Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia2017-09-21T08:51:09-02:00
612, 2019

Modelo de criação de suínos em família, reduz uso de antibióticos em 85% do rebanho

Um modelo desenvolvido pelo núcleo  Suínos e Aves da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) comprovou que a criação de suínos em família – desde o nascimento até o abate – é capaz de reduzir significativamente o uso de antibiótico nos animais, por não misturar leitões de diferentes procedências, evitando o estresse e a disseminação de agentes infecciosos.

Desde que começou a ser implantado naquele núcleo em 2009, o novo sistema poupou 85% dos animais do uso de medicamentos. “Trata-se, segundo o pesquisador Nelson Morés, de um resultado pronto para o mercado, que impacta diretamente a segurança alimentar do produto final, oferecendo ao consumidor uma carne de alto valor agregado, que alia qualidade e sanidade”.

O sistema de produção de suínos em família é ideal para granjas com até 60 matrizes. Porém, de acordo com o pesquisador, essa prática pode ser adotada para até 210 matrizes, respeitando os princípios do sistema e mantendo cuidados especiais no transporte.

Desde que os pesquisadores iniciaram os estudos da produção de suínos em família, os dados obtidos são expressivos.“A necessidade de medicação injetável individual em animais que adoeceram ocorreu em apenas 3% do plantel na fase de creche e em 8,3% na fase de crescimento e abate” diz, Morés. “É um número extremamente baixo em relação ao total. Nesse período nenhum tratamento foi realizado de maneira coletiva, por meio da água ou da ração”, finaliza o pesquisador.

Foto: Monalisa Pereira

2611, 2019

Equinos: UFLA desenvolve estudo inédito sobre melhoramento genético da raça Mangalarga Marchador

A iniciativa resulta de uma parceria entre a Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais, Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM).

“Temos hoje a oportunidade de dar subsídio para uma futura implantação do primeiro programa de melhoramento genético de equinos no Brasil através da raça Mangalarga Marchador”, diz a professora Raquel Silva Moura, do Departamento de Zootecnia da UFLA, que coordena o estudo, juntamente com a professora Sarah Laguna Conceição Meirelles, do mesmo departamento.

A partir de um banco de dados cedido pelo Serviço de Registro Genealógico da ABCCMM, as pesquisadoras da UFLA iniciaram estudos para definição de equinos aptos para serem avaliados no projeto, que está sendo executado em etapas.
O projeto tem por objetivo principal aprimorar a seleção da marcha do Mangalarga Marchador, o qual se caracteriza pela capacidade de percorrer longas distâncias e, principalmente, pela maneira como se locomove “marchando”.

Segundo a ABCCMM o Mangalarga Marchador é o principal representante nacional de equinos marchadores.

2511, 2019

APTA: estudo conclui que tilápias crescem mais alimentadas com 32% de proteína

Tilápias alimentadas com ração com teor de 32% de proteínas apresentam melhor desempenho em tanques-rede. Essa foi uma das conclusões da pesquisa feita por pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), ligada à Secretaria de Agricultura de São Paulo e do núcleo  Meio Ambiente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

No trabalho, os pesquisadores observaram que esse percentual de proteína bruta favorece o desenvolvimento dos peixes, fazendo-os crescer mais e com maior velocidade.
O estudo avaliou o desempenho de tilápias alimentadas com rações comerciais, contendo diferentes níveis de proteína bruta, para avaliar o melhor teor para criações em tanques-rede em represas rurais.

O experimento teve duração de 227 dias e foi realizado em 12 tanques-rede estocados com 125 peixes/m3, instalados no Polo Regional do Leste Paulista, em Monte Alegre do Sul (SP).

A pesquisa demonstrou diferença no peso médio dos peixes alimentados com ração contendo 28% de proteína bruta, comparado ao dos peixes alimentados com 32% e 36%, evidenciando que a melhor taxa de eficiência proteica foi obtida na ração com 32%, o que a tornou indicada como o melhor nível proteico para a fase de crescimento.

A ração representa entre 40% e 60% dos custos totais das criações de tilápias.

Foto: Celia Scorvo/APTA

2411, 2019

Novidade: Embrapa desenvolve tecnologia simples e acessível para avaliação de carcaça bovina

O Brasil é o segundo maior produtor e maior exportador mundial de carne bovina. Entretanto, estima-se que apenas 15% dos animais enviados para abate apresentam carcaças que atingem o padrão de qualidade na indústria frigorífica. Em vista isso, o núcleo Rondônia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu um dispositivo (instrumento) prático e de fácil acesso, em que o próprio produtor pode avaliar, de forma rápida e precisa, o acabamento da carcaça dos bovinos destinados ao abate, ou seja, a espessura de gordura, uma das principais características relacionadas à qualidade da carne bovina.

A nova tecnologia consiste em duas hastes articuladas que, ao serem encostadas da garupa formam um ângulo que indica se o animal está magro, com gordura adequada para o abate ou com excesso de gordura. Esse dispositivo foi baseado em outra régua desenvolvida também pelo núcleo Rondônia para avaliar a condição corporal do rebanho, chamada Vetscore.

Não há no mercado nenhum instrumento similar para esse tipo de avaliação. Para o envio de animais para o abate, o produtor costuma fazer uma avaliação visual. Entretanto, ela é subjetiva e gera conflitos com os resultados recebidos do romaneio (documento emitido pelo frigorífico indicando o peso e valorização da carcaça). Outra opção é a ultrassonografia, à qual pouquíssimos produtores têm acesso, pois o custo é relativamente alto (cerca de R$15,00 por animal).

De acordo com o pesquisador do núcleo Rondônia e inventor do dispositivo, Luiz Pfeifer, a simplicidade e a eficiência da tecnologia fazem dela uma aliada tanto do pecuarista quanto da indústria frigorífica. “O uso desse instrumento pode beneficiar todos os elos da cadeia da carne. Com a avaliação e seleção de animais adequados para o abate, a indústria terá aumento do rendimento de carcaça fria, o produtor acesso aos programas de bonificação e o consumidor, maior qualidade de carne disponível no varejo”, explica.

Fonte: Embrapa

1811, 2019

Embrapa: nova variedade de capim-elefante rende 30% a mais e é adotada em todas as regiões do país

Menos de três anos após ser lançada, em outubro de 2016, a variedade de capim-elefante BRS Capiaçu,  destinada a gado de leite, já é cultivada em todas as regiões brasileiras e seu rendimento é 30% superior ao de outras variedades de capim elefante disponíveis no mercado, gerando cerca de 50 toneladas de matéria seca por hectare ao ano.

Desenvolvido pelo núcleo Gado de Leite da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),  o novo capim, cujo porte ultrapassa cinco metros de altura, apresenta touceiras densas e colmos eretos, o que facilita a colheita mecânica (ver foto); além disso, possui folhas longas e largas.

Adaptada às regiões de criação de gado leiteiro do país, a nova variedade pode ser fornecida aos animais picada no cocho ou como silagem (alimento conservado em silo para posterior fornecimento aos animais).

Segundo a Embrapa, é vantajoso fazer uso do novo capim em estado verde; é que, assim, apresenta maior valor nutritivo: cortado aos 50 dias, chega a ter 10% de teor de proteína; o teor cai para 6,5%, com o corte aos 90 dias e 5,5%, cortado aos 110 dias.

A Capiaçu, segundo a empresa, oferece outra vantagem importante: é uma alternativa para a produção de silagem de baixo custo. “O que se gasta com a produção de silagem da variedade é três vezes menos em comparação à silagem de milho ou de sorgo”, diz a Embrapa, acrescentando: “o valor nutritivo é comparável à silagem das forrageiras tradicionais e superior à da cana-de-açúcar”.

Foto: Marcos Lafalce

811, 2019

IAPAR emprega Inteligência artificial para identificar bovinos

Utilizando recursos da inteligência artificial – novo ramo da ciência da computação – pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná  (IAPAR) buscam melhorar a identificação de bovinos. Para isso, está em desenvolvimento um método de identificação baseado no padrão biométrico do espelho nasal dos animais (foto).

A coordenação do trabalho do órgão está a cargo do pesquisador João Aril Hill e conta com a colaboração do estudante de engenharia da computação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Lucas Nolasco.

Os tipos de identificação mais comuns para bovinos são: marcação a ferro quente, brincos nas orelhas e tatuagem.
Sobre os resultados do trabalho obtidos até agora diz Hill: “obtivemos taxas de acerto superiores a 95% nos testes, o que nos deixa animados”. E acrescenta:

É fundamental ampliar a base de dados, assim como melhorar a inteligência artificial, para que o sistema computacional seja mais preciso na identificação.

“Estamos tentando, por exemplo, ensinar o sistema a identificar os animais a partir de uma única imagem do espelho nasal. Atualmente são 40 imagens em momentos diferentes do mesmo bovino”, salienta.

Depois de informar que a identificação dos animais se baseia em um banco de dados das raças Purunã, Jersey e Holandês do rebanho do IAPAR, Hill afirma que a nova tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento  e que precisa “ser leve e rápida para que possa ser usada em dispositivos móveis, como celular”.

Fonte: IAPAR

3010, 2019

Bovinos: novo método prevê antes do acasalamento quais animais vão gerar mais filhos

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), em São Paulo, desenvolveu um método que acrescenta um novo parâmetro na seleção e preservação da variabilidade genética em uma população de gado.

Do estudo participaram também pesquisadores da universidade de Maryland, localizada no estado norte-americano do mesmo nome e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA em inglês).

Além do valor genético, associado ao potencial de um exemplar produzir leite, gordura e proteína, entre outros, a nova abordagem considera também a chamada variância da diversidade gamética. Esse novo parâmetro determina a capacidade de um indivíduo transmitir suas características às próximas gerações.

“Nem todos os descendentes de animais altamente produtivos herdam essa qualidade. Com o novo método, conseguimos selecionar aqueles que darão origem a descendentes extremamente produtivos”, diz Daniel Jordan de Abreu Santos, que realizou o estudo durante o seu pós-doutorado na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da da UNESP, em Jaboticabal (SP).

“A variância da diversidade gamética é gerada pela separação dos cromossomos homólogos e pela taxa de recombinação entre genes ligados neles. Até então, ela não era considerada pelo método de seleção tradicional”, explica o pesquisador.

O novo método estima as probabilidades de transmissão de características para as próximas gerações a partir dos dados genéticos de um reprodutor ou das combinações possíveis em um determinado acasalamento.

Apesar de ter sido desenvolvido para seleção de qualquer espécie bovina, na pesquisa a tecnologia foi aplicada em gado leiteiro das raças Jersey e Holstein (linhagem da raça holandesa), devido ao volume e qualidade de dados disponíveis.

As informações permitem estimar as possíveis combinações do material genético do pai e da mãe e prever como será a prole. “Agora, pode-se prever antes do acasalamento que animais vão gerar mais filhos altamente produtivos, acima da média esperada. A diversidade gamética é que vai dar esse valor; ela determina a capacidade do animal de transmitir suas características para a prole”, finaliza Santos.

O estudo foi financiado pela Fundação de Estudos de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo, pela Universidade de Maryland e pelo USDA.

2510, 2019

Embrapa: novo método ajuda aumentar eficiência no uso de água na criação de bovinos de corte

Após dois anos de acompanhamento, pesquisadores do núcleo Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estabeleceram uma medida de eficiência no uso de água, chamada consumo hídrico residual (CHR), na criação de bovinos de corte.

O CHR é a diferença do consumo de água que seria esperado de um animal em relação ao consumo que ele realmente utilizou.

O estudo do núcleo (inédito no país), realizado em um criatório do interior de São Paulo (SP) reuniu fêmeas da raça Senepol e a medição do consumo de água foi feita por meio de bebedouros eletrônicos. Os resultados apontaram que os animais menos eficientes, com alto CHR, consumiram, em média, 28,6 litros diários; já os eficientes, 21 litros (uma diferença de 24%).

As medições também propiciaram o cálculo da quantidade de água que cada animal necessita ingerir para ganhar um quilo de peso. Animais de menor eficiência hídrica consumiram 35,5 litros para cada quilo de peso vivo ganho. Os mais eficientes precisaram de apenas 26,6 litros para ganhar um quilo de peso por dia (diferença de 25%).

Foto: Assessoria Grama Sebepol

1910, 2019

Sistema de identificação e monitoramento de animais, triplica taxa de prenhez de vacas

Utilizando um sistema eletrônico de identificação e monitoramento de animais desenvolvido pela empresa Allflex, a fazenda Vovô Zico, localizada em Bom Despacho (MG), que possui 109 vacas da raça Girolando em lactação, conseguiu triplicar a taxa de prenhez e aumentar também o índice da taxa de concepção.

De acordo com o proprietário do criatório, veterinário Bruno Eduardo de Oliveira Menezes, entre janeiro e abril de 2018 a fazenda tinha taxas de prenhez de 5,44% e de concepção de 14,47%, abaixo do esperado pelo criador.

Após implantar o sistema de monitoramento, os números aumentaram de forma significativa, comparados com o mesmo período daquele ano: a taxa de prenhez atingiu 17,4% e a de concepção saltou para 29,07%

“Com os colares de monitoramento, conseguimos ter um controle maior com relação à saúde das vacas e observação de cio; por isso, houve aumento das nossas taxas de prenhez e concepção”, diz Menezes, e acrescenta:

“Em pouco tempo da implantação do sistema de monitoramento, já batemos todas as nossas metas. Nossa média está em 24 litros de leite por animal e esperamos em breve chegar a uma média anual de 30 litros”.

Foto: Allflex /Attuale Comunicação

1310, 2019

CNA elabora e apresenta ao governo federal sistema de rastreabilidade de bovinos

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) elaborou e apresentou ao governo federal um sistema de rastreabilidade de bovinos (denominado por aquela entidade de Agri Trace Rastreabilidade Animal).

O sistema resulta de estudo do setor de assuntos econômicos da CNA. Trata-se de um sistema de gestão de informações, o qual agrega valor ao rebanho dos pecuaristas participantes por meio de programas de certificação de carnes, conferindo transparência a toda cadeia produtiva da carne desde a origem do animal na fazenda até a mesa do consumidor.

Segundo o coordenador de Protocolos de Rastreabilidade do Instituto CNA, Paulo Costa, o Brasil precisa acessar novos mercados e aumentar o valor do produto que hoje é exportado para os mercados já acessados pelo país.

“Podemos competir de igual para igual com países, como a Argentina e o Uruguai; para isto, temos que fazer nosso dever de casa”, diz Costa. Segundo ele, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, confirmou que pretende tornar o sistema de rastreabilidade brasileiro mais “robusto”.

Atualmente, 12 protocolos de certificação de carnes bovinas estão disponíveis para adesão. Eles proporcionam aos pecuaristas o pagamento diferenciado no valor da arroba pelos frigoríficos nas carcaças certificadas. Mais de 8,5 mil produtores já estão cadastrados no Agri Trace Rastreabilidade Animal, desfrutando desses benefícios.

Foto: José Roberto Miranda

610, 2019

Pesquisadores da UNESP usam com sucesso vitamina B2 no tratamento da “tristeza bovina”, doença causadora de grandes prejuízos aos criadores de gado

Estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, em São Paulo, usou com sucesso a vitamina B2 associada à radiação ultravioleta (emitida pelo sol) para inativar, reduzir ou eliminar patógenos (microrganismos nocivos) presentes no sangue bovino conservado para ser utilizado em transfusões.

O estudo, que contou com apoio do núcleo Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), teve por foco os protozoários do gênero Babesia (B. bovis e B. bigemina) e a bactéria Anaplasma marginale, que associados provocam a doença conhecida como tristeza parasitária bovina (TPB), causadora de grandes prejuízos aos criadores de gado (redução significativa da produção de carne e leite).

A transfusão de sangue de bovinos é procedimento terapêutico capaz de proporcionar grandes benefícios para o gado. “Os riscos associados à transfusão incluem a possibilidade de transmissão de doenças pelo sangue, como a TPB”, explica o professor Raimundo Souza Lopes, um dos autores do trabalho.

O estudo utilizou bezerros mestiços derivados das raças Nelore/Caracu (ver um exemplar na foto). Parte do grupo recebeu sangue parasitado sem tratamento e parte recebeu sangue tratado com vitamina B2 associada à radiação ultravioleta.

Os resultados apontaram que o tratamento reduziu significativamente a carga parasitária. Além do benefício terapêutico, o tratamento pode agregar valor ao sangue comercializado pelos laboratórios e bancos que disponibilizam o produto especialmente para a transfusão.

Segundo o professor Raimundo, o impacto econômico da TPB varia entre US$ 500 milhões e US$ 2 bilhões anuais e inclui gastos com tratamento, mortalidade de animais e perdas indiretas, como queda na produção de leite, diminuição do ganho de peso e custos de controle e profilaxia.

3009, 2019

Bovinos: pesquisa da UFLA comprova que o uso de vitamina A em bovinos de corte aumenta o sabor e a suculência da carne

Diversas estratégias têm sido utilizadas para garantir mais suculência e maciez à carne bovina, como uma pesquisa da Universidade Federal de Lavras (UFLA-MG), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (núcleo/Botucatu-SP), que analisa o aumento da gordura intramuscular após aplicação de vitamina A em bovinos de corte.

O estudo envolveu animais resultantes de cruzamento de bovinos das raças Montana e Nelore; eles receberam uma única dose de vitamina A, logo ao nascimento, e após o desmame ficaram em confinamento (ambiente fechado) por um período de 180 dias, sendo abatidos com média de 14-15 meses.

Os pesquisadores constataram que os animais machos que receberam vitamina A apresentaram 30% mais gordura de marmoreio (gordura intramuscular), comparado aos animais que foram criados juntos e não receberam a vitamina.

Já quanto às fêmeas, o uso da aplicação de vitamina aumentou aproximadamente 18% a gordura intramuscular.

“Os resultados são extremamente positivos quando levamos em conta que o sistema de produção de bovinos no Brasil, visando à obtenção de carnes com alto valor agregado e carnes com alta qualidade, está crescendo de forma significativa”, diz o professor do Departamento de Zootecnia da UFLA, Marcio Machado Ladeira, coordenador da pesquisa.

 

Fonte: Universidade Federal de Lavras (UFLA-MG)

2309, 2019

Nutrição animal: Viçosa lança nova edição de tabelas para aves e suínos com atualizações sobre minerais orgânicos

Preparadas com base em pesquisas da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, as tabelas são consideradas referências para a agroindústria brasileira e mundial na formulação de rações para suínos e aves.

Na nova edição ficou constatado, por meio de estudos, a eficiência de minerais orgânicos na suplementação de suínos e aves com a inclusão desses ingredientes na dieta dos animais.

A análise apontou que, na forma orgânica, os níveis de minerais necessários para o desempenho dos animais são entre 33% e 50% menores do que na forma inorgânica, percentual que varia de acordo com a espécie e destinação para corte ou reprodução.

“Isso ocorre devido à ação dos microminerais, que facilita a absorção dos nutrientes no trato digestivo dos animais, favorecendo, por exemplo, o ganho de peso e a eficiência alimentar da granja”, diz o professor Horácio Santiago Rostagno, chefe da equipe responsável pelos estudos que resultaram nas tabelas.

 

Fonte: Universidade Federal de Viçosa (MG)

1809, 2019

Saúde animal: Ministério da Agricultura e Embrapa fazem parceria para combater o mormo, doença que ameaça a sobrevivência dos animais

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)   estabeleceram acordo de parceria para validação de tecnologias para a diagnose da doença do mormo. Trata-se de enfermidade infecciosa que atinge principalmente os equídeos (entre eles o cavalo e o burro) e pode causar grandes prejuízos aos criadores de cavalos, pois o sacrifício dos animais infectados é obrigatório.

O Brasil possui o terceiro maior rebanho de equinos no mundo e o maior da América Latina. Por isso, um diagnóstico preciso, por meio de exames de sangue, é fundamental para se fazer estudos epidemiológicos e estabelecer políticas públicas que promovam o estabelecimento de regiões livres da doença, considerada uma zoonose, por também atingir seres humanos.

Causada pela bactéria Burkholderia mallei, a doença é transmitida pelo contato com o material infectante, tanto diretamente com secreções do doente, quanto indiretamente por meio de bebedouros, comedouros ou equipamentos contaminados.

O mormo normalmente se manifesta logo após a infecção. Não há tratamento e o animal precisa ser sacrificado e cremado no local onde estava.

É uma doença de fácil disseminação de cavalo para cavalo. Se ocorrer um surto da doença, é necessário sacrificar um grande número de animais, porque também não existe vacina para sua erradicação.

909, 2019

Criadores de suínos do Paraná produzem e “vendem” energia elétrica gerada com dejeto animal

Desde fins de julho de 2019, 72 prédios da prefeitura municipal de Entre Rios do Oeste, no oeste do Paraná, são abastecidos com energia elétrica gerada com dejetos de 40 mil suínos de criadores da região. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Agência Nacional de Energia Elétrica, Companhia Paranaense de Energia, Fundação Parque Tecnológico de Itaipu, Centro Internacional de Energias Renováveis e a prefeitura de Entre Rios do Oeste.

Com o projeto de geração de energia, cerca de 215 toneladas por dia de dejetos de 18 criatórios de suínos passaram a ser tratados, servindo de matéria-prima para a produção do biogás, usado na geração de energia elétrica.

O projeto implantado na prefeitura de Entre Rios do Oeste apresenta como novidade o fato de que a energia produzida é “vendida” para a aquele órgão, gerando recursos para os produtores. Geralmente os suinocultores que fazem, fazem o uso de dejetos para a produção de energia utilizam essa energia para consumo próprio.

309, 2019

Ovinos: manejo adequado reduz perda de cordeiros em partos duplos, diz estudo da Embrapa

Estudo recém-concluído pelo núcleo Pecuária Sudeste da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) revela que, nas criações de ovinos, a ocorrência de partos duplos varia entre 20% e 40%. Segundo o trabalho, o nascimento de gêmeos (foto) é de grande importância econômica, mas o produtor precisa ficar bem atento nesses casos para reduzir as possibilidades de perda de animais.

De acordo com o veterinário Raul Mascarenhas Santana, pesquisador do núcleo, partos duplos ou triplos geram cordeiros mais frágeis que partos simples. “Geralmente, são menores e mais leves. A ordem do parto também influencia o vigor do recém-nascido. O último a nascer requer atenção especial com relação à capacidade de se alimentar”, explica Santana. E acrescenta:

“No entanto, há cuidados básicos, independente de cordeiros nascidos no mesmo parto. O colostro (primeiro leite) é fundamental. A cria deve mamar logo nas primeiras horas de vida. Animais que não mamam colostro apresentam constantemente doenças, principalmente pneumonia, além de baixo peso e retardo no desenvolvimento”.

1408, 2019

Novidade: Embrapa cria sistema que identifica bovinos com melhor eficiência alimentar

Utilizando uma estrutura computadorizada, formada por cochos eletrônicos e estações de pesagem, pesquisadores do núcleo Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveram um sistema inédito para identificar quais animais possuem melhor conversão alimentar, isto é, que ganham mais peso comendo menos.

Segundo o pesquisador Luiz Otávio Campos da Silva, do núcleo Gado de Corte, o sistema é constituído de equipamentos que possuem comedouros apoiados sobre uma balança, que registra eletronicamente o total de alimento consumido por animal, individualmente.

Ele acrescenta: “A identificação de cada touro é feita por meio de um chip, implantado na orelha, detectado pela antena presente no cocho a cada aproximação do animal para se alimentar. Já as estações de pesagem produzem dados de peso vivo e ingestão alimentar. Elas são ligadas aos bebedouros, e todas as vezes que os animais chegam para beber água são pesados”.

908, 2019

Embrapa desenvolve queijo de cabra com microrganismos (probióticos) benéficos à saúde

Pesquisa conjunta do núcleo Agroindústria de Alimentos e do núcleo Caprinos e Ovinos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) resultou na produção de um queijo denominado boursin, elaborado com leite de cabra e que possui microrganismos benéficos à saúde, chamados probióticos.

Trata-se do primeiro produto desse tipo desenvolvido no Brasil. Para obtenção do queijo foram realizadas análises sensoriais do alimento com clientes de uma rede de supermercados que o aprovaram.

De origem francesa, o boursin é um queijo de cabra originário da Normandia. O produto é de textura cremosa e espalhável, de cor branca e sem casca; e possui um sabor suave e amanteigado. A procura, no Brasil, por produtos derivados de leite de cabra com probióticos tem sido crescente nos últimos anos.

Foto: Ricardo de Oliveira

408, 2019

Saúde Animal: UNESP desenvolve vacina contra mastite bovina

O estudo que resultou na vacina teve início há cerca de dois anos e é fruto da colaboração entre os Departamentos de Tecnologia e Medicina Veterinária Preventiva e Patologia Veterinária da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

A mastite bovina é uma das principais doenças do gado leiteiro, causando grandes prejuízos econômicos. É caracterizada pela inflamação da glândula mamária ou úbere (ver foto), que pode ser de origem infecciosa (contagiosa) ou não (ambiental).

Essa enfermidade pode ser dividida, de acordo com sua sintomatologia, em clínica e subclínica. A mastite clínica é caracterizada por sintomas inflamatórios, com alterações no úbere (calor local, inflamação, dor e rubor), além de alterações no leite (mudança de cor, presença de grumos e coágulos de sangue).

A mastite subclínica não apresenta sintomatologia visível, porém pode ser detectada pelo teste “Califórnia Mastitis Test” ou CMT, como é comumente conhecido; além disso, pode ser realizada a contagem de células somáticas (CCS) para sua detecção.

Apesar de não ter sintomatologia visível, a mastite subclínica acarreta alterações no leite, diminuindo sua qualidade e queda na produção.

Fonte: UNESP

2907, 2019

Nutrição animal: Tereos lança dieta pronta para alimentação de bovinos

Localizada em São Paulo, a Tereos, empresa que opera em vários setores industriais, entre eles o de nutrição animal, desenvolveu e lançou no mercado um novo produto: tapigold, uma dieta preparada para a nutrição de bovinos.

A fórmula é resultado da mistura de derivados de milho e de mandioca, desenvolvida a partir da consultoria de nutricionistas e zootecnistas especializados em ruminantes (principalmente bovinos).

De acordo com a empresa, o produto foi testado em campo com um rebanho de cem cabeças de gado e proporcionou um ganho de peso de 1,6 quilo por dia por animal.

Para a fabricação da dieta, a Tereos ampliou a unidade de Palmital, no interior de São Paulo, que agora passou a ter uma fábrica exclusiva para a produção do novo produto.

“Com alto valor proteico, tapigold apresenta um excelente custo-benefício para pequenos e médios produtores”, explica Rodrigo Fortunatto, diretor de operações da Tereos.

 

Foto: Tereos

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