Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia2020-05-27T13:29:02-03:00
207, 2020

Pesquisadores da Embrapa criam produtos com carne de peixes da região do Pantanal

Os produtos resultam de pesquisas do núcleo Pantanal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Corumbá, Mato Grosso do Sul, em parceria com o Centro de Pesquisas do Pantanal, ligado ao governo daquele estado.

Entre os produtos estão, entre outros, quibes (foto), nuggetes, hambúrgueres e patês. Eles são feitos com carne de peixes nativos mais tradicionais do Pantanal, como pacu, pintado e cachara.

De acordo com o pesquisador do núcleo, Jorge Lara,”as pesquisas  fazem parte de um projeto que que tem por fim agregar valor aos produtos da pesca (pescado) da região”. E justifica:

“A razão é que, no Pantanal, o valor pago aos pescadores pelo peixe inteiro sem vísceras (pronto para comercialização) é muito baixo.  “Uma forma de  agregar mais valor a esse peixe é processá-lo (transformá-lo) em produto”.

“Para isso”, explica, “os pesquisadores adaptaram a produção dos alimentos elaborados com pescado para pequenos grupos ou cooperativas de pescadores. Assim, qualquer produto desenvolvido com esse pescado (e uma vez comercializado) trará novas oportunidades e contribuirá para a renda dos pescadores”.

Foto: Jovana Garbelini

3006, 2020

Epagri desenvolve embarcação que mecaniza a colheita de mexilhões

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), vinculada à Secretaria  da Agricultura e da Pesca daquele estado desenvolveu e lançou ao mar uma plataforma mecanizada que facilita o trabalho dos pescadores na colheita de mexilhões.

O equipamento é capaz de retirar da água, individualizar, lavar e classificar os mexilhões por tamanho sem exigir esforço braçal do produtor. Além de melhorar a eficiência e reduzir os custos dessas tarefas, a plataforma permite realizá-las ainda no mar.

De acordo o pesquisador André Luís Tortato Novaes, da Epagri, quando esse trabalho é realizado manualmente, uma pessoa consegue processar entre 250 quilos  e 300 quilos de mexilhões por hora. Já plataforma, segundo ele, possibilita colher até quatro toneladas de mexilhões por hora.

O estado de Santa Catarina lidera a produção  nacional de moluscos  (mexilhões, ostras e vieiras) com  20,4 mil toneladas. A produção de mexilhões contribui com 85% desse total, respondendo por 17,3 mil toneladas.

A facilidade de comercialização e a menor exigência de manejo nos cultivos são fatores que influenciam a adesão dos produtores ao cultivo de mexilhões.

Foto: Epagri

2506, 2020

MSD Saúde Animal lança nova vacina para controle de doenças na avicultura

Empresa que atua no setor de saúde animal, a MSD desenvolveu, depois de 10 anos de pesquisa, uma nova vacina (INNOVAX ND-IBD) para controle de três importantes doenças da avicultura brasileira: Marek, Gumboro e Newcastle, as quais causam elevados   prejuízos aos criadores, pois provocam  perdas de animais e redução na produção de carne e ovos.

De acordo com o gerente técnico da unidade avicultura da MSD, Thiago Moreira, a nova vacina  protege em uma única aplicação, ainda no incubatório, contra as doenças de Marek, Gumboro e Newcastle.

Segundo ele, “com a conveniência da tripla proteção em uma dose, a INNOVAX ND-IBD é administrada individualmente in-ovo (com 18 dias de incubação) ou no primeiro dia de vida dos pintinhos”. E acrescenta:

“Hoje, a granja que deseja se proteger contra a doença de Gumboro, Marek e Newcastle necessita aplicar duas vacinas nos incubatórios. Com a nova tecnologia, a MSD  recomenda somente uma única aplicação, o que oferece redução da demanda por espaço em armazenamento nos incubatórios e melhor emprego  de mão de obra”.

2406, 2020

Pesquisadores criam softwares que calculam quantidade de alimento para gado de corte

Para saber que alimento se deve ou não oferecer aos bovinos de corte, existe uma tabela brasileira de composição alimentar com todos os tipos de alimentos e uma de exigências nutricionais que informa a quantidade necessária de cada nutriente que o animal necessita.

Muitas vezes, porém, nem todos criadores têm acesso a esses dados. Em vista disso, pesquisadores dos Departamentos de Zootecnia e de Informática da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais (UFV) desenvolveram dois programas de computador (softwares) capazes de calcular a quantidade exata de cada nutriente para bovinos.

Um dos softwares, o CQBAL 3.0,  é a versão on-line da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos para Ruminantes (entre eles os bovinos) que contêm todos os tipos de alimentos e seus derivados.

Nele o produtor pode escolher o alimento e acessar a sua composição nutricional.

Já no software BR Corte, que é baseado na tabela de exigências nutricionais de bovinos de corte do Brasil, é possível formular dietas a um custo mais baixo e calcular o ganho de peso dos animais a partir de uma dieta já elaborada. Além disso, os softwares permitem a inclusão de dados de novos alimentos.

Além dos produtores, a indústria de ração também pode  se beneficiar com a tecnologia.

Para acessar os softwares basta digitar os endereços:

Para o CQBAL: http://www.ufv.br/cqbal

Para o BR Corte: http://www.brcorte.com.br

Foto: Arquivo UFV

2406, 2020

Embrapa e Bergamini criam misturador de rações para suínos e aves

Desenvolvido pelo núcleo Suínos e Aves da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a empresa Bergamini Industrial, localizada em Concórdia (Santa Catarina), o equipamento destina-se a produtores de suínos e aves (frango de corte e galinha poedeira).

O misturador, considerado pelos pesquisadores do núcleo ideal para pequenas fábricas de ração, é indicado para ração seca, ração com adição de líquido, silagem de grão úmido de milho (alimento armazenado em silo) e sal mineral.

A grande vantagem do equipamento é que ele proporciona menor tempo de mistura e melhor qualidade na mistura. O equipamento tem capacidade para 500 quilos, ideal para pequenas fábricas de ração.

Foto: Núcleo Suínos e Aves da Embrapa

 

1106, 2020

Unesp desenvolve software para formulação de ração para frango de corte

O software, denominado Avinesp: Modelo de Predição de Crescimento e Exigências Nutricionais, resulta de um projeto do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em São Paulo.

Segundo a pesquisadora Nilva Kazue Sakomur do (FCAV), o Avinesp auxilia os produtores na formulação de ração para frango de corte e representa uma ferramenta para tomadas de decisões, e explica:

“Ele estima consumo de ração, peso vivo, composição corporal e exigências nutricionais de frangos de corte. Além disso, simula respostas das aves aos efeitos da dieta e do ambiente. A composição da dieta e o genótipo (composição genética) das aves são considerados nesse modelo”.

O Avinesp, que contou com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), é uma ferramenta para nutricionistas e para produtores, já que pode ser utilizada para tomada de decisões sobre estratégias de alimentação das aves.

O pedido de registro do programa de computador já foi protocolado pela Unesp junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Fonte: Fapesp

806, 2020

Agroceres lança suplemento para suínos abaixo do peso

Na suinocultura, a hipoglicemia (taxa de glicose no sangue) dos leitões gera grandes prejuízos aos criadores. Segundo a Agroceres, que atua no setor de nutrição animal, a doença atinge cerca de 30% dos leitões recém-nascidos, provocando a mortalidade de 30 a 40% dos animais afetados.

Isso acontece, porque os leitões recém-nascidos e abaixo do peso têm dificuldades de sintetizar glicose durante o período neonatal, que ocorre um mês após o nascimento.

A fim de reduzir essas perdas na suinocultura, a Agroceres desenvolveu um suplemento específico para leitões recém-nascidos com baixo peso. Trata-se do PigCare, um suplemento energético que estimula a produção de glicose no organismo e supre o animal com energia, aumentando seu vigor.

O PigCare possui dez tipos de ácidos graxos e um complexo vitamínico de exclusiva formulação que, em conjunto, melhoram o metabolismo, promovendo o desenvolvimento dos leitões.

Usado de forma preventiva, o medicamento melhora os índices de sobrevivência na granja, aumenta a resistência às infecções e melhora o ganho de peso durante a lactação, sem deixar resíduos.

O PigCare é comercializado em embalagens de 250 ml com dosificador, o que permite tratar os leitões individualmente.

Foto: Agroceres Nutrição Animal

306, 2020

Belgo lança máquina para construção de cercas nas propriedades rurais

A Belgo Arames inova e passou a oferecer ao mercado uma máquina  moderna e funcional para a construção de cercas nas propriedades rurais. Desenvolvida com tecnologia 100% nacional, ela  substitui, com muitas vantagens, o trabalho de 30 pessoas.

“As vantagens do equipamento não são apenas de mão-de-obra, mas também de qualidade e agilidade,  diz o gerente de negócios da empresa, Guilherme Vianna.

“As cercas”, acrescenta,  “são instaladas com espaçamento e fios de arame pré-definidos. Além disso, a garantia mínima é de construção de 30 km de cercas por mês, pelo menos 10 vezes mais que o trabalho realizado por uma dupla de cerqueiros”.

Outro benefício do equipamento é a possibilidade de desmonte das cercas e reinstalação em outro local. “Essa facilidade é especialmente vantajosa para propriedades que praticam a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), a qual  reúne diferentes sistemas produtivos (agrícolas, pecuários e florestais) dentro de uma mesma área”, explica Viana.

Ao final de cada ciclo de utilização da área pode-se retirar os postes e o arame e remontá-los em outra área da propriedade.

Foto: Belgo Arames

2905, 2020

Embrapa cria teste para controle mais eficiente de carrapatos em bovinos

O ataque de carrapatos (praga) aos bovinos é um dos principais problemas das criações de gado de corte e de leite do país, pois provoca redução  significativa na produção de carne, leite e couro e para combatê-lo de forma mais eficiente surgiu um novo meio.

Trata-se de um teste de sensibilidade dos parasitos aos carrapaticidas, criado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O teste, que é gratuito e está à disposição dos criadores de todo o país, consiste na determinação do produto mais adequado para combate dos carrapatos em cada propriedade, garantindo economia de recurso e de mão de obra, desaceleração do processo de resistência dos carrapatos e menor dano ao meio ambiente.

Segundo os pesquisadores, o teste é um serviço importante, pois as populações de carrapatos têm perfil diferente de resistência a carrapaticidas em cada propriedade.

Foto: Marcos La False

2705, 2020

Viveiros fertilizados fazem pirarucu aumentar peso em até 20%

Fertilizando viveiros de criação de pirarucu, é possível que os peixes tenham cerca de 20% a mais de peso em comparação a viveiros sem esse recurso. É o que indica pesquisa realizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) dentro do projeto Pirarucu da Amazônia.

Além desse ganho, houve conversão alimentar mais eficiente, ou seja, em média, os peixes consumiram menos alimento para ganhar cada quilo de peso.

Na fase da recria, o uso da fertilização em viveiros possibilitou obter animais com peso médio de 0,90 kg, enquanto   que, em viveiros em que não houve fertilização, esse peso ficou em 0,75 kg. Fazendo as contas, os 20% de aumento são resultado da produtividade média dos peixes.

“Os resultados foram excepcionais e muito acima das expectativas da equipe de pesquisadores, que esperava um efeito mais modesto,

pois o pirarucu é uma espécie de hábito alimentar carnívoro/ictiófago” diz Fabrício Rezende, um dos pesquisadores envolvidos no estudo. Animais ictiófagos são aqueles carnívoros que têm peixes como base de sua dieta.

Foto: Jefferson Christofoletti

1405, 2020

UFSCar desenvolve produto que possibilita revestir ovos e prolongar seu prazo de validade

O produto da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), localizada no interior de São Paulo, é um biofilme (espécie de membrana), obtido a partir de uma substância (quisotana), extraída da carapaça ou casca de crustáceos, como camarão, lagosta e caranguejo.

“A principal característica do biofilme é que, além de ter propriedades antifúngicas e bactericidas, permite vedar microfissuras e poros na superfície de ovos. Isso resulta em um aumento do tempo de prateleira do produto”, dizem os pesquisadores.

Segundo eles, além de ovos, o biofilme  pode ser usado para revestir embalagens de alimentos diversos, como carne bovina.

No caso de ovos, os pesquisadores estimam que o revestimento prolongue a durabilidade do produto de 30 para 50 ou até 60 dias, dependendo das condições de armazenamento.

O trabalho de pesquisa da UFSCar que resultou no biofilme (cuja patente já foi depositada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial) contou com apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Fonte: UFSCar

805, 2020

Embrapa: vacas que pastejam na sombra produzem mais embriões

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) verificaram que vacas da raça Gir Leiteiro que tiveram acesso a áreas com sombra de eucalipto produziram quatro vezes mais embriões durante o período mais quente do ano e, ao longo do período do estudo (33 meses), 22% a mais de leite.

A comprovação reforça a importância de oferecer aos animais condições confortáveis para o bom desempenho reprodutivo. Os resultados também estimulam o uso de sistemas de criação de bovinos integrados com floresta, pois mantêm árvores nas pastagens.

De janeiro de 2017 a setembro de 2019, especialistas de diferentes áreas da Embrapa e da Universidade de Brasília (UnB) se dedicaram ao projeto “Conforto térmico, produtividade de leite e desempenho reprodutivo de vacas de raças zebuínas em sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Cerrado”.

“Identificamos que o uso da ILPF com vacas zebuínas leiteiras pode ser recomendado, pois além de aumentar a produtividade de leite e a quantidade de embriões produzidos, também melhora a qualidade do produto e do pasto, o valor nutritivo da forragem e os parâmetros fisiológicos e comportamentais das vacas”, diz  a pesquisadora Isabel Ferreira, coordenadora do projeto.

Os estudos foram conduzidos no Centro de Tecnologia de Raças Zebuínas Leiteiras, localizado no Distrito Federal e ligado à Embrapa Cerrados. Durante os 33 meses de experimento, os especialistas mediram o desempenho produtivo e reprodutivo de vacas Gir Leiteiro a pasto com a presença e ausência de sombra.

Fonte: Embrapa

405, 2020

Cana-de-açúcar enriquecida viabiliza criação de vacas leiteiras no leste de Minas Gerais

Cultivada em quase todas regiões do país, a cana-de-açúcar é uma das principais fontes de alimentação de bovinos, principalmente nos períodos  de estiagem. A cultura tem baixo custo de produção, é de fácil manejo e rica em energia. No entanto, ela é pobre em proteínas e minerais, que são essenciais para os animais.

Diante dessa situação, criadores de bovinos leiteiros de 11 fazendas da região de Capitão Andrade, leste de Minas Gerais, passaram a adicionar à cana um produto (mistura) denominado Nitromineral Epamig que corrige as deficiências de proteínas e minerais da cana e atende às necessidades nutricionais das vacas, tornando-as mais produtivas.

“O produto, desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig ), vem sendo empregado, com sucesso, na alimentação de vacas dos criatórios daquela região”, diz o coordenador técnico regional da Emater (empresa de assistência técnica ao homem do campo), Ronald Hott. E acrescenta:

“Todas as vacas apresentam melhorias na produção. Tanto que, no período chuvoso do ano, os animais vem obtendo, em relação à época de estiagem (quando há escassez de pasto), aumento de até 60% na produção de leite”.

Além disso, na opinião de Etelvino Francisco Filho, um dos criadores  de Capitão Andrade que utilizam a mistura, o produto apresenta outras vantagens.

“Eu percebi que, além de produzirem mais leite e ganharem mais peso,  as vacas entraram no cio mais cedo e a pelagem delas fica mais bonita”.

“Espero chegar a 200 litros por dia”, diz produtor.

Fonte: Epamig

3004, 2020

UNESP desenvolve novilho superprecoce que pode ser abatido com um ano de idade

Essa novidade é uma conquista da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), em Bauru (SP), e é  fruto do projeto  Crescimento de Bovinos de Corte no Modelo Biológico Superprecoce, desenvolvido desde 1992 por aquela instituição.

O novilho superprecoce resulta do cruzamento, por inseminação artificial,  de gado Nelore (originário da Índia) com raças europeias – Angus, Hereford, Simental, Braunvieh, Charolês, Limousin e Pardo Suíço.

Segundo a UNESP, o animal foi desenvolvido sem  o uso de anabolizante (hormônio que acelera o ganho de peso dos bovinos) e pesa 450 quilos (a maioria dos novilhos criados no país requer de três a quatro anos para atingir esse peso).

Para chegar ao animal os pesquisadores suprimiriam uma das três fases do projeto  de gado de corte da UNESP: a recria  ( as outras duas são: cria e engorda).

Exemplo: o bezerro que resultou no novilho foi desmamado aos sete meses com 230 quilos – idade em que normalmente só teriam 200 quilos– e foi direto para a engorda em regime de  confinamento (ambiente fechado). “O animal não passou, portanto, pela fase comum e onerosa da recria, que costuma durar de dois a três anos”, explicam os pesquisadores, acrescentando:

“ O sistema antecipa não só a idade do abate dos machos para, no máximo,  13 meses, como também a primeira parição das fêmeas – preservadas em parte para a reprodução -, que pode ocorrer aos dois anos de idade, enquanto que, na criação tradicional,  o primeiro parto só acontece depois dos três anos de idade”.

Fonte: UNESP

2804, 2020

Embrapa desenvolve entreposto móvel para processar pescado próximo ao produtor

O objetivo do entreposto (denominado EMP) é levar aos pequenos piscicultores um serviço de processamento seguro, de acordo com a legislação sanitária e que agregue valor ao produto.

Desenvolvido pelo núcleo Pesca e Aquicultura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a empresa Engmaq, de Santa Catarina, o entreposto consiste em um contêiner (espécie de cofre) refrigerado de 12 metros de comprimento transportado por uma carreta que realiza o processamento de peixes ao lado das criações (pisciculturas).

“O EMP atende a uma demanda por frigoríficos com menor custo de implantação”, diz a pesquisadora da Embrapa Patrícia Costa Mochiaro Soares Chicrala, coordenadora do projeto que desenvolveu o EMP.
Segundo ela, “um entreposto tradicional, com capacidade para processar cinco toneladas de tilápias por dia, custa,  em média,  R$ 5 milhões para ser implantado, enquanto o EMP, mais simples e compacto, custa um décimo desse valor”.

O equipamento foi projetado com estrutura modular, permitindo que etapas de processamento possam ser adicionadas, de acordo com a necessidade de cada produtor e demandas do mercado.

904, 2020

Criador comemora taxa de prenhez acima de 55% com embriões ABS

Empregando embriões desenvolvidos pela ABS, empresa que opera no ramo de reprodução de gado de corte e leite, o criador de animais da raça Nelore Marcos Albino, proprietário da Fazenda Maranata, no norte do estado de Tocantins, obteve resultados considerados “impressionantes” pela ABS.

Segundo a empresa, “já na primeira aplicação – com 204 embriões transferidos para vacas receptoras (barrigas de aluguel) e  114 prenhezes confirmadas, o criador registrou uma taxa de prenhez de 55,88%.

A solução genética da ABS consiste no que a empresa denominou de ABS NEO (“pacote” de embriões) e Albino diz que resolveu optar por ela como meio de incrementar o melhoramento genético do seu rebanho.

“A qualidade dos animais resultantes da tecnologia da ABS já havia me chamado a atenção, e agora tenho a comprovação da decisão correta, graças a esse índice que alcançamos”, diz o criador.

Fonte: Na Mídia Assessoria

704, 2020

Adulterações em carnes são identificadas por método desenvolvido pela UFMG em parceria com a PF

Estudo de doutorado desenvolvido no Programa de Pós-graduação em Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),  em parceria com a Polícia Federal (PF), deu origem a um método simples e de baixo custo para identificação e caracterização de adulteração em carnes bovinas in natura. Segundo a autora do estudo, a pesquisadora Karen Nunes, o trabalho teve por objetivo simplificar as perícias promovidas pelos agentes da PF.

A adição de água, sais e outros adulterantes aumenta a capacidade de retenção de água pela carne, propiciando fraude comercial, uma vez que o preço do produto é estabelecido pelo peso. O procedimento já gerou diversas operações da PF, entre as quais, Vaca atolada (2012) e Carne fraca (2017).

Karen Nunes foi estagiária da PF no setor de Perícias e, quando começou a desenvolver sua dissertação de mestrado na UFMG, vislumbrou a possibilidade de estudar as adulterações em carnes, em razão da sua atuação na operação Vaca atolada. No doutorado, a pesquisadora deu sequência ao projeto e desenvolveu, com base em dados de espectroscopia de absorção no infravermelho médio e Raman, um método para detecção de produtos não cárneos nas amostras.

Segundo o perito criminal Marcus Andrade, a perícia da PF sempre teve dificuldade técnica de determinar os elementos presentes na carne, na investigação de adulterações. “Assim”, diz ele, “a pesquisa cumpre os objetivos propostos pela PF e propõe um modelo que possibilita que a perícia seja feita de forma mais rápida e eficaz do que a processada pelo método tradicional”.

Fonte: UFMG

204, 2020

Alunos da UFV criam  máquina para fabricação de leite em pó de cabra

A Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, dispõe, no município de Florestal, naquele estado, de um núcleo de ensino e pesquisa, o qual está cercado de pequenas propriedades cujas famílias criam caprinos para produção de carne e leite, gerando alimento e renda para as famílias.

A carne dos animais é o principal produto de consumo, enquanto o leite é pouco utilizado para alimentação humana e acaba sendo descartado sem nenhum aproveitamento.

Diante dessa situação e visando abrir uma frente de negócios para os criadores,  os estudantes Charles de Oliveira e Michael Willian, da Central de Ensino e Desenvolvimento Agrário do núcleo da UFV  criaram uma máquina de baixo custo para a fabricação de leite de cabra em pó, com orientação do professor Luiz Carlos Gouvêa.

“O  projeto tem por fim  permitir o armazenamento do leite para posterior consumo e comercialização. O leite de cabra em pó tem prazo de validade de oito meses, enquanto o líquido azeda em três dias”, explica Gouvêa”.

A máquina, já patenteada, também poderá ser útil para a produção de leite de vaca em pó; tem capacidade de beneficiar dez litros de leite por hora, sendo que cada litro gera aproximadamente 120 gramas de pó.

Segundo Gouvêa, o equipamento poderá ser utilizado como fonte de renda não apenas para as famílias de Florestal, cidade com cerca de 5,5 mil habitantes, mas em especial para pequenos e médios produtores do Nordeste do Brasil, região que abriga mais de 90% dos rebanhos de caprinos do país.

Fonte: Agência FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo)

3103, 2020

Embrapa cria sistema que facilita a comercialização de ovinos no estado de Mato Grosso do Sul

Estudo da  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) serviu de base para uma inovação recente na comercialização de ovinos no estado de Mato Grosso do Sul. Trata-se de um modelo denominado Propriedade de Descanso de Ovinos para Abate (PDOA), que recebe animais de diversas propriedades do estado, facilita a negociação com frigoríficos e se responsabiliza pelo seu embarque para esses estabelecimentos.

Graças a esse novo sistema, em 2019, foi movimentada a maior quantidade de animais dos últimos cinco anos: 1.510 ovinos. Nos anos anteriores, essa quantidade variou entre 1.100 e 1.460 animais.

A iniciativa é decorrente de articulações entre os setores público e privado  e surgiu com o propósito de solucionar um dos maiores entraves à ovinocultura no estado: a falta de estrutura para comercialização dos animais.

“O maior benefício para o produtor é a facilidade de negociar com compradores de grandes lotes um número menor de cabeças. Os compradores também são beneficiados, especialmente com a redução nos custos de frete,” destaca Sônia Beretta, produtora de ovinos em Sidrolândia (MS).

Foto: Fernando Reis

2503, 2020

Ourofino Agronegócio lança novo hormônio para equinos

Com o novo produto (Sincrorellin à base de deslorelina) a Ourofino Agronegócio, empresa que atua na produção de medicamentos veterinários, amplia a sua linha de medicamentos para equinos.

De acordo com a empresa, o hormônio apresenta um índice de 90% na indução de ovulação das éguas, aumentando a rentabilidade do produtor, devido à sincronização da ovulação entre os animais e à diminuição das tentativas de prenhez.

Segundo a médica veterinária e diretora comercial da linha equinos, Silvia Tarumoto, a Ourofino é a primeira empresa brasileira a comercializar este produto,  devidamente registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“O Sincrorrelin consegue sincronizar o momento ovulatório das éguas tratadas, facilitando o manejo de inseminação e de transferência de embrião, que é uma prática amplamente utilizada na equideocultura atual”, explica Tarumoto.

Fonte: Ourofino

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