiras lactações), em 2016, essa produção passou a ser de 5.445 quilos no mesmo período, representando um incremento de 51,29%, na produção de leite.

1907, 2018

Silagem nutritiva é a alternativa para o aumento da produtividade

“A produção de silagem de alta qualidade é uma excelente estratégia para armazenamento de alimentos nas fazendas. Por meio das tecnologias disponíveis é possível obter um alimento conservado, de alta qualidade e concentração de energia, garantindo mais leite e carne por hectare. “A afirmação foi do coordenador regional de Negócios da Sementes Biomatrix, Antonio Benedetti Junior, durante seminário promovido nos dias 20 e 21 de junho, promovido pela empresa, em Ribeirão Preto, SP. O evento contou com especialistas em gado de corte e de leite, que debateram sobre qualidade nutricional, tratamento das enfermidades metabólicas, gerenciamento da pecuária de leite, mercado de leite, carne e milho no Brasil, tratamento industrial de sementes e silagem. “Produzir silagem é uma prática largamente utilizada no Brasil, aceita em todas as espécies animais (bovinos de corte e leite, ovinos e equinos), mas que necessita de total atenção aos detalhes, pois, na maioria das propriedades ocorrem perdas durante o processo de ensilagem”, destacou Benedetti Junior.

1907, 2018

Programa sustentável de bezerros para pequenos produtores do MT

Uma parceria entre o Grupo Carrefour, Fundação Carrefour e a Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH) lançou, em julho, um programa para a produção sustentável de bezerros em Mato Grosso. A iniciativa de inclusão socioeconômica receberá 3 milhões de euros e beneficiará mais de 450 pequenos produtores situados nos vales mato-grossenses do Araguaia e do Juruena. Instituição internacional responsável pelo investimento social do Grupo Carrefour, a Fundação Carrefour vai investir 1,9 milhão de euros até 2020, com o objetivo de apoiar pequenos agricultores para construir um modelo socioeconômico viável. A IDH também integra o programa, com um co-investimento de 1,6 milhão de euros. “Um dos principais benefícios da iniciativa ‘Produção Sustentável de Bezerros’ é intensificar a produção das fazendas ao mesmo tempo em que os recursos florestais são preservados, promovendo uma produção sustentável e economicamente viável”, explica Paulo Pianez, Diretor de Sustentabilidade do Grupo Carrefour.

1907, 2018

Seguros pecuários e de animais têm novas regras

No fim de junho, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), publicou as novas regras para o seguro pecuário e de animais no Diário Oficial da União. O seguro pecuário, de acordo com a Circular 571/18, definido como modalidade de seguro rural, cobre os danos diretos ou indiretos ao animal destinado ao consumo e/ou produção, englobando as fases de cria, recria e engorda, bem como aos animais de trabalho destinados a sela, trabalho por tração e transporte no manejo da fazenda. Os animais destinados à atividade reprodutiva cuja finalidade seja o incremento e/ou melhoria de plantéis estão também enquadrados na modalidade de seguro pecuário.

O seguro de animais não enquadrado como seguro rural é voltado aos animais classificados como de elite, domésticos (adaptados ao convívio familiar e destinados, exclusivamente, à companhia de pessoas, à atividade de cão-guia ou à guarda residencial) ou para segurança (destinados a serviços de segurança e fiscalização por pessoas jurídicas de direito público ou privado destinadas a tal fim). Segundo a norma, animais de elite são aqueles destinados ao lazer ou à participação em torneios/provas esportivas, bem como os utilizados, exclusivamente, em atividade reprodutiva que não seja para o incremento e/ou melhoria de plantéis.

1907, 2018

Zebu brasileiro atrai criadores da Índia

O melhoramento genético do rebanho zebuíno brasileiro gerou ganhos de produtividade e tem atraído criadores da Índia, país de origem do gado Zebu. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), enquanto uma vaca da raça Gir (zebuína) leiteira produz, no máximo, 6 quilos de leite ao dia na Índia, o rebanho Gir leiteiro do Brasil, ela chega a 15 quilos diários. Já uma fêmea Gir de elite produz cerca de 70 quilos diários de leite. Maior produtora de leite do mundo, a Índia está investindo na melhoria genética de seu rebanho. Desde 2016, o Brasil exporta sêmen bovino para produtores indianos e, recentemente, autorizou a importação de embriões bovinos “in vivo” (gerados no ventre da mãe).

De olho nessa genética melhorada, além de bovinos para reprodução, a Índia vai comprar ovos de aves livres de Patógenos Específicos (Specific Pathogen Free, SPF, na sigla em inglês). Poucos países no mundo produzem esse tipo de ovo, em virtude do nível de tecnologia e do controle sanitário dos estabelecimentos avícolas autorizados a realizar essa atividade. O Brasil produz cerca de cinco milhões de ovos SPF, por ano, o que representa 8% da produção mundial. Cada unidade de ovo SPF tem preço médio de R$ 5,50. “A Índia tem uma demanda anual de ovos SPF estimada em 1,8 milhão de unidades, o que poderá torná-lo o maior cliente do Brasil para esse produto”, informa o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Odilson Silva.

1907, 2018

Comissão Executiva do GTPS tem nova composição

O Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS) elegeu, em julho, uma nova comissão executiva para o próximo triênio. Além disso, também foram empossados o novo conselho fiscal e um terço do conselho diretor. Pecuarista e membro do Conselho Administrativo do Grupo Roncador, Caio Penido é o novo presidente do grupo. “O nosso plano de ações para os próximos três anos será trabalhar a união do grupo para propor soluções que atendam os interesses de toda a sociedade”, avalia Penido. De acordo com o novo presidente, é preciso dar continuidade as comissões da entidade, discutir a importância da disseminação de indicadores de uma pecuária sustentável, além do alinhamento sobre o uso do solo e a disseminação dos conhecimentos relevantes ao setor. “Precisamos propor soluções e a comissão eleita sabe do tamanho de sua responsabilidade. Por isso, precisa da união e empenho de todos os envolvidos para avançarmos nas melhorias continuas e promoção da cadeia como um todo”, destaca.

1907, 2018

MAPA dará mais atenção à piscicultura

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está dando uma atenção especial à piscicultura no Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019, em vigor entre 1º de julho de 2018 e 30 de junho de 2019. Nesse período, a atividade terá política específica para o custeio agrícola e pecuário. Para a piscicultura explorada sob regime de integração, o limite é de R$ 200 mil para agroindústrias e de R$ 500 mil para cooperativas. “Essa é uma conquista da piscicultura brasileira, uma atividade jovem, porém em expansão e com muito potencial de crescimento”, afirma o presidente-executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros.  “Essa conquista é resultado do intenso trabalho de aproximação com o Mapa. ”Para os produtores com renda de até R$ 1,5 milhão, os juros anuais serão de 6% no âmbito do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Para os demais programas, os produtores com receita de até R$ 3 milhões pagarão juros de 7% ao ano.

1907, 2018

Girolando tem aplicativo para compra e venda

Durante a Megaleite, realizada de 20 a 23 de junho, em Belo Horizonte, MG, foi lançado o aplicativo Girolando. A ferramenta facilita a compra e a venda de touros e fêmeas registrados dessa raça, com informações da genealogia, fotos e link de vídeo. “O objetivo é que produtores rurais de várias regiões do País tenham acesso a animais geneticamente superiores para melhorar a qualidade de seus rebanhos e, consequentemente, a rentabilidade do negócio”, explica o presidente associação da raça, Luiz Carlos Rodrigues. O desenvolvimento do aplicativo, disponível para os sistemas IOS e Android, também permite inclusão dos anúncios pelo sistema WEB, portal de serviços de uso exclusivo dos associados da entidade.

1907, 2018

Perdas com descarte de touros preocupa pecuaristas do MT

A dificuldade em descartar touros em função da desvalorização da carne no mercado e nas indústrias vem preocupando pecuaristas do Estado do Mato Grosso. “Nos últimos anos, estamos com dificuldade em descartar os animais mais velhos e que têm a carne mais desvalorizada no mercado, comparada aos animais mais jovens. Não conseguimos abater esses animais isoladamente, pois precisamos misturar as vacas para descarte”, afirma o pecuarista Carlos Dias.

De acordo com Dias, de 10% a 15% dos touros são descartados anualmente por diversas características, exames neurológicos e defeitos físicos. “Como a pressão de seleção é muito grande, a oferta de animais bons é alta e nos obrigam a descartar os piores touros do rebanho”, lamenta. Na região, não é fácil encontrar matadouros que paguem os mesmos valores para o boi. “Estou embarcando uma quantidade expressiva de vacas a R$ 125,00/@, a prazo, com isso, é possível colocar os touros nesses mesmos patamares. Porém, as indústrias estão forçando R$ 10,00 abaixo do preço da vaca”, diz ele. Essas carnes desvalorizadas são destinadas a pontos de alto consumo e escolas públicas, para serem usadas na merenda.

1705, 2018

Zebu comemora 80 anos do registro genealógico

A 84ª edição da ExpoZebu, realizada de 28 de abril a 6 de maio, em Uberaba (MG), marcou os 80 anos do Serviço de Registro Genealógico das Raças Zebuínas no País e os 15 anos do Brazilian Cattle, projeto que é feito em parceria com a associação e a Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações.

Segundo o presidente da ABCZ, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, presidente da ABCZ, desde em 1938, quando o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), autorizou a entidade a realizar o Registro, cerca de 20 milhões de animais foram registrados. Ainda durante o evento, como parte das comemorações, foram feitas homenagens e valorização da marca, o ‘caranguejo’, para a evolução da pecuária brasileira.

1705, 2018

CNA e ABPA criam comitê de gestão anticrise

A crise do mercado das carnes e proteína animal brasileiro reuniu duas das principais entidades do agronegócio nacional. Para acompanhar e propor soluções para os problemas criados no mercado internacional às carnes de aves e suínos do País, um Comitê de Gestão de Crise foi constituído pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA).

A pauta prioritária tratará de temas relativos à imagem dos produtos cárneos brasileiros no exterior; flexibilização dos financiamentos pelos bancos oficiais e privados; o suprimento de milho e comunicação social.

1705, 2018

Ferramenta de seleção genômica

Com objetivo de selecionar animais geneticamente superiores, foi anunciado, em maio, o primeiro produto brasileiro de avaliação genômica para rebanhos leiteiros. O serviço, que leva o nome de Clarifide Girolando nasceu de uma parceria público-privada que envolveu a Embrapa, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando e as empresas CRV Lagoa e Zoetis. O serviço é voltado exclusivamente para o Girolando, resultado do cruzamento entre Gir Leiteiro X Holandês.

“Foram seis anos de pesquisa em genômica, genética molecular e bioinformática reunindo avançados conhecimentos de genoma e sistemas computacionais para avaliar as informações provenientes de um chip com centenas de milhares de dados relacionados ao DNA bovino”, informou Marcos Vinícius Barbosa, pesquisador da Embrapa Gado de Leite.

A solução, já está disponível no mercado, pode ser encontrada na Zoetis, no caso da avaliação genômica de machos e a CRV Lagoa, para a avaliação de fêmeas.

1705, 2018

Embargo à carne brasileira

Suspensas há quase um ano devido aos nódulos nos bovinos brasileiros causados pela aplicação da vacina contra a febre aftosa, a retomada das exportações de carne bovina in natura para aos Estados Unidos deve acontecer no próximo semestre, segundo previsão de Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Uma missão de técnicos irá para os Estados Unidos com toda documentação exigida pela entidade americana para apresentar os resultados e resolver os problemas do setor.

Já em relação ao embargo das importações da carne de frango pela União Européia (UE), o ministro explica que algumas empresas foram retiradas desse mercado, mas não o Brasil. Segundo ele a posição da Europa não é por uma questão de saúde humana, nem animal, mas sim pela grande atuação que do Brasil na EU.

Em relação à presença de salmonela nas carnes de aves, Maggi declarou que os embargos representam interesses da comunidade européia em favorecer os produtores locais. As mudanças legais e a retirada de influências político partidárias em assuntos do ministério relacionados à fiscalização sanitária podem restabelecer o comércio com a União Européia.

1705, 2018

Nelore natural chega à bolívia

Um acordo assinado entre a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e a Asocebu (Asociación Boliviana de Criadores de Cebú), durante a Expozebu, realizado em abril, em Uberaba (MG), vai levar o Programa Nelore Natural à Bolívia. O programa, realizado em parceria da ACNB com a Marfrig Global Foods, comprova, na prática, a alta qualidade da carne do Nelore brasileiro.

“É muito importante investir em um programa de carne de qualidade para contribuir com o crescimento da atividade na Bolívia e o Nelore Natural é o exemplo perfeito, devido à contribuição à raça Nelore no Brasil. Temos muita confiança de que fará o mesmo sucesso em nosso país, que tem condições climáticas equivalentes às do Brasil”, destacou o presidente da Asocebu, Mario Ignacio Anglarill Serrate.

1705, 2018

Homenagem ao presidente do girolando

Em cerimônia presidida pelo governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel no último mês de abril, durante solenidade realizada no Centro de Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (MG), o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Luiz Carlos Rodrigues, recebeu a Medalha da Inconfidência, maior comenda concedida pelo Estado de Minas Gerais. A homenagem reconhece a atuação de Rodrigues em defesa do setor leiteiro (como a desoneração do setor, fim da importação de leite em pó do Uruguai e do Funrural), a implantação de programas de melhoria genética dos rebanhos leiteiros, expansão da raça pelo país, que representa 80% da produção de leite nacional, e a exportação de material genético de Girolando para outros países.

Criada em 1952, durante o governo de Juscelino Kubitschek, a Medalha da Inconfidência tem como objetivo homenagear aqueles que se distinguiram pela notoriedade de seu saber, cultura e relevantes serviços à coletividade, contribuindo de maneira excepcional para a projeção e valorização de Minas.

1705, 2018

Cresce captação dos laticínios brasileiros

Em 2017, os 14 maiores laticínios do Brasil receberam 8,6 bilhões de litros, o equivalente a 23,5 milhões de litros diários, números que representam um crescimento de 5,6% comparado ao volume do ano anterior. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a captação de leite formal superou em 4,4% a de 2016 e alcançou 24,1 bilhões de litros, frente 23,1 bilhões de litros na temporada anterior.

Já segundo o ranking divulgado pela Leite Brasil, no mês de abril, a capacidade instalada de processamento dessas empresas foi de 13,8 bilhões de litros ao ano. Isso significa que elas utilizaram 62,1% da sua capacidade ante 60% no ano anterior, porém, apesar desse aumento, nos últimos sete anos as empresas participantes do ranking tiveram um nível de utilização baixo, na faixa de 63%.

O ranking mostra que a Nestlé, primeira da lista, aumentou a sua captação em 0,3%, para 1,6 bilhão de litros, seguida do Laticínio Bela Vista (Piracanjuba), que teve um crescimento de 20,9% na captação, cerca de 1,3 bilhão de litros, e da marca Unium, composta pelas cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal, com uma evolução de 17,6% na captação, um total de 1,1 bilhão de litros.

1705, 2018

Palma forrageira ajuda na alimentação do rebanho

Os longos períodos de estiagem no norte de Minas Gerais são um problema para os pecuaristas. Além de reduzir o volume de água e das pastagens disponíveis ao rebanho bovino, causa perda de peso dos animais e diminuição na produção leiteira. Como alternativa para evitar perdas no período de seca, a palma forrageira, que é resistente a essa sazonalidade, está sendo utilizada na alimentação complementar do gado por pecuaristas de São João do Paraíso, no norte mineiro.

Segundo a Emater-MG, cerca de 100 pecuaristas do município utilizam a planta na alimentação do rebanho. De acordo com o agrônomo da entidade, Osvaldo Eleutério de Sousa, além de ser mais uma opção de alimento para os rebanhos, a palma colabora para que a pecuária seja desenvolvida dentro de um sistema sustentável. Na região, os agricultores familiares estão utilizando a palma também como uma alternativa de alimentação para as pequenas criações de suínos e galinhas caipiras.

1705, 2018

Projeto beneficiará mais de mil propriedades rurais

Iniciativa desenvolvida pelo Sebrae/SC, Aurora Alimentos, além de outras quatro empresas e oito cooperativas agropecuárias, o “Encadeamento Produtivo Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite”, programa de estímulo ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas ligadas ao agronegócio do sul do Brasil iniciou uma nova fase no primeiro trimestre de 2018.

Segundo coordenadores do programa, em 2017 foram 54 e em 2018 já são 423 que solicitaram certificação, as quais, no decorrer do programa, serão avaliadas de acordo com os critérios exigidos por uma equipe técnica profissional. A intenção é ampliar o número de Propriedades Rurais Sustentáveis certificadas para mais de mil, nos próximos dois anos.

O coordenador do Programa Propriedade Rural Sustentável Aurora (PRSA), Sandro Treméa, explica que, além das melhorias, as famílias que se destacam têm a oportunidade de receber uma bonificação financeira. “Somente em 2017, a Aurora entregou, como forma de incentivo, bonificações que totalizaram R$ 143 mil entre os produtores com propriedades certificadas”, informa.

2203, 2018

Projeto valoriza o queijo artesanal na Mantiqueira

Projeto desenvolvido pela Embrapa Gado de Leite em parceria com a Emater vai contribuir para a caracterização do queijo artesanal produzido no município mineiro de Carvalhos, na Serra da Mantiqueira.  “A ideia é estudar as características do solo e da água da região (aspectos físicos, químicos e microbiológicos), além da alimentação das vacas e as análises do leite e do queijo”, informa a pesquisadora da Embrapa, Maria de Fátima Ávila Pires. A novidade dessa pesquisa é a análise sensorial dos queijos, a partir de amostras do produto em vários períodos de maturação. “A Embrapa está qualificando provadores para avaliar elementos como aspecto geral, consistência, odor, aroma e sabor. A partir daí, serão definidas as características do produto, estabelecendo um padrão para o queijo artesanal de Carvalhos”, acrescenta Maria de Fátima.

2203, 2018

Mudança nas regras para exportação de aves para UE

Uma decisão tomada depois de visita técnica da União Europeia, tem reduzido o volume de exportação de aves em alguns Estados brasileiros. Desde o fim de janeiro, todos os caminhões que transportam aves destinadas à exportação para países do bloco europeu, precisam ser inspecionados por um auditor fiscal federal agropecuário (Affa) quando chegam ao abatedouro. Segundo o diretor de política profissional do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, Antonio Andrade, essa fiscalização era delegada a um agente ou auxiliar de inspeção. “A partir do fim de janeiro, apenas auditores fiscais federais agropecuários podem fazer esse trabalho”, explica. De acordo com Andrade, as inspeções têm sido mais rigorosas, desde a Operação Carne Fraca. “Por isso, temos aumentado nossos esforços para atender a todas as demandas e as exigências dos mais diversos países.”

2203, 2018

Parceria vai viabilizar coleta de sêmen de Senepol

Incentivar a produção de embriões de bovinos da raça Senepol e a coleta de sêmen de touros de produtores associados à entidade. Essas são as propostas da parceria realizada entre a Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol) e a Central Uberaba. Segundo o presidente da ABCB Senepol, Pedro Crosara Gustin, o objetivo é democratizar o acesso a esse tipo de serviço, viabilizando seu uso para pequenos, médios e grandes criatórios. “Dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) mostram que o Senepol está entre as dez raças de corte que mais produzem sêmen no País, e uma parceria como essa tende a valorizar ainda mais essa raça”, avalia Gustin. Na parceira, que começou em fevereiro deste ano e terá dois anos de duração, as instalações da Central Uberaba poderão ser utilizadas pelos associados e pela entidade para a realização de Dias de Campo, além de outros eventos técnicos da raça.

2203, 2018

“Mais leite, mais renda” vai beneficiar produtores paulistas

Criado com o objetivo de coordenar a cadeia produtiva do leite, aumentando a produtividade e a qualidade da produção para 2 bilhões de litros por ano nos próximos dez anos, o Plano MAIS LEITE, MAIS RENDA, foi lançado no início de março, na cidade de Lins, no interior paulista.

O objetivo é atender um rebanho de cerca de um milhão de cabeças, que já é voltado exclusivamente à pecuária de leite, e de 4,5 milhões de gado misto, destinado à produção de leite e ao abate, principalmente em pequenas propriedades de produtores familiares. Segundo o vereador e presidente da Câmara de Lins, Rogério Barros, esse programa vai fortalecer a pecuária leiteira na região, além de gerar emprego e renda para a população. “Já fomos a segunda maior bacia leiteira do Estado e com o Mais Leite, Mais Renda, retomaremos nossa produção e lugar de destaque na pecuária leiteira paulista”, observa.

2103, 2018

Brasil é o 4º maior produtor mundial de tilápia

Com crescimento anual muito superior às outras proteínas de origem animal, a piscicultura brasileira cresceu 8% em 2017, atingindo 691,7 mil toneladas ante 640,5 mil toneladas no ano anterior.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros, a tilápia é a mais importante espécie de peixes cultivados do País.”A tilápia foi uma espécie que se adaptou muito bem às nossas condições e tem correspondido ao desafio de produzir em diferentes regiões do Brasil, é o nelore das águas”, argumenta e acrescenta que hoje o País é o quarto maior produtor de tilápias do mundo, atrás apenas de China, Indonésia e Egito.

Segundo Medeiros, isso deve-se, inicialmente, ao espírito empreendedor do produtor aquícola nacional, e à disponibilidade de recursos hídricos e de grãos no Brasil, que garantem condições para que o País assuma o protagonismo da piscicultura mundial nos próximos anos. “Atualmente, o valor na produção primária do setor é estimado em R$ 5,4 bilhões”, arremata.

2103, 2018

ACNB tem novo presidente

Avançar em representatividade e contribuir para que o Nelore tenha a relevância que merece na pecuária nacional e chegando à mesa dos brasileiros. Foi com esse discurso que o pecuarista e médico cardiologista, Nabih Amin El Aouar, assumiu a presidência da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), gestão 2018/2020, juntamente com sua nova diretoria. Segundo Aouar, a  ordem é integrar e unir, com o intuito de contaminar os neloristas, além de despertar a paixão pela raça, suas características e qualidades. “Vamos nos concentrar em sua contribuição em todos os elos da cadeia produtiva da carne bovina – da genética ao alimento no prato”.

2103, 2018

Produção de leite mineira é cinco vezes maior que a média nacional

Produtores participantes do Programa Balde Cheio, em Minas Gerais, produziram, em 2016, cinco vezes mais leite do que a média nacional. Esse é o resultado de um levantamento feito pela Embrapa Pecuária Sudeste com pecuaristas do Estado. Segundo os dados levantados, a produção diária de leite de uma propriedade assistida pelo programa foi de 391 litros, enquanto a média nacional foi de 72 litros por dia. Presente em 11 estados no País, o programa existe há 18 anos e capacita técnicos de extensão rural em produção intensiva de leite, boas práticas de manejo e conhecimentos de gestão financeira a produtores de leite. “Melhorar a renda destes pecuaristas é um dos maiores objetivos do Balde Cheio”, comenta o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, André Novo. Ele acrescenta que, em 2016, os produtores aplicaram cerca de 30% da margem bruta de lucro em melhorias para aumento da produtividade.

2103, 2018

Novidade na superintendência da ABCBRH

A médica veterinária e membro do Conselho Científico Agro Sustentável, Roberta Züge, é a nova Superintendente Técnico Administrativo da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH). Roberta vai conduzir a sistematização de processos, criando manuais e procedimentos que poderão permitir a rastreabilidade das ações e a repetição. Segundo ela, para o Brasil tornar-se um player importante no mercado internacional de lácteos, é necessário utilizar genética melhoradora nos rebanhos. “As associações de raça leiteira são fundamentais neste papel, especialmente a holandesa, que possui genética de alta produção. Difundir estes conceitos, norteando boas escolhas e capilarizar o melhoramento genético é uma das minhas atribuições”, diz ela.

1101, 2018

Novo presidente da asbram é eleito

A Associação Brasileira de Indústrias de Suplementos Mineiras (Asbram) escolheu seu novo presidente da entidade. Trata-se de Ademar Leal, presidente da Campo Rações de Minerais, com sede em Acreúna, GO, que tomará posse brevemente. Segundo o executivo, a Asbram representa um setor que move não só a tecnologia, mas também promove a extensão rural da pecuária de corte. “Nas últimas duas décadas, além de gerar valor ao associado, a produção de suplementos para a pecuária brasileira, contribuindo para a nutrição do setor, foram os grandes desafios enfrentados pela entidade, mas sempre superados com muita união de todos os envolvidos”, observou Leal, parabenizando as gestões anteriores e a nova diretoria que assumirá a entidade.

Com 20 anos de história focados na modernização do setor, a entidade tem um papel importante na rentabilidade dos pecuaristas, produzindo nutrição segura e eficiente, estimulando pesquisas científicas que contribuíram para os índices atuais de produtividade.

1101, 2018

Debate sobre evolução na pecuária leiteira

Apresentado no final de 2017, o programa Alta Cria, inédito no Brasil, promovido pela Alta Genetics, fez levantamento de dados zootécnicos para traçar perfil de criação de bezerras leiteiras. Nessa primeira edição foram coletados dados em 36 fazendas em diversas regiões do País, que resultaram em um importante panorama da criação brasileira de bezerras leiteiras.

Os resultados do programa foram apresentados durante encontro com pesquisadores de setor, técnicos, colaboradores e produtores rurais na sede da Alta, em Uberaba (MG). O debate, que marcou o primeiro encontro no programa Alta Cria, teve como pauta os principais desafios e avanços da criação de bezerras leiteiras no Brasil e visa realizar levantamento de dados zootécnicos em fazendas leiteiras de todo o País, com objetivo de traçar um perfil sobre a criação nacional de bezerras.

O programa Alta Cria surgiu com objetivo de conhecer e gerenciar os principais dados zootécnicos na fase de cria. Segundo o diretor da Alta Brasil, Heverardo Carvalho, a missão da empresa não é só comercializar sêmen, mas também ajudar os clientes a obter o melhor resultado em suas produções. “É para isso que o programa Alta Cria foi criado, para ser uma importante ferramenta na tomada de decisão de manejo e nos rumos da ciência nacional”, destaca.

1101, 2018

Asbia prevê crescimento do mercado genético

Retomada do crescimento do mercado de material genético bovino e o aumento do número de associados. Essas são as expectativas da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) e também do presidente da entidade, Sérgio Saud, para o ano de 2018. De acordo com o relatório semestral Index ASBIA 2017, houve um crescimento nas vendas internas (+7,6%) e nas exportações de sêmen (+60,4%) no primeiro semestre do ano. Além disso, a entidade, que angariou mais duas novas empresas associadas no ano passado, terminou 2017 com um total de 27 sócios.

“O fortalecimento do quadro de associados da entidade acontece em um momento importante, pois a expectativa é de melhora do mercado de genética em 2018”, avalia Saud. Segundo ele, a tendência é que o mercado de genética de corte mantenha o crescimento com a retomada dos investimentos em cruzamento industrial, com utilização de sêmen de Angus e de outras raças taurinas, além do uso da técnica de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). O presidente da Asbia também prevê uma melhora no mercado de genética leiteira. “A expectativa é que o ritmo de recuperação observado no primeiro semestre de 2017 seja mantido.”

1101, 2018

Embrapa desenvolve aplicativo para gerenciar fazendas de leite

Com o objetivo de auxiliar na mobilidade e otimizar a coleta de informações nas propriedades de pecuária leiteira, o Gisleite, aplicativo de gestão informatizada de sistemas de produção de leite é o novo lançamento para dispositivos móveis desenvolvido pela Embrapa Gado de Leite. Estruturado de acordo com as atividades do processo produtivo, desde o cadastro, manejo do rebanho, clientes, fornecedores, além de custo e receitas, o produtor pode inserir todas essas informações, e as demais, como mão de obra, compra e venda de animais, alimentação do rebanho, etc., por meio de celular ou tablete, e compartilhar esses dados em uma plataforma disponível na internet.

Para que o usuário possa utilizar o aplicativo, que opera no sistema Android, é preciso se cadastrar no Gisleite Web. “O app é um coletor de dados que pode ser operado off-line, o que é comum no meio rural. Assim que o sinal da internet é restabelecido, o aplicativo recebe os dados coletados e os armazena no sistema”, informa o analista de tecnologia da informação da Embrapa Victor Lima.

1101, 2018

Programa mineiro quer melhorar a sanidade de seus produtos

O Certifica Minas (Programa Estadual de Certificação de Produtos Agropecuários e Agroindustriais), que tem como objetivo assegurar que os produtos agropecuários e agroindustriais possuam qualidade e sustentabilidade em seus sistemas de produção, ganhando maior atratividade para os mercados nacional e internacional, foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e seguirá para sanção do governador Fernando Pimentel.

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) será o certificador e a instituição responsável pela definição dos procedimentos de utilização. Além disso, o órgão deverá realizar auditorias de conformidade nas propriedades produtoras e empreendimentos agroindustriais, validar e publicar normas de certificação, decidir acerca da concessão da certificação e emitir autorizações para o uso do Certifica Minas.

A proposição estabelece, ainda, sanções em caso de descumprimento das normas estabelecidas no programa: advertência escrita, suspensão e cancelamento da certificação. O texto aprovado traz os requisitos para a adesão ao programa e institui ainda a Certificação e o Selo de Conformidade Certifica Minas, que poderão ser utilizados nos produtos certificados e materiais de divulgação.

1101, 2018

Ano difícil para a pecuária 

Indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/Usp, revelaram que 2017 foi, como era de se esperar, um ano muito complicado para a pecuária brasileira.

Os problemas sócio econômicos somados aos escândalos referentes à Carne Fraca e JBS, fizeram com que as médias anuais do setor registrassem queda se comparadas ao ano anterior.

Porém, mesmo diante desse panorama, e aproveitando o cenário de oferta instável no mundo, as exportações brasileiras de carne bovina acumularam números positivos. Segundo dados da Secex, de janeiro a dezembro de 2017, os embarques somam 1,21 milhão de toneladas, sendo este o segundo melhor ano da história, perdendo apenas para 2014, quando 1,217 milhão de toneladas foram embarcadas.

Segundo pesquisadores do Cepea, essa resposta no último quadrimestre de 2017 mostrou a capacidade de reorganização e de resposta da cadeia aos problemas enfrentados, o que pode indicar o desenvolvimento do setor.

1101, 2018

Mapa vai investir mais em bem-estar animal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), através da Coordenação de Boa Práticas e Bem-Estar Animal (BEA), vai contratar novos profissionais para o setor, além de criar parcerias específicas destinadas à área do bem-estar animal. O objetivo, que contará com o apoio do Instituto Americano de Cooperação para a Agricultura (IICA), é que esses profissionais elaborem estudos relacionados à legislação do setor no Brasil e outros países que desenvolvem atividade agropecuária.

A princípio, esse programa se estenderá por um período um ano, com a ideia de dar continuidade ao projeto de bem-estar na suinocultura, desenvolvendo material didático específico, promovendo capacitações e sensibilizações junto a cadeia produtiva e varejistas.

1101, 2018

Sistema produz vai oferecer mais tecnologia a pecuaristas bolivianos

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e a Asociación Boliviana de Criadores de Cebú (Asocebu) firmaram uma parceria que auxiliará os bolivianos no desenvolvimento do melhoramento genético dos rebanhos do país. Para dar início à implementação do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ Internacional), a ABCZ vendeu para a entidade boliviana 60 softwares do Sistema Produz, um programa de gerenciamento pecuário que ajuda na organização, além de permitir ao criador gerenciar manejos individuais, genéticos, reprodutivos, nutricionais e sanitários do seu plantel. Em dezembro do ano passado, técnicos da Asocebu participaram de uma semana de uma capacitação na ABCZ e tiveram um treinamento sobre temas como Registro Genealógico, Pró-Genética, Sistema Produz, Introdução ao Melhoramento Genético, Colheita de Fenótipos e Prática de Provas Zootécnicas.

1310, 2017

Parceria garante atendimento veterinário a animais Senepol em MG

A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol), através de uma parceria com o Centro Universitário do Triângulo (Unitri) e a PrimeVet Brasil, vai garantir atendimento clínico e cirúrgico aos animais dessa raça. A ideia, inicialmente, é oferecer esse tipo de serviço aos associados da entidade que estejam localizados em um raio de até 200 quilômetros de Uberlândia (MG), uma das regiões com maior concentração de rebanhos da raça Senepol.

Além disso, a parceria vai garantir atendimento de qualidade a um preço acessível para os pecuaristas, que arcará apenas com os custos de deslocamento da equipe técnica e da medicação, beneficiando, principalmente, os pequenos produtores.

Segundo o coordenador do projeto, Silvio André Pereira, professor da Unitri, que contará com a participação dos acadêmicos do curso de medicina veterinária da instituição, objetivo é proporcionar aos alunos um maior contato com situações do dia-a-dia no atendimento clínico e cirúrgico em bovinos Senepol, de modo a colocar em prática o conteúdo aprendido nas aulas teóricas.

1310, 2017

Brasil aumenta em 60,4% comercialização de sêmen no primeiro semestre

As vendas internas e as exportações de sêmen encerraram o primeiro semestre deste ano com resultado positivo nas. No período, a comercialização para o exterior cresceu 60,4%m segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os números fazem parte do balanço semestral do setor, o Index Asbia 2017, divulgado em setembro pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), que também registrou aumento de 7,6% no mercado doméstico.

As raças de corte que mais contribuíram para esse incremento na comercialização de sêmen foram Angus, Nelore, Nelore CEIP, Red Angus, Brangus, Nelore Mocho, Braford, Hereford Mocho e Senepol. Nas raças de leite, os destaques foram para Holandês, Jersey, Gir Leiteiro, Girolando 3/4, Girolando 5/8, Guzerá Leiteiro, Pardo-Suíço Leiteiro, Holandês Vermelho, Braunvieh e Sindi Leiteiro.

Foto: Material genético bovino congelado a 190 graus celcius abaixo de zero em nitrogênio líquido. Unidade de Coleta de Sêmen da EBDA. Mateus Pereira/AGECOM

1310, 2017

Raiva causa morte de 1001 animais e dois humanos em 2016

Levantamento feito pelo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou 1001 casos de raiva em animais no Brasil, no ano passado. No mesmo período, a cobertura vacinal em cães e gatos foi de apenas 25% em todo o País. Segundo a primeira diretora técnica médica-veterinária do Instituto Pasteur e membro da Comissão de Saúde Pública Veterinária do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), Luciana Hardt Gomes, a principal medida para prevenção da doença é a vacinação anual dos animais.

Conforme a especialista, nos últimos anos a variante canina do vírus, que acomete os animais de agressividade, não tem sido isolada em animais, entretanto, está sendo cada vez mais comum o número de casos em cães e gatos por variante transmitida por morcegos, que faz com que os animais não apresentem os sintomas comuns da doença, mas sim uma paralisia. “Por isso, é preciso ressaltar ainda mais a guarda responsável”.

Já em relação aos humanos, Luciana explica que, por conta da pouca cobertura vacinal, quase 415 mil pessoas receberam atendimento profilático pós-exposição após terem sido agredidas por animais não vacinados contra a raiva. “Se uma pessoa for agredida por um animal contaminado, a primeira ação a ser tomada é lavar a ferida com água e sabão, além de seguir para o atendimento médico”, aconselha Luciana. Segundo ela, há apenas um caso no Brasil em que houve a cura da raiva humana, sendo igualmente rara no mundo todo. “O tratamento ainda é experimental”, arremata.

1310, 2017

Projeto “Carne de Zebu” é lançado em Mato Grosso do Sul

O projeto Carne de Zebu, idealizado pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), foi lançado em setembro, durante o Figueirão + Rural/Campo Forte, na cidade de Figueirão (MS).

Com o objetivo de apresentar a eficiência da utilização de touros Puros de Origem (PO) de raças zebuínas na produção, os animais terão controle zootécnico até o abate, com suporte da equipe técnica da ABCZ.

Eles serão pesados ao desmame e ao sobreano, sendo que nesta última fase será medido o perímetro escrotal de todos os animais, avaliação visual e ultrassonografia de carcaça. Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuário de Mato Grosso do Sul (Famasul), Maurício Saito, o projeto é resultado do perfil empreendedor dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul.

Nos últimos 20 anos, de acordo com Saito, o Estado teve um crescimento superior a 32% de entrega de carne bovina e, no mesmo período, um crescimento de rebanho inferior a 1,8%. “Isso demonstra o aumento de produtividade através da adoção de novas tecnologias por parte dos produtores rurais”, avaliou.

1310, 2017

Exportação de frango atinge 387 mil toneladas em setembro

Os embarques de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 387,5 mil toneladas em setembro, ante os 386,9 mil registrados no mesmo período no ano passado crescimento de 0,2%. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a receita, no acumulado do ano, é positiva, com US$ 5,526 bilhões nos nove primeiros meses de 2017, resultado 5,5% superior aos US$ 5,238 bilhões registrados em 2016. Para o presidente executivo da ABPA, Francisco Turra, o que contribuiu para esses números foram as vendas para a África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Catar e México.

1310, 2017

Sumário de Touros Senepol PMGS/Embrapa tem nova edição

A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol) lançou, no começo de outubro, nova edição do Sumário de Touros Senepol-PMGS/Geneplus, em parceria com a Embrapa Gado de Corte. O documento foi desenvolvido a partir de uma base de dados com informações de progênies nascidas no período de 1980 a 2016 que, depois de submetidas às devidas análises de consistência, totalizaram 98.320 animais com registros válidos, relacionados às diversas características avaliadas. Foram avaliados 1.138 touros da raça Senepol.

Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Gilberto Menezes, houve um aumento significativo em toda a base de dados utilizada para gerar o Sumário de Touros 2017. “Tivemos um incremento do número de registros válidos das características avaliadas em cerca de 50% em 2017, se comparado à versão do ano passado”, diz. Trata-se de uma ótima notícia para os criadores da raça, visto que significa maior qualidade nas informações disponíveis para a condução de seus trabalhos de seleção”, explica.

1310, 2017

Parceira cria “Protocolo de Carne Sustentável”

Uma parceria entre a Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO) e o WWF-Brasil, que quer garantir origem e rastreabilidade de animais em toda cadeia produtiva da região pantaneira e a padronização de seus processos, uniram-se para anunciar o “Protocolo de Carne Sustentável”. O procedimento é o primeiro no Brasil a incluir conservação ambiental em selo de raças bovinas. Segundo o diretor da ABPO, Eduardo Afonso de Cruzeto, a sistematização do modelo tradicional do pantaneiro, grande responsável pela preservação da maior área úmida do planeta, é o grande trunfo desse protocolo.

“O modelo tradicional do pantaneiro, que ocupa a região há mais de 200 anos com pecuária, permitiu que 82% do Pantanal fosse preservado”, avalia Cruzeto, acrescentando que a adaptação feita da atividade ao ciclo de águas, de cheia e vazante, características do bioma, garantiram a sustentabilidade do processo.

O procedimento é o primeiro no país a inserir a conservação ambiental em certificação de raças bovinas. Além da preocupação com o bem-estar animal durante todo o processo, os bois têm identificação individual, com informações com o ano em que nasceu, raça, fazenda, tipo de nutrição e intervenções.  O “Protocolo de carne sustentável” é auditado pelo Instituto Biodinâmico (IBD) e fiscalizado pelo Ministério da Agricultura, sob a responsabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

1310, 2017

Produtores paulistas de queijo se unem para criar selo de qualidade

Criar um selo de qualidade que identifique as queijarias de alto padrão. Esse é um dos objetivos que dez pequenos produtores de queijo do Estado de São Paulo pretendem atingir com a criação do Caminho do Queijo Artesanal Paulista. O lançamento do projeto aconteceu em setembro com a ideia de valorizar a o queijo paulista, impulsionar a produção local, além de mostrar que a São Paulo também fabrica queijos de alta qualidade.

O mapa do Caminho do Queijo Artesanal Paulista deve ter a incorporação de mais queijarias ao grupo, desde que sua produção siga os preceitos expressos do manifesto, isto é, que seja feita em pequena escala, com a predominância dos processos manuais e utilização exclusiva de leite produzido na própria queijaria ou arredores.

O Caminho do Queijo Artesanal Paulista conta com o apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado e conta com dez das mais premiadas e reconhecidas queijarias artesanais de São Paulo. São elas: Capril do Bosque (Joanópolis), Estância Silvania (Caçapava), Fazenda Atalaia (Amparo), Fazenda Dona Carolina (Porangaba), Fazenda Santa Helena (Jacupiranga), Fazenda Santa Luzia (Itapetininga), Laticínio Artesanal Montezuma (São João da Boa Vista), Leiteria Santa Paula (São José do Rio Pardo), Pardinho Artesanal (Pardinho) e Queijaria Rima (Porto Feliz).

1310, 2017

Reprodutores da Linhagem IZ tem novo sumário

“Linhagem IZ, uma linhagem de peso”. É com essa chancela que o Sumário de Touros e Matrizes Nelore IZ/2017, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, foi lançado durante a última edição da Expogenética, realizada em Uberaba, MG.

A novidade da Avaliação Genética de 2017, no Sumário de Touros e Matrizes do IZ, é a incorporação de informações genômicas aos dados de pedigree dos animais avaliados. A genômica fornece acurácia adicional à predição da diferença esperada na progênie (DEP) dos animais e melhora a eficiência do processo de seleção. Além disso, o pecuarista terá em detalhes as novas informações sobre as Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs) – metodologia que avalia os touros pelo desempenho produtivo de sua descendência – para características relacionadas ao desenvolvimento ponderal.

No novo sumário também serão disponibilizadas as diferenças esperadas na progênie para características de carcaça, obtidas pela técnica da ultrassonografia, e para a característica dias ao parto, que indica a fertilidade das matrizes.

Segundo Joslaine Noely dos Santos Gonçalves Cyrillo, pesquisadora do IZ e diretora do Centro de Pesquisa em Bovinos de Corte, os rebanhos da entidade são praticamente fechados à introdução de material genético de fora, e pela evidente capacidade dos touros e matrizes em colocar velocidade de crescimento e músculo’ nos bezerros, esses animais já são conhecidos como Linhagem IZ, uma linhagem de peso. “Os animais são resultantes do trabalho de seleção sistemático e criterioso para ganho em peso realizado desde 1978, e reconhecido em todo o Brasil”, arremata a pesquisadora.

1310, 2017

Sindan tem novo vice-presidente

O médico veterinário Fausto Terra, diretor da Ourofino Saúde Animal, é o novo vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). Membro do Conselho Consultivo da entidade, Terra avalia que um dos principais objetivos será monitorar e fiscalizar de maneira mais rígida a qualidade na produção de vacinas e de outros produtos veterinários.

“Nessa nova função pretendo lutar pela exigência e pelo monitoramento junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre a qualidade dos produtos desenvolvidos pelas empresas do setor no Brasil”, avalia o novo vice-presidente da entidade, que cumprirá um mandato de três anos.

708, 2017

Consultoria capacita pessoal para o controle de alimentos

Os médicos-veterinários Carlos Magioli e Ronaldo Gil Pereira, com experiência em Inspeção de Produtos de Origem Animal, lançaram oficialmente, no dia 11/04, durante cerimônia solene, na sede da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), a Consultoria Para Alimentos Seguros (Conseg).

De acordo com os sócios, a empresa representa uma nova alternativa para atender à crescente demanda nacional em capacitação e consultoria para o segmento de controle de alimentos e bebidas.

“O objetivo da empresa é capacitar pessoal e com isso criar oportunidades de trabalho no setor público e no privado, visando à produção, conservação, transporte e distribuição de alimentos de origem animal, para atender a um mercado cada vez mais exigente”, explica Pereira.

Durante o lançamento, os médicos-veterinários realizaram duas palestras sobre cenário atual, desafios e perspectivas para a constituição de um sistema de controle dos alimentos integrado no Brasil e as modernas técnicas e ferramentas de qualidade empregadas nas diversas fases da cadeia produtiva para o alcance desse objetivo.

708, 2017

Nutrição fetal de bezerros é tema de projeto da APTA

Garantir uma pecuária lucrativa e eficiente. Esse é o objetivo da pesquisa desenvolvida pela APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que pretende mostrar a importância da programação fetal do rebanho de cria para trazer níveis reprodutivos cada vez melhores.

Segundo Gustavo Resende Siqueira, pesquisador da APTA, o projeto, que ainda está em fase inicial, tem como objetivo avaliar o crescimento e desenvolvimento muscular dos bezerros com a nutrição fetal adequada. “A maior parte do desenvolvimento do feto no útero da vaca ocorre no último terço da gestação, quando há maior exigência por nutrientes”, explica. “É importante garantir uma boa nutrição para as fêmeas nesse momento”.

De acordo com o pesquisador, o próximo passo do projeto é avaliar se a suplementação proteica vai garantir animais com características que potencializam a engorda.

708, 2017

Marcelo Vieira é o novo presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB)

Indicado por seu antecessor, Gustavo Diniz Junqueira, Marcelo Vieira, produtor e administrador de empresas agrícolas de Minas Gerais, assumiu, em março, a presidência da Sociedade Rural Brasileira (SRB).

Vieira, que na gestão anterior ocupava o cargo de vice-presidente, possui experiência de mais de 40 anos em atividades relacionadas ao agronegócio, atuando principalmente na pecuária, plantação de cana-de-açúcar e cultivo de café.

Foi o principal executivo da Adecoagro no Brasil, empresa de alimentos e energia renovável com atuação na América Latina, com produção de grãos e leite na Argentina e etanol, açúcar, energia de biomassa, grãos e algodão no Brasil.

“A atuação da SRB é baseada na constante discussão com governo, entidades e organizações sobre a regulação do setor. O Brasil tem uma regulação muito abrangente na área trabalhista, na área rural, na área ambiental, e tudo isso deve estar em discussão para evitar entraves burocráticos que agreguem custos desnecessários à produção”, destacou Vieira como alguns de seus principais objetivos para sua gestão.

A nova diretoria da SRB para o próximo triênio (2017/2020), tem como vice-presidentes Pedro de Camargo Neto, Jayme da Silva Telles e Francisco de Godoy Bueno. Completam o conselho diretivo da entidade, Adrien, Bento Mineiro, Joaquim Pereira Leite, Guilherme Nastari, Teresa Cristina Vendramini e Frederico D’Avila.

708, 2017

Vendas externas de sêmen crescem 33%

Em 2016, as exportações de sêmen bovino cresceram 33,1%, totalizando 296.371 (corte e leite), segundo relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). Os embarques de sêmen de corte totalizaram quase 135.000 doses, representando um crescimento de 30% sobre 2015. Paraguai, Bolívia e Argentina foram os países que mais importaram.

Já as exportações de sêmen das raças leiteiras brasileiras aumentaram 36%, chegando a 162.000 doses, com destaque para Colômbia, Costa Rica e Equador, como os países que mais importaram. Índia, Sri Lanka e Moçambique também começam a despontar como mercados para a genética brasileira.

Conforme dados da Asbia, no ano passado foram comercializadas 11.723.738 doses de sêmen (mercado interno e externo), ante 12.606.703 doses, o que representa uma queda de 7% em relação a 2015.

708, 2017

“Fazendas digitais” aumentam produtividade e diminuem custos

Segundo dados da Bain & Company, a digitalização das propriedades rurais facilita a tomada de decisão, do plantio à comercialização, aumentando em 10% os ganhos de produtividade, além de reduzir de insumos na comparação com os registros anteriores à implantação desse sistema.

Baseada neste diagnóstico que a AgrusData, agtech especializada na implantação de sistemas inteligentes de Internet das Coisas (Iot) para o agronegócio, trabalha com o conceito de que fazendas digitais custam menos e valem mais. De acordo com cálculos da empresa, com a digitalização, o ganho de patrimônio pode chegar a 3% após 36 meses.

Segundo Herlon Oliveira, CEO da empresa, o processo de digitalização de uma fazenda envolve a instalação de sensores para coleta de dados no solo, maquinários e silos, por exemplo. “Estas informações são transferidas instantaneamente para um banco de dados em nuvem, onde serão processadas e transformadas por um software em recomendações específicas e precisas, que serão encaminhadas em tempo real para o agricultor ou gestor da fazenda”, explica.

Como exemplo, Oliveira destaca que uma única tela apresentará de modo claro e objetivo as informações mais relevantes e exatas sobre clima, solo, plantas, capacidade de armazenagem para a melhor tomada de decisão. “Com isso, o agricultor saberá o quanto de insumo tem que aplicar, em qual talhão e horário; ou ainda se é o momento de acelerar ou parar a colheita; ligar ou interromper um sistema de irrigação; bem como se o silo está cheio e é preciso reorganizar o uxo de caminhões para retirada da safra”, afirma.

O CEO da empresa acrescenta que, além dos benefícios de redução de custos e ganhos de produtividade, devido ao aumento de e ciência operacional, a fazenda digital passa a valer mais justamente por proporcionar controle e organização total das etapas de produção e do ambiente de uma maneira geral.

“A digitalização da propriedade contribui para a adequação fundiária e ambiental do imóvel, bem como facilita a gestão da atividade, o que na prática se con gura na valorização do negócio. É uma espécie de certificação”, arremata o executivo.

708, 2017

Setor agro é boa opção para quem procura emprego

Em cenário de recessão econômica e alta taxa de desemprego, o agronegócio surge como oportunidade para recolocação de profissionais que já trabalham no setor e também para quem vem de outros mercados.

Segundo a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), o saldo comercial dos produtos oriundos do agronegócio garantiram, no ano passado, mais de 70 bilhões de dólares, além de crescimento de 3%. Mesmo diante desse cenário de crise, os números do agro são positivos e as oportunidades de trabalho no setor crescem a cada dia”, afirma Roberto Jerger Fialkovits, professor do MBA em Gestão Estratégica do Agronegócio do Instituto Superior de Administração e Economia/Fundação Getúlio Vargas (ISAE/FGV).

Segundo Fialkovits, o mais importante, para quem deseja buscar oportunidades no agronegócio, é desenvolver uma boa visão sistêmica de processos do agronegócio, e entender qual a sua efetiva contribuição. “Porém, é necessário se capacitar antes, seja em cursos de curta duração ou em MBA ou especialização”, salienta Fialkovitz.

“O agronegócio é um segmento bastante complexo, pois há muitas rami cações de mercados, produtos e serviços, e isso requer análise detalhada por parte do profissional, ou seja, uma visão sistêmica de processos”, enfatiza.

708, 2017

Brasil apresenta aumento de 80% na produção de tilápias

Nos últimos 10 anos, a produção de tilápia, peixe mais cultivado no Brasil, cresceu 80%, graças à intensificação e à modernização do processo produtivo tanto em tanques-rede em reservatórios, como nos viveiros escavados.

Outros fatores que também contribuíram para alavancar a produção de tilápia no País foram clima favorável, rusticidade da espécie aceitando diferentes sistemas de produção; alta demanda dos produtos; além do bom resultado em cultivos intensivos.

Após liderar o mercado de filés de peixe, a espécie agora entra em nicho antes exclusivo de peixes nativos: o consumo de peixes inteiros. As informações fazem parte do projeto “Impactos socioeconômicos da tilapicultura no Brasil”, executado pela Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) e parceiros.

Segundo a médica-veterinária Renata Melon Barroso, da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), coordenadora do projeto, a grande aceitação no mercado nacional faz da tilapicultura um excelente negócio para as regiões em que seu cultivo é permitido. “A atividade tem outro ponto forte, pode ser lucrativa tanto para grandes como pequenos produtores”, diz.

Os dados foram obtidos em sete grandes polos brasileiros de produção da espécie: Orós e Castanhão, no Ceará; Submédio e Baixo São Francisco, na divisa dos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas; Ilha Solteira, na divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul, regiões Norte e Oeste do Paraná e Baixo Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

708, 2017

IB erradica peste suína no Tocantins

O Instituto Biológico (IB-APTA) e a Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Tocantins (Adapec) desenvolveram um trabalho conjunto que resultou na erradicação da peste suína clássica (PSC) no Tocantins.

O reconhecimento, dado pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), permite que o Tocantins possa explorar novos mercados para a exportação além de aumentar a produtividade de suínos no Estado.

Para a pesquisadora do IB, Josete Garcia Bersano, em termos de saúde animal, a erradicação da peste suína clássica em Tocantins foi uma grande conquista que possibilitou o aumento da produção de carne no Estado, já que a doença

é uma enfermidade limitante. “Além disso, com a aprovação pela OIE, vislumbra-se a abertura de novos mercados para exportação a países que não importam carne de locais com incidência da doença”, prevê.

Tocantins possui um rebanho de suínos estimado de 270 mil animais, distribuídos em 164 granjas comerciais cadastradas pela Adapec. Porém, a maior parte da produção é de subsistência. Os municípios que concentram maior número de animais são Araguantins, Formoso do Araguaia, Porto Nacional, Dois Irmãos e Monte do Carmo.

1006, 2017

Alberto Figueiredo assume Secretaria de Agricultura em Resende (RJ)

O engenheiro-agrônomo Alberto Figueiredo, membro da Academia Brasileira de Agricultura e ex-secretário de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, que entre outras realizações, conseguiu eliminar a Febre Aftosa da região, está tomando posse como Secretário de Agricultura do município uminense de Resende onde é um produtor de leite bem-sucedido.

Diretor da SNA-Sociedade Nacional de Agricultura, além de dedicar a vida – mantendo a tradição do pai – à causa da produção rural e do agronegócio, assuntos em que se mantém sempre atualizado, Figueiredo tem muita experiência em administração pública, ótimos contatos e bons amigos. É sucesso garantido.

O prefeito Diogo Balieiro está de parabéns pela escolha, e Resende também.

1006, 2017

Com pouca demanda, arroba do boi continua em baixa

A retração na demanda de carne, registrada em diversas regiões do País, tem segurado a alta nos preços da arroba do boi gordo. Exemplo disso é que parte das indústrias paulistas, em especial as de pequeno porte, estão pulando dias de abate e com altos índices de ociosidade. Em razão desse cenário, as programações de abate estão artificialmente mais alongadas em relação a períodos anteriores.

Mesmo indústrias de grande porte, que possuem parcerias e contratos de boi a termo, apresentam escalas de abate mais espaçadas. Essa folga permite aos frigoríficos testarem o mercado e ofertarem preços abaixo da referência.

Com esse cenário atual, dificilmente haverá grandes valorizações para a arroba do boi gordo nos próximos meses, mesmo com oferta limitada de boiadas, pois a margem de comercialização das indústrias continua em patamares acima da média histórica.

1006, 2017

Melhoramento genético na pecuária leiteira

Pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Gado de Leite indicam que é possível dobrar a velocidade da seleção dos rebanhos leiteiros, com custos menores, utilizando as informações geradas a partir do DNA dos animais.

Esse avanço resulta do sequenciamento genético bovino, anunciado pela revista Science em 2009, com diversos desdobramentos para as pesquisas realizadas no Brasil. O sequenciamento, do qual participaram pesquisadores brasileiros, teve o objetivo de identi car diferenças entre os genomas das raças de origem europeia (Bos taurus taurus) e as raças zebuínas de origem indiana (Bos taurus indicus).

“Identificamos mais de cinco milhões de SNPs especficos para as raças zebuínas”, informa o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Marcos Vinicius da Silva. De acordo com ele, SNP é um tipo de marcador molecular, cuja sigla traduzida para o português significa “polimorfismo de um único nucleotídeo”.

Interesse econômico

As pesquisas coordenadas por Silva identificaram características de interesse econômico para a pecuária de leite, como: tolerância a parasitas e ao estresse térmico; produção de sólidos (proteína, gordura e lactose); persistência da lactação etc. Depois, desenvolveram equações de predição que permitem identificar os efeitos dos SNPs dos indivíduos e selecioná-los de acordo com os interesses econômicos.

A Embrapa Gado de Leite e as associações de criadores de gado estão acertando detalhes para que essa tecnologia esteja, em breve, ao alcance dos produtores. A expectativa é que os testes de progênie dos programas de melhoramento em gado leiteiro passem a usar o valor genômico de touros e vacas.

“A seleção genômica vai racionalizar o processo de melhoramento genético, tornando-o menos arriscado ao produtor”, diz Silva. Ele acrescenta que a seleção genômica irá democratizar as oportunidades do melhoramento genético, na medida em que reduz os custos do processo. O mesmo trabalho que levaria sete anos pode ser feito em apenas dois com maior grau de certeza.

1006, 2017

Prêmio Qualidade do Leite divulga seus vencedores

Após avaliar 2.160 produtores de leite das mais diversas regiões leiteiras do país, a DSM, detentora da marca Tortuga, premiou os vencedores do programa “Qualidade do Leite Começa Aqui!”, durante cerimônia realizada no início de novembro, na capital paulista.

Por meio do programa, a empresa estimula iniciativas de pecuaristas que pautam as suas atividades na alta qualidade e reconhece a aplicação de tecnologias que melhoram o desempenho do rebanho e a rentabilidade da produção leiteira.

Com um total de 157 mil animais avaliados e após as etapas regionais realizadas em sete Estados (Sergipe, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás), os primeiros colocados da categoria “Qualidade do Leite” foram Inelson Enir Fiorezi (Holandês), Antonio Claudimerio dos Reis (Girolando) e Aurélio Dalaio Neto (Jersey). Na categoria “Quantidade mais Qualidade do Leite”, os primeiros lugares foram para Willian Vriesman Sobrinho (Holandês), Williams e Cia Pecuária (Girolando) e Francisco Bastos de Miranda (Jersey).

1006, 2017

Asbia tem novo presidente

O médico-veterinário e diretor executivo da CRI Genética, Sergio Saud, é o novo presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). “O nosso desa o será ampliar o uso da inseminação artificial tanto na pecuária de corte quanto na leiteira”, observou Saud durante a cerimônia de posse, realizada em outubro, na sede da associação, em Uberaba (MG).

Segundo ele, nos últimos anos, graças ao uso da tecnologia e ao surgimento de novos produtos farmacêuticos para inseminação em Tempo Fixo (IATF), o número de fêmeas em idade reprodutiva inseminadas no Brasil tem condições de saltar de 12% para 16% nos próximos 5 anos.

De acordo com o novo presidente da Asbia, é preciso intensi car ainda mais a técnica no país, pois existem algumas ilhas de tecnologia, ou seja, algumas regiões do Brasil concentram pro- dutores altamente tecni cados, que já produzem leite de excelente qualidade, devido à inseminação. “É um mercado excelente com muito potencial para crescer cada vez mais”, avalia Saud.

Fazem parte da nova diretoria, que vai comandar a entidade até 2019, o diretor operacio- nal, Márcio Nery, o diretor técnico Luís Adriano Teixeira e o novo diretor de marketing, Bruno Grubisich. Além de trabalhar para a ampliação do mercado de IA, o grupo dará continuidade aos processos já existentes na entidade, tais como o laboratório de análise de sêmen Asbia/ BIO, localizado em Uberaba, e que entrará em total funcionamento no próximo ano.

1006, 2017

Índice inédito para a comercialização de sêmen

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA)- Esalq/USP rmaram uma parceria para criar o “Índice de Preço Médio de Venda de Sêmen”, cujas informações nortearão a gestão dos negócios no mercado de inseminação artificial de todas as raças com material genético comercializado no mercado nacional.

Esse índice complementará o Index Asbia, documento que reúne dados sobre a produção e comercialização de sêmen bovino e que, a partir do próximo ano, passará a conter também os preços médios de venda. “Atualmente, não há informação do mercado de inseminação em relação à valoração do sêmen, que permita uma análise estratégica por parte das empresas e associações de raça e produtores de genética em relação ao valor médio das doses de sêmen comercializadas em cada raça, daí a criação do índice”, justificou o ex-presidente da Asbia, Carlos Vivacqua.

De acordo com o executivo, em nenhum país do mundo, existe essa informação setorial, que é estratégica para gestão do negócio da cadeia como um todo. As informações relativas ao preço do sêmen serão de uso exclusivo, interno e gerencial dos associados da ASBIA e serão utilizadas por eles para nortear a gestão dos negócios.

O “Índice de Preço Médio de Venda de Sêmen” será elaborado pelo Cepea com base em informações enviadas pelas empresas do setor, a partir de um software do centro de pesquisa. A expectativa é de que, em fevereiro de 2017, os associados da Asbia recebam o Index já contendo esses dados.

1006, 2017

Pecuária familiar é tema de livro no RS

O livro Pecuária Familiar no Rio Grande do Sul: história, diversidade social e dinâmicas de desenvolvimento, lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, no início de novembro, traz a compilação de diversos materiais científicos gerados por diferentes instituições sobre o tema, desde o ano 2000 até os dias atuais.

A publicação contou com a colaboração de dois pesquisadores da Embrapa: Marcos Borba, da Embrapa Pecuária Sul, e Rafael Gastal Porto, da Embrapa Roraima. “A pecuária familiar sempre foi presente e tem motivado interesse mais recentemente. A experiência do Alto Camaquã está ali contemplada pela importância que acabou assumindo, devido aos muitos trabalhos que foram realizados, principalmente na dimensão social”, informa Borba.

De acordo com o coautor, a ideia de se fazer o livro surgiu há pouco mais de cinco anos, com o objetivo de traçar uma perspectiva histórica sobre a pecuária familiar no Estado gaúcho. “Desde o princípio, percebemos que existia pecuária familiar no Rio Grande do Sul. Então, aquela ideia de que o Estado foi povoado unicamente com base no latifúndio não se cunha como totalmente real”, explica.

“Ao mesmo tempo que produz, a pecuária familiar exerce um papel fundamental na conservação”, observa Borba e acrescenta que, atualmente, os maiores contingentes de campo que ainda sobrevivem estão sob uso e controle da pecuária familiar, que tem características distintas, seja do ponto de vista social, seja produtivo. “Destaco ainda o fato de ela possuir um vínculo muito mais forte da produção pecuária sobre campo nativo. Estas são características históricas, mas que hoje começam a as- sumir um papel de oportunidades num mundo contemporâneo.”

1006, 2017

Desempenho da IATF em risco

O que poderia ser uma coincidência tem se tornado uma ameaça à fertilidade dos plantéis. Com a volta das chuvas e a melhora gradativa das pastagens, muitos produtores se apressam em colocar suas fêmeas em estação de monta, porém, o início do manejo, coincide com a segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa, obrigatória para todas as categorias em quase todos os Estados durante o mês de novembro.

Em Miranda, no Mato Grosso do Sul, um estudo conduzido por oito pesquisadores, revelou que os animais vacinados no 30o dia após a inseminação artificial em tempo xo (IATF) tiveram perda gestacional 4,2 vezes superiores quando comparados ao grupo vacinado 20 dias antes de passar pela inseminação. Ou seja, a vacinação feita após o manejo reduziu a fertilidade das fêmeas em 16,5%.

Segundo o vice-presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), Sebastião Guedes, esse risco precisa ser informado com antecedência. “É obrigação dos fornecedores avisarem os criadores sobre os perigos que a vacina contra a aftosa pode provocar quando aplicada após a IATF. Acredito que deveria ser de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) exigir dos fabricantes de vacinas que invistam na comunicação do problema e, deste modo, orientem os produtores sobre o que fazer para reduzir essas perdas”, avalia Guedes.

A partir de 2017, a Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso) vai inverter o calendário de vacinação contra a febre aftosa no Estado. Em maio, a vacina será aplicada em todo o rebanho (de mamando a caducando), enquanto em novembro serão vacinados apenas os animais de zero a 24 meses. “Outros Estados deveriam seguir o exemplo da Famato e pleitear, junto ao Mapa, alterações em seus calendários de vacinação. Certamente, reduziriam os problemas de perda gestacional decorrente da vacina contra aftosa”, diz Guedes.

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