A imunização ajuda a prevenir a doença e, caso o cão esteja infectado, ameniza os sintomas

A vacina contra a gripe canina é fundamental para a prevenção da doença. Ela contém agentes que estimulam o organismo do animal a produzir anticorpos, fortalecendo o sistema imunológico. Além de ajudar a evitar a infecção, a vacina também contribui para reduzir a intensidade dos sintomas caso o cão seja contaminado.

Mas, afinal, o que é gripe canina? A doença é causada pelo vírus Influenza A e provoca alterações respiratórias. Os principais sintomas apresentados pelos animais acometidos pela enfermidade são tosse persistente, coriza, apatia, febre, perda de apetite e olhos lacrimejantes.

Trata-se de uma doença extremamente contagiosa, que pode ser transmitida pelo contato direto com animais infectados ou pelo compartilhamento de bebedouros e comedouros. A transmissão ocorre principalmente em ambientes fechados, como creches e hotéis, mas também pode ocorrer em parques, áreas de recreação e outros espaços frequentados por cães. A doença é mais comum durante as estações chuvosas e nos meses mais frios, quando a defesa do organismo dos animais tende a diminuir.

Por isso, é importante que a vacina contra a gripe canina seja avaliada como parte do protocolo recomendado por veterinários. De acordo com a médica-veterinária da Petz Camila Canno Garcia, a imunização é indicada de acordo com o histórico, quadro de saúde, características físicas e estilo de vida do pet.

“Em geral, a vacina contra a gripe canina é indicada para cães mais vulneráveis, como filhotes, idosos e imunocomprometidos, além de animais que frequentam creches, parques, praças e hotéis. Também é recomendada para cães que vão viajar e para os braquicefálicos, que podem sofrer mais com doenças respiratórias”, explica. Braquicefálicos são cães e gatos com crânio encurtado e focinho achatado, como Pugs, Bulldogs, Shih Tzus e Persas.

Tipos de vacina

Atualmente, o mercado veterinário oferece diversos tipos de vacina com métodos de aplicação diferentes:

Vacina injetável: É o método mais tradicional, sendo aplicada de forma subcutânea. Inicialmente são necessárias duas doses, respeitando um intervalo de 21 a 30 dias entre elas, e seguido de reforços anuais, variando de acordo com a orientação do profissional.

Vacina intranasal: É aplicada nas narinas dos animais, em forma de gotas. A maioria precisa de apenas uma dose inicial e segue com reforços anuais.

Vacina oral: É uma novidade no mercado. É palatável e aplicada direto na boca dos pets. Também é realizada em dose única, com reforços anuais.

Efeitos colaterais

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No geral, os efeitos colaterais da vacina contra a gripe canina são leves e passageiros, como febre baixa, dor no local da aplicação (quando na versão injetável) e letargia. “A vacina intranasal pode provocar espirros esporádicos por um ou dois dias após a aplicação. Caso o cão apresente sintomas mais intensos após qualquer tipo de vacina, é importante procurar um médico-veterinário”, alerta Camila.

Após a vacinação, o responsável deve ficar atento aos sinais do animal e respeitar o tempo de recuperação, já que a região da área de aplicação pode ficar dolorida, quando se trata da vacina injetável. “Nesse período, o ideal é evitar banhos e reduzir a intensidade das atividades físicas para garantir que o animal se recupere bem”, orienta a veterinária.

Por André Casagrande. Com informações da assessoria de comunicação do Grupo Petz

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