Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia2020-05-27T13:29:02-03:00
2607, 2021

Epamig testa com sucesso cocho que melhora alimentação de bezerro

Diante da alta do preço do boi gordo, é cada vez maior a procura por bezerros de qualidade para reposição do gado. Com o objetivo de melhorar o desempenho de animais jovens, alguns produtores estão adotando o “creep-feeding”, técnica de suplementação alimentar concentrada em locais de acesso restrito aos bezerros.

De acordo com o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Sidnei Lopes, ao corrigir e enriquecer a dieta de bezerros, o creep-feeding pode melhorar o desempenho de cada animal e conferir mais peso corporal ao desmame.

Além disso, a técnica auxilia no desenvolvimento do rúmen, diminui o estresse, reduz a mortalidade dos bezerros e aumenta o giro de capital do produtor.
Segundo Sidnei Lopes, a quantidade de suplemento que o produtor deve utilizar após a fase da desmama depende de uma série de fatores, entre eles, o ciclo de produção, a qualidade e a disponibilidade de pasto.

“Geralmente, e de acordo com a meta estabelecida pelo produtor, quanto pior a quantidade e a qualidade do pasto, maior será a demanda por suplementos concentrados”, diz o pesquisador

Foto: Epamig

2007, 2021

Apicultura: fazenda inaugura primeiro hotel para abelhas em São Paulo

Com o objetivo de proteger e preservar a saúde das abelhas e proporcionar abrigo a insetos polinizadores solitários, a Fazenda Água Milagrosa, propriedade do grupo Junqueira Rodas, localizada em Tabapuã, em São Paulo, inaugurou em parceria com a Bayer, o primeiro hotel de abelhas da região.

O hotel de abelhas consiste em uma estrutura de madeira em forma de favo de mel, em que são inseridos troncos de árvores com diferentes perfurações, que funcionam, por sua vez, como “casinhas” para os insetos. A iniciativa surge como alternativa de abrigo, evitando a mortalidade das abelhas, assegurando a manutenção e biodiversidade desses insetos.

A estrutura é disponibilizada a propriedades rurais como parte das ações de um programa da Bayer que tem como objetivo promover o engajamento público para proteção às abelhas e apoio à pesquisa e geração de conhecimento destinado à saúde.

De acordo com a diretoria do grupo, “aqui na Água Milagrosa e nas outras propriedades do grupo, temos muitas abelhas, visto que são polinizadores essenciais dos pomares de laranja. Na empresa, temos como missão sempre preservar o meio ambiente e as espécies; por isso, todo nosso manejo é sustentável, de forma a manter a cadeia ecológica em equilíbrio.

O hotel foi projetado para abrigar abelhas solitárias, que não têm costume de viver em colmeias. São insetos que têm por hábito viver em cavidades no solo ou troncos de árvores.

A maioria das espécies de abelhas tem hábito solitário, pois procura ou escava pequenos espaços em estruturas naturais para fazer os ninhos. Os hotéis de abelhas são espaços ideais para que esses insetos polinizadores possam fazer sua “morada”.

1907, 2021

Novo kit desenvolvido pela Embrapa acelera o diagnóstico da tuberculose bovina

Um novo kit de diagnóstico desenvolvido pelo núcleo Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) obteve alto índice de acerto na detecção da tuberculose bovina, doença responsável por perdas anuais de cerca de US$ 3 bilhões na pecuária de corte mundial.

A inovação está em associar o método Elisa (sigla inglesa para ensaio de imunoadsorção enzimática) ao teste intradérmico, atualmente o único oficial para a tuberculose bovina no Brasil.

O novo kit apresenta como vantagens a praticidade, rapidez e possibilidade de testar várias amostras em curto espaço de tempo, além de automação na obtenção dos resultados, baixo custo e fácil padronização para uso em diferentes laboratórios.

Foto: Eliana Cezar

1207, 2021

IB disponibiliza ao setor agropecuário frascos de produto para diagnosticar brucelose com menos doses

O Instituto Biológico, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, passou a disponibilizar para o setor agropecuário fracos de imunobiológicos usados para diagnóstico de brucelose com menos doses. Com isso, o IB atende à demanda antiga do setor, principalmente, das propriedades com número reduzido de animais de produção, que terão queda no desperdício de doses.
O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) também é beneficiado, já que doses antes desperdiçadas passam a ser utilizada para o diagnóstico da doença em outros animais.

Segundo o médico-veterinário do IB, Ricardo Spacagna Jordão, o Instituto já começou a disponibilizar em maio as duas opções de frascos para o setor, uma com menos dose e outra com o número tradicional. Nesse contexto, veterinários encontraram no mercado AAT, antígeno para diagnóstico da brucelose, com 160 e 64 doses. Também estão sendo produzidas e, em breve, estarão no mercado: o antígeno Prova Lenta de 60 e 24 doses, além das Tuberculinas Bovina e Aviária de 50 e 20 doses.

De acordo com Jordão, “essa ação é muito importante, pois tínhamos muito desperdício de doses em propriedades com número reduzido de animais. Quando o produtor precisava levar parte de seu rebanho para leilão ou exposição, por exemplo, também perdia muitas doses. Quando um frasco é aberto, o prazo de validade se reduz rapidamente. O ideal é sempre utilizar frascos recentemente abertos, para evitar diagnósticos falso positivos ou falso negativos”.
O IB é a única instituição brasileira autorizada a produzir este insumo no Brasil.

Fonte: IB

507, 2021

Produção de frango caipira se destaca em programa agroindustrial do governo de Minas Gerais

O governo de Minas Gerais, implantou, através da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o Programa de Certificação de Produtos Agropecuários e Agroindustriais (denominado Certifica Minas) com a finalidade de assegurar a qualidade dos produtos agropecuários e agroindustriais produzidos no estado. A certificação ocorre por meio da concessão de Certificado e do Selo de Conformidade Certifica Minas.

Um dos setores beneficiados pelo programa é o de produção de frango caipira, “atividade implantada em 310 municípios que produzem esse tipo de frango com algum propósito de comercialização”, afirma o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Carlos Eduardo Bovo.

Carlos Eduardo diz acreditar no potencial de crescimento desse setor no estado e acrescenta: “A produção de frango caipira no estado teve mais uma empresa reconhecida pelo programa Certifica Minas. A Fredini Alimentos, proprietária de uma granja e um frigorífico em Maravilhas, na região central do estado, já pode comercializar seus produtos com o selo da Seapa”. 

Na prática, segundo o gerente de Certificação do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Rogério Fernandes, o selo confere ao consumidor a certeza de que os frangos foram, entre outras características, criados soltos, com alimentação vegetal e não forçada.

A empresa Fredini abate, aproximadamente, 8 mil aves certificadas a cada 70 dias, o equivalente a cerca de 45 mil por ano. Para manter o selo, que precisa ser renovado periodicamente, há uma série de protocolos a serem obedecidos. As aves devem ser criadas soltas em piquetes de pastejo, que são sempre cercados, bem ventilados e com sombreamento.

2106, 2021

Pastagem irrigada viabiliza projeto de criação de gado de leite de produtores de Mato Grosso do Sul

O projeto reúne 19 produtores de animais da raça Holandesa, os quais desenvolvem suas atividades em Ivinhema, município da região sul de Mato Grosso do Sul (MS). Elaborado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas/MS) e a prefeitura de Ivinhema, o projeto visa melhorar a produtividade dos animais, expandir a produção de leite e derivados e gerar animais para venda.

Além da pastagem irrigada, implantada por causa da estiagem prolongada que prejudica a pecuária leiteira de Ivinhema, o projeto oferece aos produtores três serviços, que funcionam em instalações móveis: (a) rufião (touro) móvel, um veículo equipado com ultrassonografia, que realiza o monitoramento reprodutivo e sanitário, identificando animais que oferecem lucros; (b) vaca móvel, que analisa a qualidade do leite e identifica formas de melhoria, quantidade de gordura, acidez é água; e (c) agromóvel, que verifica a nutrição e manejo de pastagem, identificando boas práticas e simulando a ingestão de alimentos do gado.

Foto: Prefeitura de Ivinhema/Sebrae-MS

1006, 2021

Pesquisa indica substituição do milho pela palma forrageira Orelha de Elefante na alimentação de suínos

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade estadual da Paraíba (UEPB) apresentou uma nova possibilidade para a criação de suínos em regiões do Semiárido. Aplicada, na cidade de Catolé do Rocha, a pesquisa teve como objetivo o desenvolvimento de uma nova técnica sobre o uso da palma forrageira na produção do farelo, para que ela possa substituir parcialmente o milho, barateando o processo de alimentação de suínos., sem prejuízos para esses animais.

Os resultados demonstraram que a substituição do milho pelo farelo de palma Orelha de Elefante até o nível estudado (30%) não afetou o consumo de ração (1,70 kg/dia), além de apresentar ganho de peso médio diário de 640 gramas por dia, ganho de peso total de 26,88 kg e a conversão alimentar (transformação da ração consumida em peso corporal) em 2,37 kg de ração por quilo de peso ganho.

Assim, a pesquisa apontou que, em regiões onde a palma forrageira é cultivada, a sua utilização na forma de farelo pode ser uma alternativa viável, podendo compor a dieta dos suínos em substituição parcial ao milho sem prejuízo para o desempenho desses animais.
Presença marcante no Semiárido brasileiro, a palma forrageira é rica em água e carboidratos (energia). Após desidratada e triturada para produção do farelo, ela pode substituir parcialmente o milho, reduzindo o custo de produção de suínos.

Além de ser uma opção para a agricultura de base familiar, o cultivo da palma forrageira é imprescindível para manutenção dos rebanhos, podendo também ser utilizada como alimento energético para os suínos.

Foto: Givaldo Cavalcanti

806, 2021

Caprinocultores conseguem manter produção mesmo com a CAE, doença que atinge os animais

Ao seguir boas práticas de manejo, o caprinocultor consegue manter a produção leiteira mesmo com animais portadores de artrite encefalite caprina (CAE), doença viral que acomete cabras e bodes. Para isso, são fundamentais medidas como o monitoramento constante do rebanho por meio de teste sorológico semestral para o diagnóstico da doença e a separação dos animais doentes. Essas são algumas conclusões de mais de 25 anos de pesquisa do núcleo Embrapa Caprinos e Ovinos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e que foram reunidas no documento “Orientações de controle da artrite encefalite caprina em rebanhos leiteiros: conviver mantendo a produção” destinado a criatórios de diferentes portes e níveis de infraestrutura e que auxilia o produtor com medidas preventivas e de controle da doença.

A doença é incurável e de alta prevalência em rebanhos leiteiros nacionais e ocasiona importantes perdas econômicas, causando diminuição da produção e da qualidade do leite. A novidade é que o conjunto de práticas recomendado pelos pesquisadores da Embrapa permite a convivência e a manutenção da produção leiteira em rebanhos nos quais há animais diagnosticados com a artrite encefalite caprina (CAE).

De acordo com o pesquisador Rizaldo Pinheiro, anteriormente, a maneira de controlar a enfermidade nos rebanhos era abater os animais cujos resultados dos testes fossem positivos. “Esse procedimento era baseado, principalmente, na literatura europeia vigente na época. Hoje, vale o que diz a Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) de setembro de 2013, que determina notificação mensal de qualquer caso confirmado da doença”, explica.

Foto: Adilson Nóbrega

106, 2021

Mortadela de frango com fibra de laranja pera apresenta menos gordura

Uso de fibras provenientes da laranja pera em mortadelas de frango possibilitou que o alimento obtivesse menor quantidade de gordura e redução de mais de 50% no teor calórico. Os resultados são positivos, pois foi possível manter as propriedades funcionais e sensoriais – como aroma, sabor e textura – da carne, além de trazer benefícios econômicos com a possível diminuição do preço.

A conclusão fez parte da tese de doutorado defendida pela nutricionista Rodicler Cerezoli Bortoluzzi na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo o professor Massami Shimokomaki, da FCF. que orientou a tese, “o estudo mostra uma alternativa promissora para a enorme quantidade de fibra da laranja, existente em larga escala no Brasil devido à produção do suco de laranja”.

Segundo Massami, “após obter a polpa em uma fábrica de suco de laranja e processá-la até que virasse pó, o produto foi inserido no processo de fabricação da mortadela de frango como substituto de grande parte da gordura antes utilizada”.

“Com a substituição de gordura pela fibra obtida da polpa de laranja verificamos que houve redução de até 70% de gordura e o teor calórico diminuiu 51%”, explica Massami e acrescenta:
“Os produtos à base de carne, não costumam apresentar fibras em sua composição. O uso dessa alternativa proposta pela pesquisa ajuda a aumentar significativamente a presença de fibras nesse produto cárneo e pode beneficiar a alimentação”.

3105, 2021

Seara Alimentos ingressa no segmento de peixes e frutos do mar

A Seara Alimentos, do grupo JBS, amplia sua oferta de proteína ao consumidor ao ingressar no segmento de peixes e frutos do mar. Já estão no mercado dez novas opções de produtos, que estarão disponíveis em todo o território nacional no decorrer de 2020.
A linha de produtos é composta por: filé de tilápia, salmão em pedaços e lombo de salmão. Também compõem a linha o kit paella, mexilhão, anéis de lula e quatro opções de camarão, sendo um deles empanado.

A linha conta com uma seleção de peixes e frutos do mar congelados um a um, o que possibilita ao consumidor usar apenas o que precisar e guardar o restante para outro momento, garantindo a qualidade e a preservação do sabor e as características nutricionais.
O diretor do negócio de Pescados da Seara Alimentos, Sandro Facchini, afirma que a escolha do ingresso da empresa neste setor se deu pelo crescente consumo desse tipo de proteína no Brasil, trazendo uma oportunidade de ampliar a linha de produtos da marca no setor de alimentos, um dos mais inovadores e completos do mercado.

Fonte: JBS

2405, 2021

Apicultor de Minas Gerais cria carrinho para transporte de melgueiras

A colheita do mel exige boas práticas para preservar a qualidade do produto e suas características originais, bem como uma coleta eficiente. O transporte das melgueiras do apiário até a casa do mel é uma dessas etapas. Para facilitar e garantir mais segurança no trajeto, o apicultor José Nilton dos Santos (foto) do município de São João da Ponte, em Minas Gerais, criou um carrinho artesanal feito com sobras de madeira e uma roda de motocicleta.

Atualmente, José Nilton conta com 11 colmeias povoadas e vai para a sua segunda colheita. Com orientação técnica, o apicultor dobrou a produção. No ano passado, colheu 100 quilos de mel, e agora, no início da colheita, já foram coletados 210 quilos. Foi quando ele resolveu criar um veículo próprio para transportar as melgueiras.

Antes ele fazia o transporte com o carrinho de mão e não dava para transportar mais de uma melgueira, correndo o risco de cair por não ser adequado para o transporte.

O carrinho é simples, mas, com ele, o apicultor consegue transportar até quatro melgueiras de uma vez, com segurança. “Esse carrinho é mais fundo e reto, não balança e suporta mais peso, até 45 quilos”, detalha o produtor. A inovação facilitou a lida no campo e diminuiu o tempo de carregamento e de transporte.

O trajeto é de, pelo menos, 500 metros de distância. As melgueiras são cobertas com bandejas galvanizadas para proteger os favos operculados, evitar a entrada de abelhas e de poeira e, com isso, garantir a qualidade do mel.

1905, 2021

Embrapa cria isca artificial que permite aumento de mais de 50% de produtividade na pesca artesanal

Uma opção de isca artificial que usa fitilhos prateados (tiras de matéria plástica muito resistentes), material barato e facilmente encontrado no comércio, mostrou ganho de até 55% na pesca artesanal quando comparada a outras situações de pesca. O resultado faz parte de um dos experimentos do projeto PescAraguaia do núcleo pesca e aquicultura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), conduzido em Caseara, município do estado de Tocantins.

Ao todo, o projeto envolveu 15 comunidades pesqueiras (entre colônias de pescadores e aldeias indígenas) de municípios da bacia do Araguaia no Tocantins.

O experimento abrangeu cinco expedições pesqueiras em oito locais de pesca do rio. No total, foram 53 lances de redes de emalhe, também chamadas malhadeiras e que são a principal modalidade usada pelos pescadores artesanais da bacia Araguaia-Tocantins.

As redes foram divididas em três partes iguais, duas com iscas artificiais e uma sem isca, considerada o controle ou referência no experimento. Além dos fitilhos prateados, foram usados lightsticks ou bastões de luz. Ambos facilmente encontrados no mercado.

O coordenador do projeto PescAraguaia, Adriano Prysthon, comemora o resultado do projeto. “Tivemos sucesso em aumentar a produtividade com baixo investimento e fácil acesso aos pescadores”.

Ele destaca ainda que essa tecnologia, gerada em parceria com a Universidade Estadual de Santa Catarina, pode ser estendida para qualquer ecossistema aquático onde haja pesca artesanal, seja em ambiente continental ou marinho.

Foto: Adriano Prysthon

1105, 2021

UFLA cria método preciso, prático e rápido na elaboração de rações para frangos de corte

A indústria brasileira ligada à produção de frangos de corte ocupa uma posição de destaque no cenário econômico nacional e internacional, com  previsões de bater recorde em 2021. Para que o produto chegue com qualidade ao consumidor, os cuidados se iniciam na alimentação das aves.

Produtores buscam elaborar rações balanceadas e com teor nutricional necessário para  o desenvolvimento adequado das aves, minimizando custos e impactos ambientais.

Com o objetivo de contribuir para esse mercado, pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais,  criaram uma metodologia que calcula a quantidade necessária de alimento a ser consumida pelo frango, oferecendo assim uma ração balanceada.

A linha de pesquisa, com professores do Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas  e da Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária, é inovadora por oferecer um método preciso, prático e rápido.

As equações propostas no estudo apresentaram resultados precisos, uma vez que foram avaliadas por meio de testes em laboratório para validação dos resultados.

A pesquisadora Tatiane Carvalho Alvarenga, doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Estatística e Experimentação Agropecuária, ressalta que “a pesquisa contribui tanto em termos metodológicos quanto em termos práticos para a obtenção de produtos tecnológicos inovadores”.

O professor Renato Ribeiro de Lima explica que a equipe de pesquisadores da área de Estatística e Zootecnia trabalha na obtenção de equações de predição da energia de alimentos para frangos de corte há algum tempo e foram imprescindíveis para os resultados do estudo.

“Essas equações são de extrema importância na formulação de rações balanceadas, pois garantem que a energia disponível nos alimentos seja determinada de maneira precisa. Assim, o uso desses alimentos é otimizado, garantindo uma maior eficiência na produção de frangos de corte e diminuindo impactos ambientais”, explica.

605, 2021

Aplicativo auxilia produtor de leite no controle da mastite, principal doença que ataca as vacas

Com linguagem simples e acessível a todos produtores, o Mast Check, desenvolvido pela MSD Saúde Animal, é capaz de registrar cada vaca doente e qual o produto usar, independentemente da marca.

A mastite é considerada a doença que mais causa prejuízos para a produção leiteira mundial. No Brasil, de acordo com a Embrapa a enfermidade acomete cerca de 20% a 38% de todo rebanho nacional, refletindo diretamente na produtividade. Estima-se que a redução da produção de leite responda por 70% de todos os custos da mastite, que vão desde os custos com medicamentos, descarte de leite e de animais, efeitos negativos sobre a reprodução e na qualidade do leite.

Visando contribuir para a solução deste problema, a MSD Saúde Animal criou e lançou o Mast Check, um aplicativo de celular destinado à gestão da mastite. “Com esse dispositivo, de fácil manuseio, é possível registrar a vaca doente, identificar a parte da glândula mamária afetada, o medicamento aplicado e programar as próximas aplicações e o descarte de leite”, diz Gustavo Ferro, gerente de Precisão, da MSD Saúde Animal.

2904, 2021

EPAMIG desenvolve projeto para impulsionar silagem de trigo em Minas Gerais

O uso de silagem de trigo para alimentação de bovinos cresce cada vez mais no Brasil, sobretudo em estados da região Sudeste do país. O produto (preparado e conservado em silo) pode ser oferecido tanto para gado de leite como para gado de corte. Em Minas Gerais, porém, a silagem de trigo ainda não é um recurso utilizado em larga escala no estado.

Por isso, a Empresa de Pesquisa Agropecuária do estado (EPAMIG) desenvolve um projeto para impulsionar essa alternativa de alimentação animal.

O pesquisador da empresa, Maurício Coelho, explica que boa parte das cultivares de trigo disponíveis e adaptadas para as condições de clima e solo de Minas Gerais não são aptas para a silagem de trigo.

“As espigas possuem uma estrutura que a gente chama de arista que dificulta a digestão da silagem e, às vezes, acaba até ferindo o rúmen dos animais, explica Maurício.

Para resolver o problema, a EPAMIG realizou pesquisas com a cultivar de trigo MGS Brilhante, que está plenamente adaptada às condições de solo Minas Gerais e já é utilizada por produtores para produção de grãos.

No chamado período de sequeiro, com incidência regular de chuvas, a MGS Brilhante produz entre 25 e 35 toneladas de silagem por hectare. Já sob irrigação, a cultivar produz mais de 50 toneladas de silagem por hectare.

Maurício afirma que a silagem de trigo MGS Brilhante oferece algumas vantagens para os pecuaristas mineiros. De acordo com o pesquisador, a tecnologia é uma alternativa de produção de forragem na entressafra, com alto valor proteico e energético.

2004, 2021

Engenharia agrícola: geração de energia solar reduz conta de luz no campo

O sistema de geração de energia elétrica solar tem se tornado uma alternativa para o produtor reduzir a tarifa da conta de luz na propriedade rural. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil possui mais de 12 mil propriedades que geram a própria energia com usinas fotovoltaicas.

O Sítio Primavera, no município de Ervália, em Minas Gerais, é um exemplo. Desde 2018, a fazenda produz energia solar para manter as atividades de avicultura e cafeicultura.
“Além de reduzir o custo de energia, que é um dos gargalos da avicultura, o sistema fotovoltaico contribui para reduzir a dependência do represamento de águas”, afirma o produtor e proprietário do Sítio Primavera, Félix Santos (na foto mostrando um medidor).

O investimento todo ficou próximo de R$ 140 mil, entre equipamentos, inversores, mesas e instalações. As placas ocupam uma área de 200 metros quadrados e geram 4 mil quilowatts por mês, o suficiente para abastecer o aviário, a estrutura de pós-colheita do café e duas casas de funcionários.

No sistema fotovoltaico, a irradiação solar é transformada diretamente em energia elétrica. As placas desse sistema contêm células solares produzidas com material semicondutor. Quando os raios de sol atingem uma célula é gerada a energia.

Fonte: (CNA) Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil

804, 2021

Búfalas: pesquisa da USP mostra como melhorar o desempenho e aumentar a produção de leite

Uma técnica desenvolvida no núcleo de Pirassununga da Universidade de São Paulo (USP) mostra que é possível diminuir o intervalo entre gerações de búfalos de cinco anos para apenas um e elevar a qualidade genética do rebanho, com impacto positivo na produtividade de leite e de carne.

A experiência já tinha sido feita com as raças bovinas Nelore e Holandesa. Agora foi repetida com búfalas. Com um aparelho chamado laparoscópio, os pesquisadores retiram os ócitos de novilhas com apenas dois meses de idade, bem antes da fase normal de reprodução, e enviam o material para um laboratório parceiro responsável pela fecundação. Em seguida, o embrião é implantado em uma vaca adulta, como uma “barriga de aluguel”.

“Nós antecipamos a vida reprodutiva do animal; então uma bezerra com três meses conseguiu produzir os ócitos que foram fertilizados, se transformaram em embriões e foram transferidos sete dias depois”, explica o professor Flávio Meirelles, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA).

Segundo o pesquisador, “aos 13 meses, essa bezerra já é mãe, pois tem uma filha nascida”. E acrescenta:

“Ela pode ter uma nova geração em um ano e  pode estar produzindo em torno de três a quatro anos na sequência. Isso quer dizer o quê? Que você encurta o intervalo de geração e aumenta o ganho genético de uma maneira muito importante, pois você ganha quase três anos por geração”.

Fonte: USP

 

504, 2021

Avicultura: Katayama Alimentos lança linha de ovos orgânicos

Baseada em estudos do seu setor de pesquisas, A Katayama Alimentos resolveu ampliar sua linha de produtos com o lançamento de ovos orgânicos caipiras.  Segundo a empresa, o grande diferencial desse tipo dos ovos  está na alimentação das aves.

No sistema de produção da Katayma, as aves vivem em ambiente com livre acesso às áreas externas, podendo ciscar à vontade e expressar todos os seus comportamentos naturais; recebem apenas alimentação vegetal com ingredientes orgânicos e naturais, a fim de propiciar uma dieta saudável e equilibrada; e são tratadas com homeopatia, visando fortalecer a saúde dos animais e evitar a transmissão de resíduos químicos para os ovos.

As aves ainda são mantidas em galpões cobertos e climatizados para se recolherem à noite e quando quiserem durante o dia. Além disso, têm acesso livre à alimentação e água fresca, e liberdade para botar seus ovos em ninhos.

“Iniciarmos nosso projeto com uma oferta pequena e gradativamente vamos  ganhar espaço nas gôndolas dos clientes atuais e futuros”, diz Gilson Tadashi Katayama, diretor comercial do grupo Katayama. “Para a primeira fase do projeto, projetamos uma produção de cerca de 30 milhões de ovos orgânicos caipiras por ano”, destaca Gilson.

Os ovos orgânicos da empresa possuem o Selo Oficial Orgânico Brasil, atestado pelo IBD – Associação de Certificação Instituto Biodinâmico, e o Selo Certified Humane Brasil – Bem-Estar Animal, que garante que o alimento é oriundo de produtores que atendem exigências rigorosas de bem-estar animal.

 

Fonte: Katayama Alimentos

2603, 2021

Embrapa cria e usa com sucesso técnica rara de coleta de embriões de ovinos

A primeira coleta não cirúrgica de embriões da raça de ovinos Morada Nova realizada com sucesso ocorreu no núcleo Pecuária Sudeste da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O procedimento foi realizado em 36 doadoras.

De acordo com o pesquisador Jeferson Fonseca do núcleo Caprinos e Ovinos da Embrapa, em Sobral (CE), a técnica mundialmente utilizada para a coleta de embriões em ovinos é a cirúrgica. No entanto, com seu uso, há muitos riscos para o animal, como a ocorrência de sequelas.

A proposta da coleta embrionária não-cirúrgica transcervical em ovelhas é abolir a cirurgia. “A expectativa é ter suporte de conhecimento a respeito da eficiência e viabilidade da técnica de coleta embrionária não-cirúrgica transcervical em ovelhas de várias raças de interesse nacional. Os resultados podem consolidar o Brasil como referência mundial sobre produção in vivo de embriões ovinos recuperados por via não cirúrgica”, explica Fonseca.

“A técnica de coleta de embriões possibilita que uma doadora (melhor geneticamente) produza muito mais crias durante sua vida produtiva. Por exemplo, uma doadora pode, em média, gerar de cinco a seis embriões por coleta, que pode ser repetida mensalmente, no caso da via não cirúrgica. Ou seja, ela pode ser responsável por gerar cerca de 20 crias em um ano”, destaca o pesquisador do núcleo Caprinos e Ovinos da Embrapa.

Foto: Gisele Rosso 

2403, 2021

Nasce filha do primeiro clone de Gir Leiteiro da Embrapa Cerrados

A bezerra Florida do Cerrados, que nasceu no Centro de Tecnologias em Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL) do núcleo Embrapa Cerrados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), não é um animal qualquer. Ela é filha da vaca Acácia do Cerrados, primeiro e único clone de Gir Leiteiro do programa de seleção da raça no CTZL, obtido pela técnica de transferência nuclear há três anos.

Com o uso da técnica, o animal  clonado foi obtido a partir de material genético da doadora (Acácia), o qual foi gestado por uma vaca receptora (barriga de aluguel).

Acácia foi inseminada artificialmente com sêmen convencional (não sexado) do touro Gir Leiteiro PH Uísque, um  animal premiado  do rebanho de Paulo Horta, criador no Distrito Federal. O touro já é falecido, mas o sêmen está disponível em uma central de inseminação.

“Tivemos sorte de ter nascido uma fêmea, já que as chances são de 50% para cada sexo quando se usa sêmen convencional”, afirmam os  pesquisadores do núcleo, que também chamam a atenção para a precocidade da mãe-clone: “A Acácia emprenhou com dois anos e três meses de idade. O normal para a raça Gir Leiteiro é que isso ocorra acima dos três anos explicam”.

Foto: Breno Lobato

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