Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia2017-09-21T08:51:09-02:00
801, 2020

Unesp desenvolve equipamento para obter altura ideal da pastagem para o gado

Essa prática agora se tornou possível graças a um equipamento criado pela UNESP (Universidade Estadual Paulista) que  automatiza a medição da altura da pastagem. A medição é feita por meio de ultrassom, dispensando assim técnicas manuais que fazem uso de régua ou trena.

Desenvolvido pelo zootecnista Leandro Coelho de Araújo, professor no Departamento de Biologia e Zootecnia, e pelo engenheiro mecânico Douglas Domingues Bueno, professor no Departamento de Matemática do núcleo Ilha Solteira da UNESP“, o equipamento é capaz de realizar dezenas de registros por minuto, cobrindo uma área muito maior e com muito mais precisão que a medição manual, permitindo uma maior eficiência de pastejo”,  explica Araújo.

“Essa busca pelo ótimo, acrescenta, é o que se chama hoje em dia de Zootecnia de Precisão: cada dia que você perde com os animais abaixo da sua eficiência de pastejo resulta em menor produtividade para o produtor”,

O equipamento apresenta outra vantagem: é de pequeno porte e, por isso, pode ser acoplado a um drone, permitindo o registro e o cálculo da altura do capim de grandes áreas destinadas à pecuária.

Fonte: Unesp

801, 2020

Embrapa: aquicultura brasileira contará com sistema de inteligência territorial estratégica

Esse projeto envolvendo a aquicultura – uma das atividades do agronegócio que mais cresce no país – é uma iniciativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O projeto – já em execução – consiste no mapeando, por imagens de satélite,  dos viveiros de criação de peixes e outros animais aquáticos em todo o Brasil.

As informações ficarão disponíveis em uma plataforma online, que abrigará vasta quantidade de dados georreferenciados sobre a atividade aquícola, e comporão um sistema de inteligência territorial estratégica (site) da aquicultura brasileira.

O objetivo, de acordo com a empresa, é utilizar os dados organizados nacionalmente para impulsionar ainda mais os números da produção aquícola do país, que se encontra em franco crescimento.

A plataforma em construção apresentará para a aquicultura os cinco quadros definidos na metodologia da Embrapa para sistemas de inteligência territorial estratégica: natural, agrário, agrícola, infraestrutura e socioeconômico).

“Temos um conjunto significativo de dados secundários relacionados à produção agrícola, questões socioeconômicas e emprego para analisar a aquicultura nesses cinco quadros, integrando-os de forma coerente”, informa o analista  Marcelo Fonseca, da Embrapa (núcleo Territorial).

Foto: Divulgação Embrapa

801, 2020

Virbac lança novo produto para combater parasitos que atacam bovinos

A Virbac Brasil, empresa veterinária que atua na fabricação de produtos para animais, resolveu investir no segmento de parasitos externos que atacam bovinos e lança no mercado um novo produto.

Batizado de effipro bovis, o medicamento é um inseticida e carrapaticida indicado para o tratamento e controle de parasitoses em bovinos, causadas por carrapatos, bernes e moscas dos Chifres.

A grande vantagem do produto, segundo a empresa, é que ele garante um efeito mais rápido e duradouro no controle e tratamento dos parasitos.

“Com o effipro bovis, a Virbac entra no segmento de parasitos externos”, diz o médico veterinário Bruno Lima, gerente técnico da linha bovinos da empresa, “Até então, explica, a empresa investia somente em produtos injetáveis para o controle de parasitos”.

Os carrapatos, bernes e moscas dos chifres estão entre os parasitos que causam mais prejuízos aos criadores de gado.

Os prejuízos envolvem perdas de animais, redução da produção de carne e de leite, além de gastos com a aquisição de medicamentos e de mão-de-obra especializada para tratamento dos animais.

Fonte: Virbac

801, 2020

Embrapa desenvolve protocolos de higienização de armazenamento de leite cru

Os núcleos Agroindústria de Alimentos e Gado de Leite da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveram protocolos de higienização de tanque coletivo de armazenamento de leite cru refrigerado.

A iniciativa atende solicitações apresentadas pelos próprios produtores de leite de base familiar, alegando que a falta de orientações para limpeza e higiene de ordenha se destaca como alguns dos principais problemas enfrentados por eles na comercialização do produto.

Os protocolos vão auxiliá-los no cumprimento das novas exigências impostas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que aumentaram o controle na qualidade e segurança da cadeia produtiva leiteira. As instruções normativas nº 76 e 77, de 2018, preveem, entre outras questões, que os produtores estejam aptos a higienizar de forma adequada os equipamentos de armazenamento de leite.

O trabalho da Embrapa foi desenvolvido na bacia leiteira do sul do estado do Rio de Janeiro e na região da Zona da Mata mineira com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e de outros parceiros locais.

Técnicos da Embrapa instalaram duas unidades demonstrativas de referência com o protocolo de higienização de tanques de armazenamento de leite em municípios dos dois estados e capacitaram cerca de 150 produtores familiares.

Fonte Embrapa

801, 2020

Pesquisadores concluem testes de soro para combater veneno de abelha

O desenvolvimento do soro (inédito no mundo) é resultado de uma parceria entre o Instituto Vital Brasil (IVB) e a Universidade Estadual Paulista (UNESP), entidades vinculadas, respectivamente, aos governos do estado do Rio de Janeiro e de São Paulo.

As pesquisas sobre o soro levaram 12 anos para ser concluídas e envolveram estudos de laboratório e testes em animais e seres humanos, dizem os coordenadores do projeto, Marcelo Abrahão Strauch, do (IVB), e Rui Seabra Ferreira Júnior, do Centro de Estudos de Venenos de Animais Peçonhentos da UNESP.

A próxima etapa do projeto, segundo eles, é a fabricação do medicamento, que ficará a cargo do IVB. Com o início da produção do soro – que deverá ocorrer até 2022 –, o Brasil passará a ser o único país a dispor do medicamento.

Atualmente, há 45 produtores de soros para animais peçonhentos no mundo, mas nenhum fabrica o soro contra  veneno de abelha.

O soro é preparado com o próprio veneno da abelha (ver foto/UNESP). Para isso, a veneno do inseto é injetado em cavalo e, após a produção de anticorpos específicos pelo animal, amostras do sangue são recolhidas para a obtenção do plasma que será purificado e processado até chegar ao produto final.

Fonte: UNESP

2912, 2019

UNESP: pesquisador desenvolve equipamento para geração de energia elétrica a partir de resíduos da criação de frango de corte

Resíduos da criação de frangos de corte (fezes, penas e restos de ração), podem ser utilizados para gerar energia elétrica por meio de biogás, combustível obtido a partir daqueles resíduos.

Isto agora se tornou possível graças a um equipamento (biodigestor) desenvolvido pelo pesquisador Airon Magno Aires em sua tese de doutorado em zootecnia (produção animal) defendida na Universidade Estadual Paulista (UNESP), em São Paulo.

Segundo o pesquisador, o criador de frangos de corte necessita, em média, de 26,5 quilowatt-hora de potência por cada galpão da granja. Com o biodigestor projetado por Airon, “um galpão de frangos pode gerar 65.250 metros cúbicos de biogás, os quais podem ser convertidos em 110,1 megawatts de energia”, diz ele.

A geração de biogás ocorre pela utilização de micro-organismos para degradação da matéria orgânica contida nos resíduos. Esse processo gera um composto de gases que pode ser convertido em energia.

Esse combustível poderá ser usado pelo próprio criador para substituir tanto a eletricidade necessária para a iluminação de galpões e funcionamento de equipamentos, quanto a lenha usada para aquecimento de pintinhos. “O biogás tem a vantagem de ser um combustível renovável e limpo, quando comparado à energia provinda de combustíveis fósseis (carvão e óleo diesel, entre outros) e lenha”, explica o pesquisador.

Fonte: EBC/Agência Brasil

2012, 2019

Estudos revelam que carne de búfalo é quase 50% mais magra que carne bovina

Estudos desenvolvidos por dois núcleos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Rio Grande do Sul (Pecuária Sul e Clima Temperado)  revelam que a carne de búfalo é quase 50% mais magra do que a bovina.

A conclusão teve por base em análises das qualidades físico-químicas das carnes de 50 animais da raça Murrah, que, com a Mediterrânea, integra a lista das mais utilizadas por criadores de búfalos no Brasil.

Os estudos demonstram que a média de gordura da carne bubalina é de apenas 1,29%, enquanto a da bovina de alimentados a pasto é de 2,25%.
Esse resultado pode contribuir para ampliar e diversificar o mercado de produtos bubalinos no país, hoje muito mais focado no leite, cujo crescimento é superior a 20% ao ano.

Os estudos mostram também que o rendimento de carcaça dos bubalinos é semelhante ao dos bovinos (47,7%). A pesquisadora do Pecuária Sul,  Élen Nalério,  explica que desde 2016 estão sendo avaliadas carcaças de animais abatidos com 27 meses.

Foto: Ronaldo Rosa

1312, 2019

Embrapa desenvolve coletor de ovos para avicultura familiar

Um coletor que protege a produção de ovos de animais predadores – como cobras, cães, o pássaro canção e o lagarto teiú – está melhorando os resultados da avicultura familiar no Nordeste brasileiro. Desenvolvido pelo núcleo Meio-Norte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o coletor, que já é conhecido como  “piano de galinheiro, devido à semelhança com o instrumento musical, está mudando o perfil da produção de ovos caipiras de cinco municípios do Piauí e de um do Maranhão.

“A ideia de se projetar o coletor surgiu da necessidade de se encontrar uma solução para o grande índice de perda de ovos após a postura das aves, que chegava a mais de 50%”, revela o biólogo Marcos Jacob Almeida, um dos pesquisadores que desenvolveram o instrumento.

“Hoje, graças ao uso do invento, praticamente não há perdas de ovo nas criações”, garante Marcos. A seu ver, a vantagem principal do coletor, é que, após a postura, o ovo rola para um local protegido de predadores e das próprias galinhas, evitando, inclusive, o início do desenvolvimento não planejado de embriões”.
Ele destaca ainda que o coletor, por ser móvel, possibilita a limpeza e a higienização dos ninhos de forma mais prática e eficiente.

Foto: Fernando Sinimbu

612, 2019

Modelo de criação de suínos em família, reduz uso de antibióticos em 85% do rebanho

Um modelo desenvolvido pelo núcleo  Suínos e Aves da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) comprovou que a criação de suínos em família – desde o nascimento até o abate – é capaz de reduzir significativamente o uso de antibiótico nos animais, por não misturar leitões de diferentes procedências, evitando o estresse e a disseminação de agentes infecciosos.

Desde que começou a ser implantado naquele núcleo em 2009, o novo sistema poupou 85% dos animais do uso de medicamentos. “Trata-se, segundo o pesquisador Nelson Morés, de um resultado pronto para o mercado, que impacta diretamente a segurança alimentar do produto final, oferecendo ao consumidor uma carne de alto valor agregado, que alia qualidade e sanidade”.

O sistema de produção de suínos em família é ideal para granjas com até 60 matrizes. Porém, de acordo com o pesquisador, essa prática pode ser adotada para até 210 matrizes, respeitando os princípios do sistema e mantendo cuidados especiais no transporte.

Desde que os pesquisadores iniciaram os estudos da produção de suínos em família, os dados obtidos são expressivos.“A necessidade de medicação injetável individual em animais que adoeceram ocorreu em apenas 3% do plantel na fase de creche e em 8,3% na fase de crescimento e abate” diz, Morés. “É um número extremamente baixo em relação ao total. Nesse período nenhum tratamento foi realizado de maneira coletiva, por meio da água ou da ração”, finaliza o pesquisador.

Foto: Monalisa Pereira

2611, 2019

Equinos: UFLA desenvolve estudo inédito sobre melhoramento genético da raça Mangalarga Marchador

A iniciativa resulta de uma parceria entre a Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais, Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM).

“Temos hoje a oportunidade de dar subsídio para uma futura implantação do primeiro programa de melhoramento genético de equinos no Brasil através da raça Mangalarga Marchador”, diz a professora Raquel Silva Moura, do Departamento de Zootecnia da UFLA, que coordena o estudo, juntamente com a professora Sarah Laguna Conceição Meirelles, do mesmo departamento.

A partir de um banco de dados cedido pelo Serviço de Registro Genealógico da ABCCMM, as pesquisadoras da UFLA iniciaram estudos para definição de equinos aptos para serem avaliados no projeto, que está sendo executado em etapas.

O projeto tem por objetivo principal aprimorar a seleção da marcha do Mangalarga Marchador, o qual se caracteriza pela capacidade de percorrer longas distâncias e, principalmente, pela maneira como se locomove “marchando”.

Segundo a ABCCMM o Mangalarga Marchador é o principal representante nacional de equinos marchadores.

2511, 2019

APTA: estudo conclui que tilápias crescem mais alimentadas com 32% de proteína

Tilápias alimentadas com ração com teor de 32% de proteínas apresentam melhor desempenho em tanques-rede. Essa foi uma das conclusões da pesquisa feita por pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), ligada à Secretaria de Agricultura de São Paulo e do núcleo  Meio Ambiente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

No trabalho, os pesquisadores observaram que esse percentual de proteína bruta favorece o desenvolvimento dos peixes, fazendo-os crescer mais e com maior velocidade.
O estudo avaliou o desempenho de tilápias alimentadas com rações comerciais, contendo diferentes níveis de proteína bruta, para avaliar o melhor teor para criações em tanques-rede em represas rurais.

O experimento teve duração de 227 dias e foi realizado em 12 tanques-rede estocados com 125 peixes/m3, instalados no Polo Regional do Leste Paulista, em Monte Alegre do Sul (SP).

A pesquisa demonstrou diferença no peso médio dos peixes alimentados com ração contendo 28% de proteína bruta, comparado ao dos peixes alimentados com 32% e 36%, evidenciando que a melhor taxa de eficiência proteica foi obtida na ração com 32%, o que a tornou indicada como o melhor nível proteico para a fase de crescimento.

A ração representa entre 40% e 60% dos custos totais das criações de tilápias.

Foto: Celia Scorvo/APTA

2411, 2019

Novidade: Embrapa desenvolve tecnologia simples e acessível para avaliação de carcaça bovina

O Brasil é o segundo maior produtor e maior exportador mundial de carne bovina. Entretanto, estima-se que apenas 15% dos animais enviados para abate apresentam carcaças que atingem o padrão de qualidade na indústria frigorífica. Em vista isso, o núcleo Rondônia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu um dispositivo (instrumento) prático e de fácil acesso, em que o próprio produtor pode avaliar, de forma rápida e precisa, o acabamento da carcaça dos bovinos destinados ao abate, ou seja, a espessura de gordura, uma das principais características relacionadas à qualidade da carne bovina.

A nova tecnologia consiste em duas hastes articuladas que, ao serem encostadas da garupa formam um ângulo que indica se o animal está magro, com gordura adequada para o abate ou com excesso de gordura. Esse dispositivo foi baseado em outra régua desenvolvida também pelo núcleo Rondônia para avaliar a condição corporal do rebanho, chamada Vetscore.

Não há no mercado nenhum instrumento similar para esse tipo de avaliação. Para o envio de animais para o abate, o produtor costuma fazer uma avaliação visual. Entretanto, ela é subjetiva e gera conflitos com os resultados recebidos do romaneio (documento emitido pelo frigorífico indicando o peso e valorização da carcaça). Outra opção é a ultrassonografia, à qual pouquíssimos produtores têm acesso, pois o custo é relativamente alto (cerca de R$15,00 por animal).

De acordo com o pesquisador do núcleo Rondônia e inventor do dispositivo, Luiz Pfeifer, a simplicidade e a eficiência da tecnologia fazem dela uma aliada tanto do pecuarista quanto da indústria frigorífica. “O uso desse instrumento pode beneficiar todos os elos da cadeia da carne. Com a avaliação e seleção de animais adequados para o abate, a indústria terá aumento do rendimento de carcaça fria, o produtor acesso aos programas de bonificação e o consumidor, maior qualidade de carne disponível no varejo”, explica.

Fonte: Embrapa

1811, 2019

Embrapa: nova variedade de capim-elefante rende 30% a mais e é adotada em todas as regiões do país

Menos de três anos após ser lançada, em outubro de 2016, a variedade de capim-elefante BRS Capiaçu,  destinada a gado de leite, já é cultivada em todas as regiões brasileiras e seu rendimento é 30% superior ao de outras variedades de capim elefante disponíveis no mercado, gerando cerca de 50 toneladas de matéria seca por hectare ao ano.

Desenvolvido pelo núcleo Gado de Leite da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),  o novo capim, cujo porte ultrapassa cinco metros de altura, apresenta touceiras densas e colmos eretos, o que facilita a colheita mecânica (ver foto); além disso, possui folhas longas e largas.

Adaptada às regiões de criação de gado leiteiro do país, a nova variedade pode ser fornecida aos animais picada no cocho ou como silagem (alimento conservado em silo para posterior fornecimento aos animais).

Segundo a Embrapa, é vantajoso fazer uso do novo capim em estado verde; é que, assim, apresenta maior valor nutritivo: cortado aos 50 dias, chega a ter 10% de teor de proteína; o teor cai para 6,5%, com o corte aos 90 dias e 5,5%, cortado aos 110 dias.

A Capiaçu, segundo a empresa, oferece outra vantagem importante: é uma alternativa para a produção de silagem de baixo custo. “O que se gasta com a produção de silagem da variedade é três vezes menos em comparação à silagem de milho ou de sorgo”, diz a Embrapa, acrescentando: “o valor nutritivo é comparável à silagem das forrageiras tradicionais e superior à da cana-de-açúcar”.

Foto: Marcos Lafalce

811, 2019

IAPAR emprega Inteligência artificial para identificar bovinos

Utilizando recursos da inteligência artificial – novo ramo da ciência da computação – pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná  (IAPAR) buscam melhorar a identificação de bovinos. Para isso, está em desenvolvimento um método de identificação baseado no padrão biométrico do espelho nasal dos animais (foto).

A coordenação do trabalho do órgão está a cargo do pesquisador João Aril Hill e conta com a colaboração do estudante de engenharia da computação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Lucas Nolasco.

Os tipos de identificação mais comuns para bovinos são: marcação a ferro quente, brincos nas orelhas e tatuagem.
Sobre os resultados do trabalho obtidos até agora diz Hill: “obtivemos taxas de acerto superiores a 95% nos testes, o que nos deixa animados”. E acrescenta:

É fundamental ampliar a base de dados, assim como melhorar a inteligência artificial, para que o sistema computacional seja mais preciso na identificação.

“Estamos tentando, por exemplo, ensinar o sistema a identificar os animais a partir de uma única imagem do espelho nasal. Atualmente são 40 imagens em momentos diferentes do mesmo bovino”, salienta.

Depois de informar que a identificação dos animais se baseia em um banco de dados das raças Purunã, Jersey e Holandês do rebanho do IAPAR, Hill afirma que a nova tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento  e que precisa “ser leve e rápida para que possa ser usada em dispositivos móveis, como celular”.

Fonte: IAPAR

3010, 2019

Bovinos: novo método prevê antes do acasalamento quais animais vão gerar mais filhos

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), em São Paulo, desenvolveu um método que acrescenta um novo parâmetro na seleção e preservação da variabilidade genética em uma população de gado.

Do estudo participaram também pesquisadores da universidade de Maryland, localizada no estado norte-americano do mesmo nome e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA em inglês).

Além do valor genético, associado ao potencial de um exemplar produzir leite, gordura e proteína, entre outros, a nova abordagem considera também a chamada variância da diversidade gamética. Esse novo parâmetro determina a capacidade de um indivíduo transmitir suas características às próximas gerações.

“Nem todos os descendentes de animais altamente produtivos herdam essa qualidade. Com o novo método, conseguimos selecionar aqueles que darão origem a descendentes extremamente produtivos”, diz Daniel Jordan de Abreu Santos, que realizou o estudo durante o seu pós-doutorado na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da da UNESP, em Jaboticabal (SP).

“A variância da diversidade gamética é gerada pela separação dos cromossomos homólogos e pela taxa de recombinação entre genes ligados neles. Até então, ela não era considerada pelo método de seleção tradicional”, explica o pesquisador.

O novo método estima as probabilidades de transmissão de características para as próximas gerações a partir dos dados genéticos de um reprodutor ou das combinações possíveis em um determinado acasalamento.

Apesar de ter sido desenvolvido para seleção de qualquer espécie bovina, na pesquisa a tecnologia foi aplicada em gado leiteiro das raças Jersey e Holstein (linhagem da raça holandesa), devido ao volume e qualidade de dados disponíveis.

As informações permitem estimar as possíveis combinações do material genético do pai e da mãe e prever como será a prole. “Agora, pode-se prever antes do acasalamento que animais vão gerar mais filhos altamente produtivos, acima da média esperada. A diversidade gamética é que vai dar esse valor; ela determina a capacidade do animal de transmitir suas características para a prole”, finaliza Santos.

O estudo foi financiado pela Fundação de Estudos de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo, pela Universidade de Maryland e pelo USDA.

2510, 2019

Embrapa: novo método ajuda aumentar eficiência no uso de água na criação de bovinos de corte

Após dois anos de acompanhamento, pesquisadores do núcleo Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estabeleceram uma medida de eficiência no uso de água, chamada consumo hídrico residual (CHR), na criação de bovinos de corte.

O CHR é a diferença do consumo de água que seria esperado de um animal em relação ao consumo que ele realmente utilizou.

O estudo do núcleo (inédito no país), realizado em um criatório do interior de São Paulo (SP) reuniu fêmeas da raça Senepol e a medição do consumo de água foi feita por meio de bebedouros eletrônicos. Os resultados apontaram que os animais menos eficientes, com alto CHR, consumiram, em média, 28,6 litros diários; já os eficientes, 21 litros (uma diferença de 24%).

As medições também propiciaram o cálculo da quantidade de água que cada animal necessita ingerir para ganhar um quilo de peso. Animais de menor eficiência hídrica consumiram 35,5 litros para cada quilo de peso vivo ganho. Os mais eficientes precisaram de apenas 26,6 litros para ganhar um quilo de peso por dia (diferença de 25%).

Foto: Assessoria Grama Sebepol

1910, 2019

Sistema de identificação e monitoramento de animais, triplica taxa de prenhez de vacas

Utilizando um sistema eletrônico de identificação e monitoramento de animais desenvolvido pela empresa Allflex, a fazenda Vovô Zico, localizada em Bom Despacho (MG), que possui 109 vacas da raça Girolando em lactação, conseguiu triplicar a taxa de prenhez e aumentar também o índice da taxa de concepção.

De acordo com o proprietário do criatório, veterinário Bruno Eduardo de Oliveira Menezes, entre janeiro e abril de 2018 a fazenda tinha taxas de prenhez de 5,44% e de concepção de 14,47%, abaixo do esperado pelo criador.

Após implantar o sistema de monitoramento, os números aumentaram de forma significativa, comparados com o mesmo período daquele ano: a taxa de prenhez atingiu 17,4% e a de concepção saltou para 29,07%

“Com os colares de monitoramento, conseguimos ter um controle maior com relação à saúde das vacas e observação de cio; por isso, houve aumento das nossas taxas de prenhez e concepção”, diz Menezes, e acrescenta:

“Em pouco tempo da implantação do sistema de monitoramento, já batemos todas as nossas metas. Nossa média está em 24 litros de leite por animal e esperamos em breve chegar a uma média anual de 30 litros”.

Foto: Allflex /Attuale Comunicação

1310, 2019

CNA elabora e apresenta ao governo federal sistema de rastreabilidade de bovinos

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) elaborou e apresentou ao governo federal um sistema de rastreabilidade de bovinos (denominado por aquela entidade de Agri Trace Rastreabilidade Animal).

O sistema resulta de estudo do setor de assuntos econômicos da CNA. Trata-se de um sistema de gestão de informações, o qual agrega valor ao rebanho dos pecuaristas participantes por meio de programas de certificação de carnes, conferindo transparência a toda cadeia produtiva da carne desde a origem do animal na fazenda até a mesa do consumidor.

Segundo o coordenador de Protocolos de Rastreabilidade do Instituto CNA, Paulo Costa, o Brasil precisa acessar novos mercados e aumentar o valor do produto que hoje é exportado para os mercados já acessados pelo país.

“Podemos competir de igual para igual com países, como a Argentina e o Uruguai; para isto, temos que fazer nosso dever de casa”, diz Costa. Segundo ele, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, confirmou que pretende tornar o sistema de rastreabilidade brasileiro mais “robusto”.

Atualmente, 12 protocolos de certificação de carnes bovinas estão disponíveis para adesão. Eles proporcionam aos pecuaristas o pagamento diferenciado no valor da arroba pelos frigoríficos nas carcaças certificadas. Mais de 8,5 mil produtores já estão cadastrados no Agri Trace Rastreabilidade Animal, desfrutando desses benefícios.

Foto: José Roberto Miranda

610, 2019

Pesquisadores da UNESP usam com sucesso vitamina B2 no tratamento da “tristeza bovina”, doença causadora de grandes prejuízos aos criadores de gado

Estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, em São Paulo, usou com sucesso a vitamina B2 associada à radiação ultravioleta (emitida pelo sol) para inativar, reduzir ou eliminar patógenos (microrganismos nocivos) presentes no sangue bovino conservado para ser utilizado em transfusões.

O estudo, que contou com apoio do núcleo Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), teve por foco os protozoários do gênero Babesia (B. bovis e B. bigemina) e a bactéria Anaplasma marginale, que associados provocam a doença conhecida como tristeza parasitária bovina (TPB), causadora de grandes prejuízos aos criadores de gado (redução significativa da produção de carne e leite).

A transfusão de sangue de bovinos é procedimento terapêutico capaz de proporcionar grandes benefícios para o gado. “Os riscos associados à transfusão incluem a possibilidade de transmissão de doenças pelo sangue, como a TPB”, explica o professor Raimundo Souza Lopes, um dos autores do trabalho.

O estudo utilizou bezerros mestiços derivados das raças Nelore/Caracu (ver um exemplar na foto). Parte do grupo recebeu sangue parasitado sem tratamento e parte recebeu sangue tratado com vitamina B2 associada à radiação ultravioleta.

Os resultados apontaram que o tratamento reduziu significativamente a carga parasitária. Além do benefício terapêutico, o tratamento pode agregar valor ao sangue comercializado pelos laboratórios e bancos que disponibilizam o produto especialmente para a transfusão.

Segundo o professor Raimundo, o impacto econômico da TPB varia entre US$ 500 milhões e US$ 2 bilhões anuais e inclui gastos com tratamento, mortalidade de animais e perdas indiretas, como queda na produção de leite, diminuição do ganho de peso e custos de controle e profilaxia.

3009, 2019

Bovinos: pesquisa da UFLA comprova que o uso de vitamina A em bovinos de corte aumenta o sabor e a suculência da carne

Diversas estratégias têm sido utilizadas para garantir mais suculência e maciez à carne bovina, como uma pesquisa da Universidade Federal de Lavras (UFLA-MG), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (núcleo/Botucatu-SP), que analisa o aumento da gordura intramuscular após aplicação de vitamina A em bovinos de corte.

O estudo envolveu animais resultantes de cruzamento de bovinos das raças Montana e Nelore; eles receberam uma única dose de vitamina A, logo ao nascimento, e após o desmame ficaram em confinamento (ambiente fechado) por um período de 180 dias, sendo abatidos com média de 14-15 meses.

Os pesquisadores constataram que os animais machos que receberam vitamina A apresentaram 30% mais gordura de marmoreio (gordura intramuscular), comparado aos animais que foram criados juntos e não receberam a vitamina.

Já quanto às fêmeas, o uso da aplicação de vitamina aumentou aproximadamente 18% a gordura intramuscular.

“Os resultados são extremamente positivos quando levamos em conta que o sistema de produção de bovinos no Brasil, visando à obtenção de carnes com alto valor agregado e carnes com alta qualidade, está crescendo de forma significativa”, diz o professor do Departamento de Zootecnia da UFLA, Marcio Machado Ladeira, coordenador da pesquisa.

 

Fonte: Universidade Federal de Lavras (UFLA-MG)

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