Prevenção e vacinação são fundamentais para proteger saúde, bem-estar e desempenho dos animais
O Brasil possui um dos maiores rebanhos de equinos do mundo, com cerca de 5,8 milhões de animais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A equinocultura movimenta bilhões de reais anualmente e está diretamente ligada a atividades esportivas, de lazer, trabalho e reprodução – diversidade que reforça a importância dos cuidados com a sanidade animal em toda a cadeia.
Nesse cenário, as encefalites equinas — entre elas a Encefalite Equina do Leste (EEE), a Encefalite Equina do Oeste (WEE) e a Encefalite Equina Venezuelana (VEE) — representam um risco constante para todo o setor e seguem entre as enfermidades que exigem maior atenção de tutores, criadores e demais profissionais da equinocultura.
Transmitidas pela picada de mosquitos principalmente dos gêneros Culex e Aedes, as encefalites equinas são causadas por vírus que afetam o sistema nervoso central dos animais. Essas doenças podem provocar sintomas neurológicos severos, comprometimento da performance e até levar à morte, reforçando a importância da prevenção e do manejo sanitário adequado ao longo de todo o ano.

Animais que participam de provas, competições, exposições e outros eventos equestres demandam atenção especial, pois os deslocamentos frequentes podem ampliar a exposição a diferentes regiões e condições ambientais mais propícias para a proliferação dos mosquitos transmissores.
Raças de grande representatividade na equideocultura brasileira, como o Quarto de Milha e o Mangalarga Marchador — ambos com mais de 700 mil animais registrados no país — movimentam mais de 9 bilhões de reais por ano e são um exemplo da participação ampla em competições e eventos equestres.
Prevenção é a solução
Nesse contexto, a vacinação preventiva é uma das principais ferramentas para reduzir riscos e proteger a saúde dos equinos. Além da imunização, outras medidas de manejo sanitário, como o monitoramento dos ambientes, a eliminação de locais com água parada, o controle de insetos e o acompanhamento rigoroso do calendário sanitário dos animais, também desempenham papel importante no controle da doença.
Conforme destaca o médico-veterinário, Chester Batista, a prevenção é sempre o melhor caminho quando o assunto está relacionado às doenças neurológicas em equinos. “A vacinação associada a um cuidado sanitário adequado do ambiente, contribui não apenas para proteger a saúde dos animais, mas também para preservar desempenho, bem-estar e segurança em toda a cadeia da equideocultura”, observa o especialista.
