Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia2020-05-27T13:29:02-03:00
2801, 2022

Reprodução bovina: Genex inaugura centro de biotecnologia e difusão genética em Minas Gerais

A empresa norte americana Genex, uma das líderes no mercado de inseminação artificial de bovinos inaugurou no Brasil um centro de biotecnologia e difusão de genética próprio. O empreendimento faz parte da estratégia da empresa de expandir suas operações no país, onde pretende crescer 20% ao ano para dobrar de tamanho até 2025.

A unidade terá capacidade para coletar e alojar material de 150 touros. “Com isso, o novo centro pode atingir a produção de até cinco milhões doses de sêmen até o final de 2025”, diz a empresa.

A estrutura ficará em Uberaba (MG), um local estratégico para a pecuária, o que facilitará a visita de pecuaristas, técnicos, representantes e outros profissionais do agronegócio.

Ela contará com piquetes individuais projetados de acordo com normas de biossegurança e conforto animal, que devem assegurar a produção de genética para o mercado doméstico e também para exportação.

“No Brasil, há a tradição das feiras agropecuárias, que reúnem um grande grupo de produtores o ano todo”, afirma o diretor-executivo da Genex no Brasil, Sérgio Saud. E acrescenta:

Além disso, a cultura do criador é conhecer pessoalmente os  produtores; então, nossa central será também uma vitrine para que o pecuarista escolha, com a ajuda de nossos consultores e técnicos, os touros mais indicados para promover o melhoramento genético do seu rebanho”.

Fonte: Genex
2401, 2022

Embrapa desenvolve coletor de ovos para avicultura familiar

Um coletor que protege a produção de ovos de animais predadores – como cobras, cães, o pássaro canção e o lagarto teiú – está melhorando os resultados da avicultura familiar no Nordeste brasileiro. Desenvolvido pelo núcleo Meio-Norte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o coletor, que já é conhecido como “piano de galinheiro, devido à semelhança com o instrumento musical, está mudando o perfil da produção de ovos caipiras de cinco municípios do Piauí e de um do Maranhão.

“A ideia de se projetar o coletor surgiu da necessidade de se encontrar uma solução para o grande índice de perda de ovos após a postura das aves, que chegava a mais de 50%”, revela o biólogo Marcos Jacob Almeida, um dos pesquisadores que desenvolveram o coletor.

“Hoje, graças ao uso do invento, praticamente não há perdas de ovo nas criações”, garante Marcos. A seu ver, a vantagem principal do coletor, é que, após a postura, o ovo rola para um local protegido de predadores e das próprias galinhas, evitando, inclusive, o início do desenvolvimento não planejado de embriões.

Ele destaca ainda que o coletor, por ser móvel, possibilita a limpeza e a higienização dos ninhos de forma mais prática e eficiente.

2101, 2022

Zoetis desenvolve e lança aparelho que identifica infecção em cavalos

Empresa que opera no setor de saúde animal, a Zoetis desenvolveu e lançou no mercado um aparelho portátil (denominado Stablelab) para teste de diagnóstico em equinos.

Sem similares no mercado brasileiro e com precisão superior a 95%, o teste detecta e quantifica a proteína amiloide A sérica (SAA), que é produzida no fígado e na circulação, quando o cavalo apresenta alguma infecção.

Em apenas 10 minutos, o teste permite aos médicos-veterinários detectarem processos inflamatórios de origem infecciosa. “Para se ter uma ideia do quão isso é inovador no cuidado com equinos, o resultado de um teste convencional de SAA em laboratório demora de 6 a 48 horas para sair”, diz Chester Batista, gerente técnico da Zoetis.

“Nosso novo teste portátil permite diagnosticar os casos antes de se tornarem graves e, ainda, monitorar a resposta ao tratamento de forma muito rápida e precisa”, destaca a gerente de produto da Zoetis”, Bruna silper, acrescentando que, “com isso, o médico-veterinário pode ajustar o tratamento se necessário, favorecendo a saúde e o bem-estar do animal”.

Fonte: Zoetis
1401, 2022

UFV: Pesquisadores criam programas de computador (softwares) que calculam quantidade de alimento para bovinos

Pesquisadores dos departamentos de Zootecnia e de Informática da  Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais (UFV), desenvolveram dois programas de computador (softwares) gratuitos e disponíveis on-line, capazes de calcular a quantidade exata de cada nutriente para bovinos.

O software CQBAL 3.0 é a versão on-line da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos para Animais Ruminantes (entre eles bovinos, caprinos e ovinos) e contém todos os tipos de alimentos e seus derivados. Nele o produtor pode escolher o alimento e acessar a sua composição nutricional. Já no software BR Corte, que é baseado na tabela de exigências nutricionais de bovinos de corte do Brasil, é possível formular dietas a um custo mais baixo e calcular o ganho de peso dos animais a partir de uma dieta já elaborada. Além disso, os softwares permitem a inclusão de dados de novos alimentos.

O CQBAL 3.0 e o BR Corte estão disponíveis gratuitamente para qualquer pessoa com acesso à internet e algum conhecimento em computação. Segundo o professor Sebastião de Campos Valadares Filho  do Departamento de Zootecnia, “os softwares desenvolvidos pela equipe são os únicos disponíveis on-line e totalmente livres, possibilitando o acesso de produtores de todas as partes do Brasil”. Estes softwares são importantes, de acordo com o professor, porque, a partir deles, o indivíduo formula da sua maneira a ração. No entanto, alerta para a necessidade de atenção e ajuda de um técnico para que não haja desperdício em composições desnecessárias. Além dos produtores, a indústria de ração também se beneficia com a tecnologia.

Para acessar os softwares basta digitar os endereços:

Para o CQBAL: http://www.ufv.br/cqbal

Para o BR Corte: http://www.brcorte.com.br

Fonte: UFV
2612, 2021

Saúde Animal: UNESP desenvolve vacina contra a mastite, doença que afeta o gado leiteiro

O estudo, que resultou na invenção da vacina (já patenteada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial), foi realizado por um grupo de pesquisadores dos Departamentos de Tecnologia e Medicina Veterinária Preventiva e Patologia Veterinária da  Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em São Paulo.

Para chegar ao medicamento os pesquisadores partiram do fato de  que a  mastite  é uma das principais doenças do gado leiteiro, pois  atinge cerca  de 38% do rebanho brasileiro, ocasionando uma perda de 12 a 15% da produção leiteira. Na maioria das vezes, a mastite bovina a está relacionada a contaminações por bactérias, mas também pode ocorrer devido a fungos, algas ou leveduras, entre outros fatores

É caracterizada pela inflamação da glândula mamária (foto), que pode ser de origem infecciosa (contagiosa) ou não (ambiental). Essa enfermidade pode ser dividida, de acordo com sua sintomatologia, em clínica e subclínica. A mastite clinica é caracterizada por sintomas inflamatórios, com alterações no úbere (calor local, inflamação, dor e rubor) além de alterações no leite (mudança de cor, presença de grumos e coágulos de sangue).

Já a mastite subclínica não apresenta sintomatologia visível, porém pode ser detectada pelo teste “California Mastitis Test” ou CMT como é comumente conhecido; além disso, pode ser realizada a contagem de células somáticas (CCS) para sua detecção. Apesar de não ter sintomatologia visível, a mastite subclínica acarreta alterações no leite, diminuindo sua qualidade e queda na produção.

Fonte: UNESP
2012, 2021

Epamig distribui mudas de palma forrageira no norte de Minas

Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), vinculada à Secretaria  de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, iniciou, em 2021, mais uma distribuição de mudas de palma forrageira. Foram distribuídas três: variedades Orelha de Elefante Mexicana, Miúda e Sertânia. A ação é destinada a produtores rurais do Semiárido mineiro, região que envolve municípios do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha, e alguns produtores do Leste do estado.

A entrega das mudas de palma ocorreu no Campo Experimental de Gorutuba da Epamig, no município de Nova Porteirinha. A iniciativa integra os trabalhos da Rede Palma, programa criado em 2017 com o objetivo de distribuir e multiplicar mudas de palma forrageira em municípios mineiros afetados por longos períodos de estiagem, o que compromete a alimentação de rebanhos bovinos, ovinos e caprinos.

Segundo a pesquisadora Polyanna de Oliveira, as variedades de palma distribuídas são resistentes à cochonilha do carmim, praga que ataca plantios e pode dizimar palmais.

Como alimento incorporado à dieta animal, a palma forrageira possui características energéticas e pode ser utilizada em substituição total ou parcial de alimentos tradicionais, como o milho. Além disso, a palma se destaca por altos índices de produtividade por hectare e teores de nutrientes favoráveis ao desempenho dos rebanhos mesmo durante a seca.

Fonte: Epamig
1712, 2021

Embrapa busca parceiros para finalizar tecnologia de produção de bacon ovino

O núcleo Pecuária Sul da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) convida empresas e associações/cooperativas para conhecer a linha de trabalho em tecnologia de produtos cárneos, com foco no bacon de carne ovina. A ideia é realizar uma rodada de negócios, e os interessados poderão assumir a corresponsabilidade pela adaptação à escala industrial, validação técnica e comercial, visando futura exploração comercial desse produto cárneo.

Conforme o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia do núcleo, Gustavo Martins da Silva, o objetivo é o estabelecimento de uma parceria entre a unidade de pesquisa e a empresa selecionada, que vai receber todo o know how para produção do bacon ovino, desenvolvido em escala experimental por uma equipe de pesquisadores da área de ciência e tecnologia de carnes, no âmbito do projeto Aprovinos (projeto Aproveitamento Integral da Carne Ovina).

O bacon ovino é um derivado cárneo curado e defumado feito a partir de um corte específico da barriga de ovinos mais velhos. Os dois tipos de bacon ovino desenvolvidos no núcleo passaram por testes de aceitabilidade com consumidores e receberam notas acima de 7, o que demonstra que o produto foi aceito pelos avaliadores.

“O produto permite que o processo tecnológico empregado transforme a carne ovina em um tipo de bacon com sabor diferenciado, ofertando novas opções de derivados cárneos ao consumidor e uma experiência sensorial única”, destaca a analista da unidade de pesquisa, que trabalhou no projeto Aprovinos, Citieli Giongo.

Segundo Citieli Giongo, “para chegar a esses produtos, foram dez anos de pesquisas em áreas como processo de salga, cura, defumação e maturação” e explica: “O projeto tem como um dos objetivos o fortalecimento da cadeia da carne ovina, a partir da promoção de novas alternativas de produtos à indústria, comércio e consumidores finais, além de proporcionar mais uma alternativa de mercado aos ovinocultores”

1012, 2021

Identificação eletrônica de animais avança na pecuária de leite e corte

O uso da rastreabilidade bovina individual como mecanismo de melhoria da gestão na propriedade rural tem avançado no Brasil. É o que revela a Pesquisa sobre Tecnologias do Agronegócio Brasileiro, realizada pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil com apoio da H2R Pesquisas. A segunda edição da pesquisa, realizada em abril deste ano, entrevistou 370 empresas do agronegócio de todos os portes e em todo território nacional. “O principal objetivo é auxiliar na expansão do uso de tecnologias no setor do agronegócio brasileiro, com a possibilidade do aprimoramento de acordo com as necessidades identificadas”, explica o presidente da associação, João Carlos de Oliveira.

Segundo ele, “a identificação individual dos animais é adotada por 68% dos entrevistados na pecuária de corte e por 61% da pecuária leiteira. Essa identificação pode ter diversas formas numa mesma fazenda. Por exemplo, os brincos comuns são maioria, mas os brincos eletrônicos já fazem parte da rotina de mais de cerca de um terço das fazendas. Os implantes subcutâneos e o colar de rastreamento com chip também são adotados por alguns dos entrevistados. A boa notícia é que 40% dos pecuaristas leiteiros e 23% dos pecuaristas de corte pretendem investir para realizar a identificação eletrônica dos animais”.

 

312, 2021

Ministério da Agricultura já tem método validado para diagnóstico da Peste Suína Africana no país

O Laboratório Federal em Minas Gerais do Ministério da Agricultura concluiu a validação completa de suas técnicas moleculares para o diagnóstico da doença (PSA). Trata-se de uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suíno, pois é altamente transmissível. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), “o impacto econômico de uma possível reintrodução da PSA no país vai desde prejuízos diretos causados pela enfermidade, até possíveis restrições ao mercado internacional, uma vez que produtos e subprodutos de suínos podem ser fonte de introdução do vírus”.

De acordo com o Mapa, “a Rede de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (Rede LFDA) está apta para atuar na hipótese de uma possível introdução do vírus de Peste Suína Africana (PSA) no território nacional. No caso de suspeita de PSA, o LFDA-MG é o laboratório oficial do (Mapa) que realiza o diagnóstico”. E esclarece:

“A chegada da PSA ao continente americano, confirmada em julho de 2021, aumenta o estado de atenção com intensificação das medidas para prevenir a introdução da doença no Brasil. Dessa forma, o papel dos laboratórios é estratégico, além da atuação dos setores de controle de importações, da vigilância agropecuária internacional e dos serviços oficiais de saúde animal.

O Mapa reforça que desde 2018, quando a PSA se disseminou na China e outros países da Ásia e Europa, vem sendo desenvolvidas ações para fortalecer as capacidades de prevenção do ingresso do vírus da PSA no país, visando a detecção e diagnóstico precoces e resposta rápida a eventuais incursões da doença no Brasil”.

2611, 2021

Embrapa: nova praga de pastagem é registrada em território nacional

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária  (Embrapa) em Campo Grande (Mato Grosso do Sul) acabam de registrar, oficialmente, a infestação de Duplachionaspis divergens (Hemiptera: Diaspididae) em pastos brasileiros.

Trata-se de uma cochonilha (inseto-praga) detectada em pastagens daquele estado com touceiras amareladas e secas, com danos visivelmente significativos. As perdas econômicas ainda não foram estimadas. O registro está publicado em periódico científico da área e a identificação ocorreu de acordo com as características da fêmea adulta. Nos países onde ocorre, a praga chega a atingir 18 gêneros de gramíneas (capins).

Segundo a pesquisadora da Embrapa  Fabricia Zimermann Torres, “precisamos alertar o produtor rural quanto a essa praga, chamar sua atenção. Ainda não temos muitos estudos e nem recomendação de controle. Na Embrapa, as pesquisas são iniciais. Anteriormente, a espécie havia sido relatada no Brasil somente na cultura da cana-de-açúcar, em casa de vegetação. Agora, o cenário mudou”.

1911, 2021

Unesp cria programa de computador (software) para formulação de ração para frango de corte

Denominado Avinesp: Modelo de Predição de Crescimento e Exigências Nutricionais, o software resulta de um projeto do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em São Paulo.

Segundo a pesquisadora Nilva Kazue Sakomur do (FCAV), o Avinesp auxilia os produtores na formulação de ração para frango de corte e representa uma ferramenta para tomadas de decisões, e explica:

“Ele estima consumo de ração, peso vivo, composição corporal e exigências nutricionais de frangos de corte. Além disso, simula respostas das aves aos efeitos da dieta e do ambiente. A composição da dieta e o genótipo (composição genética) das aves são considerados nesse modelo”.

O Avinesp, que contou com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), é uma ferramenta para nutricionistas e para produtores, já que pode ser utilizada para tomada de decisões sobre estratégias de alimentação das aves.

O pedido de registro do programa de computador já foi protocolado pela Unesp junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

1211, 2021

Surge uma mortadela com ômega 3 e menos sódio desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP)  

A novidade  é fruto de pesquisa da engenheira de alimentos Manuela Alves Pires e teve por fim tornar o produto mais saudável para o consumo (com menos sal e conservantes).

“Para isso, reduzimos o nível de sódio do produto em 40% e substituímos a gordura animal por óleo de echium, planta nativa da África.”, explica Manuela Alves Pires —

De acordo ainda com a autora do estudo, as mortadelas consumidas atualmente contêm componentes que estão associados a doenças cardiovasculares. E acrescenta:

“A mortadela é a carne mecanicamente separada; ela tem outros ingredientes como sal, gordura e sal de cura. O excesso de sódio está comprovado cientificamente que está associado a doenças cardiovasculares, assim como a gordura suína”.

Manuela Alves explica que passou os últimos quatro anos tentando obter uma mortadela menos nociva à saúde.

“Nesse período, conclui, constatamos “o óleo de echium é mais rico em ômega 3 do que outros que estamos acostumados, como o óleo de soja, que só tem uma fonte de ômega 3 na composição. O echium tem dois duas fontes na sua composição”.

511, 2021

Berganês: nova raça de ovinos desenvolvida e criada por agricultores de Pernambuco

Um grupo de agricultores do município de Dormentes, no interior de Pernambuco, com dificuldades nas plantações de milho, feijão, mamona e algodão devido às secas sucessivas que não permitiam produção satisfatória daqueles  cultivos, perceberam a necessidade de ter um complemento de renda para o sustento da família e resolveram desenvolver e criar uma raça de ovino: a Berganês.

Segundo os criadores, “a nova raça é fruto do cruzamento das raças Bergamácia e Santa Inês, oriundas, respectivamente, da Itália e do Brasil. A Berganês não possui lã, é de pelagem escura. Destinada à produção de carne, ela adapta-se bem à região semiárida de Dormentes”. E acrescentam:

”Os animais da nova raça apresentam, em média, 4,5 kg de peso ao nascer e podem alcançar até 12 kg no primeiro mês de vida. Por serem precoces, podem atender à demanda de marcado, que, na região de Dormentes, é de um animal com 6-8 meses, pesando 14 kg de peso-carcaça (carne, gordura e ossos)”.

2910, 2021

Vetoquinol lança produto (Bullmax) para controle de verminoses que reduzem produção de vacas leiteiras

Segundo a Vetoquinol, tradicional fabricante de produtos veterinários, “ o  novo produto é composto por eprinomectina 4,8% e oferece carência zero do leite, possibilitando a ordenha logo após a aplicação – diferencial que ajuda o produtor a não perder nenhum dia de lactação com o tratamento do problema”.

“As verminoses são extremamente comuns nos rebanhos bovinos. Estudos indicam que esses problemas podem causar perda de peso de 30 a 40 quilos por animal. Além disso, estima-se que geram impacto médio de 20% na produção de leite. Isso significa que dos 35 bilhões de litros produzidos por ano no Brasil, 7 bilhões poderiam ser perdidos pela ação dos parasitas internos”, diz o médico veterinário Guilherme Moura, gerente técnico de bovinos da Vetoquinol. E acrescenta:

“Esse prejuízo na produção de leite equivale a R$ 8,6 bilhões, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por isso, o uso de endectocidas (parasitas internos) é essencial para proteger as vacas leiteiras dos efeitos devastadores dos vermes, que também causam fraqueza, edemas, problemas pulmonares e até mesmo problemas reprodutivos, já que esse problema sanitário pode impedir a entrada das vacas no cio.

De acordo com o gerente, o Bullmax foi desenvolvido  com o objetivo de resolver o problema de vermes de forma rápida e eficaz nas vacas em lactação. Levantamentos recentes demonstram respostas de incremento de produção de leite de 1,5 a 2,0 litros por vaca ao dia, em fêmeas que foram tratadas com o produto quando comparadas com animais não tratados”.

2210, 2021

Unicamp desenvolve ração para controle de doenças na aquicultura

Desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, a ração tem por objetivo principal o controle de doenças na aquicultura. Além de componentes nutricionais, ela tem como substâncias ativas antibióticos, antiparasitários e imune estimulantes e pode ser empregada em diferentes espécies aquáticas, destacando-se peixes, entre eles tilápias (foto), camarões, lagostas e rãs.

As doenças infecciosas são consideradas, segundo os pesquisadores, um problema sério na piscicultura, apresentando potencial risco à produção. Essas infecções quando não controladas apresentam consequências graves, como lesões que inviabilizam a comercialização e elevada mortalidade, causando grandes prejuízos aos produtores.

Fonte: Unicamp
1510, 2021

Fazenda Santa Rita em Mato Grosso lança nova raça bovina de corte

A raça foi desenvolvida pelo engenheiro agrônomo  Raul Almeida de Morais neto, proprietário de Fazenda Santa Rita. em Torixoréu, Mato Grosso. Para formação da Araguaia, Raul contou com o auxílio do especialista em genética bovina Gismar Silva Vieira que faz parte da administração fazenda.

De pelagem clara e adaptada ao clima seco e quente de Mato Grosso a raça tem como base de sua alimentação pastagens nativas do estado.

A raça, que recebeu o nome de Araguaia  em alusão ao rio do mesmo nome que passa por Torixoréu, tem em sua composição sangue de três raças: Nelore (originário da Índia) Caracu (raça europeia adaptada) e Blonde D’aquitaine (raça francesa).

Dócil e rústica, a Araguaia se caracteriza pela alta capacidade de produção. “Tanto que, segundo Raul, as fêmeas produzem bastante leite e os bezerros desmamam bem mais pesados. Enquanto um bezerro Nelore, de cinco meses e meio, pesa 185 quilos, um Araguaia, da mesma idade, pesa 275 quilos”.

O criador chama atenção para outro diferencial da raça:

“Em um experimento feito pelos pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais, foi possível comprovar que os cruzamentos de touros Araguaia com matrizes Nelore tiveram, em média, duas arrobas a mais do que os animais puros Nelore da mesma idade”.

Para certificar a pureza racial dos produtos e acompanhar a distribuição geográfica do rebanho foi criada a Associação Brasileira de Criadores da Araguaia (ABCRA).

Fonte: ABCRA
810, 2021

Eficiência do óleo essencial de pimenta-de-macaco no controle de doença do pirarucu

O óleo essencial da pimenta-de-macaco (Piper aduncum), planta nativa da Amazônia, apresentou mais de 76% de eficácia no controle de parasitas do peixe pirarucu (Arapaima gigas), considerado o maior peixe de água doce do mundo.

A conclusão resulta de uma pesquisa que avaliou esse óleo a fim de substituir medicamentos veterinários.

Os pesquisadores também determinaram parâmetros seguros para que o seu uso não comprometa outros organismos aquáticos. Essa avaliação é importante caso os efluentes (principalmente resíduos industriais) da aquicultura atinjam os corpos d’água nas áreas vizinhas e contenham traços do produto.

O trabalho foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, e os núcleos  Meio Ambiente  e  Amazônia Ocidental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)  no âmbito do projeto BRS Aqua.

O óleo essencial mostrou ser eficiente e seguro para o controle de Hysterothylacium sp, parasita responsável por significativas perdas de produção em criações de várias espécies de peixes (principalmente o pirarucu)conforme estudos realizados por pesquisadores do núcleo Amazônia Ocidental da Embrapa.

Fonte: Unicamp/Embrapa
110, 2021

UNESP cria biossensor para diagnóstico da cisticercose, doença que ataca o gado

O biossensor foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista  (Unesp), em São Paulo, e é o primeiro  do mundo para o diagnóstico rápido da cisticercose bovina, causada pela ingestão de ovos do parasita Taenia saginata (solitária) que contamina as pastagens (foto).

O aparelho, que foi patenteado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), é de baixo custo, fácil produção e com resultados que saem em até dez minutos.

Segundo a Unesp, “a tecnologia visa auxiliar profissionais da área veterinária a identificar a doença em seu estágio inicial, acelerando o tratamento e evitando que a carne bovina esteja contaminada após o abate do animal; isto acarretar grandes prejuízos financeiros aos produtores e afetar a saúde dos consumidores”.

“Algumas soluções para a detecção precoce da doença ativa no organismo dos animais têm sido propostas, como o uso do teste Elisa e, que pode ser utilizado para identificar o vírus causador da cisticercose”, explica os pesquisadores e acrescentam:

“No entanto, ele possui diversas desvantagens em relação ao biossensor desenvolvido, pois além de precisar de laboratórios equipados para a realização do exame, encarecendo o procedimento, a tecnologia leva um tempo maior para revelar os resultados (algumas horas) e apresenta dificuldades em detectar casos leves da doença”

1709, 2021

ABPA e Apex-Brasil criam marca para promover carne de pato brasileira no exterior

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)  apresentaram ao mercado uma marca internacional para a carne de pato produzida no Brasil (a Brazilian Duck).

A marca, que ficou sob a  gestão da ABPA, tem como objetivo ampliar as exportações de carne de pato brasileira. “A razão é que  esse segmento  tem se destacado   na pauta dos embarques de proteína animal nos últimos anos”, diz a entidade.

A iniciativa tem como foco os mercados da Ásia e do Oriente Médio, destaca a ABPA  e acrescenta: “a estratégia é fortalecer a credibilidade, a sustentabilidade, a sofisticação e a excelência do produto brasileiro no exterior”.

“Há uma grande oportunidade de ampliação da pauta exportadora com o setor de patos, um nicho avícola de alto valor agregado. Vamos reforçar a boa percepção sobre o produto brasileiro, que agora ganha uma marca setorial alinhada aos valores já entregues pelo segmento no mercado interno e internacional”, diz o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

De acordo com dados levantados pela ABPA, o Brasil exportou 4 mil toneladas de carne de pato em 2020, volume que superou em 26,55% as vendas registradas pelo setor no ano anterior.

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Peru, Catar, Kuwait, Japão e Hong Kong estão entre os principais destinos das exportações do segmento, que geraram para o país US$ 10,5 milhões em divisas em 2020.

Fonte: ABPA/Apex-Brasil

1009, 2021

Zoetis desenvolve e lança teste inovador que identifica infecção em cavalos

Empresa que opera no setor de saúde animal, a Zoetis desenvolveu e lançou no mercado um aparelho portátil (denominado Stablelab) para teste de diagnóstico em equinos.

Sem similares no mercado brasileiro e com precisão superior a 95%, o teste detecta e quantifica a proteína amiloide A sérica (SAA), que é produzida no fígado e na circulação, quando o cavalo apresenta alguma infecção.

Em apenas 10 minutos, o teste permite aos médicos-veterinários detectarem processos inflamatórios de origem infecciosa. “Para se ter uma ideia do quão isso é inovador no cuidado com equinos, o resultado de um teste convencional de SAA em laboratório demora de 6 a 48 horas para sair”, diz Chester Batista, gerente técnico da Zoetis.

De acordo com o especialista, isso ocorre porque, após a coleta de sangue do animal, a amostra é enviada ao laboratório onde passa pelas etapas de armazenamento, processamento e rodagem do teste até a obtenção do resultado. “Já essa nova tecnologia nos permite ter tudo isso na palma da mão em apenas 10 minutos com a necessidade apenas da colheita do sangue. Isso é um incrível avanço para a medicina veterinária”, explica.

“Nosso novo teste portátil permite diagnosticar os casos antes de se tornarem graves e, ainda, monitorar a resposta ao tratamento de forma muito rápida e precisa”, destaca a gerente de produto da empresa, Bruna silper, acrescentando que, “com isso, o médico-veterinário pode ajustar o tratamento se necessário, favorecendo a saúde e o bem-estar do animal”.

Fonte: Zoetis

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