Nos conte o nome da sua fazenda, sua localização, atividade principal e um pouco da sua história.
Fazenda Pousada do Sol em Itanhandu, no sul de Minas Gerais.
Sou de uma família de criadores e importadores de gado holandês e apaixonada pelo meu trabalho.
Sempre lutando pelo produtor rural,fui vereadora,presidente do sindicato rural de Itanhandu, e representante da ABRALEITE.
Produzimos leite de alta qualidade, com 3,9% de gordura, 3,4% de proteína e controle da quantidade de microrganismos.
E o volume de produção?
São 1.300 litros/vaca/ano com a média de 40 litros/vaca/dia.
A pandemia lhe causou ou ainda causa algum problema?
Tivemos que nos adaptar à nova realidade, no início de forma assustadora,depois trabalhando de forma consciente, mas o agro não pára! É nós não paramos,estamos nos adaptando à nova realidade de trabalho, de preços de insumos,de consumo e de isolamento. Pior são as incertezas de mercado,consumo e economia.
E como anda o mercado, agora , no final de 2020?
Temos altos preços de leite e custos igualmente altos.
Estamos enfrentando momentos de incertezas, clima desfavorável, soja batendo recordes de preço e milho também caro. Como é sabido, esses produtos são matérias primas essenciais para a formulação da ração do gado.
Com a pandemia veio a valorização do agro, que não pode parar. Nós alimentamos o mundo!
Por mais que se desenvolvam as cidades e as indústrias, e que o homem vá a lua, como dizia meu pai, Rogério Scarpa, “é o braço anônimo do homem do campo que alimenta o mundo”. .
Mas o produtor rural nunca foi valorizado e a pandemia está mostrando isso…sua importância econômica para o Brasil,sua eficiência.
O mundo do agro negócio segue paralelo a esse Brasil doente.