Pesquisadora baiana desenvolve sorvete com microrganismos vivos (benéficos à saúde)
A engenheira de alimentos Priscila Pereira dos Santos, em sua tese de mestrado defendida na Universidade Federal da Bahia (UFBA), criou um sorvete elaborado com leite de vaca fermentado e dotado de microrganismos vivos benéficos à saúde, contribuindo para melhorar o funcionamento do intestino e evitar a ocorrência de doenças cardíacas, diabetes e obesidade.
O sorvete (de sabor chocolate), se armazenado em temperatura adequada (18 graus abaixo de zero), pode ser utilizado por um ano, ou seja, possui prazo de validade de um ano com os microrganismos vivos. Com o trabalho, Priscila obteve o título de Mestre na UFBA.
Pesquisa: carne de ema é fonte alternativa de proteína animal e pode ter aceitação comercial
Por meio de estudo da composição físico-química e de análise sensorial da carne de ema, a aluna de mestrado Letícia Cristina Costa e Silva, da Universidade Paulista, em São José do Rio Preto (SP), identificou o alimento como uma fonte alternativa satisfa- tória de proteína de origem animal.
A análise da composição da carne revelou que a gordura dos músculos da ema tem maior valor biológico do que a do frango, por apresentar quantidades consideráveis de ômega três e seis, ácidos graxos, indispensáveis para a boa condição da pele e do coração.
Em outra parte do estudo, foram produzidos, em laboratório, salsicha e hambúrguer com a carne de ema e a qualidade dos produtos foi avaliada por provadores, cando comprovado que, com ajustes na formulação e com uma divulgação adequada, a carne da ave pode ter uma aceitação suficiente para comercialização.
Extrato de orégano tem ação antioxidante (mais saudável) em produtos feitos com carne de ovelha
O extrato natural de orégano é um e ciente antioxidante que pode ser utilizado em produtos desenvolvidos com carne de ovelha, tornando-os mais saudáveis. Essa foi a conclusão a que chegou a médica veterinária Rafaella de Paula Paseto Fernandes em sua tese de doutorado defendida na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (campus de Pirassununga).
Em seu estudo, Rafaella elaborou produtos com carne de ovelha, como hambúrguer (foto), nos quais o extrato foi usado, substituindo os aditivos químicos BHT – butil-hidroxi-tolueno e eritorbato de sódio. “Esses aditivos são usados em produtos cárneos e na indústria alimentícia como conservantes e antioxidantes, mas o extrato de orégano conseguiu efeitos equivalentes”, afirma a pesquisadora.
Com o estudo, Rafaella obteve, na FZEA, o título de Doutor em Ciências da Engenharia de Alimentos.
Novidade: vacina impede que cães com leishmaniose visceral canina sejam sacrificados
Desenvolvida no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, a vacina pode preservar a vida de cães, uma vez que os torna incapazes de transmitir o protozoário causador da doença (Leishmania donovani chagasi), transmitido pelo mosquito Lutzomyia longipalpis que está contaminado com o protozoário.
A vacina contém, em sua composição, proteína do próprio inseto que transmite o protozoário, para interferir no seu ciclo biológico.
“A formulação causa desequilíbrio no inseto, evitando que ele leve a outros hospedeiros (entre eles seres humanos), o parasito causador da doença, explica o veterinário Rodolfo Cordeiro Giunchetti (foto), coordenador da pesquisa que levou ao medicamento.
Atualmente, não há tratamento reconhecido no país para cães portadores de leishmaniose e um dos procedimentos adotados pelo Ministério da Saúde para evitar a transmissão da doença é que os animais afetados sejam sacrificados.
Inédito: UNESP e Instituto Vital Brazil desenvolvem soro contra abelhas venenosas
Denominado soro antiapílico, primeiro tratamento específico contra o veneno de abelhas africanizadas (as mais comuns no Brasil), o produto é uma conquista de pesquisadores do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (CEVAP) da Universidade Paulista, em Botucatu (SP) em parceria com o Instituto Vital Brazil, com sede em Niterói, no Rio de Janeiro. “Foram cerca de doze anos de pesquisa básica, realizando testes em animais ou in vitro, para estudarmos o produto e concluirmos que pode ser testado em humanos”, diz o professor Rui Seabra Ferreira Jr., coordenador executivo do CEVAP.
O soro é produzido em cavalos de maneira semelhante ao soro antiofídico, usado contra veneno de serpentes. O veneno da abelha é injetado nos cavalos e, após a produção de anticorpos específicos pelo animal, amostras do sangue são recolhidas para a obtenção do plasma que será purificado e processado até chegar ao produto final.
Massey Ferguson desenvolve enfardadeira de alta produtividade e baixo custo de manutenção
O mercado de enfardadeiras (máquinas de preparar feno), alimento produzido com capim para animais (principalmente bovinos) passou a contar com novos modelos, entre eles os desenvolvidos pela Massey Ferguson, fabricante tradicional de máquinas para a agropecuária. Um dos modelos lançado no mercado pela empresa é o MF 1837 de fardos retangulares (foto).
O equipamento se destaca pela alta produtividade e maior economia de combustível e possibilita o preparo de fardos homogêneos e compactos, facilitando a acomodação para transporte. Além disso, é de fácil operação e de baixo custo de manutenção.
Criador desenvolve e produz iogurte e doce com leite de ovelhas
Pedro Porto, criador de gado há mais de 30 anos no Sul do Brasil, mudou de atividade e resolveu instalar uma criação de ovinos em Vassouras, no estado do Rio de Janeiro. Junto com seu filho, Henrique Mirabeau, ele vem desenvolvendo e produzindo, na Cabanha Mirabeau, de sua propriedade, iogurte e doce com leite de ovelhas, entre outros produtos.
O iogurte, o doce de leite e os demais produtos, de acordo com Porto, “são artesanais e 100% naturais, fabricados sem utilização de conservantes e corantes”. Para desenvolver seu projeto, que reúne 130 ovinos da raça francesa Laucane, ele conta com apoio nanceiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro e assessoramento de especialistas em engenharia de alimentos da Universidade Federal Fluminense.
Suínos: criadores usam dejetos dos animais para gerar energia elétrica para a granja
A iniciativa é do engenheiro agrônomo Hugo Marcos Alves Fernandes e de seu irmão José Alves Fernandes que criam suínos na granja Irapuã, em São José de Ubá, município do estado do Rio de Janeiro. Na granja, eles construíram um biodigestor, o qual, a partir dos dejetos dos animais, gera energia elétrica para a propriedade, onde são criados cerca de 800 suínos das raças Large White e Landrace dentro de um projeto cuja implantação contou com apoio nanceiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo os criadores, antes da implantação do projeto, a granja consumia, em média, 1.600 kW por mês. E para mostrar a viabilidade do projeto explicam: “essa quantidade de kW resultava em uma despesa mensal de R$ 540; isso é mais do que o suficiente para alimentar toda a granja, que bombeia diariamente 20 mil litros de água para os suínos e fabrica cerca de 30 toneladas de ração por mês”.