Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia 2017-09-21T08:51:09+00:00
2311, 2018

Embrapa: gado criado em sistema integrado com floresta procura menos água

Resultados de pesquisa envolvendo o comportamento de bovinos revelam que animais criados em sistemas integrados com árvores frequentam menos os bebedouros em comparação com aqueles criados em sistemas convencionais, a pleno sol. A redução chega a 19%, de acordo com estudo desenvolvido no núcleo Pecuária Sudeste da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Trata-se de uma das vantagens de sistemas de produção, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que vem sendo adotada gradativamente no país, chegando a quase 12 milhões de hectares.

O estudo constatou que, no período da tarde, 87% dos animais que estavam expostos ao sol foram ao bebedouro.  Na área sombreada, esse índice caiu para 63% no mesmo período.

Foto: Rubens Ferreira/Fotodeboi

2311, 2018

UFMG: desmame precoce de bezerros da raça Girolando viabiliza criação e venda desses animais

Tendo em vista que o Girolando – resultado do cruzamento entre bovinos das raças Gir e Holandês – é a principal raça leiteira do pais, pesquisadores do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Montes Claros, desenvolveram pesquisa que abre uma nova frente de negócio para o produtor: viabiliza a criação de bezerros machos por meio do desmame precoce. A razão é que frequentemente esses animais são descartados após o nascimento nos criatórios ou vendidos a preços irrisórios.

Na pesquisa, os pesquisadores criaram os bezerros separadamente e os desmamaram precocemente. No sistema tradicional, o bezerro girolando é desmamado pela vaca por volta de oito meses de idade. “No nosso trabalho, o desmame ocorreu gradativamente, com o leite sendo retirado das crias em 60 dias” dizem os professores Eduardo Robson Duarte e Mário Henrique França Mourthé, coordenadores da pesquisa.

Na alimentação dos animais, foram ­testados a silagem de sorgo (alimento preparado e conservado em silo) e concentrado (mistura de minerais e vitaminas), produtos frequentemente utilizados nos criatório leiteiros do país.

O grupo de pesquisadores constatou que, apesar do desmame precoce, os bezerros conseguiram se desenvolver bem e com saúde.

“Os bezerros apresentaram bom ganho de peso, e isso é muito interessante para o produtor, pois viabiliza a venda dos animais com bons preços”, afirmam os pesquisadores.

Foto: Com os professores Eduardo Duarte (à esquerda) e Mário Mourthé, a aluna Iara Reis, do curso de Zootecnia da UFMG, faz o aleitamento artificial de bezerro da raça Girolando. Créditos da foto: Arquivo da pesquisa.

2311, 2018

ITAL realiza estudo inédito para identificar presença de micróbios em mortadelas sob temperatura ambiente

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, por meio do Centro de Tecnologia de Carnes do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), está realizando um estudo por solicitação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) com o objetivo de estabelecer um protocolo que permita evidenciar a segurança microbiológica de mortadelas comercializadas em temperatura ambiente no Brasil, diferenciando produtos seguros de não seguros para esta forma de comercialização.

Os resultados, segundo os pesquisadores, permitirão avaliar o efeito da atividade de água e do teor de nitrito adicionado, permitindo estabelecer limites desses parâmetros de formulação, subsidiando o Ministério da Agricultura (MAPA) no estabelecimento de um protocolo para que a mortadela comercializada à temperatura ambiente ocorra de forma segura sob o aspecto microbiológico.

De acordo com o secretário da Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, este estudo é de grande interesse da sociedade, incluindo não só os consumidores, mas também o segmento produtivo que disponibiliza essa categoria de produtos em grandes volumes em todas as regiões do país.

Foto: Divulgação

2311, 2018

Pesquisadores da Embrapa desenvolvem mamona sem toxidade capaz de alimentar animais

Pesquisadores do núcleo Recursos Genéticos e Biotecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) conseguiram resolver um dos maiores desafios para o uso da mamona (Ricinus communisL.) na alimentação animal. Eles desenvolveram uma mamona sem ricina, uma das substâncias mais tóxicas conhecidas que chega a ser citada na Convenção Internacional para Proibição de Armas Químicas.

Proteína presente na semente da planta, a ricina inviabiliza o uso da torta de mamona, subproduto do processamento do óleo de mamona, na alimentação animal.

Na pesquisa, coordenada pela equipe do pesquisador Francisco Aragão, foram geradas mamoneiras sem a presença de ricina por meio de silenciamento gênico, técnica que permite “desligar” genes específicos.

O teor de óleo na semente de mamona varia de 40% a 43%. Após a extração do óleo, a torta resultante é utilizada como fertilizante orgânico, com baixo valor no mercado. A torta de mamona sem ricina poderá ser utilizada na formulação de rações animais, elevando, assim, o seu valor de mercado.

Foto: Coube a Aragão a tarefa de coordenar as pesquisas sobre a mamona sem ricina. Crédito da foto: Claudio Bezerra.

2311, 2018

Programa de computador permite acompanhar o crescimento e reprodução do rebanho bovino leiteiro

O aplicativo, desenvolvido pelo núcleo Pecuária Sudeste da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), permite acompanhar o crescimento e o peso das novilhas e bezerras com maior facilidade e eficiência.

O novo recurso permite que o produtor gerencie os animais de recria, indicando se as bezerras e as novilhas estão abaixo ou acima do peso ideal desde o dia do nascimento até chegar à fase reprodutiva.

No aplicativo, os bovinos são apresentados na tela por cores e formatos padronizados, sinalizando a situação de crescimento dos animais. Com isso, o sistema informa se estão com o peso ideal para a cobertura de acordo com as tabelas padronizadas para rebanhos de pequeno, médio e grande porte das raças.

“O principal benefício do aplicativo é possibilitar a ação do produtor na manutenção do peso ideal das bezerras para assegurar que a reprodução ocorra na hora certa e que haja lucro com a atividade leiteira” diz André Novo, chefe de Transferência de Tecnologia do núcleo Pecuária Sudeste da Embrapa.

Foto: Gisele Rosso.

511, 2018

Unicamp: pesquisadora cria salame italiano com menos sal de cozinha

Tendo em vista que o salame italiano é um dos produtos embutidos mais salgados e que pode fazer mal à saúde, causando doenças cardiovasculares, a farmacêutica Bibiana Alves dos Santos, em tese de doutorado defendida na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em São Paulo, criou um salame com menor quantidade do sal utilizado na cozinha, o cloreto de sódio (NaCl). Na pesquisa, ela reduziu em média 42% do cloreto de sódio.

A pesquisadora utilizou o cloreto de potássio (KCl) no lugar de 50% do cloreto de sódio (NaCl), não causando prejuízos à qualidade físico-química, microbiológica, bioquímica e no sabor do produto. O salame produzido com 50% de redução de NaCl e 50% de KCl manteve características similares ao produto tradicional.

“O mais importante”, diz Bibiana, “é que o salame com menor teor de sal foi bem-aceito pelos consumidores que participaram dos experimentos”.

Com sua tese, na qual estudou o salame do tipo italiano, por ser o mais consumido no Brasil. a farmacêutica obteve o titulo de Doutora em Engenharia de Alimentos na UNICAMP.

Foto: Luigi Rosas.

511, 2018

Embrapa aperfeiçoa e recomenda uso de cocho do tipo trenó para alimentação de bovinos

Na época de seca é comum os produtores rurais utilizarem suplementação (reforço) alimentar para compensar a deficiência nas pastagens. Para isso, a propriedade deve dispor de cochos. Em vista disso, o núcleo Pecuária Sudeste da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) aperfeiçoou o cocho móvel, tipo trenó, e passou a recomendar seu uso por parte dos criadores de gado.

O cocho, de acordo com o pesquisador André Pedroso, é uma alternativa mais resistente do que os cochos convencionais, feitos em madeira. Os convencionais geralmente apresentam baixa durabilidade, pois ficam em contato com esterco e urina acumulados ao seu redor.

O cocho tipo trenó é de fácil movimentação e facilita o manejo, em relação aos cochos de alvenaria, pois elimina a necessidade de retirada e transporte do esterco. É construído com pranchões de quatro centímetros de espessura, sobre duas vigotas que funcionam como esquis. Pode ser deslocado com um trator ou por um animal de tração.

Foto: Gisele Rosso.

511, 2018

Universidade Federal de Goiás desenvolve projeto inédito no país sobre derivados lácteos funcionais

O projeto, em desenvolvimento no Centro de Pesquisa em Alimentos da Escola de Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Goiás (UFG), tem por base o soro lácteo, resíduo proveniente da fabricação do queijo, o leitelho, resíduo obtido após o processamento da manteiga e frutas do Cerrado. Esses componentes passaram a ser aproveitados na produção de alimentos funcionais, que têm efeitos benéficos nos sistemas nervoso, gastrointestinal e cardiovascular, além de suas funções nutricionais básicas.

O trabalho envolve médicos veterinários, zootecnistas, engenheiros agrônomos e engenheiros de alimentos e, nele, já foram desenvolvidos produtos inovadores, como a bebida láctea fermentada saborizada com polpa de araticum e bebida láctea fermentada acrescida de leitelho e saborizada com cagaita. Os frutos do Cerrado escolhidos pelos pesquisadores não servem apenas para saborizar os produtos. Eles apresentam rico valor nutricional e funcional.

O projeto da UFG foi abordado no último Seminário de Responsabilidade Técnica com o tema Indústria Láctea, no Conselho Regional de Medicina Veterinária de Goiás (CRMV-GO).

Foto: (CRMV-GO).

511, 2018

Embrapa: vacas produzem quase 20% a mais de embriões em áreas sombreadas

Essa foi a conclusão de um estudo realizado no núcleo sudeste da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) que reuniu vacas em áreas sombreadas dentro de um programa chamado por aquela empresa de ILPF (sistema integrado de produção), envolvendo lavoura, pecuária e floresta.

O estudo comparou o desempenho de vacas a pleno sol com as que tiveram acesso à sombra em projeto que avaliou o conforto térmico e a eficiência reprodutiva dos animais.

O trabalho mostrou que as vacas a pleno sol apresentaram uma taxa de produção de embriões de 36%. Já as vacas em área sombreada tiveram um incremento nessa taxa, que chegou a 43%. Esse aumento de sete pontos percentuais equivale a quase 20%.

“A produção de embriões foi usada como medida da eficiência reprodutiva”, diz o estudo, ressaltando: “os resultados mostraram que o microclima mais favorável observado no sistema ILPF, com menor incidência de radiação solar sobre os animais, contribuiu para o aumento na produção de embriões”.

Foto: Gisele Rosso.

511, 2018

Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) cria um novo sistema de rastreabilidade de bovinos totalmente automatizado

O sistema permite o completo monitoramento do gado, desde o nascimento até o desligamento do brinco eletrônico, quando ele vai para abate, no frigorífico. Os dados armazenados permitem oferecer transparência aos países importadores da carne brasileira, podendo ser facilmente acessados por computador ou por aparelho celular.

“A vantagem econômica que o novo sistema traz ao produtor é enorme”, diz Paulo Vicente Costa. coordenador dos Protocolos de Rastreabilidade da CNA, explicando que “ele permite melhor preço na venda dos animais, pois atende a compradores com exigências específicas, disposto a pagar mais para ter o produto de acordo com suas necessidades”.

– O novo sistema vai permitir o atendimento dos vários tipos de demanda, já que pode separar produtores brasileiros que realizam manejos diferentes, identificando, assim, os rebanhos aptos a satisfazer cada comprador – esclarece Paulo Costa.

Foto: CNA. No sistema, os animais são identificados por meio de brincos eletrônicos colocados em suas orelhas.

3009, 2018

Avicultura: Embrapa aprova técnica que previne disseminação de doenças causadas por vírus em frangos criados em aviários

A técnica, aprovada por pesquisadores do núcleo Suínos e Aves da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), torna inativos os vírus presentes na chamada cama de frango do aviário (local onde os animais circulam e dormem), permitindo que a cama seja reutilizada pelos produtores.

Para isso, segundo os pesquisadores, adotou-se um procedimento, chamado de fermentação plana, o qual se mostrou eficiente na inativação dos microrganismos.

O processo, que consiste na umidificação da cama e cobertura com lona impermeável para impedir a troca de gases com o ambiente, é um método de tratamento genuinamente nacional. “Ele foi inventado por avicultores brasileiros e ainda é pouco conhecido em outros países”, diz a pesquisadora Clarissa Vaz.

Técnica permite a reutilização da cama por parte dos produtores

Foto: Embrapa

3009, 2018

Técnica testada na Universidade Federal de Santa Catarina “silencia” (torna inativo) vírus da mancha branca que afeta camarões

Essa conquista é fruto de uma tese de mestrado da engenheira de aquicultura Cristhiane Guertler defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Aquicultura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Para chegar ao resultado, a pesquisadora fez uso de um processo que utiliza a técnica do RNA de interferência para ativar a defesa dos camarões, “silenciando” o vírus da doença.

O RNA de interferência é uma das defesas naturais do sistema imunológico de todas plantas e animais.

Na dissertação de mestrado de Cristhiane, foram testados 300 camarões e os resultados comprovaram os benefícios da técnica: 70% sobreviveram e, desses, 80% não apresentaram mais o vírus. A mancha-branca deixa a carapaça do camarão esbranquiçada e mata o crustáceo em poucos dias.

Foto: Divulgação

3009, 2018

Novidade: APTA desenvolve produto natural para substituir antibióticos utilizados em gado de corte

Pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, desenvolveram um produto natural inédito (primeiro do Brasil) para substituir os antibióticos tradicionais na alimentação de bovinos.

Trata-se, segundo a APTA, de um antibiótico com anticorpos policlonais (formados na gema do ovo das galinhas durante o processo de imunização das aves) e dotado de propriedades equilibradoras da flora do aparelho digestivo de bovinos, garantindo maior ganho de peso dos animais.

Desenvolvido para ser adicionado à ração do gado, o produto (já patenteado) tem a mesma função dos antibióticos tradicionais, mas com a diferença de ter efeito específico contra bactérias indesejáveis (nocivas à saúde dos bovinos), que inibem o ganho de peso do gado. Além disso, ao contrário daqueles medicamentos, o antibiótico natural não inibe o crescimento de bactérias gram-positivas (benéficas aos animais).

Dentro desse quadro, os pesquisadores da APTA chamam atenção para o fato de que os antibióticos convencionais vêm sendo proibidos em vários países da Europa e regiões dos Estados Unidos devido ao surgimento das chamadas superbactérias (resistentes aos antibióticos).

Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo

3009, 2018

Universidade Federal de Viçosa-UFV(MG) cria vacina contra Circovirose (doença que ataca suínos)  e causa prejuízos aos produtores

A vacina, criada pela primeira vez no Brasil por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, é fruto de mais de 15 anos de estudos. Ela tem por fim imunizar suínos contra o vírus PCV2 da circovirose. Esse vírus ataca criatórios em todo o mundo, causando definhamento dos leitões (a mortalidade geralmente fica entre 3% a 10%) e prejuízos aos produtores.

“Até agora, as vacinas disponíveis no Brasil para prevenção das infecções causadas pela circovirose são importadas”, informam os pesquisadores, acrescentando que para chegar à nova vacina testaram o produto em camundongos e suínos naturalmente infectados e os resultados mostraram que a vacina tem eficiência superior às importadas disponíveis no mercado brasileiro.

Depois de testada, a tecnologia da vacina foi apresentada a diversas empresas especializadas em sanidade animal no Brasil. A Ourofino Saúde Animal Ltda. apresentou a melhor proposta para a UFV e vem realizando as adaptações para produção em escala industrial.

Foto: Universidade Federal de Viçosa

3009, 2018

Engenharia agrícola: Embrapa desenvolve misturador de rações para suínos e aves

Desenvolvido pelo núcleo Suínos e Aves da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceira com a empresa Bergamini Industrial, localizada em Concórdia (SC), o equipamento destina-se a produtores de suínos e aves (frango de corte e galinha poedeira).

O misturador, considerado pelos pesquisadores do núcleo ideal para pequenas fábricas de ração, é indicado para ração seca, ração com adição de líquido, silagem de grão úmido de milho e sal mineral. A grande vantagem do equipamento é que ele proporciona menor tempo de mistura e melhor qualidade na mistura.

Foto: núcleo Suínos e Aves da Embrapa

2808, 2018

Novidade: planta (botão de ouro) reduz consumo de ração de vaca leiteira sem alterar a produção do animal

Pesquisadores da Universidade Federal de São João Del-Rey (UFSJ), em Minas Gerais, passaram a buscar novas fontes de alimentação para o gado leiteiro mais econômicas e selecionaram uma planta que reduz o consumo de ração de vacas sem alterar a produção e composição do leite produzido por elas. Trata-se do botão de ouro (de nome científico Tithonia diversifolia), ainda pouco explorada no Brasil, mas já cultivada em outros países, entre eles Colômbia, México e Argentina, como fonte de alimentação animal.

Uma vez selecionada a planta, uma equipe de pesquisa da UFSJ, coordenada pelo professor Rogério Martins Maurício, coletou exemplares da espécie em regiões de Minas Gerais e instalaram um experimento com plantio do botão de ouro para uso na alimentação de vacas leiteiras.

No experimento, os pesquisadores foram retirando gradativamente a ração – parte mais cara da dieta das vacas – e acrescentando o botão de ouro e aplanta foi capaz de reduzir em 11% o uso da ração sem alterar a produção das vacas(média de 22 litros/dia). Além disso, apresentou outra vantagem: alto teor de proteína: 15%. Esse nutriente é o que mais encarece a ração e que mais contribui para o aumento da produtividade das vacas.

“Assim, diz o professor Rogério, uso do botão de ouro, além de ser bem aceito pelos animais, contribui não somente para reduzir custos para a produção do leite, mas também para enriquecer as opções de forrageiras ao pecuarista mineiro”.

Foto: Rogerio Martins Mauricio/Arquivo Pessoal

2808, 2018

Pesquisa da Embrapa mostra que 12% dos brasileiros nunca comeram carne ovina

Resultados de pesquisa realizada pelo núcleo Pecuária Sul da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) demonstraram que 25 milhões de brasileiros, 12% de consumidores do país, nunca sequer experimentaram a carne de ovelhas, carneiros ou cordeiros.

“Mesmo no Sul, onde há tradição na criação e consumo, a carne ovina é mais lembrada para os churrascos de fim de semana, para assar em momentos festivos, mas ela não está presente no cardápio durante a semana”, diz a pesquisadora da Elen Nalério, coordenadora do projeto “Aproveitamento Integral da Carne Ovina”, que busca levar ao mercado novas opções de consumo dessa carne.

Os motivos do baixo consumo da carne ovina, segundo a pesquisadora do núcleo, vão desde a pouca disponibilidade do produto no mercado até a falta de costume e inexistência de cortes mais apropriados para o preparo no dia a dia.

 

2808, 2018

Plantio conjunto de milho e capim-massai garante alimento com menor custo para produtores de ovinos no Semiárido do Brasil

Estudo realizado por pesquisadores do núcleo Caprinos e Ovinos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) concluiu que o plantio consorciado (conjunto) de milho e capim-massai é uma opção economicamente vantajosa para alimentação de rebanhos de ovinos na região semiárida do Brasil.

Segundo o estudo, em um hectare com as duas culturas, é possível produzir silagem (mistura das culturas conservada em silo) para manter produtivos 53 ovinos de corte ou leite, com peso corporal médio de 25 kg, durante oito meses, período que corresponde à época de estiagem. Os resultados indicaram que produzir a silagem a partir do plantio de milho e capim-massai é 31,35% mais barato para o criador do que adquiri-la no comércio. A partir do segundo ano, sem o custo com o cercamento da área, essa economia chega a 78%.

Foto: Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)

2808, 2018

Produtores de Mato Grosso do Sul viabilizam projeto de criação de gado leite com uso de tecnologias, entre elas pastagem irrigada

O projeto reúne 19 produtores de animais da raça Holandesa, os quais desenvolvem suas atividades em Ivinhema, município da região sul de Mato Grosso do Sul (MS). Elaborado pelo SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas/MS e a prefeitura de Ivinhema, o projeto visa melhorar a produtividade dos animais, expandir a produção de leite e derivados e gerar animais para venda.

Além da pastagem irrigada, implantada por causa da estiagem prolongada que afeta a região de Ivinhema, o projeto oferece aos produtores três serviços, que funcionam em instalações móveis: (a) rufião (touro) móvel, um veículo equipado com ultrassonografia, que realiza o monitoramento reprodutivo e sanitário, identificando animais que oferecem lucros; (b) vaca móvel, que analisa a qualidade do leite e identifica formas de melhoria, quantidade de gordura, acidez é água; e (c) agromóvel, que verifica a nutrição e manejo de pastagem, identificando boas práticas e simulando a ingestão de alimentos do gado.

Foto: Prefeitura de Ivinhema(MS)/Sebrae-MS

2808, 2018

Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais desenvolve vacina contra varíola bovina

Pesquisa sobre varíola bovina, desenvolvida pelo grupo coordenado pela professora e pesquisadora Zélia Inês Portela Lobato na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), resultou em uma vacina contra a doença. O processo de pesquisa da vacina (já patenteada) durou cerca de 10 anos e foi realizado por um grupo que envolveu professores, alunos de pós-graduação e de iniciação científica.

A varíola bovina possui consequências econômicas e sociais visíveis: a doença se espalha com facilidade e de forma acelerada. Isso diminui drasticamente a produtividade das fazendas de gado. “Em fazendas de produção leiteira onde há a contaminação das vacas em lactação, a produção de leite sofre uma queda de no mínimo 30%, já que a ordenha fica comprometida”, afirma a professora Zélia.

Foto: Escola de Veterinária da UFMG

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