Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia 2017-09-21T08:51:09+00:00
1202, 2019

Pesquisa da Embrapa comprova extensa diversidade genética do cavalo Pantaneiro

Uma análise de pedigree realizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Brasileira (Embrapa) em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro (ABCCP) revelou que a raça possui uma grande diversidade genética quando comparada com  outras raças do país.

De acordo com o pesquisador Samuel Paiva, do núcleo Recursos Genéticos e Biotecnologia da Embrapa, a equipe avaliou por três anos os dados de pai, mãe e prole de cavalos registrados na Associação desde sua criação até 2009 para chegar a essa conclusão.

Com a análise de pedigree feita em mais de 11 mil animais, Paiva garante que o cavalo Pantaneiro possui baixos graus de consanguinidade, de forma geral. Segundo ele, os estudos identificaram 11 “famílias” dentro da ampla variabilidade genética verificada na raça.

802, 2019

Engenharia agrícola: Embrapa desenvolve abrigo móvel para bezerros em fase de aleitamento

O abrigo, que recebeu o nome de casinha tropical, foi desenvolvido por pesquisadores do núcleo Pecuária Sudeste da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Destinada a criatórios de gado leiteiro, a instalação atende às condições básicas para o alojamento eficiente de bezerros em fase de aleitamento, levando em consideração as características do clima tropical do nosso país.

A casinha possui estrutura em madeira, com suporte para balde de água, comedouro e fenil (recipiente para feno) e não dispõe de paredes laterais, favorecendo a ventilação e o controle da umidade. Além disso, ela é leve e deve ser mudada frequentemente de local, impedindo a concentração de fezes e urina, sem a necessidade de uso de cama ou estrado.

502, 2019

Novidade: criado na UFLA iogurte adoçado com produto extraído de uma planta conhecida como estévia

O iogurte resulta de pesquisa realizada por Michele Ribeiro, estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais.

“Visando atender à demanda de consumidores por produtos naturais, desenvolvemos uma formulação de estévia para substituir a sacarose (açúcar comum) e a sucralose (adoçante artificial), mantendo adequadamente o sabor do iogurte”, explica Michele.

O novo iogurte se caracteriza pela doçura, acidez, cremosidade e sabor próprio do iogurte semelhante aos convencionais que possuem açúcar na receita; e,  ainda, semelhante à sucralose, adoçante artificial muito usado pelas indústrias de alimentos.

Segundo a coordenadora do estudo e professora de análise sensorial do Departamento de Ciência dos Alimentos da UFLA, Ana Carla Marques Pinheiro,  o trabalho apresenta novas possibilidades para a indústria de alimentos. “É possível”, diz,  “desenvolver novos estudos semelhantes para obter formulações de estévia para qualquer tipo de alimento, como  sucos e recheios de biscoito”.

A estévia (cujo nome científico é stevia rebaudiana) é originária da América do Sul, na serra de Amambai (Mato Grosso do Sul), região limítrofe entre o Brasil e o Paraguai.

2901, 2019

Caprino: bactérias causadoras da mastite (inflamação nas tetas da fêmea) resistem à ação dos antibióticos mais usados contra a doença

A constatação é de um estudo do núcleo  Caprinos e Ovinos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, no qual testes com bactérias isolados mostraram, em alguns casos, resistência de até 100% para alguns medicamentos, o que pode ser causado pela aplicação indiscriminada dos antibióticos.

“Essa resistência pode estar associada à administração indiscriminada de antibióticos, sem a prescrição de um médico veterinário, proporcionando com isso a resistência a drogas antibacterianas”, alerta a médica-veterinária Viviane de Souza, pesquisadora da Embrapa e integrante da equipe que conduziu os testes com o rebanho.

Ela acredita que o êxito na terapia das mastites vem sendo prejudicado pelo crescente número de cepas (linhagens) resistentes de bactérias. No estudo, foram isoladas cepas da bactéria Staphylococcus aureus, uma das principais causadoras da mastite, obtidas a partir de 160 amostras de leite de cabras com mastite subclínica, que é a manifestação da doença com alterações na composição do leite.

2301, 2019

UFLA: nova técnica torna mais eficiente a inseminação artificial de bovinos e aumenta a taxa de prenhez da vaca

A inseminação artificial é uma biotecnologia importante para melhorar o desempenho da pecuária. No Brasil, mais de oito milhões de vacas são inseminadas ao ano, ou seja, ficam prenhas a partir da introdução de sêmen congelado de touro na vagina da fêmea.

Visando aumentar a eficiência reprodutiva dos rebanhos bovinos, pesquisadores do Departamento de Medicina Veterinária (DMV) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais, conseguiram, em estudo realizado no DMV, encurtar para 22 dias o intervalo da inseminação artificial em tempo fixo (IATF), o que permite aumentar a taxa de prenhez da vaca. Até então, o prazo do intervalo era de 40 dias.  .

A IATF é o método mais utilizado para facilitar o manejo do gado nas últimas décadas, porque elimina a necessidade de monitorar o cio da vaca. O método usa hormônios que induzem a ovulação da vaca e permitem a inseminação em dia programado. Ele permite inseminar um grande número de fêmeas em um mesmo dia, sem a observação de cio.

O estudo, coordenado pelo professor do DVM José Nélio de Souza Sales, conquistou recentemente o prêmio de melhor trabalho na área aplicada durante a XXXII Reunião da Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões, principal congresso internacional de reprodução animal realizado no Brasil.

701, 2019

APTA cria máquina manual que facilita limpeza de lambari e permite ao produtor vender o peixe com mais rapidez

A limpeza manual de um lambari é bem difícil e demorada, mas agora ela ficou mais fácil graças a uma máquina manual desenvolvida na Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo.

Criada pelo pesquisador Fábio Sussel da APTA, a máquina foi projetada para limpar 18 quilos de lambari em menos de 10 minutos, possibilitando que o produtor aumente as vendas da espécie e, consequentemente, o seu lucro. “Manualmente, uma pessoa limpa no máximo 20 quilos de peixe por dia, uma diferença gigantesca diante da capacidade da máquina” diz Sussel, garantindo que o equipamento pode limpar 250 quilos de lambari por dia.

“O equipamento vem pra se tornar uma nova opção para os produtores, principalmente da agricultura familiar, já que o lambari é uma espécie de pequeno porte que precisa de pequenas áreas de produção, diferentes das espécies tradicionais de grande porte”, diz o pesquisador.

701, 2019

Novidade: entreposto móvel processa pescado próximo ao produtor

Desenvolvido pelo núcleo Pesca e Aquicultura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Engmaq, de Santa Catarina, o entreposto consiste em um contêiner refrigerado de 12 metros de comprimento transportado por uma carreta que realiza o processamento de peixes ao lado das criações (pisciculturas).

O objetivo do entreposto (denominado EMP) é levar aos pequenos piscicultores um serviço de processamento seguro, de acordo com a legislação sanitária e que agregue valor ao produto.

“O EMP atende a uma demanda por frigoríficos com menor custo de implantação”, diz a pesquisadora da Embrapa Patrícia Costa Mochiaro Soares Chicrala, coordenadora do projeto que desenvolveu o EMP.

Segundo ela, “um entreposto tradicional, com capacidade para processar cinco toneladas de tilápias por dia, custa em média R$ 5 milhões para ser implantado, enquanto o EMP, mais simples e compacto, custa um décimo desse valor”.

O equipamento foi projetado com estrutura modular, permitindo que etapas de processamento possam ser adicionadas de acordo com a necessidade de cada produtor e demandas do mercado.

Foto: Jacir Albino

701, 2019

Unicamp: bactérias aumentam a segurança no consumo de queijos artesanais

Uma pesquisa de pós-doutorado feita pela pesquisadora Fernanda Bovo Campagnollo na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade estadual de Campinas (UNICAMP), em Campinas (SP), sob orientação do professor Anderson de Souza Sant’Ana, resultou em uma solução que pode auxiliar os produtores de queijos artesanais a garantir a segurança dos produtos e atender a uma regulamentação federal sobre a maturação de queijos curados.

A pesquisadora conseguiu selecionar cepas ou linhagens (microorganismos) oriundos de bactérias lácticas capazes de inibir o crescimento da bactéria Listeria monocytogenes no queijo minas frescal, além de inativar a bactéria e diminuir o tempo de maturação do queijo curado.

“O uso dessas bactérias lácticas pode contribuir para que os produtores de queijos artesanais comercializem seus produtos com maior segurança e, no caso do queijo curado, com menor tempo de maturação”, diz a pesquisadora.

Foto: Antônio Scarpinetti

701, 2019

Pesquisa da Embrapa mostra que a principal preocupação do pecuarista brasileiro é a gestão de custos

Essa informação foi levantada na maior pesquisa já realizada no país envolvendo a pecuária bovina, a qual reuniu 1.630 entrevistados de 542 municípios diferentes de todos os estados do Brasil.

O trabalho foi realizado por meio de parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal do Pampa, localizada no Rio Grande do Sul; e o Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

No ranking geral do levantamento, realizado entre os meses de abril e maio de 2018, o item custos de produção foi apontado como extremamente prioritário por 57,6% dos participantes, o que revela reocupação com a gestão e organização da propriedade.

“Com esse resultado, o pecuarista demonstra que quer compreender melhor como funciona o seu negócio, o registro de receitas e despesas da propriedade, assim como os indicadores de eficiência econômica, de forma que o ajude a organizar melhor e gerir o estabelecimento rural, obtendo, assim, mais lucratividade de sua atividade”, explica a pesquisadora da Embrapa, Vinícius Lampert.

O questionário englobou 39 perguntas em cinco diferentes áreas do conhecimento: saúde e bem-estar animal; nutrição animal, melhoramento animal; ciência e tecnologia da carne, e gestão e sistemas de produção.

Foto: Stock

701, 2019

Ourofino Saúde Animal desenvolve e lança medicamento inovador para equinos

Trata-se do medicamento Pareun que, segundo a empresa, possui, como princípio ativo, a única amicacina (antimicrobiano completo para equinos) para uso veterinário no Brasil. O produto tem rápida absorção via intramuscular e baixa resistência bacteriana, atendendo às necessidades de cavalos jovens e adultos.

“Pareun é uma solução inovadora, indicada para o tratamento de doenças infecciosas bacterianas em equinos”, diz Thales Vechiato, gerente de produtos da Ourofino Saúde Animal, explicando que o medicamento é eficaz no tratamento das principais afecções: doenças respiratórias, musculoesqueléticas, geniturinárias e gastrointestinais, além de tratar enfermidades de pele”.

O produto, segundo ele, apresenta outra vantagem: pode auxiliar os criadores tanto pela sua formulação quanto pela praticidade, já que, após aberto, ele tem duração de seis meses, sem refrigeração.

Foto: Ouro Fino Saúde Animal

2311, 2018

Embrapa: gado criado em sistema integrado com floresta procura menos água

Resultados de pesquisa envolvendo o comportamento de bovinos revelam que animais criados em sistemas integrados com árvores frequentam menos os bebedouros em comparação com aqueles criados em sistemas convencionais, a pleno sol. A redução chega a 19%, de acordo com estudo desenvolvido no núcleo Pecuária Sudeste da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Trata-se de uma das vantagens de sistemas de produção, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que vem sendo adotada gradativamente no país, chegando a quase 12 milhões de hectares.

O estudo constatou que, no período da tarde, 87% dos animais que estavam expostos ao sol foram ao bebedouro.  Na área sombreada, esse índice caiu para 63% no mesmo período.

Foto: Rubens Ferreira/Fotodeboi

2311, 2018

UFMG: desmame precoce de bezerros da raça Girolando viabiliza criação e venda desses animais

Tendo em vista que o Girolando – resultado do cruzamento entre bovinos das raças Gir e Holandês – é a principal raça leiteira do pais, pesquisadores do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Montes Claros, desenvolveram pesquisa que abre uma nova frente de negócio para o produtor: viabiliza a criação de bezerros machos por meio do desmame precoce. A razão é que frequentemente esses animais são descartados após o nascimento nos criatórios ou vendidos a preços irrisórios.

Na pesquisa, os pesquisadores criaram os bezerros separadamente e os desmamaram precocemente. No sistema tradicional, o bezerro girolando é desmamado pela vaca por volta de oito meses de idade. “No nosso trabalho, o desmame ocorreu gradativamente, com o leite sendo retirado das crias em 60 dias” dizem os professores Eduardo Robson Duarte e Mário Henrique França Mourthé, coordenadores da pesquisa.

Na alimentação dos animais, foram ­testados a silagem de sorgo (alimento preparado e conservado em silo) e concentrado (mistura de minerais e vitaminas), produtos frequentemente utilizados nos criatório leiteiros do país.

O grupo de pesquisadores constatou que, apesar do desmame precoce, os bezerros conseguiram se desenvolver bem e com saúde.

“Os bezerros apresentaram bom ganho de peso, e isso é muito interessante para o produtor, pois viabiliza a venda dos animais com bons preços”, afirmam os pesquisadores.

Foto: Com os professores Eduardo Duarte (à esquerda) e Mário Mourthé, a aluna Iara Reis, do curso de Zootecnia da UFMG, faz o aleitamento artificial de bezerro da raça Girolando. Créditos da foto: Arquivo da pesquisa.

2311, 2018

ITAL realiza estudo inédito para identificar presença de micróbios em mortadelas sob temperatura ambiente

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, por meio do Centro de Tecnologia de Carnes do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), está realizando um estudo por solicitação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) com o objetivo de estabelecer um protocolo que permita evidenciar a segurança microbiológica de mortadelas comercializadas em temperatura ambiente no Brasil, diferenciando produtos seguros de não seguros para esta forma de comercialização.

Os resultados, segundo os pesquisadores, permitirão avaliar o efeito da atividade de água e do teor de nitrito adicionado, permitindo estabelecer limites desses parâmetros de formulação, subsidiando o Ministério da Agricultura (MAPA) no estabelecimento de um protocolo para que a mortadela comercializada à temperatura ambiente ocorra de forma segura sob o aspecto microbiológico.

De acordo com o secretário da Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, este estudo é de grande interesse da sociedade, incluindo não só os consumidores, mas também o segmento produtivo que disponibiliza essa categoria de produtos em grandes volumes em todas as regiões do país.

Foto: Divulgação

2311, 2018

Pesquisadores da Embrapa desenvolvem mamona sem toxidade capaz de alimentar animais

Pesquisadores do núcleo Recursos Genéticos e Biotecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) conseguiram resolver um dos maiores desafios para o uso da mamona (Ricinus communisL.) na alimentação animal. Eles desenvolveram uma mamona sem ricina, uma das substâncias mais tóxicas conhecidas que chega a ser citada na Convenção Internacional para Proibição de Armas Químicas.

Proteína presente na semente da planta, a ricina inviabiliza o uso da torta de mamona, subproduto do processamento do óleo de mamona, na alimentação animal.

Na pesquisa, coordenada pela equipe do pesquisador Francisco Aragão, foram geradas mamoneiras sem a presença de ricina por meio de silenciamento gênico, técnica que permite “desligar” genes específicos.

O teor de óleo na semente de mamona varia de 40% a 43%. Após a extração do óleo, a torta resultante é utilizada como fertilizante orgânico, com baixo valor no mercado. A torta de mamona sem ricina poderá ser utilizada na formulação de rações animais, elevando, assim, o seu valor de mercado.

Foto: Coube a Aragão a tarefa de coordenar as pesquisas sobre a mamona sem ricina. Crédito da foto: Claudio Bezerra.

2311, 2018

Programa de computador permite acompanhar o crescimento e reprodução do rebanho bovino leiteiro

O aplicativo, desenvolvido pelo núcleo Pecuária Sudeste da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), permite acompanhar o crescimento e o peso das novilhas e bezerras com maior facilidade e eficiência.

O novo recurso permite que o produtor gerencie os animais de recria, indicando se as bezerras e as novilhas estão abaixo ou acima do peso ideal desde o dia do nascimento até chegar à fase reprodutiva.

No aplicativo, os bovinos são apresentados na tela por cores e formatos padronizados, sinalizando a situação de crescimento dos animais. Com isso, o sistema informa se estão com o peso ideal para a cobertura de acordo com as tabelas padronizadas para rebanhos de pequeno, médio e grande porte das raças.

“O principal benefício do aplicativo é possibilitar a ação do produtor na manutenção do peso ideal das bezerras para assegurar que a reprodução ocorra na hora certa e que haja lucro com a atividade leiteira” diz André Novo, chefe de Transferência de Tecnologia do núcleo Pecuária Sudeste da Embrapa.

Foto: Gisele Rosso.

511, 2018

Unicamp: pesquisadora cria salame italiano com menos sal de cozinha

Tendo em vista que o salame italiano é um dos produtos embutidos mais salgados e que pode fazer mal à saúde, causando doenças cardiovasculares, a farmacêutica Bibiana Alves dos Santos, em tese de doutorado defendida na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em São Paulo, criou um salame com menor quantidade do sal utilizado na cozinha, o cloreto de sódio (NaCl). Na pesquisa, ela reduziu em média 42% do cloreto de sódio.

A pesquisadora utilizou o cloreto de potássio (KCl) no lugar de 50% do cloreto de sódio (NaCl), não causando prejuízos à qualidade físico-química, microbiológica, bioquímica e no sabor do produto. O salame produzido com 50% de redução de NaCl e 50% de KCl manteve características similares ao produto tradicional.

“O mais importante”, diz Bibiana, “é que o salame com menor teor de sal foi bem-aceito pelos consumidores que participaram dos experimentos”.

Com sua tese, na qual estudou o salame do tipo italiano, por ser o mais consumido no Brasil. a farmacêutica obteve o titulo de Doutora em Engenharia de Alimentos na UNICAMP.

Foto: Luigi Rosas.

511, 2018

Embrapa aperfeiçoa e recomenda uso de cocho do tipo trenó para alimentação de bovinos

Na época de seca é comum os produtores rurais utilizarem suplementação (reforço) alimentar para compensar a deficiência nas pastagens. Para isso, a propriedade deve dispor de cochos. Em vista disso, o núcleo Pecuária Sudeste da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) aperfeiçoou o cocho móvel, tipo trenó, e passou a recomendar seu uso por parte dos criadores de gado.

O cocho, de acordo com o pesquisador André Pedroso, é uma alternativa mais resistente do que os cochos convencionais, feitos em madeira. Os convencionais geralmente apresentam baixa durabilidade, pois ficam em contato com esterco e urina acumulados ao seu redor.

O cocho tipo trenó é de fácil movimentação e facilita o manejo, em relação aos cochos de alvenaria, pois elimina a necessidade de retirada e transporte do esterco. É construído com pranchões de quatro centímetros de espessura, sobre duas vigotas que funcionam como esquis. Pode ser deslocado com um trator ou por um animal de tração.

Foto: Gisele Rosso.

511, 2018

Universidade Federal de Goiás desenvolve projeto inédito no país sobre derivados lácteos funcionais

O projeto, em desenvolvimento no Centro de Pesquisa em Alimentos da Escola de Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Goiás (UFG), tem por base o soro lácteo, resíduo proveniente da fabricação do queijo, o leitelho, resíduo obtido após o processamento da manteiga e frutas do Cerrado. Esses componentes passaram a ser aproveitados na produção de alimentos funcionais, que têm efeitos benéficos nos sistemas nervoso, gastrointestinal e cardiovascular, além de suas funções nutricionais básicas.

O trabalho envolve médicos veterinários, zootecnistas, engenheiros agrônomos e engenheiros de alimentos e, nele, já foram desenvolvidos produtos inovadores, como a bebida láctea fermentada saborizada com polpa de araticum e bebida láctea fermentada acrescida de leitelho e saborizada com cagaita. Os frutos do Cerrado escolhidos pelos pesquisadores não servem apenas para saborizar os produtos. Eles apresentam rico valor nutricional e funcional.

O projeto da UFG foi abordado no último Seminário de Responsabilidade Técnica com o tema Indústria Láctea, no Conselho Regional de Medicina Veterinária de Goiás (CRMV-GO).

Foto: (CRMV-GO).

511, 2018

Embrapa: vacas produzem quase 20% a mais de embriões em áreas sombreadas

Essa foi a conclusão de um estudo realizado no núcleo sudeste da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) que reuniu vacas em áreas sombreadas dentro de um programa chamado por aquela empresa de ILPF (sistema integrado de produção), envolvendo lavoura, pecuária e floresta.

O estudo comparou o desempenho de vacas a pleno sol com as que tiveram acesso à sombra em projeto que avaliou o conforto térmico e a eficiência reprodutiva dos animais.

O trabalho mostrou que as vacas a pleno sol apresentaram uma taxa de produção de embriões de 36%. Já as vacas em área sombreada tiveram um incremento nessa taxa, que chegou a 43%. Esse aumento de sete pontos percentuais equivale a quase 20%.

“A produção de embriões foi usada como medida da eficiência reprodutiva”, diz o estudo, ressaltando: “os resultados mostraram que o microclima mais favorável observado no sistema ILPF, com menor incidência de radiação solar sobre os animais, contribuiu para o aumento na produção de embriões”.

Foto: Gisele Rosso.

511, 2018

Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) cria um novo sistema de rastreabilidade de bovinos totalmente automatizado

O sistema permite o completo monitoramento do gado, desde o nascimento até o desligamento do brinco eletrônico, quando ele vai para abate, no frigorífico. Os dados armazenados permitem oferecer transparência aos países importadores da carne brasileira, podendo ser facilmente acessados por computador ou por aparelho celular.

“A vantagem econômica que o novo sistema traz ao produtor é enorme”, diz Paulo Vicente Costa. coordenador dos Protocolos de Rastreabilidade da CNA, explicando que “ele permite melhor preço na venda dos animais, pois atende a compradores com exigências específicas, disposto a pagar mais para ter o produto de acordo com suas necessidades”.

– O novo sistema vai permitir o atendimento dos vários tipos de demanda, já que pode separar produtores brasileiros que realizam manejos diferentes, identificando, assim, os rebanhos aptos a satisfazer cada comprador – esclarece Paulo Costa.

Foto: CNA. No sistema, os animais são identificados por meio de brincos eletrônicos colocados em suas orelhas.

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