Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia 2017-09-21T08:51:09+00:00
1604, 2019

Madeiras de árvores de reflorestamento podem ser alternativas na produção de bacon (derivado de suíno)

Essa foi a conclusão a que chegou a pesquisadora Izabella Soletti  (mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos) em estudo realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), ligada à Universidade de São Paulo (USP).

Como a defumação tradicional do bacon é feita com a queima de madeiras, Izabella empregou em seu estudo produtos de árvores de reflorestamento (acácia bracatinga e eucalipto) no processo de defumação e obteve um tipo de bacon que que não se diferencia das características do tradicional em crocância, suculência e sabor.

O resultado alcançado por Izabella em seu trabalho foi obtido dentro de um projeto que teve por fim, entre outros objetivos, reduzir impactos ambientais da produção de bacon defumado e contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

1104, 2019

Carne de bovinos criados livres nos Pampas é mais saudável do ponto de vista nutricional

A carne de bois criados livres nos Pampas – região campestre que envolve Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina – é mais saudável do ponto de vista nutricional, de acordo com um estudo da Embrapa Pecuária Sul. Além de nutrientes como ferro e vitaminas do complexo B, a proteína desses animais apresenta maiores teores de Ômega 3 quando comparada à fornecida pelo gado criado em confinamento.

“No Pampa, a alimentação dos animais, composta em sua maior parte pela rica variedade dos pastos naturais, dá origem a um produto com perfil de gordura mais saudável, já que possui alto teor de ômega 3”, explica a pesquisadora Élen Nalério, que coordenou a pesquisa.

O Ômega 3 é um tipo de gordura  essencial à saúde humana, que não é produzida pelo organismo, e por isso tem que ser obtida em alimentos ou suplementos específicos. No caso de bovinos, quando eles são alimentados com dietas baseadas em pastagens,  fornecem carnes com maior teor de ácidos graxos do tipo ômega 3.

A carne produzida no Pampa é diferenciada por vários motivos. Um deles é que a alimentação do gado nos campos nativos forma um tipo de gordura com melhor qualidade nutricional, que é uma característica que tem despertado grande interesse do público.

“Trata-se de um diferencial importante que pode e deve ser trabalhado como oportunidade de valorização no mercado”, diz a coordenadora da pesquisa.

604, 2019

Piscicultura: Embrapa faz parceria para desenvolver ração específica para o pirarucu

O núcleo Pesca e Aquicultura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria (Embrapa) vai desenvolver uma ração específica para pirarucu por meio da uma parceria com a empresa Peixes da Amazônia, do Acre. Atualmente as rações disponíveis são baseadas em fórmulas destinadas a outras espécies carnívoras.

A expectativa é de que, com uma formulação específica para o pirarucu, ele tenha um melhor desenvolvimento.

“Estão envolvidos nessa parceria a empresa, que é uma sociedade anônima com 21 sócios (incluindo piscicultores) e o governo do Acre, diz Alexandre Aires de Freitas, chefe geral interino do núcleo, localizado em Palmas, no estado do Tocantins.

O papel da Embrapa, na parceria, será oferecer o know how (tecnologia) para validação do produto, uma vez que ela dispõe de dados sobre digestibilidade e exigência de aminoácidos essenciais do pirarucu. Caberá à Peixes da Amazônia a produção do alimento em escala industrial.

104, 2019

Bovinos: pesquisa da UFLA comprova que alimento feito com espiga de milho (silagem) nutre mais e estimula mastigação dos animais

Pesquisa do Departamento de Zootecnia (DZO) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais, comprovou os benefícios de uma nova técnica utilizada para alimentar gado de corte e de leite no país: a silagem de espiga de milho. Testes mostraram que a alternativa garante uma dieta rica em fibras e estimula a mastigação dos animais. Com o procedimento, o resíduo da palha do milho ainda prepara o solo para plantio.

Os criadores já investem na plantação de milho para a produção de silagem (alimento fermentado à base de milho). Mas, se antes era usado planta inteira, grãos úmidos ou reconstituídos, o diferencial da nova tecnologia está na extração da espiga de milho por uma plataforma despigadora adaptada à máquina colhedora de milho.

Segundo o professor do DZO, Thiago Bernardes, que estuda o processo há oito meses, a silagem de espigas garante uma ração que, além dos grãos, inclui palhas e sabugo. O composto aumenta a concentração de fibra na dieta dos ruminantes. “Hoje, a pecuária intensiva (dotada de técnicas avançadas de criação) tem utilizado alimentos que não promovem a mastigação do animal. Então, a composição proposta pela pesquisa da UFLA pode suprir essa necessidade”, recomenda.

A pesquisa foi desenvolvida durante três anos e contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais.

2603, 2019

Embrapa: suplementos granulados usados na alimentação de bovinos sofrem menos perdas e são mais econômicos

Pesquisadores do núcleo Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) testaram, durante dois períodos de chuvas, alternativas para diminuir as perdas na suplementação mineral de bovinos. Os resultados mostram que a suplementação aglomerada, em mínimos grânulos, oferece menor empedramento e perdas nas chuvas, em até 16%, em comparação ao alimento em pó, comercializado pela maioria das empresas de nutrição animal.

“As perdas com vento e chuvas são grandes, considerando que a maior parte dos cochos no Brasil são descobertos”, diz o nutricionista da Embrapa Rodrigo da Costa Gomes. Ele explica que essas perdas provocam um desbalanço de elementos da dieta, pois o suplemento é formado por uma mistura de vários elementos minerais,  como cálcio, fósforo, sódio, enxofre, manganês, zinco, cobre, selênio e outros.

“A suplementação tem um custo para o produtor. Se essa tecnologia reduzir perdas, ele ganha”, esclarece  Gomes.

Os estudos mostram também ganhos de peso semelhantes entre os animais que receberam o suplemento em pó ou aglomerado. Dessa forma, o benefício da versão granulada vem com o menor uso de suplemento mineral, o que  gera economia.

A quantidade de suplemento utilizado foi maior para o alimento em pó quando comparado ao aglomerado, enquanto que o peso ganho foi o mesmo nos dois tratamentos.

1803, 2019

Novidade: surge em Minas Gerais refrigerante elaborado com soro de vaca

Desenvolvido depois de três anos de pesquisa no Instituto Cândido Tostes, órgão ligado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), o novo refrigerante, é gaseificado, tem o sabor de laranja e pode durar até 90 dias sob temperatura ambiente ou refrigeração sem alteração das proteínas, minerais e vitaminas do leite, diz o coordenador da pesquisa que resultou no produto, Junior de Paula (esq).

Para se chegar ao refrigerante foram testados durante 60 dias por 50 provadores sabores de diversas frutas, entre elas laranja, pêssego, tangerina, kiwi e limão. O que teve mais aceitação, conforme Junior, foi o de laranja. Segundo ele, “a bebida não lembra em nada os sabores dos produtos feitos à base de leite e derivados”.

A proposta de desenvolvimento do refrigerante surgiu como forma de reaproveitar o soro de leite, um resíduo da fabricação de derivados de leite. A partir daí, os pesquisadores começaram a buscar uma alternativa para reaproveitar esse resíduo e conseguiram desenvolver um refrigerante de baixo custo e com um processo fácil de implementar por parte de pequenas indústrias.

1103, 2019

Embrapa: suplemento alimentar reduz perdas de caprinos e ovinos (peso, carne e leite) no Semiárido brasileiro

A irregularidade na distribuição de chuvas no Semiárido brasileiro, além de limitar a água para consumo de animais, traz outro fator que pode provocar impacto negativo em rebanhos para produção. A pastagem nos períodos secos apresenta deficiências como a redução dos teores de proteínas e aumento no conteúdo de fibra de baixa qualidade na alimentação animal. Em virtude disso, há mais demora na digestão e redução do consumo de outros alimentos, resultando em perda de peso e de produtividade nos rebanhos.

Para enfrentar esse problema, a Embrapa desenvolveu uma mistura de alimentos que, uma vez usada pelos criadores, reduz os prejuízos deles com perda de peso e queda na produção de carne e leite.

Composta por ingredientes que garantem fontes de energia e proteína, além do sal comum e suplementos minerais balanceados, a mistura múltipla tem o objetivo de corrigir deficiências da forragem (alimento) disponível no período seco, permitindo que os animais possam ingerir maior quantidade de pastagem seca diariamente. Com seu uso adequado, a perspectiva é de que a produtividade de animais de corte ou leiteiros seja mais regular durante o ano.

703, 2019

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) cria vacina contra vaccínia bovina que ataca gado leiteiro

O novo medicamento demonstrou 100% de eficácia nos testes com bovinos e já foi patenteado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A vacina, de acordo com pesquisadores da UFMG, “permitirá o controle/erradicação” da doença, que se caracteriza como uma zoonose, pois afeta animais e ordenhadores (tiradores de leite de vacas).

A vaccínia bovina é de grande incidência no Brasil, principalmente em Minas Gerais, principal produtor de leite do país. Entre as características mais comuns da doença estão lesões ulcerativas que, nos bovinos, ocorrem, na maioria dos casos, nas tetas das vacas e úbere, e no focinho, boca e gengiva dos bezerros. Em humanos, as lesões ocorrem, principalmente, na mão, podendo passar para o antebraço e o rosto.

Os impactos socioeconômicos causados pela doença são consideráveis e estão associados à queda de produção do leite pelo gado infectado – chega a 80% – e pelo afastamento do ordenhador do trabalho por mais de uma semana. As pequenas propriedades são as mais atingidas pela doença, sobretudo as que praticam a ordenha com mão-de-obra familiar.

103, 2019

Embrapa e Universidade de Santa Maria (UFSM-RS) criam vacina contra pitiose equina

O principal objetivo do desenvolvimento da vacina foi o de gerar uma estratégia alternativa para o controle da doença, eliminando as graves sequelas do tratamento cirúrgico e agregando valor ao animal afetado.

A pitiose, doença causada por um fungo, provoca um quadro infeccioso na pele e na região subcutânea dos equinos. A doença se desenvolve em locais alagadiços, especialmente nas regiões de clima tropical ou subtropical. O Pantanal brasileiro é considerado o local de maior ocorrência de pitiose do mundo, mas a doença já foi verificada em todas as regiões do país.

Os relatos sobre “feridas incuráveis” que afetavam frequentemente os cavalos no Pantanal são antigos; inicialmente eram tratados como uma enfermidade parasitária denominada habronemose cutânea.

As pesquisas realizadas pela Embrapa e a UFSM revelaram que essas feridas eram, na realidade, resultantes da infecção por um “fungo” identificado como Pythium insidiosum e se tratava de pitiose. A criação de uma alternativa terapêutica para o tratamento da pitiose equina foi fundamental para erradicação dessa enfermidade.

O cavalo tem grande importância econômica e social no Pantanal, sendo imprescindível na lida diária com o gado e no transporte das boiadas, além de ser um importante meio de locomoção da população regional.

2702, 2019

Agroceres Multimix cria produto que faz matriz de suíno produzir mais leite para os leitões

O novo produto (Flavolac), já lançado no mercado, foi desenvolvido pelo setor de pesquisas da Agroceres Multimix, empresa que atua no Brasil há 40 anos no setor de nutrição animal.

“O Flavolac veio para resolver alguns problemas gerados às matrizes durante a lactação, além de aumentar o peso dos leitões na saída da maternidade”, diz o gerente nacional de suínos da empresa, Edmo Carvalho e acrescenta:

“Com o Flavolac, a matriz sofre menos desgaste e se recupera mais rápido para voltar ao ciclo reprodutivo o quanto antes. Além disso, a leitegada também é beneficiada, pois a matriz, ao produzir mais leite, contribui com um ganho de cerca de meio quilo a mais para cada leitão”.

As pesquisas foram coordenadas pela equipe técnica da Agroceres Multimix, em centros de pesquisa e granjas comerciais, contando com a avaliação de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“Nossa proposta vem ao encontro à suinocultura moderna que, através dos aprimoramentos genéticos, exige cada vez mais desempenho dos animais”, explica Carvalho.

1202, 2019

Pesquisa da Embrapa comprova extensa diversidade genética do cavalo Pantaneiro

Uma análise de pedigree realizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Brasileira (Embrapa) em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro (ABCCP) revelou que a raça possui uma grande diversidade genética quando comparada com  outras raças do país.

De acordo com o pesquisador Samuel Paiva, do núcleo Recursos Genéticos e Biotecnologia da Embrapa, a equipe avaliou por três anos os dados de pai, mãe e prole de cavalos registrados na Associação desde sua criação até 2009 para chegar a essa conclusão.

Com a análise de pedigree feita em mais de 11 mil animais, Paiva garante que o cavalo Pantaneiro possui baixos graus de consanguinidade, de forma geral. Segundo ele, os estudos identificaram 11 “famílias” dentro da ampla variabilidade genética verificada na raça.

802, 2019

Engenharia agrícola: Embrapa desenvolve abrigo móvel para bezerros em fase de aleitamento

O abrigo, que recebeu o nome de casinha tropical, foi desenvolvido por pesquisadores do núcleo Pecuária Sudeste da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Destinada a criatórios de gado leiteiro, a instalação atende às condições básicas para o alojamento eficiente de bezerros em fase de aleitamento, levando em consideração as características do clima tropical do nosso país.

A casinha possui estrutura em madeira, com suporte para balde de água, comedouro e fenil (recipiente para feno) e não dispõe de paredes laterais, favorecendo a ventilação e o controle da umidade. Além disso, ela é leve e deve ser mudada frequentemente de local, impedindo a concentração de fezes e urina, sem a necessidade de uso de cama ou estrado.

502, 2019

Novidade: criado na UFLA iogurte adoçado com produto extraído de uma planta conhecida como estévia

O iogurte resulta de pesquisa realizada por Michele Ribeiro, estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais.

“Visando atender à demanda de consumidores por produtos naturais, desenvolvemos uma formulação de estévia para substituir a sacarose (açúcar comum) e a sucralose (adoçante artificial), mantendo adequadamente o sabor do iogurte”, explica Michele.

O novo iogurte se caracteriza pela doçura, acidez, cremosidade e sabor próprio do iogurte semelhante aos convencionais que possuem açúcar na receita; e,  ainda, semelhante à sucralose, adoçante artificial muito usado pelas indústrias de alimentos.

Segundo a coordenadora do estudo e professora de análise sensorial do Departamento de Ciência dos Alimentos da UFLA, Ana Carla Marques Pinheiro,  o trabalho apresenta novas possibilidades para a indústria de alimentos. “É possível”, diz,  “desenvolver novos estudos semelhantes para obter formulações de estévia para qualquer tipo de alimento, como  sucos e recheios de biscoito”.

A estévia (cujo nome científico é stevia rebaudiana) é originária da América do Sul, na serra de Amambai (Mato Grosso do Sul), região limítrofe entre o Brasil e o Paraguai.

2901, 2019

Caprino: bactérias causadoras da mastite (inflamação nas tetas da fêmea) resistem à ação dos antibióticos mais usados contra a doença

A constatação é de um estudo do núcleo  Caprinos e Ovinos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, no qual testes com bactérias isolados mostraram, em alguns casos, resistência de até 100% para alguns medicamentos, o que pode ser causado pela aplicação indiscriminada dos antibióticos.

“Essa resistência pode estar associada à administração indiscriminada de antibióticos, sem a prescrição de um médico veterinário, proporcionando com isso a resistência a drogas antibacterianas”, alerta a médica-veterinária Viviane de Souza, pesquisadora da Embrapa e integrante da equipe que conduziu os testes com o rebanho.

Ela acredita que o êxito na terapia das mastites vem sendo prejudicado pelo crescente número de cepas (linhagens) resistentes de bactérias. No estudo, foram isoladas cepas da bactéria Staphylococcus aureus, uma das principais causadoras da mastite, obtidas a partir de 160 amostras de leite de cabras com mastite subclínica, que é a manifestação da doença com alterações na composição do leite.

2301, 2019

UFLA: nova técnica torna mais eficiente a inseminação artificial de bovinos e aumenta a taxa de prenhez da vaca

A inseminação artificial é uma biotecnologia importante para melhorar o desempenho da pecuária. No Brasil, mais de oito milhões de vacas são inseminadas ao ano, ou seja, ficam prenhas a partir da introdução de sêmen congelado de touro na vagina da fêmea.

Visando aumentar a eficiência reprodutiva dos rebanhos bovinos, pesquisadores do Departamento de Medicina Veterinária (DMV) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais, conseguiram, em estudo realizado no DMV, encurtar para 22 dias o intervalo da inseminação artificial em tempo fixo (IATF), o que permite aumentar a taxa de prenhez da vaca. Até então, o prazo do intervalo era de 40 dias.  .

A IATF é o método mais utilizado para facilitar o manejo do gado nas últimas décadas, porque elimina a necessidade de monitorar o cio da vaca. O método usa hormônios que induzem a ovulação da vaca e permitem a inseminação em dia programado. Ele permite inseminar um grande número de fêmeas em um mesmo dia, sem a observação de cio.

O estudo, coordenado pelo professor do DVM José Nélio de Souza Sales, conquistou recentemente o prêmio de melhor trabalho na área aplicada durante a XXXII Reunião da Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões, principal congresso internacional de reprodução animal realizado no Brasil.

701, 2019

APTA cria máquina manual que facilita limpeza de lambari e permite ao produtor vender o peixe com mais rapidez

A limpeza manual de um lambari é bem difícil e demorada, mas agora ela ficou mais fácil graças a uma máquina manual desenvolvida na Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo.

Criada pelo pesquisador Fábio Sussel da APTA, a máquina foi projetada para limpar 18 quilos de lambari em menos de 10 minutos, possibilitando que o produtor aumente as vendas da espécie e, consequentemente, o seu lucro. “Manualmente, uma pessoa limpa no máximo 20 quilos de peixe por dia, uma diferença gigantesca diante da capacidade da máquina” diz Sussel, garantindo que o equipamento pode limpar 250 quilos de lambari por dia.

“O equipamento vem pra se tornar uma nova opção para os produtores, principalmente da agricultura familiar, já que o lambari é uma espécie de pequeno porte que precisa de pequenas áreas de produção, diferentes das espécies tradicionais de grande porte”, diz o pesquisador.

701, 2019

Novidade: entreposto móvel processa pescado próximo ao produtor

Desenvolvido pelo núcleo Pesca e Aquicultura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Engmaq, de Santa Catarina, o entreposto consiste em um contêiner refrigerado de 12 metros de comprimento transportado por uma carreta que realiza o processamento de peixes ao lado das criações (pisciculturas).

O objetivo do entreposto (denominado EMP) é levar aos pequenos piscicultores um serviço de processamento seguro, de acordo com a legislação sanitária e que agregue valor ao produto.

“O EMP atende a uma demanda por frigoríficos com menor custo de implantação”, diz a pesquisadora da Embrapa Patrícia Costa Mochiaro Soares Chicrala, coordenadora do projeto que desenvolveu o EMP.

Segundo ela, “um entreposto tradicional, com capacidade para processar cinco toneladas de tilápias por dia, custa em média R$ 5 milhões para ser implantado, enquanto o EMP, mais simples e compacto, custa um décimo desse valor”.

O equipamento foi projetado com estrutura modular, permitindo que etapas de processamento possam ser adicionadas de acordo com a necessidade de cada produtor e demandas do mercado.

Foto: Jacir Albino

701, 2019

Unicamp: bactérias aumentam a segurança no consumo de queijos artesanais

Uma pesquisa de pós-doutorado feita pela pesquisadora Fernanda Bovo Campagnollo na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade estadual de Campinas (UNICAMP), em Campinas (SP), sob orientação do professor Anderson de Souza Sant’Ana, resultou em uma solução que pode auxiliar os produtores de queijos artesanais a garantir a segurança dos produtos e atender a uma regulamentação federal sobre a maturação de queijos curados.

A pesquisadora conseguiu selecionar cepas ou linhagens (microorganismos) oriundos de bactérias lácticas capazes de inibir o crescimento da bactéria Listeria monocytogenes no queijo minas frescal, além de inativar a bactéria e diminuir o tempo de maturação do queijo curado.

“O uso dessas bactérias lácticas pode contribuir para que os produtores de queijos artesanais comercializem seus produtos com maior segurança e, no caso do queijo curado, com menor tempo de maturação”, diz a pesquisadora.

Foto: Antônio Scarpinetti

701, 2019

Pesquisa da Embrapa mostra que a principal preocupação do pecuarista brasileiro é a gestão de custos

Essa informação foi levantada na maior pesquisa já realizada no país envolvendo a pecuária bovina, a qual reuniu 1.630 entrevistados de 542 municípios diferentes de todos os estados do Brasil.

O trabalho foi realizado por meio de parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal do Pampa, localizada no Rio Grande do Sul; e o Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

No ranking geral do levantamento, realizado entre os meses de abril e maio de 2018, o item custos de produção foi apontado como extremamente prioritário por 57,6% dos participantes, o que revela reocupação com a gestão e organização da propriedade.

“Com esse resultado, o pecuarista demonstra que quer compreender melhor como funciona o seu negócio, o registro de receitas e despesas da propriedade, assim como os indicadores de eficiência econômica, de forma que o ajude a organizar melhor e gerir o estabelecimento rural, obtendo, assim, mais lucratividade de sua atividade”, explica a pesquisadora da Embrapa, Vinícius Lampert.

O questionário englobou 39 perguntas em cinco diferentes áreas do conhecimento: saúde e bem-estar animal; nutrição animal, melhoramento animal; ciência e tecnologia da carne, e gestão e sistemas de produção.

Foto: Stock

701, 2019

Ourofino Saúde Animal desenvolve e lança medicamento inovador para equinos

Trata-se do medicamento Pareun que, segundo a empresa, possui, como princípio ativo, a única amicacina (antimicrobiano completo para equinos) para uso veterinário no Brasil. O produto tem rápida absorção via intramuscular e baixa resistência bacteriana, atendendo às necessidades de cavalos jovens e adultos.

“Pareun é uma solução inovadora, indicada para o tratamento de doenças infecciosas bacterianas em equinos”, diz Thales Vechiato, gerente de produtos da Ourofino Saúde Animal, explicando que o medicamento é eficaz no tratamento das principais afecções: doenças respiratórias, musculoesqueléticas, geniturinárias e gastrointestinais, além de tratar enfermidades de pele”.

O produto, segundo ele, apresenta outra vantagem: pode auxiliar os criadores tanto pela sua formulação quanto pela praticidade, já que, após aberto, ele tem duração de seis meses, sem refrigeração.

Foto: Ouro Fino Saúde Animal

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