Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia2017-09-21T08:51:09+00:00
1408, 2019

Novidade: Embrapa cria sistema que identifica bovinos com melhor eficiência alimentar

Utilizando uma estrutura computadorizada, formada por cochos eletrônicos e estações de pesagem, pesquisadores do núcleo Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveram um sistema inédito para identificar quais animais possuem melhor conversão alimentar, isto é, que ganham mais peso comendo menos.

Segundo o pesquisador Luiz Otávio Campos da Silva, do núcleo Gado de Corte, o sistema é constituído de equipamentos que possuem comedouros apoiados sobre uma balança, que registra eletronicamente o total de alimento consumido por animal, individualmente.

Ele acrescenta: “A identificação de cada touro é feita por meio de um chip, implantado na orelha, detectado pela antena presente no cocho a cada aproximação do animal para se alimentar. Já as estações de pesagem produzem dados de peso vivo e ingestão alimentar. Elas são ligadas aos bebedouros, e todas as vezes que os animais chegam para beber água são pesados”.

908, 2019

Embrapa desenvolve queijo de cabra com microrganismos (probióticos) benéficos à saúde

Pesquisa conjunta do núcleo Agroindústria de Alimentos e do núcleo Caprinos e Ovinos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) resultou na produção de um queijo denominado boursin, elaborado com leite de cabra e que possui microrganismos benéficos à saúde, chamados probióticos.

Trata-se do primeiro produto desse tipo desenvolvido no Brasil. Para obtenção do queijo foram realizadas análises sensoriais do alimento com clientes de uma rede de supermercados que o aprovaram.

De origem francesa, o boursin é um queijo de cabra originário da Normandia. O produto é de textura cremosa e espalhável, de cor branca e sem casca; e possui um sabor suave e amanteigado. A procura, no Brasil, por produtos derivados de leite de cabra com probióticos tem sido crescente nos últimos anos.

Foto: Ricardo de Oliveira

408, 2019

Saúde Animal: UNESP desenvolve vacina contra mastite bovina

O estudo que resultou na vacina teve início há cerca de dois anos e é fruto da colaboração entre os Departamentos de Tecnologia e Medicina Veterinária Preventiva e Patologia Veterinária da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

A mastite bovina é uma das principais doenças do gado leiteiro, causando grandes prejuízos econômicos. É caracterizada pela inflamação da glândula mamária ou úbere (ver foto), que pode ser de origem infecciosa (contagiosa) ou não (ambiental).

Essa enfermidade pode ser dividida, de acordo com sua sintomatologia, em clínica e subclínica. A mastite clínica é caracterizada por sintomas inflamatórios, com alterações no úbere (calor local, inflamação, dor e rubor), além de alterações no leite (mudança de cor, presença de grumos e coágulos de sangue).

A mastite subclínica não apresenta sintomatologia visível, porém pode ser detectada pelo teste “Califórnia Mastitis Test” ou CMT, como é comumente conhecido; além disso, pode ser realizada a contagem de células somáticas (CCS) para sua detecção.

Apesar de não ter sintomatologia visível, a mastite subclínica acarreta alterações no leite, diminuindo sua qualidade e queda na produção.

Fonte: UNESP

2907, 2019

Nutrição animal: Tereos lança dieta pronta para alimentação de bovinos

Localizada em São Paulo, a Tereos, empresa que opera em vários setores industriais, entre eles o de nutrição animal, desenvolveu e lançou no mercado um novo produto: tapigold, uma dieta preparada para a nutrição de bovinos.

A fórmula é resultado da mistura de derivados de milho e de mandioca, desenvolvida a partir da consultoria de nutricionistas e zootecnistas especializados em ruminantes (principalmente bovinos).

De acordo com a empresa, o produto foi testado em campo com um rebanho de cem cabeças de gado e proporcionou um ganho de peso de 1,6 quilo por dia por animal.

Para a fabricação da dieta, a Tereos ampliou a unidade de Palmital, no interior de São Paulo, que agora passou a ter uma fábrica exclusiva para a produção do novo produto.

“Com alto valor proteico, tapigold apresenta um excelente custo-benefício para pequenos e médios produtores”, explica Rodrigo Fortunatto, diretor de operações da Tereos.

 

Foto: Tereos

2407, 2019

Pescadoras testam com sucesso armadilha sintética (feita em PVC) para captura de camarão de água-doce no Amapá

A pesca artesanal de camarão de água-doce na foz (desembocadura) do rio Mazagão, no sul do Amapá, passou a contar com uma inovação que contribui para a sua sustentação como atividade econômica naquela região: o uso do matapi sintético. Matapi é uma armadilha em formato cilíndrico, cujo modelo tradicional é feito com tala de palmeiras e precisa de mão de obra para a coleta e tratamento dos cipós.

Já a versão sintética é fabricada em PVC e mantém os mesmos formato e estrutura do tradicional e apresenta vantagens em duas frentes. Por um lado, o pescador passa a capturar camarões padronizados, no tamanho adequado para a comercialização, e seu uso poupa as palmeiras que servem de matéria-prima para a confecção do matapi tradicional.

Desenvolvido por pesquisadores do núcleo Amapá da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o matapi sintético apresenta vantagens, como mais facilidade e menor custo de fabricação e maior durabilidade. Enquanto a armadilha feita de palmeira dura em média três meses, a sintética tem vida útil de cinco anos. A inovação também proporciona captura de animais de tamanho uniforme, resultando em aumento de renda para o pescador.

A novidade é resultado de testes de uso realizados pelo núcleo Amapá da Embrapa com pescadoras da Associação das Mulheres Produtoras Agroextrativistas da Foz do Rio Mazagão Velho (Ampafoz) e pescadores de comunidades de Santana, localidades próximas ao estuário do rio Amazônia. “Os estudos tiveram como base a eficiência de captura, a durabilidade, facilidade de manuseio, facilidade de construção e levamos em consideração também o custeio de manutenção e de uso pelos pescadores”, explica o pesquisador da Embrapa Jô de Farias Lima.

Foto: Daniel Montagner

507, 2019

Cana-de-açúcar pode servir de alimento para cabras leiteiras, demostra estudo da UNESP

Um estudo da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em São Paulo, demonstrou que o uso da cana-de-açúcar na alimentação de cabras pode ser tão eficaz quanto o emprego da tradicional silagem de milho (alimento preparado e conservado em silo). “O resultado representa uma alternativa mais barata e ideal para pequenos produtores”, garante o autor do estudo, o zootecnista Gil Ignácio Lara Canizares.

A silagem de milho é uma fonte rica em proteína, carboidrato e pode ser armazenada por longos períodos. Sua aquisição, porém, é considerada cara e sua produção é sazonal (ocorre em determinados períodos do ano) e requer uma ocupação mais extensa do solo.
Já a cana-de-açúcar pode ser produzida em épocas críticas de cultivo de alimentos por ser adaptada ao tempo seco, além de ser largamente difundida no país. Assim, ela ajuda a estabilizar a produção leiteira ao logo do ano.

Apesar disso, é considerada um alimento desbalanceado para alimentação animal porque, embora tenha alto índice de carboidrato, tem baixo teor de proteínas e minerais. Por isso, na pesquisa, o zootecnista usou ureia para elevar o teor de proteína da dieta que continha cana e adicionou suplemento para corrigir a deficiência de minerais.

De acordo com Gil, o barateamento dos custos de produção de caprinos é fundamental para a expansão do setor. “E sem a diminuição das despesas, fica muito difícil para o pequeno produtor participar desse mercado, garante”

Fonte: UNESP

2506, 2019

Bovinos: sêmen refrigerado eleva taxa de prenhez em 20% em comparação ao congelado

A conclusão é resultado de uma pesquisa realizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), através do núcleo Pantanal (MS), e pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), ligada à Universidade de São Paulo. A pesquisa teve por fim identificar possíveis vantagens do uso de sêmen refrigerado comparado ao congelado.

Os pesquisadores fizeram uso do sêmen refrigerado dentro de um programa chamado de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) e chegaram à conclusão que esse método proporciona maiores taxas de prenhez. A IATF promove a sincronização da ovulação das fêmeas bovinas após a administração de medicamentos em dias predeterminados.
Segundo a pesquisa, após avaliação das vacas inseminadas, identificou-se um aumento em torno de 20% nas taxas de prenhez. Esse aumento ocorreu por causa da preservação da membrana plasmática do espermatozoide, que sofre variações menores de temperatura em relação ao congelado, aumentando sua viabilidade.

A pesquisa da Embrapa/ESALQ consistiu na coleta de sêmen de três touros melhoradores em uma propriedade que fica próxima a Corumbá (MS); o material (refrigerado a cinco graus) foi transportado de avião até outra fazenda localizada no mesmo estado. Após 24 horas foi usado na inseminação das fêmeas.

Para análise, comparou-se cerca de 400 bovinos submetidos a estas condições. Outras 400 vacas foram inseminadas por meio de protocolos regulares usando sêmen congelado dos mesmos animais. Segundo os pesquisadores da Embrapa, a taxa de prenhez obtida com o sêmen refrigerado foi de 59,9%. Já a do sêmen congelado foi de 49,9%.

Foto: Eraxion – iStock

1006, 2019

Embrapa recomenda a criadores adoção de critérios para manter competitividade das granjas produtoras de ovos

Isolamento da área de produção, instalação de telas, uso de um único acesso às granjas e áreas de desinfecção na entrada são algumas das ações recomendadas por pesquisadores do núcleo Suínos e Aves da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para que a produção de ovos fique livre de doenças e possíveis contaminantes. Essas ações são importantes para a qualidade e segurança da produção, para a viabilidade econômica e para a garantia da competitividade das granjas de postura comercial.

Segundo a pesquisadora Sabrina Castilho Duarte, a adoção de medidas que fortaleçam a sanidade na produção permite a obtenção de um produto seguro, não apenas quanto à saúde do plantel, mas também para evitar danos à saúde dos consumidores, fortalecendo assim a competitividade da produção. “Essas medidas devem ser adotadas em todo o ciclo de produção”, enfatiza Sabrina.

Foto: Sabrina Castilho Duarte

506, 2019

Método inédito calcula ganho econômico de rebanhos bovinos com melhor genética

Técnica lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares traz cálculo inédito que indica quanto o pecuarista obterá de ganho extra pelos filhos de reprodutores com melhor genética. Dessa forma, fica mais fácil enquadrar os rebanhos bovinos em programas de carne premium (oriunda de cortes de animais selecionados).

O método (chamado de Índice Bioeconômico de Carcaças (IBC) é uma fórmula que, aplicada nos programas de melhoramento genético, identifica os touros capazes de gerar descendentes que produzam carne de alta qualidade.

O IBC apresenta uma perspectiva inédita para o melhoramento genético de bovinos no Brasil, uma vez que seleciona os animais e já informa o quanto esse incremento pode render economicamente para o produtor quando for feita a venda do animal para o frigorífico.

A Associação Nacional de Criadores “Herd-Book Collares é responsável pela coleta, estruturação e manutenção da base de dados formadora do Arquivo Zootécnico Nacional, que reúne várias raças bovinas de origem europeia e seus cruzamentos por delegação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Foto: Fagner Almeida

3105, 2019

Cooperativa cria e lança rações com tamanho de grão adequado para tilápia e lambari

Com o objetivo de atender à demanda dos associados e clientes, a Integrada Cooperativa Agroindustrial, localizada no Paraná, desenvolveu e lançou no mercado duas novidades na sua linha de rações para peixes.

A rações foram desenvolvidas para tilápia e lambari. Elas possuem a mesma espessura (1.8 milímetros), mas tem teores de proteína diferentes: para o primeiro peixe: 36% e para o segundo (30%.

O médico veterinário da Cooperativa, Elder Buck, explica que até 2018 a menor ração era de 3 mm, que não atende à demanda de peixes no começo de sua fase de desenvolvimento.

Elder esclarece que o peixe na fase de alevino (filhote) não consegue comer um grão de 3 mm. O uso desse tipo de ração em animais muito pequenos pode aumentar os índices de mortalidade no tanque de criação.

 

Foto: Integrada Cooperativa Agroindustrial (Paraná)

2805, 2019

UFLA: bagaço de cana adicionado à alimentação de bovino com grão de milho inteiro faz o animal ganhar mais peso

Essa foi a conclusão a que chegou o professor Márcio Machado Ladeira em pesquisa realizada no Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA), localizada na cidade do mesmo nome em Minas Gerais.

De acordo com o professor Márcio, a alternativa é indicada para os casos em que os produtores conseguem o milho a um preço acessível. A dieta de grão inteiro mantém uma boa eficiência alimentar dos animais.

Nesse caso, acrescentar o bagaço de cana como fonte de fibra permite aumentar também o ganho de peso e pode substituir 6% da quantidade de grão inteiro utilizada nas dietas.

Essa medida também ajuda a reduzir os custos da ração em 7% a 10%, conforme mostrou um trabalho recente da (UFLA).

De acordo com o professor Marcio, a pesquisa mostrou, ainda, que houve um incremento de 7% a 24% no ganho de peso diário dos animais, dependendo da raça, em comparação com o lote testemunha (sem bagaço de cana), por causa do aumento no consumo de matéria seca (sem umidade) e da melhoria do metabolismo do rúmen.

 

Foto: Arquivo/UFLA

2105, 2019

Embrapa emprega com sucesso técnica rara de coleta de embriões em ovinos

A primeira coleta não-cirúrgica de embriões em ovinos da raça brasileira Morada Nova empregada com sucesso (foto) foi realizada no núcleo Pecuária Sudeste da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os principais benefícios proporcionados pela técnica são segurança em relação à vida do animal e recuperação rápida.
A técnica mundialmente utilizada para a coleta de embriões em ovinos é a cirurgia. “No entanto, ela apresenta muitos riscos para o animal, como a ocorrência de sequelas”, diz o pesquisador Jeferson Fonseca do núcleo Caprinos e Ovinos da Embrapa.
Como doadoras, foram selecionados animais em excelente estado reprodutivo e nutritivo, dentro do padrão da raça Morada Nova, A transferência foi realizada em 36 receptoras (barrigas de aluguel) ,também daquela raça.
Segundo a professora da Universidade Federal Fluminense Joanna Souza Fabjan, que participou da pesquisa da Embrapa, o uso de fêmeas geneticamente superiores como doadoras de embriões contribui para acelerar os processos de seleção e melhoramento genético. E explica:
“A técnica de coleta de embriões possibilita que uma doadora (melhor geneticamente) produza muito mais crias durante sua vida produtiva. Por exemplo, uma doadora pode, em média, gerar de cinco a seis embriões por coleta, que pode ser repetida mensalmente, no caso da via não cirúrgica. Ou seja, ela pode ser responsável por gerar cerca de 20 crias em um ano”.

1405, 2019

Embrapa cria coletor de ovos que reduz as perdas na avicultura familiar no Nordeste brasileiro

Um coletor que protege a produção de ovos dos predadores – como cobras, cães, o pássaro canção e o lagarto teiú – está melhorando os resultados da avicultura familiar no Nordeste brasileiro. Desenvolvido pelo núcleo Meio-Norte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) o coletor, que já é conhecido como “piano de galinheiro”, devido à semelhança com o instrumento musical, está mudando o perfil da produção de ovos caipiras de cinco municípios do Piauí e de um do Maranhão.

“A ideia surgiu da necessidade de se encontrar uma solução para o grande índice de perda de ovos após a postura das aves, que chegava a mais de 50%”, revela o biólogo Marcos Jacob Almeida, que desenvolveu o coletor e integra a equipe que trabalha na conservação da galinha Canela Preta  do projeto, liderado pelo núcleo Suínos e Aves da Embrapa. Hoje, praticamente não há perdas. O coletor já está sendo usado em 49 municípios do Piauí, Ceará, Maranhão, Bahia e Pernambuco.

Foto: Fernando Sinimbu

905, 2019

Embrapa desenvolve técnica de produção de embriões bovinos que dispensa uso de laboratório

O núcleo Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu uma técnica inovadora capaz de produzir embriões bovinos in vitro dentro da propriedade rural sem a necessidade de laboratório.  Chamada de TIFOI (transferência intrafolicular de ovócitos imaturos), a técnica dispensa também o uso de hormônios e já permitiu ao núcleo obter os primeiros bezerros (foto).

Trata-se de uma biotécnica com grande potencial de aceitação pelo mercado agropecuário, já que apresenta todas as vantagens da fecundação in vitro (FIV), com um benefício a mais: o fato de não precisar de laboratório para ser realizada. Os criadores podem obter os embriões com a mesma rapidez e agilidade da FIV, ou seja, em torno de um bezerro por semana a partir de uma única vaca doadora sem precisar sair da sua fazenda.

A FIV é hoje a biotécnica mais utilizada no melhoramento genético animal no Brasil, pela capacidade de aumentar o número de descendentes de uma vaca em menos tempo. Para se ter uma ideia da potencialidade das biotécnicas reprodutivas de maior Impacto utilizadas hoje na pecuária brasileira, pode-se estimar que a inseminação artificial (IA) permite a obtenção de um bezerro por ano; a transferência clássica de embriões (TE), um por mês. enquanto a FIV é capaz de produzir um bezerro por semana.

Na foto (de Cláudio Bezerra), bezerros obtidos com a nova técnica

705, 2019

Universidade Federal do Piauí (UFPI) desenvolve máquina para industrialização de peixes

O equipamento é resultado de uma parceria entre o grupo de Estudos Avançados em Processos Industriais e o Núcleo de Estudos, Pesquisas e Processamento de Alimentos da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

O equipamento utiliza a técnica de amassamento para a filetagem de peixes (processo de produção de filéis) e aproveita aproximadamente 50% do animal para a fabricação de produtos comestíveis para seres humanos, tornando possível, ainda, o aproveitamento de ossos e cartilagens.

“Após a filetagem, a máquina possibilita o aproveitamento da carcaça do peixe, que tem potencial nutritivo e quase sempre é desperdiçada na indústria”, diz o pesquisador Rafael Gomes Abreu Bacelar. E acrescenta:

“A máquina serve para agregar valor a esse material que não seria aproveitado e pode ser utilizado na forma de silagem (alimento conservado em recipiente fechado) para alimentação animal, ou na forma de farinha para preparo de produtos, tais como bolo e almôndegas, entre outros”.

De acordo com Rafael, “para o desenvolvimento da máquina que, no mercado, custa em torno de 50 mil reais, a UFPI tornou possível sua fabricação com um orçamento de cerca de 15 mil reais”.

Foto: Universidade Federal do Piauí

305, 2019

Estudo da Embrapa revela que os peixes tambaqui e Surubim possuem ômega 3, nutriente benéfico à saúde

A descoberta do nutriente, encontrado nas vísceras do tambaqui (foto) e do surubim (peixes nativos do Brasil), é fruto de estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) através dos núcleos Pesca e Aquicultura, Agropecuária Oeste e Agroindústria de Alimentos.

Tendo em vista  que as  vísceras dos dois  peixes geralmente são utilizadas pela indústria do pescado na produção de suplemento para ração animal, os pesquisadores são de opinião que a descoberta   abre a possibilidade para um novo uso daqueles resíduos:  produção de cápsulas de ômega 3, espécie de gordura benéfica à saúde.

“O ômega 3 das vísceras do tambaqui e do surubim  é uma boa notícia para a cadeia produtiva desses peixes”, diz Leandro Kanamaru Franco de Lima, pesquisador do núcleo Pesca e Aquicultura da Embrapa. Para ele,   as vísceras são  uma matéria-prima nobre que precisa ser melhor aproveitada, gerando produtos de maior valor agregado.

Foto: Pixabay

3004, 2019

ABCZ: Brasil tem nova raça de gado de sangue zebu: Punganur

A lista de raças registradas pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) ganhou uma nova categoria de bovino: a raça Punganur. A ABCZ é responsável pelo registro genealógico das raças zebuínas do país (originárias da Índia), entre elas Nelore, Gir e Guzerá e da maioria dos animais oriundos dos   cruzamentos dessas raças.

Segundo a ABCZ, os animais da raça Punganur são conhecidos por terem a pelagem, formato de cabeça e rusticidade muito parecidos com os de outras raças zebuínas já difundidas e criadas no Brasil. Mas se difere no porte físico: mesmo depois de adultos, normalmente, não passam de um metro de altura.

O registro da raça, com o objetivo de preservação, foi aprovado pelo Conselho Deliberativo Técnico da ABCZ e autorizado oficialmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

De acordo com estimativa da ABCZ, 80% do rebanho bovino do Brasil é composto por animais zebu puros ou com sangue de zebu.

Na foto (ABCZ/Divulgação), exemplares da nova raça

1604, 2019

Madeiras de árvores de reflorestamento podem ser alternativas na produção de bacon (derivado de suíno)

Essa foi a conclusão a que chegou a pesquisadora Izabella Soletti  (mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos) em estudo realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), ligada à Universidade de São Paulo (USP).

Como a defumação tradicional do bacon é feita com a queima de madeiras, Izabella empregou em seu estudo produtos de árvores de reflorestamento (acácia bracatinga e eucalipto) no processo de defumação e obteve um tipo de bacon que que não se diferencia das características do tradicional em crocância, suculência e sabor.

O resultado alcançado por Izabella em seu trabalho foi obtido dentro de um projeto que teve por fim, entre outros objetivos, reduzir impactos ambientais da produção de bacon defumado e contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

1104, 2019

Carne de bovinos criados livres nos Pampas é mais saudável do ponto de vista nutricional

A carne de bois criados livres nos Pampas – região campestre que envolve Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina – é mais saudável do ponto de vista nutricional, de acordo com um estudo da Embrapa Pecuária Sul. Além de nutrientes como ferro e vitaminas do complexo B, a proteína desses animais apresenta maiores teores de Ômega 3 quando comparada à fornecida pelo gado criado em confinamento.

“No Pampa, a alimentação dos animais, composta em sua maior parte pela rica variedade dos pastos naturais, dá origem a um produto com perfil de gordura mais saudável, já que possui alto teor de ômega 3”, explica a pesquisadora Élen Nalério, que coordenou a pesquisa.

O Ômega 3 é um tipo de gordura  essencial à saúde humana, que não é produzida pelo organismo, e por isso tem que ser obtida em alimentos ou suplementos específicos. No caso de bovinos, quando eles são alimentados com dietas baseadas em pastagens,  fornecem carnes com maior teor de ácidos graxos do tipo ômega 3.

A carne produzida no Pampa é diferenciada por vários motivos. Um deles é que a alimentação do gado nos campos nativos forma um tipo de gordura com melhor qualidade nutricional, que é uma característica que tem despertado grande interesse do público.

“Trata-se de um diferencial importante que pode e deve ser trabalhado como oportunidade de valorização no mercado”, diz a coordenadora da pesquisa.

604, 2019

Piscicultura: Embrapa faz parceria para desenvolver ração específica para o pirarucu

O núcleo Pesca e Aquicultura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria (Embrapa) vai desenvolver uma ração específica para pirarucu por meio da uma parceria com a empresa Peixes da Amazônia, do Acre. Atualmente as rações disponíveis são baseadas em fórmulas destinadas a outras espécies carnívoras.

A expectativa é de que, com uma formulação específica para o pirarucu, ele tenha um melhor desenvolvimento.

“Estão envolvidos nessa parceria a empresa, que é uma sociedade anônima com 21 sócios (incluindo piscicultores) e o governo do Acre, diz Alexandre Aires de Freitas, chefe geral interino do núcleo, localizado em Palmas, no estado do Tocantins.

O papel da Embrapa, na parceria, será oferecer o know how (tecnologia) para validação do produto, uma vez que ela dispõe de dados sobre digestibilidade e exigência de aminoácidos essenciais do pirarucu. Caberá à Peixes da Amazônia a produção do alimento em escala industrial.

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