Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia2020-05-27T13:29:02-03:00
3006, 2017

Pesquisa: carne de ema é fonte alternativa de proteína animal e pode ter aceitação comercial

Por meio de estudo da composição físico-química e de análise sensorial da carne de ema, a aluna de mestrado Letícia Cristina Costa e Silva, da Universidade Paulista, em São José do Rio Preto (SP), identificou o alimento como uma fonte alternativa satisfa- tória de proteína de origem animal.

A análise da composição da carne revelou que a gordura dos músculos da ema tem maior valor biológico do que a do frango, por apresentar quantidades consideráveis de ômega três e seis, ácidos graxos, indispensáveis para a boa condição da pele e do coração.

Em outra parte do estudo, foram produzidos, em laboratório, salsicha e hambúrguer com a carne de ema e a qualidade dos produtos foi avaliada por provadores, cando comprovado que, com ajustes na formulação e com uma divulgação adequada, a carne da ave pode ter uma aceitação suficiente para comercialização.

2906, 2017

Extrato de orégano tem ação antioxidante (mais saudável) em produtos feitos com carne de ovelha

O extrato natural de orégano é um e ciente antioxidante que pode ser utilizado em produtos desenvolvidos com carne de ovelha, tornando-os mais saudáveis. Essa foi a conclusão a que chegou a médica veterinária Rafaella de Paula Paseto Fernandes em sua tese de doutorado defendida na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (campus de Pirassununga).

Em seu estudo, Rafaella elaborou produtos com carne de ovelha, como hambúrguer (foto), nos quais o extrato foi usado, substituindo os aditivos químicos BHT – butil-hidroxi-tolueno e eritorbato de sódio. “Esses aditivos são usados em produtos cárneos e na indústria alimentícia como conservantes e antioxidantes, mas o extrato de orégano conseguiu efeitos equivalentes”, afirma a pesquisadora.

Com o estudo, Rafaella obteve, na FZEA, o título de Doutor em Ciências da Engenharia de Alimentos.

2906, 2017

Novidade: vacina impede que cães com leishmaniose visceral canina sejam sacrificados

Desenvolvida no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, a vacina pode preservar a vida de cães, uma vez que os torna incapazes de transmitir o protozoário causador da doença (Leishmania donovani chagasi), transmitido pelo mosquito Lutzomyia longipalpis que está contaminado com o protozoário.

A vacina contém, em sua composição, proteína do próprio inseto que transmite o protozoário, para interferir no seu ciclo biológico.

“A formulação causa desequilíbrio no inseto, evitando que ele leve a outros hospedeiros (entre eles seres humanos), o parasito causador da doença, explica o veterinário Rodolfo Cordeiro Giunchetti (foto), coordenador da pesquisa que levou ao medicamento.

Atualmente, não há tratamento reconhecido no país para cães portadores de leishmaniose e um dos procedimentos adotados pelo Ministério da Saúde para evitar a transmissão da doença é que os animais afetados sejam sacrificados.

2806, 2017

Inédito: UNESP e Instituto Vital Brazil desenvolvem soro contra abelhas venenosas

Denominado soro antiapílico, primeiro tratamento específico contra o veneno de abelhas africanizadas (as mais comuns no Brasil), o produto é uma conquista de pesquisadores do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (CEVAP) da Universidade Paulista, em Botucatu (SP) em parceria com o Instituto Vital Brazil, com sede em Niterói, no Rio de Janeiro. “Foram cerca de doze anos de pesquisa básica, realizando testes em animais ou in vitro, para estudarmos o produto e concluirmos que pode ser testado em humanos”, diz o professor Rui Seabra Ferreira Jr., coordenador executivo do CEVAP.

O soro é produzido em cavalos de maneira semelhante ao soro antiofídico, usado contra veneno de serpentes. O veneno da abelha é injetado nos cavalos e, após a produção de anticorpos específicos pelo animal, amostras do sangue são recolhidas para a obtenção do plasma que será purificado e processado até chegar ao produto final.

2806, 2017

Massey Ferguson desenvolve enfardadeira de alta produtividade e baixo custo de manutenção

O mercado de enfardadeiras (máquinas de preparar feno), alimento produzido com capim para animais (principalmente bovinos) passou a contar com novos modelos, entre eles os desenvolvidos pela Massey Ferguson, fabricante tradicional de máquinas para a agropecuária. Um dos modelos lançado no mercado pela empresa é o MF 1837 de fardos retangulares (foto).

O equipamento se destaca pela alta produtividade e maior economia de combustível e possibilita o preparo de fardos homogêneos e compactos, facilitando a acomodação para transporte. Além disso, é de fácil operação e de baixo custo de manutenção.

2806, 2017

Criador desenvolve e produz iogurte e doce com leite de ovelhas

Pedro Porto, criador de gado há mais de 30 anos no Sul do Brasil, mudou de atividade e resolveu instalar uma criação de ovinos em Vassouras, no estado do Rio de Janeiro. Junto com seu filho, Henrique Mirabeau, ele vem desenvolvendo e produzindo, na Cabanha Mirabeau, de sua propriedade, iogurte e doce com leite de ovelhas, entre outros produtos.

O iogurte, o doce de leite e os demais produtos, de acordo com Porto, “são artesanais e 100% naturais, fabricados sem utilização de conservantes e corantes”. Para desenvolver seu projeto, que reúne 130 ovinos da raça francesa Laucane, ele conta com apoio nanceiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro e assessoramento de especialistas em engenharia de alimentos da Universidade Federal Fluminense.

2506, 2017

Suínos: criadores usam dejetos dos animais para gerar energia elétrica para a granja

A iniciativa é do engenheiro agrônomo Hugo Marcos Alves Fernandes e de seu irmão José Alves Fernandes que criam suínos na granja Irapuã, em São José de Ubá, município do estado do Rio de Janeiro. Na granja, eles construíram um biodigestor, o qual, a partir dos dejetos dos animais, gera energia elétrica para a propriedade, onde são criados cerca de 800 suínos das raças Large White e Landrace dentro de um projeto cuja implantação contou com apoio nanceiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo os criadores, antes da implantação do projeto, a granja consumia, em média, 1.600 kW por mês. E para mostrar a viabilidade do projeto explicam: “essa quantidade de kW resultava em uma despesa mensal de R$ 540; isso é mais do que o suficiente para alimentar toda a granja, que bombeia diariamente 20 mil litros de água para os suínos e fabrica cerca de 30 toneladas de ração por mês”.

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