Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia 2017-09-21T08:51:09+00:00
2808, 2018

Novidade: planta (botão de ouro) reduz consumo de ração de vaca leiteira sem alterar a produção do animal

Pesquisadores da Universidade Federal de São João Del-Rey (UFSJ), em Minas Gerais, passaram a buscar novas fontes de alimentação para o gado leiteiro mais econômicas e selecionaram uma planta que reduz o consumo de ração de vacas sem alterar a produção e composição do leite produzido por elas. Trata-se do botão de ouro (de nome científico Tithonia diversifolia), ainda pouco explorada no Brasil, mas já cultivada em outros países, entre eles Colômbia, México e Argentina, como fonte de alimentação animal.

Uma vez selecionada a planta, uma equipe de pesquisa da UFSJ, coordenada pelo professor Rogério Martins Maurício, coletou exemplares da espécie em regiões de Minas Gerais e instalaram um experimento com plantio do botão de ouro para uso na alimentação de vacas leiteiras.

No experimento, os pesquisadores foram retirando gradativamente a ração – parte mais cara da dieta das vacas – e acrescentando o botão de ouro e aplanta foi capaz de reduzir em 11% o uso da ração sem alterar a produção das vacas(média de 22 litros/dia). Além disso, apresentou outra vantagem: alto teor de proteína: 15%. Esse nutriente é o que mais encarece a ração e que mais contribui para o aumento da produtividade das vacas.

“Assim, diz o professor Rogério, uso do botão de ouro, além de ser bem aceito pelos animais, contribui não somente para reduzir custos para a produção do leite, mas também para enriquecer as opções de forrageiras ao pecuarista mineiro”.

Foto: Rogerio Martins Mauricio/Arquivo Pessoal

2808, 2018

Pesquisa da Embrapa mostra que 12% dos brasileiros nunca comeram carne ovina

Resultados de pesquisa realizada pelo núcleo Pecuária Sul da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) demonstraram que 25 milhões de brasileiros, 12% de consumidores do país, nunca sequer experimentaram a carne de ovelhas, carneiros ou cordeiros.

“Mesmo no Sul, onde há tradição na criação e consumo, a carne ovina é mais lembrada para os churrascos de fim de semana, para assar em momentos festivos, mas ela não está presente no cardápio durante a semana”, diz a pesquisadora da Elen Nalério, coordenadora do projeto “Aproveitamento Integral da Carne Ovina”, que busca levar ao mercado novas opções de consumo dessa carne.

Os motivos do baixo consumo da carne ovina, segundo a pesquisadora do núcleo, vão desde a pouca disponibilidade do produto no mercado até a falta de costume e inexistência de cortes mais apropriados para o preparo no dia a dia.

 

2808, 2018

Plantio conjunto de milho e capim-massai garante alimento com menor custo para produtores de ovinos no Semiárido do Brasil

Estudo realizado por pesquisadores do núcleo Caprinos e Ovinos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) concluiu que o plantio consorciado (conjunto) de milho e capim-massai é uma opção economicamente vantajosa para alimentação de rebanhos de ovinos na região semiárida do Brasil.

Segundo o estudo, em um hectare com as duas culturas, é possível produzir silagem (mistura das culturas conservada em silo) para manter produtivos 53 ovinos de corte ou leite, com peso corporal médio de 25 kg, durante oito meses, período que corresponde à época de estiagem. Os resultados indicaram que produzir a silagem a partir do plantio de milho e capim-massai é 31,35% mais barato para o criador do que adquiri-la no comércio. A partir do segundo ano, sem o custo com o cercamento da área, essa economia chega a 78%.

Foto: Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)

2808, 2018

Produtores de Mato Grosso do Sul viabilizam projeto de criação de gado leite com uso de tecnologias, entre elas pastagem irrigada

O projeto reúne 19 produtores de animais da raça Holandesa, os quais desenvolvem suas atividades em Ivinhema, município da região sul de Mato Grosso do Sul (MS). Elaborado pelo SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas/MS e a prefeitura de Ivinhema, o projeto visa melhorar a produtividade dos animais, expandir a produção de leite e derivados e gerar animais para venda.

Além da pastagem irrigada, implantada por causa da estiagem prolongada que afeta a região de Ivinhema, o projeto oferece aos produtores três serviços, que funcionam em instalações móveis: (a) rufião (touro) móvel, um veículo equipado com ultrassonografia, que realiza o monitoramento reprodutivo e sanitário, identificando animais que oferecem lucros; (b) vaca móvel, que analisa a qualidade do leite e identifica formas de melhoria, quantidade de gordura, acidez é água; e (c) agromóvel, que verifica a nutrição e manejo de pastagem, identificando boas práticas e simulando a ingestão de alimentos do gado.

Foto: Prefeitura de Ivinhema(MS)/Sebrae-MS

2808, 2018

Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais desenvolve vacina contra varíola bovina

Pesquisa sobre varíola bovina, desenvolvida pelo grupo coordenado pela professora e pesquisadora Zélia Inês Portela Lobato na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), resultou em uma vacina contra a doença. O processo de pesquisa da vacina (já patenteada) durou cerca de 10 anos e foi realizado por um grupo que envolveu professores, alunos de pós-graduação e de iniciação científica.

A varíola bovina possui consequências econômicas e sociais visíveis: a doença se espalha com facilidade e de forma acelerada. Isso diminui drasticamente a produtividade das fazendas de gado. “Em fazendas de produção leiteira onde há a contaminação das vacas em lactação, a produção de leite sofre uma queda de no mínimo 30%, já que a ordenha fica comprometida”, afirma a professora Zélia.

Foto: Escola de Veterinária da UFMG

2507, 2018

Novidade: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) reproduz rã touro em laboratório

O feito da UFMG foi conseguido através do setor de Ranicultura (criação de rãs) da Escola de Veterinária, ligada àquela instituição. A prática de reproduzir rã touro em cativeiro foi adotada pela escola no final do ano de 2017 por iniciativa do professor e pesquisador Galileu Veras.

As rãs adquiridas e cultivadas no ranário da escola são da espécie Lithobates catesbeianus, popularmente conhecida como rã touro. “Elas são nativas da América do Norte e adaptaram-se muito bem aos cativeiros e hoje somente elas podem ser criadas em cativeiros no Brasil”, explica Galileu.

Os animais obtidos nas desovas serão usados em grande parte para as aulas práticas da escola. Galileu também ressalta que os animais não serão usados somente por professores e pesquisadores da escola. Segundo ele, desde o início do projeto, sua intenção é disponibilizar as rãs obtidas para pesquisas e aulas práticas de outros departamentos e Instituições (de dentro ou de fora da UFMG).

Foto: Escola de Veterinária da UFMG

2507, 2018

Soinga: Brasil conta com nova raça na criação de ovinos (ovelha e carneiro)

A nova raça, desenvolvida no Rio Grande do Norte depois de 20 anos de pesquisas, é fruto de cruzamento entre animais das raças brasileiras Ingazeira e Morada Nova. O surgimento de Soinga, que teve por base estudos do médico veterinário e criador de ovinos José Paz de Melo, foi reconhecida com raça pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) por solicitação da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO).

Segundo José Paz de Melo, a nova raça se destaca pela capacidade de conviver no clima adverso do Semiárido do Nordeste (que se caracteriza pela escassez de água) apresentado bons índices de produtividade (ganha mais peso comendo menos alimento). “Além disso, diz ele, Soinga possui carne de excelente qualidade, sem aquele cheiro característico da carne de ovino e de um sabor invejável”.
A nova raça foi um dos destaques da 52ª Festa do Boi, evento realizado anualmente no Rio Grande do Norte pela Associação Norte-rio-grandense de Criadores.

Foto: Divulgação

2507, 2018

Criador de gado usa ultrassonografia para analisar qualidade da carne e aumentar lucros

O produtor Adilson Reich, dono do Criatório Senepol Luar, em Campo Grande (Mato Grosso do Sul), vem fazendo uso, com sucesso, da ultrassonografia em seu rebanho de animais da raça Senepol (de corte). O objetivo é avaliar a qualidade da carne e identificar quais animais podem ser identificados como de alto padrão genético.

Com o exame, segundo o produtor, é possível saber qual a espessura da gordura na picanha, a qualidade da carne, o tamanho corporal e o desempenho do animal. “A ultrassom contribui na identificação de animais rentáveis”, diz Reich e acrescenta: conseguimos selecionar animais que chegam precocemente à puberdade, tornando-se reprodutores mais jovens e com qualidade garantida”.

A ultrassonografia normalmente é utilizada para a classificação de touros, matrizes e reprodutores. Além disso, é usada também em fêmeas para mapear o potencial genético de suas matrizes visando à produção de carcaça (carne com osso) de qualidade.

Foto: Divulgação/Senepol/Luar

2507, 2018

UFMG: pesquisa identifica baixa presença de agrotóxicos em amostras de mel de abelha

Apenas uma de um total de 66 amostras de mel produzidas em Minas Gerais, entre fevereiro de 2014 e agosto de 2016, continha agrotóxicos, um dos fatores que podem comprometer a qualidade do alimento. A conclusão é de um grupo de pesquisadores da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que, em parceria com o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagre Minas GEo), do Ministério da Agricultura, utilizou método que associa a cromatografia líquida à espectrometria de massas para identificar a presença de agrotóxicos que prejudicam a qualidade do produto.

Além da baixa incidência, os pesquisadores se surpreenderam com a natureza do agrotóxico identificado nas amostras. Trata-se de uma substância não encontrada em plantações, mas utilizada no tratamento de rebanhos (bovinos, equinos, ovinos, caprinos, suínos e aves) contra parasitas nos animais. Os pesquisadores esperavam encontrar agrotóxicos usados na agricultura, pois as abelhas polinizam grandes plantações.

Foto: Amotras de mel analisadas em laboratório, UFMG

2507, 2018

Belgo Bekaert Arames desenvolve e lança fibra de aço Dramix para pisos

A Belgo Bekaert Arames está trazendo para o agronegócio conhecimentos e tecnologias da área da construção civil. Tanto que empresa desenvolveu e lançou neste setor a fibra de aço Dramix, cujo produto são segmentos de arames com 60 mm de comprimento e duas ancoragens nas extremidades. Esta solução de reforço facilita no processo de construção de pisos de concreto resistentes a cargas elevadas.

“Diversos fatores influenciam no sucesso das atividades no campo, seja na produção animal ou na agricultura. Algumas estruturas físicas, por exemplo, passam quase sempre despercebidas, mas que também representam papel importante no sucesso do negócio. Alinhado a isto podemos citar os pisos estruturais de concreto”, explica Vinicius Muniz Gonçalves, engenheiro de materiais, responsável pela engenharia de aplicação da Belgo Bekaert Arames.

Foto: Belgo Bekaert Arames

2306, 2018

EMBRAPA cria aplicador de herbicida (produto químico) que controla plantas nocivas ao pasto do gado

O equipamento foi desenvolvido pelo núcleo Pecuária do Sul da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e tem por fim controlar as plantas que prejudicam o desenvolvimento de capins destinados à alimentação do gado. Com a aplicação de herbicida é possível preservar os capins, dificultando a reinfestação por plantas invasoras nocivas à pastagem, cujas sementes ficam armazenadas no solo.

Devido à diferença de altura que se estabelece entre os capins consumidos pelo gado e as plantas indesejáveis, que assumem uma maior altura, somente estas entram em contato com os aplicadores de herbicida do equipamento.

Foto: Kéke Barcellos

2306, 2018

Instituto de Zootecnia de São Paulo seleciona animais com alto ganho de peso e menor consumo de alimentos           

O Instituto de Zootecnia (IZ), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, vem desenvolvendo pesquisas para o melhoramento genético de bovinos, selecionando animais com alta capacidade de ganho de peso e com menor consumo de alimento.

Segundo pesquisadores do IZ, os machos selecionados pelo órgão transmitem pelo menos 25% dessa superioridade em eficiência para seus bezerros e é assim que os produtores conseguem melhorar a genética de seus rebanhos “Com a nova forma de alimentar o gado, conseguimos touros que consomem até quatro quilos menos de alimento por dia durante a sua vida”, explica Maria Eugênia Zerlotti Mercadante, pesquisadora do IZ.

Foto: Instituto de Zootecnia da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

2306, 2018

Universidade de São Paulo: desenvolvido chocolate que beneficia intestino e reduz risco de câncer

Pesquisadoras do Departamento de Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo-USP (núcleo de Pirassununga-SP) desenvolveram um chocolate que contém em sua composição microrganismos vivos que melhoram as funções gastrointestinais e reduzem o risco de desenvolvimento de várias doenças, como o câncer de cólon (parte do intestino grosso).

Os microrganismos aplicados ao chocolate (lactobacillus acidophiluse bifidobacterium animalis) estão presentes em produtos lácteos. Eles são semelhantes aos existentes naturalmente no organismo humano, mas que ao longo da vida vão se perdendo devido ao consumo de alguns alimentos industrializados que afetam a flora intestinal, como açúcar; abuso de medicamentos e estresse.

A pesquisa que resultou no chocolate foi realizada pela estudante de mestrado Marluci Palazzolli da Silva e a professora Carmem Fávaro Trindade, da USP de Pirassununga. Com o estudo, Marluci obteve o título de mestre em Engenharia de Alimentos na USP.

Foto: Marlon Tavoni/EPTV

2306, 2018

Instituto de Pesca de São Paulo inaugura laboratório de peixes marinhos nativos

O Instituto de Pesca (IP), órgão de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, inaugurou o Laboratório de Piscicultura Marinha do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do Litoral Norte, em Ubatuba.

Segundo o IP, o objetivo do laboratório é contribuir para o desenvolvimento da piscicultura marinha na costa brasileira. As instalações contam com quatro baterias de tanques em sistemas independentes de recirculação de água.

“Com a infraestrutura que foi montada, o laboratório abre caminho para ampliação de pesquisas sobre reprodução, larvicultura e engorda de espécies de peixes marinhos nativos do litoral brasileiro, que são o foco dos estudos conduzidos pelo IP em Ubatuba”, diz Eduardo Gomes Sanches, pesquisador do órgão e diretor do Centro de Pesquisa do Pescado Marinho.

Foto: Redemar (Alevinos)

2306, 2018

Bovinos: associação de criadores de Angus cria hambúrguer de carne dessa raça enriquecido com ômega 3

O novo produto é resultado de uma parceria entre a Associação Brasileira de Criadores de Angus (ABA), a Cotripal Agropecuária Cooperativa (de Panabi-RS) e o grupoMcDonald’s. Produzido somente com carne angus certificada, o hambúrguer é tambémenriquecido com ômega 3, importante nutriente para o bom funcionamento do coração. “A principal diferença do hambúrguer é que ele é elaborado com pura carne”, diz o gerente de indústria da Cotripal,Roque Andreola, ressaltando que o objetivo é agregar ainda mais valor à carne Angus.

A criação e lançamento do produto faz parte de um projeto da ABA que tem por fim aumentar o consumo de carne da raça Angus. A raça é originária da Escócia e foi introduzida no Brasil pela ABA.

Foto: McDonald´s

2905, 2018

Surge o superburro: novidade no mundo dos equídeos (burro, jumento e égua)

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Universidade Federal de Viçosa (localizada na cidade do mesmo nome em Minas Gerais) desenvolveram, dentro de um projeto inédito no Brasil, o que denominaram de superburro. Ele é fruto do cruzamento do jumento Pêga com égua da raça Bretã, originários, respectivamente, do Brasil e da França.

De peso que varia de 500 quilos a mil quilos, o superburro é um animal de tração (movimentação de carga); é resistente a temperaturas altas e adaptado a terrenos acidentados. Comparado com o cavalo, ele tem maior recuperação e menor consumo de água após uma jornada diária de trabalho de cinco horas.

Foto: Potro, exemplar do superburro (Setor de Equinos da UFRRJ).

2905, 2018

Pesquisa da Embrapa mostra que planta da Amazônia agrega ômega 3 ao tambaqui

Essa conclusão consta de pesquisa desenvolvida no núcleo Amazônia Ocidental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e que teve por fim aumentar a quantidade de ácido graxo ômega 3 no tambaqui, peixe nativo da Bacia Amazônica e de grande importância na piscicultura nacional.

Rações enriquecidas com a planta amazônica Sacha Inchi (Plukenetia volubilis), rica em ácido linolênico (ômega 3), foram fornecidas aos animais na fase jovem, os quais absorveram o nutriente.

Trata-se, segundo os pesquisadores, de um importante passo para agregar valor nutricional ao peixe, uma vez que o ômega 3, relacionado ao combate de doenças cardíacas, está naturalmente presente em maiores quantidades em algumas espécies de peixes de águas frias (como o tambaqui), mas esse peixe possui pouca quantidade do nutriente. Os resultados foram obtidos por meio da pesquisa intitulada “Sacha Inchi na nutrição de juvenis de tambaqui”, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Foto: Síglia Souza

2905, 2018

Pesquisadores paulistas são premiados por salvar o cervo-do-pantanal da extinção

Um programa desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) que conseguiu reintroduzir o cervo-do-pantanal na Estação Ecológica de Jatai, em Luiz Antônio (SP) –onde a espécie já havia sido extinta–, recebeu o Prêmio Nacional da Biodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente.

Para obtenção e reintrodução dos animais, os pesquisadores fizeram uso da técnica de transferência de embriões, a qual permite obter de um a dez filhotes de cervo por ano.

O cervo-do-pantanal está na Lista Brasileira de Espécies Ameaçadas de Extinção, bem como no livro vermelho da União Internacional de Conservação da Natureza.

Foto: Walfrido Tomás

2905, 2018

Embrapa cria e lança régua que facilita manejo de pastagem para gado de corte

O núcleo Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária criou e lançou uma nova tecnologia: a régua de manejo que tem por finalidade determinar o momento correto para a entrada e a saída do gado na pastagem.

“A régua vai facilitar o trabalho de manejo da pastagem de forma adequada”, afirma o zootecnista, Haroldo Pires Queiróz – um dos criadores da tecnologia. Segundo ele, o dispositivo traz indicações de entrada e saída de animais do pasto, conforme o tipo de capim e, na parte superior da régua, há um espaço para apresentação de marcas a serem associadas ao manejo correto das pastagens. Alexandre Agiova, pesquisador que também ajudou a criar o dispositivo, diz que “é comum nas fazendas brasileiras encontrar rebanhos em áreas superpastejadas, com os animais permanecendo no piquete (espaço para alimentação do gado) com o capim muito abaixo da altura indicada para a espécie, entre outras causas, por falta de um indicador seguro do momento de saída dos animais”.

Foto: Núcleo Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

2905, 2018

Novidade: Instituto de Zootecnia de São Paulo desenvolve produto natural para combater carrapatos em bovinos

Inédito no Brasil, o produto foi elaborado à base de óleos essenciais e é capaz de controlar carrapatos em bovinos de forma rápida e eficiente. Ele resulta de estudos realizados pelos pesquisadores do Instituto de Zootecnia (IZ) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Cecília José Veríssimo e Luciana Morita Katiki, e o aluno de pós-graduação em produção animal do IZ.

Segundo os pesquisadores, no mundo todo empresas e estudiosos buscam o desenvolvimento de formulações alternativas, de origem natural, para o controle dos carrapatos em bovinos, devido à resistência daqueles parasitas aos produtos quimicos (carrapaticidas).

O diferencial do produto é a não utilização de composto sintético (químico) em sua formulação e sua ação rápida sobre os carrapatos. Em testes in vivo, ou seja, realizados no bovino, verificou-se a morte de diversas fases do parasita (larvas, ninfas, machos e fêmeas) em 48 horas, reduzindo significativamente a contagem de carrapatos nos animais logo na primeira semana. O teste in vitromostrou 100% de mortalidade da fêmea, que nem chegou a por ovos.

Foto: Instituto de Zootecnia da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo Paulo

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