Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia2017-09-21T08:51:09-03:00
3103, 2020

Embrapa cria sistema que facilita a comercialização de ovinos no estado de Mato Grosso do Sul

Estudo da  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) serviu de base para uma inovação recente na comercialização de ovinos no estado de Mato Grosso do Sul. Trata-se de um modelo denominado Propriedade de Descanso de Ovinos para Abate (PDOA), que recebe animais de diversas propriedades do estado, facilita a negociação com frigoríficos e se responsabiliza pelo seu embarque para esses estabelecimentos.

Graças a esse novo sistema, em 2019, foi movimentada a maior quantidade de animais dos últimos cinco anos: 1.510 ovinos. Nos anos anteriores, essa quantidade variou entre 1.100 e 1.460 animais.

A iniciativa é decorrente de articulações entre os setores público e privado  e surgiu com o propósito de solucionar um dos maiores entraves à ovinocultura no estado: a falta de estrutura para comercialização dos animais.

“O maior benefício para o produtor é a facilidade de negociar com compradores de grandes lotes um número menor de cabeças. Os compradores também são beneficiados, especialmente com a redução nos custos de frete,” destaca Sônia Beretta, produtora de ovinos em Sidrolândia (MS).

Foto: Fernando Reis

2503, 2020

Ourofino Agronegócio lança novo hormônio para equinos

Com o novo produto (Sincrorellin à base de deslorelina) a Ourofino Agronegócio, empresa que atua na produção de medicamentos veterinários, amplia a sua linha de medicamentos para equinos.

De acordo com a empresa, o hormônio apresenta um índice de 90% na indução de ovulação das éguas, aumentando a rentabilidade do produtor, devido à sincronização da ovulação entre os animais e à diminuição das tentativas de prenhez.

Segundo a médica veterinária e diretora comercial da linha equinos, Silvia Tarumoto, a Ourofino é a primeira empresa brasileira a comercializar este produto,  devidamente registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“O Sincrorrelin consegue sincronizar o momento ovulatório das éguas tratadas, facilitando o manejo de inseminação e de transferência de embrião, que é uma prática amplamente utilizada na equideocultura atual”, explica Tarumoto.

Fonte: Ourofino

1603, 2020

Vacina brasileira contra doença de suínos é patenteada na Rússia

Desenvolvida pela Universidade Federal de Viçosa-UFV (localizada na cidade do mesmo nome em Minas Gerais), a vacina tem por fim imunizar suínos contra o vírus PCV2 da circovirose. Essa doença ataca o sistema imunológico de suínos em criatórios de todo o mundo, principalmente após o desmame, e facilita a entrada de outras enfermidades, causando significativa mortalidade de animais e elevados prejuízos aos criadores.

“Inédita no Brasil, a vacina é fruto de 15 anos de pesquisas”,  informam os coordenadores do estudo: os pesquisadores Márcia Rogéria de Almeida Lamêgo, da Sanches&Almeida Biotec Consultoria e Inovação, e Abelardo Silva Júnior, do Departamento de Veterinária da UFV.

Segundo eles, as vacinas disponíveis no Brasil para prevenção das infecções causadas pela circovirose são importadas e muito caras.

para chegar à nova vacina os pesquisadores testaram o produto em camundongos e suínos naturalmente infectados e os resultados mostraram que a vacina tem eficiência superior às importadas disponíveis no mercado brasileiro.

De acordo com a pesquisadora Márcia de Almeida,  depois de testada, a tecnologia da vacina foi apresentada a empresas especializadas em sanidade animal no Brasil. Uma empresa  de Ribeirão Preto (SP), apresentou a melhor proposta e, desde 2015, vem realizando as adaptações para produção em escala industrial. “Nós estamos acompanhando tudo e dando continuidade às pesquisas para esta adaptação”, diz ela.

A Rússia foi o último país, até agora, a reconhecer a vacina. O medicamento já foi patenteado na Colômbia, Estados Unidos e no México e há processos para patenteamento no Uruguai, Argentina, China  e Comunidade Europeia.

O estudo sobre a vacina  foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Fonte: UFV

1003, 2020

Estudo inédito avalia doença que causa prejuízo à avicultura brasileira

A anemia das galinhas, causada pelo Chicken Anemia Vírus (CAV, em inglês), é um problema sério para a avicultura industrial brasileira,  podendo afetar a saúde e a produtividade de frangos. Para auxiliar no entendimento da propagação da CAV em Minas Gerais, pesquisadores da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de Minas Gerais (FAPEMIG), realizaram um estudo com o fim de caracterizar o vírus da anemia das galinhas.

De acordo com Nelson Rodrigo Martins, professor de medicina veterinária da UFMG e coordenador da pesquisa, o vírus abaixa a imunidade dos agentes contaminados. Nos casos mais leves, a baixa imunidade pode causar problemas intestinais, impedindo a produção e o crescimento dos frangos. Nos casos extremos, pode levar à morte das aves, causada por anemia e hemorragia.

Segundo o professor, o vírus é muito comum na avicultura comercial. O pesquisador destaca que um dos métodos para evitar a contaminação é vacinar as aves e criá-las em ambiente restrito, com alto controle. “Evitar a introdução de doenças nos criatórios e vacinação são estratégias para reduzir a transmissão do vírus para as novas gerações e permitir a passagem de anticorpos para os pintinhos”, diz.

Para o pesquisador, a importância desse trabalho se deve ao fato de que, por muitos anos, diversos episódios de falhas vacinais descritos na avicultura mundial foram associados à infecção por vírus da CAV. O estudo incluiu avaliações de tecidos e de fluidos de aves com presença de CAV por meio de detecção molecular, usando a genética de famílias diferentes para comparar às espécies de outros países.

Os estudos de ocorrência e caracterização do vírus da anemia das galinhas são inéditos em avicultura brasileira.

A CAV é uma doença que pode ser transmitida entre gerações durante a reprodução. A infecção grave pelo CAV leva as aves à morte e não tem cura. A perda de saúde dos frangos contaminados pode resultar em prejuízos econômicos à avicultura, devido à queda de produtividade.

Foto: Secretaria  de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais

603, 2020

USP/FZEA: torta de mamona sem toxidez pode ser usada na alimentação animal

A torta de mamona, subproduto do processo da extração de óleo da semente da mamona, possui alto teor proteico e fibras e surge como alternativa para a alimentação animal.

Essa foi a conclusão a que a bióloga Roseli Sengling Lacerda em sua pesquisa de doutorado defendida na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP).
No estudo, Roseli trabalhou, em laboratório,  com a extração de parte da proteína da torta de mamona, caracterizando quimicamente os resíduos da extração da proteína com a finalidade de verificar o potencial de uso na alimentação animal.

Roseli ressalta que o processo de extração das proteínas, em meio alcalino, se mostrou um bom tratamento contra a toxidez da torta da mamona. “À medida que se aumentou o pH, tanto com hidróxido de sódio quanto com hidróxido de potássio, houve o desaparecimento  de ricina nas análises”.

“A ricina é uma proteína responsável pela toxicidade do resíduo, a qual tem dificultado o uso da mamona na alimentação animal, principalmente de bovinos”, diz Roseli e conclui:

“Se eliminarmos os componentes tóxicos existentes na torta de mamona, podemos utilizá-la como parte da alimentação animal devido ao seu grande valor proteico. Para isso, necessitamos agora de aplicação prática para que o produto possa ser testado e indicado para a alimentação animal”.

303, 2020

Ração contaminada com micotoxinas prejudica rendimento de gado de corte

Essa conclusão consta de estudo de doutorado defendido pela zootecnista Letícia Custódio na Universidade Estadual Paulista (UNESP), núcleo Jaboticabal, em São Paulo.

O trabalho da pesquisadora, desenvolvido como parte de um projeto da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), teve por fim avaliar rações para gado de corte e, nele, ela diz ter encontrado 100% das amostras examinadas contaminadas com micotoxinas, sendo 7% com alta contaminação”.

De acordo com Letícia, “os resultados do estudo mostram que é praticamente impossível preparar uma dieta para gado de corte sem contaminação, ainda que mínima, por micotoxinas (substâncias produzidas por fungos); isso porque o fungo está naturalmente presente nas matérias-primas utilizadas”. “No entanto”, explica. “é importante que essa contaminação esteja situada em um nível baixo, para diminuir ao máximo os danos causados pelas substâncias”.

“Nos meus experimentos”, prossegue  Letícia, “mesmo com uma contaminação considerada baixa, observamos uma queda de 200 gramas de ganho médio diário por animal – o que equivale, no final do processo produtivo, a 26 quilos a menos no peso corporal do animal. Isso significa redução da produtividade dos animais e prejuízo para o criador, ou seja, menos dinheiro em seu bolso”, conclui.

Fonte: APTA

2702, 2020

Embrapa: criadores da raça Senepol ganham sumário de melhoramento genético

Criadores de touros e matrizes da raça bovina Senepol agora contam com um sumário de touros próprio, disponível em versão impressa ou pelo computador. O sumário descreve os animais avaliados geneticamente quanto a diversas características de importância econômica e oferece ao criador subsídios para a tomada de decisão nos processos de seleção genética e cruzamentos de sua propriedade.

O sumário é resultado de trabalho de melhoramento genético realizado desde 2010 por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Hoje, 80% da reprodução de gado Senepol é artificial, e uma fêmea bem ranqueada pode custar R$ 34 mil reais e um reprodutor, R$ 14,5 mil reais.

A elaboração do sumário é gradativa e feita em parceria com o Programa Geneplus da Embrapa, Núcleo Brasileiro de Melhoramento do Senepol e a Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Senepol, explica Gilberto Menezes, do núcleo Gado de Corte da Embrapa, centro de pesquisa responsável pelos trabalhos.

Foto: Carolina Coelho

1102, 2020

Embrapa: diagnóstico precoce de prenhez em vacas ajuda aumentar produção de leite

Estudo do núcleo gado de leite da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) demonstra que é possível reduzir o intervalo entre inseminações de uma vaca em cerca de 20 dias com a utilização do ultrassom Doppler para realizar diagnóstico precoce da prenhez. A grande vantagem de se fazer uso dessa tecnologia é que ela traduz movimentos como o fluxo sanguíneo em cores, tornando as análises mais precisas.

A redução do intervalo de partos no rebanho representa ganho econômico tanto na produção de uma vaca de leite quanto na engorda de bezerros de corte. Um animal que produza 30 litros diários de leite, por exemplo, terá acrescentado à sua produção 600 litros no fim da lactação.

Em um rebanho formado por 100 vacas que tenham reduzido o intervalo de partos nessa proporção, serão 60 mil litros de leite a mais produzidos na lactação.

Segundo o estudo, “sem o emprego do Doppler, para conseguir inseminar uma vaca três vezes e obter um índice de cerca de 90% prenhez, eram necessários 80 dias. Usando o Doppler,  consegue-se realizar o mesmo trabalho e obter um índice semelhante com 48 dias”.

“A grande vantagem dessa tecnologia é a redução do tempo e  tempo representa dinheiro  para o fazendeiro que tira leite ou engorda animais machos (bezerros) para abate ou venda”, diz o estudo.

Fonte: Embrapa

702, 2020

Pesquisa da Embrapa mostra como combater a mosca-dos-estábulos

Segundo pesquisa concluída pelo núcleo Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), medidas simples e rotineiras são essenciais para a prevenção dessa praga, apontada como um dos principais problemas da pecuária brasileira. Ela  ataca o rebanho bovino, mas pode afetar também equinos, suínos e até o homem.

O inseto, de aparência e tamanho semelhantes à de moscas domésticas, se alimenta de sangue e é encontrado nas proximidades de estábulos e criações de gado em confinamentos (ambientes fechados).

De acordo com o pesquisador do núcleo,  Paulo Henrique Duarte Cançado, os ataques da mosca ocorrem principalmente no lombo e nas patas dos animais, o que deixa os animais inquietos e irritados. O dano causado pela picada acarreta a perda de peso e até morte.

Em emergências, o inseticida é uma alternativa para o produtor, porém, por não ser uma opção sustentável, e seu uso contínuo propiciar a seleção e desenvolvimento de populações de moscas resistentes, deve ser utilizado apenas em casos extremos.

A pesquisa  mostra que a prevenção e controle podem ser feitos a partir de medidas simples e que devem fazer parte da rotina dos criatórios, destacando-se entre elas:

Manter a higiene das instalações, limpando as fezes e restos alimentares, principalmente em propriedades com sistema de confinamento ou leiterias (estabelecimentos de venda de leite e derivados); e

Remover e dar destino adequado (espalhamento ou compostagem) aos resíduos alimentares de animais, bem como de dejetos e matéria orgânica acumulados, pois representam fontes de criação de larvas de moscas.

Fonte: Embrapa

402, 2020

Pesquisa mostra que consumidor compra iogurte pela marca e não pelo preço

Essa foi a conclusão a que chegaram pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais. Realizada  pelo Núcleo de Estudos em Novos Produtos e Análise Sensorial  do Departamento de Ciência dos Alimentos  (DCA),  a pesquisa avaliou a influência do preço, da marca e das características sensoriais na aceitação e intenção de compra de iogurtes.

Para o professor do DCA e orientador da pesquisa, João de Deus Souza Carneiro, “tanto características sensoriais do produto como cor, sabor, aparência e textura, quanto a marca e o preço  influenciam na percepção sensorial e na intenção de compra”. “Em alguns casos, acrescenta, “uma marca já consolidada, aliada a uma boa estratégia de marketing, exerce uma grande influência  no processo de compra das pessoas”.

A pesquisa compreendeu testes com cinco marcas de iogurte de morango e envolveram 72 consumidores (provadores).

As amostras de iogurte foram avaliadas em três sessões, quanto à aceitação sensorial e intenção de compra: na primeira sessão as amostras foram avaliadas codificadas, na segunda sessão foi informado o preço de cada iogurte e na terceira sessão foi informada a marca de cada iogurte.

“Observamos que as marcas nacionais tiveram maior influência na intenção de compra dos consumidores, mas notamos também que nos testes com amostras codificadas os iogurtes regionais tiveram maior aceitação que os nacionais”, ressalta o orientador da pesquisa.

Fonte: UFLA

3001, 2020

Instituto Biológico de São Paulo aumenta em 50% a produção de tuberculina

Fundado há 90 anos aproximadamente para atuar nas áreas de sanidade animal e vegetal, buscando soluções para controle de doenças  que afetam  animais e plantas (principalmente bovinos), o Instituto Biológico de São Paulo (IB) acaba obter uma conquista inédita: produziu e liberou uma partida (lote) com mais de 460 mil doses de tuberculina (antígeno usado para diagnóstico de tuberculose em bovinos).

Essa partida, aprovada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), é 50% maior que uma convencional. Antes de 2019, o IB  liberava, ao longo de cada  ano,  diversas partidas  (cada uma com frascos contendo 50 doses).

As doses produzidas em 2019 já estão disponíveis aos médicos veterinários habilitados.

Sem os testes envolvendo a tuberculina,  não é possível a realização de compra, venda, trânsito e exportação de bovinos e carne desses animais.

O IB é a única instituição brasileira autorizada a produzir a tuberculina.

Fonte: Instituto Biológico de São Paulo

2701, 2020

Universidade de São Paulo desenvolve mortadela mais saudável com óleo de soja

 A substituição da gordura animal por vegetal na fabricação de mortadelas torna este embutido muito saudável para os consumidores. Na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP), em Pirassununga, pesquisadores obtiveram êxito no desenvolvimento de uma mortadela que leva óleo de soja em substituição à gordura suína.

“Além dos benefícios nutricionais, verificamos que a substituição da gordura suína por óleo de soja não prejudicou aspectos tecnológicos importantes, como o rendimento, a textura, a oxidação lipídica e a estabilidade microbiológica (vida de prateleira)”, diz o coordenador do estudo, o professor Marco Antônio Trindade, da FZEA.

Trindade explica que as mortadelas são comumente fabricadas a partir da mistura de carnes (suína ou bovina) e de gordura suína. Elas são misturadas, trituradas, formando uma emulsão (massa lisa). Posteriormente, são adicionados aqueles pedaços inteiros de gordura suína que caracterizam a mortadela. O teor de gordura e proteína gira entre 12% e 15%.

“Algumas marcas já oferecem mortadela sem essa gordura aparente”, lembra Trindade. “O produto desenvolvido nos Laboratórios do Departamento de Engenharia de Alimentos da FZEA não tem essa gordura aparente, mas apresenta o mesmo teor de gordura e proteínas das mortadelas comerciais”, informa o professor.

A ideia, segundo ele,  era desenvolver um produto mais saudável para os consumidores, visto que a mortadela padrão tem alto teor de colesterol e de ácidos graxos saturados, prejudiciais ao organismo. Já o óleo de soja, ao contrário, é rico em ácidos graxos poli-insaturados, mais saudáveis ao organismo humano.

Fonte: Universidade de São Paulo

801, 2020

Unesp desenvolve equipamento para obter altura ideal da pastagem para o gado

Essa prática agora se tornou possível graças a um equipamento criado pela UNESP (Universidade Estadual Paulista) que  automatiza a medição da altura da pastagem. A medição é feita por meio de ultrassom, dispensando assim técnicas manuais que fazem uso de régua ou trena.

Desenvolvido pelo zootecnista Leandro Coelho de Araújo, professor no Departamento de Biologia e Zootecnia, e pelo engenheiro mecânico Douglas Domingues Bueno, professor no Departamento de Matemática do núcleo Ilha Solteira da UNESP“, o equipamento é capaz de realizar dezenas de registros por minuto, cobrindo uma área muito maior e com muito mais precisão que a medição manual, permitindo uma maior eficiência de pastejo”,  explica Araújo.

“Essa busca pelo ótimo, acrescenta, é o que se chama hoje em dia de Zootecnia de Precisão: cada dia que você perde com os animais abaixo da sua eficiência de pastejo resulta em menor produtividade para o produtor”,

O equipamento apresenta outra vantagem: é de pequeno porte e, por isso, pode ser acoplado a um drone, permitindo o registro e o cálculo da altura do capim de grandes áreas destinadas à pecuária.

Fonte: Unesp

801, 2020

Embrapa: aquicultura brasileira contará com sistema de inteligência territorial estratégica

Esse projeto envolvendo a aquicultura – uma das atividades do agronegócio que mais cresce no país – é uma iniciativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O projeto – já em execução – consiste no mapeando, por imagens de satélite,  dos viveiros de criação de peixes e outros animais aquáticos em todo o Brasil.

As informações ficarão disponíveis em uma plataforma online, que abrigará vasta quantidade de dados georreferenciados sobre a atividade aquícola, e comporão um sistema de inteligência territorial estratégica (site) da aquicultura brasileira.

O objetivo, de acordo com a empresa, é utilizar os dados organizados nacionalmente para impulsionar ainda mais os números da produção aquícola do país, que se encontra em franco crescimento.

A plataforma em construção apresentará para a aquicultura os cinco quadros definidos na metodologia da Embrapa para sistemas de inteligência territorial estratégica: natural, agrário, agrícola, infraestrutura e socioeconômico).

“Temos um conjunto significativo de dados secundários relacionados à produção agrícola, questões socioeconômicas e emprego para analisar a aquicultura nesses cinco quadros, integrando-os de forma coerente”, informa o analista  Marcelo Fonseca, da Embrapa (núcleo Territorial).

Foto: Divulgação Embrapa

801, 2020

Virbac lança novo produto para combater parasitos que atacam bovinos

A Virbac Brasil, empresa veterinária que atua na fabricação de produtos para animais, resolveu investir no segmento de parasitos externos que atacam bovinos e lança no mercado um novo produto.

Batizado de effipro bovis, o medicamento é um inseticida e carrapaticida indicado para o tratamento e controle de parasitoses em bovinos, causadas por carrapatos, bernes e moscas dos Chifres.

A grande vantagem do produto, segundo a empresa, é que ele garante um efeito mais rápido e duradouro no controle e tratamento dos parasitos.

“Com o effipro bovis, a Virbac entra no segmento de parasitos externos”, diz o médico veterinário Bruno Lima, gerente técnico da linha bovinos da empresa, “Até então, explica, a empresa investia somente em produtos injetáveis para o controle de parasitos”.

Os carrapatos, bernes e moscas dos chifres estão entre os parasitos que causam mais prejuízos aos criadores de gado.

Os prejuízos envolvem perdas de animais, redução da produção de carne e de leite, além de gastos com a aquisição de medicamentos e de mão-de-obra especializada para tratamento dos animais.

Fonte: Virbac

801, 2020

Embrapa desenvolve protocolos de higienização de armazenamento de leite cru

Os núcleos Agroindústria de Alimentos e Gado de Leite da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveram protocolos de higienização de tanque coletivo de armazenamento de leite cru refrigerado.

A iniciativa atende solicitações apresentadas pelos próprios produtores de leite de base familiar, alegando que a falta de orientações para limpeza e higiene de ordenha se destaca como alguns dos principais problemas enfrentados por eles na comercialização do produto.

Os protocolos vão auxiliá-los no cumprimento das novas exigências impostas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que aumentaram o controle na qualidade e segurança da cadeia produtiva leiteira. As instruções normativas nº 76 e 77, de 2018, preveem, entre outras questões, que os produtores estejam aptos a higienizar de forma adequada os equipamentos de armazenamento de leite.

O trabalho da Embrapa foi desenvolvido na bacia leiteira do sul do estado do Rio de Janeiro e na região da Zona da Mata mineira com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e de outros parceiros locais.

Técnicos da Embrapa instalaram duas unidades demonstrativas de referência com o protocolo de higienização de tanques de armazenamento de leite em municípios dos dois estados e capacitaram cerca de 150 produtores familiares.

Fonte Embrapa

801, 2020

Pesquisadores concluem testes de soro para combater veneno de abelha

O desenvolvimento do soro (inédito no mundo) é resultado de uma parceria entre o Instituto Vital Brasil (IVB) e a Universidade Estadual Paulista (UNESP), entidades vinculadas, respectivamente, aos governos do estado do Rio de Janeiro e de São Paulo.

As pesquisas sobre o soro levaram 12 anos para ser concluídas e envolveram estudos de laboratório e testes em animais e seres humanos, dizem os coordenadores do projeto, Marcelo Abrahão Strauch, do (IVB), e Rui Seabra Ferreira Júnior, do Centro de Estudos de Venenos de Animais Peçonhentos da UNESP.

A próxima etapa do projeto, segundo eles, é a fabricação do medicamento, que ficará a cargo do IVB. Com o início da produção do soro – que deverá ocorrer até 2022 –, o Brasil passará a ser o único país a dispor do medicamento.

Atualmente, há 45 produtores de soros para animais peçonhentos no mundo, mas nenhum fabrica o soro contra  veneno de abelha.

O soro é preparado com o próprio veneno da abelha (ver foto/UNESP). Para isso, a veneno do inseto é injetado em cavalo e, após a produção de anticorpos específicos pelo animal, amostras do sangue são recolhidas para a obtenção do plasma que será purificado e processado até chegar ao produto final.

Fonte: UNESP

2912, 2019

UNESP: pesquisador desenvolve equipamento para geração de energia elétrica a partir de resíduos da criação de frango de corte

Resíduos da criação de frangos de corte (fezes, penas e restos de ração), podem ser utilizados para gerar energia elétrica por meio de biogás, combustível obtido a partir daqueles resíduos.

Isto agora se tornou possível graças a um equipamento (biodigestor) desenvolvido pelo pesquisador Airon Magno Aires em sua tese de doutorado em zootecnia (produção animal) defendida na Universidade Estadual Paulista (UNESP), em São Paulo.

Segundo o pesquisador, o criador de frangos de corte necessita, em média, de 26,5 quilowatt-hora de potência por cada galpão da granja. Com o biodigestor projetado por Airon, “um galpão de frangos pode gerar 65.250 metros cúbicos de biogás, os quais podem ser convertidos em 110,1 megawatts de energia”, diz ele.

A geração de biogás ocorre pela utilização de micro-organismos para degradação da matéria orgânica contida nos resíduos. Esse processo gera um composto de gases que pode ser convertido em energia.

Esse combustível poderá ser usado pelo próprio criador para substituir tanto a eletricidade necessária para a iluminação de galpões e funcionamento de equipamentos, quanto a lenha usada para aquecimento de pintinhos. “O biogás tem a vantagem de ser um combustível renovável e limpo, quando comparado à energia provinda de combustíveis fósseis (carvão e óleo diesel, entre outros) e lenha”, explica o pesquisador.

Fonte: EBC/Agência Brasil

2012, 2019

Estudos revelam que carne de búfalo é quase 50% mais magra que carne bovina

Estudos desenvolvidos por dois núcleos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Rio Grande do Sul (Pecuária Sul e Clima Temperado)  revelam que a carne de búfalo é quase 50% mais magra do que a bovina.

A conclusão teve por base em análises das qualidades físico-químicas das carnes de 50 animais da raça Murrah, que, com a Mediterrânea, integra a lista das mais utilizadas por criadores de búfalos no Brasil.

Os estudos demonstram que a média de gordura da carne bubalina é de apenas 1,29%, enquanto a da bovina de alimentados a pasto é de 2,25%.
Esse resultado pode contribuir para ampliar e diversificar o mercado de produtos bubalinos no país, hoje muito mais focado no leite, cujo crescimento é superior a 20% ao ano.

Os estudos mostram também que o rendimento de carcaça dos bubalinos é semelhante ao dos bovinos (47,7%). A pesquisadora do Pecuária Sul,  Élen Nalério,  explica que desde 2016 estão sendo avaliadas carcaças de animais abatidos com 27 meses.

Foto: Ronaldo Rosa

1312, 2019

Embrapa desenvolve coletor de ovos para avicultura familiar

Um coletor que protege a produção de ovos de animais predadores – como cobras, cães, o pássaro canção e o lagarto teiú – está melhorando os resultados da avicultura familiar no Nordeste brasileiro. Desenvolvido pelo núcleo Meio-Norte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o coletor, que já é conhecido como  “piano de galinheiro, devido à semelhança com o instrumento musical, está mudando o perfil da produção de ovos caipiras de cinco municípios do Piauí e de um do Maranhão.

“A ideia de se projetar o coletor surgiu da necessidade de se encontrar uma solução para o grande índice de perda de ovos após a postura das aves, que chegava a mais de 50%”, revela o biólogo Marcos Jacob Almeida, um dos pesquisadores que desenvolveram o instrumento.

“Hoje, graças ao uso do invento, praticamente não há perdas de ovo nas criações”, garante Marcos. A seu ver, a vantagem principal do coletor, é que, após a postura, o ovo rola para um local protegido de predadores e das próprias galinhas, evitando, inclusive, o início do desenvolvimento não planejado de embriões”.
Ele destaca ainda que o coletor, por ser móvel, possibilita a limpeza e a higienização dos ninhos de forma mais prática e eficiente.

Foto: Fernando Sinimbu

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