Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia 2017-09-21T08:51:09+00:00
2507, 2018

Novidade: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) reproduz rã touro em laboratório

O feito da UFMG foi conseguido através do setor de Ranicultura (criação de rãs) da Escola de Veterinária, ligada àquela instituição. A prática de reproduzir rã touro em cativeiro foi adotada pela escola no final do ano de 2017 por iniciativa do professor e pesquisador Galileu Veras.

As rãs adquiridas e cultivadas no ranário da escola são da espécie Lithobates catesbeianus, popularmente conhecida como rã touro. “Elas são nativas da América do Norte e adaptaram-se muito bem aos cativeiros e hoje somente elas podem ser criadas em cativeiros no Brasil”, explica Galileu.

Os animais obtidos nas desovas serão usados em grande parte para as aulas práticas da escola. Galileu também ressalta que os animais não serão usados somente por professores e pesquisadores da escola. Segundo ele, desde o início do projeto, sua intenção é disponibilizar as rãs obtidas para pesquisas e aulas práticas de outros departamentos e Instituições (de dentro ou de fora da UFMG).

Foto: Escola de Veterinária da UFMG

2507, 2018

Soinga: Brasil conta com nova raça na criação de ovinos (ovelha e carneiro)

A nova raça, desenvolvida no Rio Grande do Norte depois de 20 anos de pesquisas, é fruto de cruzamento entre animais das raças brasileiras Ingazeira e Morada Nova. O surgimento de Soinga, que teve por base estudos do médico veterinário e criador de ovinos José Paz de Melo, foi reconhecida com raça pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) por solicitação da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO).

Segundo José Paz de Melo, a nova raça se destaca pela capacidade de conviver no clima adverso do Semiárido do Nordeste (que se caracteriza pela escassez de água) apresentado bons índices de produtividade (ganha mais peso comendo menos alimento). “Além disso, diz ele, Soinga possui carne de excelente qualidade, sem aquele cheiro característico da carne de ovino e de um sabor invejável”.
A nova raça foi um dos destaques da 52ª Festa do Boi, evento realizado anualmente no Rio Grande do Norte pela Associação Norte-rio-grandense de Criadores.

Foto: Divulgação

2507, 2018

Criador de gado usa ultrassonografia para analisar qualidade da carne e aumentar lucros

O produtor Adilson Reich, dono do Criatório Senepol Luar, em Campo Grande (Mato Grosso do Sul), vem fazendo uso, com sucesso, da ultrassonografia em seu rebanho de animais da raça Senepol (de corte). O objetivo é avaliar a qualidade da carne e identificar quais animais podem ser identificados como de alto padrão genético.

Com o exame, segundo o produtor, é possível saber qual a espessura da gordura na picanha, a qualidade da carne, o tamanho corporal e o desempenho do animal. “A ultrassom contribui na identificação de animais rentáveis”, diz Reich e acrescenta: conseguimos selecionar animais que chegam precocemente à puberdade, tornando-se reprodutores mais jovens e com qualidade garantida”.

A ultrassonografia normalmente é utilizada para a classificação de touros, matrizes e reprodutores. Além disso, é usada também em fêmeas para mapear o potencial genético de suas matrizes visando à produção de carcaça (carne com osso) de qualidade.

Foto: Divulgação/Senepol/Luar

2507, 2018

UFMG: pesquisa identifica baixa presença de agrotóxicos em amostras de mel de abelha

Apenas uma de um total de 66 amostras de mel produzidas em Minas Gerais, entre fevereiro de 2014 e agosto de 2016, continha agrotóxicos, um dos fatores que podem comprometer a qualidade do alimento. A conclusão é de um grupo de pesquisadores da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que, em parceria com o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagre Minas GEo), do Ministério da Agricultura, utilizou método que associa a cromatografia líquida à espectrometria de massas para identificar a presença de agrotóxicos que prejudicam a qualidade do produto.

Além da baixa incidência, os pesquisadores se surpreenderam com a natureza do agrotóxico identificado nas amostras. Trata-se de uma substância não encontrada em plantações, mas utilizada no tratamento de rebanhos (bovinos, equinos, ovinos, caprinos, suínos e aves) contra parasitas nos animais. Os pesquisadores esperavam encontrar agrotóxicos usados na agricultura, pois as abelhas polinizam grandes plantações.

Foto: Amotras de mel analisadas em laboratório, UFMG

2507, 2018

Belgo Bekaert Arames desenvolve e lança fibra de aço Dramix para pisos

A Belgo Bekaert Arames está trazendo para o agronegócio conhecimentos e tecnologias da área da construção civil. Tanto que empresa desenvolveu e lançou neste setor a fibra de aço Dramix, cujo produto são segmentos de arames com 60 mm de comprimento e duas ancoragens nas extremidades. Esta solução de reforço facilita no processo de construção de pisos de concreto resistentes a cargas elevadas.

“Diversos fatores influenciam no sucesso das atividades no campo, seja na produção animal ou na agricultura. Algumas estruturas físicas, por exemplo, passam quase sempre despercebidas, mas que também representam papel importante no sucesso do negócio. Alinhado a isto podemos citar os pisos estruturais de concreto”, explica Vinicius Muniz Gonçalves, engenheiro de materiais, responsável pela engenharia de aplicação da Belgo Bekaert Arames.

Foto: Belgo Bekaert Arames

2306, 2018

EMBRAPA cria aplicador de herbicida (produto químico) que controla plantas nocivas ao pasto do gado

O equipamento foi desenvolvido pelo núcleo Pecuária do Sul da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e tem por fim controlar as plantas que prejudicam o desenvolvimento de capins destinados à alimentação do gado. Com a aplicação de herbicida é possível preservar os capins, dificultando a reinfestação por plantas invasoras nocivas à pastagem, cujas sementes ficam armazenadas no solo.

Devido à diferença de altura que se estabelece entre os capins consumidos pelo gado e as plantas indesejáveis, que assumem uma maior altura, somente estas entram em contato com os aplicadores de herbicida do equipamento.

Foto: Kéke Barcellos

2306, 2018

Instituto de Zootecnia de São Paulo seleciona animais com alto ganho de peso e menor consumo de alimentos           

O Instituto de Zootecnia (IZ), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, vem desenvolvendo pesquisas para o melhoramento genético de bovinos, selecionando animais com alta capacidade de ganho de peso e com menor consumo de alimento.

Segundo pesquisadores do IZ, os machos selecionados pelo órgão transmitem pelo menos 25% dessa superioridade em eficiência para seus bezerros e é assim que os produtores conseguem melhorar a genética de seus rebanhos “Com a nova forma de alimentar o gado, conseguimos touros que consomem até quatro quilos menos de alimento por dia durante a sua vida”, explica Maria Eugênia Zerlotti Mercadante, pesquisadora do IZ.

Foto: Instituto de Zootecnia da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

2306, 2018

Universidade de São Paulo: desenvolvido chocolate que beneficia intestino e reduz risco de câncer

Pesquisadoras do Departamento de Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo-USP (núcleo de Pirassununga-SP) desenvolveram um chocolate que contém em sua composição microrganismos vivos que melhoram as funções gastrointestinais e reduzem o risco de desenvolvimento de várias doenças, como o câncer de cólon (parte do intestino grosso).

Os microrganismos aplicados ao chocolate (lactobacillus acidophiluse bifidobacterium animalis) estão presentes em produtos lácteos. Eles são semelhantes aos existentes naturalmente no organismo humano, mas que ao longo da vida vão se perdendo devido ao consumo de alguns alimentos industrializados que afetam a flora intestinal, como açúcar; abuso de medicamentos e estresse.

A pesquisa que resultou no chocolate foi realizada pela estudante de mestrado Marluci Palazzolli da Silva e a professora Carmem Fávaro Trindade, da USP de Pirassununga. Com o estudo, Marluci obteve o título de mestre em Engenharia de Alimentos na USP.

Foto: Marlon Tavoni/EPTV

2306, 2018

Instituto de Pesca de São Paulo inaugura laboratório de peixes marinhos nativos

O Instituto de Pesca (IP), órgão de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, inaugurou o Laboratório de Piscicultura Marinha do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do Litoral Norte, em Ubatuba.

Segundo o IP, o objetivo do laboratório é contribuir para o desenvolvimento da piscicultura marinha na costa brasileira. As instalações contam com quatro baterias de tanques em sistemas independentes de recirculação de água.

“Com a infraestrutura que foi montada, o laboratório abre caminho para ampliação de pesquisas sobre reprodução, larvicultura e engorda de espécies de peixes marinhos nativos do litoral brasileiro, que são o foco dos estudos conduzidos pelo IP em Ubatuba”, diz Eduardo Gomes Sanches, pesquisador do órgão e diretor do Centro de Pesquisa do Pescado Marinho.

Foto: Redemar (Alevinos)

2306, 2018

Bovinos: associação de criadores de Angus cria hambúrguer de carne dessa raça enriquecido com ômega 3

O novo produto é resultado de uma parceria entre a Associação Brasileira de Criadores de Angus (ABA), a Cotripal Agropecuária Cooperativa (de Panabi-RS) e o grupoMcDonald’s. Produzido somente com carne angus certificada, o hambúrguer é tambémenriquecido com ômega 3, importante nutriente para o bom funcionamento do coração. “A principal diferença do hambúrguer é que ele é elaborado com pura carne”, diz o gerente de indústria da Cotripal,Roque Andreola, ressaltando que o objetivo é agregar ainda mais valor à carne Angus.

A criação e lançamento do produto faz parte de um projeto da ABA que tem por fim aumentar o consumo de carne da raça Angus. A raça é originária da Escócia e foi introduzida no Brasil pela ABA.

Foto: McDonald´s

2905, 2018

Surge o superburro: novidade no mundo dos equídeos (burro, jumento e égua)

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Universidade Federal de Viçosa (localizada na cidade do mesmo nome em Minas Gerais) desenvolveram, dentro de um projeto inédito no Brasil, o que denominaram de superburro. Ele é fruto do cruzamento do jumento Pêga com égua da raça Bretã, originários, respectivamente, do Brasil e da França.

De peso que varia de 500 quilos a mil quilos, o superburro é um animal de tração (movimentação de carga); é resistente a temperaturas altas e adaptado a terrenos acidentados. Comparado com o cavalo, ele tem maior recuperação e menor consumo de água após uma jornada diária de trabalho de cinco horas.

Foto: Potro, exemplar do superburro (Setor de Equinos da UFRRJ).

2905, 2018

Pesquisa da Embrapa mostra que planta da Amazônia agrega ômega 3 ao tambaqui

Essa conclusão consta de pesquisa desenvolvida no núcleo Amazônia Ocidental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e que teve por fim aumentar a quantidade de ácido graxo ômega 3 no tambaqui, peixe nativo da Bacia Amazônica e de grande importância na piscicultura nacional.

Rações enriquecidas com a planta amazônica Sacha Inchi (Plukenetia volubilis), rica em ácido linolênico (ômega 3), foram fornecidas aos animais na fase jovem, os quais absorveram o nutriente.

Trata-se, segundo os pesquisadores, de um importante passo para agregar valor nutricional ao peixe, uma vez que o ômega 3, relacionado ao combate de doenças cardíacas, está naturalmente presente em maiores quantidades em algumas espécies de peixes de águas frias (como o tambaqui), mas esse peixe possui pouca quantidade do nutriente. Os resultados foram obtidos por meio da pesquisa intitulada “Sacha Inchi na nutrição de juvenis de tambaqui”, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Foto: Síglia Souza

2905, 2018

Pesquisadores paulistas são premiados por salvar o cervo-do-pantanal da extinção

Um programa desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) que conseguiu reintroduzir o cervo-do-pantanal na Estação Ecológica de Jatai, em Luiz Antônio (SP) –onde a espécie já havia sido extinta–, recebeu o Prêmio Nacional da Biodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente.

Para obtenção e reintrodução dos animais, os pesquisadores fizeram uso da técnica de transferência de embriões, a qual permite obter de um a dez filhotes de cervo por ano.

O cervo-do-pantanal está na Lista Brasileira de Espécies Ameaçadas de Extinção, bem como no livro vermelho da União Internacional de Conservação da Natureza.

Foto: Walfrido Tomás

2905, 2018

Embrapa cria e lança régua que facilita manejo de pastagem para gado de corte

O núcleo Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária criou e lançou uma nova tecnologia: a régua de manejo que tem por finalidade determinar o momento correto para a entrada e a saída do gado na pastagem.

“A régua vai facilitar o trabalho de manejo da pastagem de forma adequada”, afirma o zootecnista, Haroldo Pires Queiróz – um dos criadores da tecnologia. Segundo ele, o dispositivo traz indicações de entrada e saída de animais do pasto, conforme o tipo de capim e, na parte superior da régua, há um espaço para apresentação de marcas a serem associadas ao manejo correto das pastagens. Alexandre Agiova, pesquisador que também ajudou a criar o dispositivo, diz que “é comum nas fazendas brasileiras encontrar rebanhos em áreas superpastejadas, com os animais permanecendo no piquete (espaço para alimentação do gado) com o capim muito abaixo da altura indicada para a espécie, entre outras causas, por falta de um indicador seguro do momento de saída dos animais”.

Foto: Núcleo Gado de Corte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

2905, 2018

Novidade: Instituto de Zootecnia de São Paulo desenvolve produto natural para combater carrapatos em bovinos

Inédito no Brasil, o produto foi elaborado à base de óleos essenciais e é capaz de controlar carrapatos em bovinos de forma rápida e eficiente. Ele resulta de estudos realizados pelos pesquisadores do Instituto de Zootecnia (IZ) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Cecília José Veríssimo e Luciana Morita Katiki, e o aluno de pós-graduação em produção animal do IZ.

Segundo os pesquisadores, no mundo todo empresas e estudiosos buscam o desenvolvimento de formulações alternativas, de origem natural, para o controle dos carrapatos em bovinos, devido à resistência daqueles parasitas aos produtos quimicos (carrapaticidas).

O diferencial do produto é a não utilização de composto sintético (químico) em sua formulação e sua ação rápida sobre os carrapatos. Em testes in vivo, ou seja, realizados no bovino, verificou-se a morte de diversas fases do parasita (larvas, ninfas, machos e fêmeas) em 48 horas, reduzindo significativamente a contagem de carrapatos nos animais logo na primeira semana. O teste in vitromostrou 100% de mortalidade da fêmea, que nem chegou a por ovos.

Foto: Instituto de Zootecnia da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo Paulo

1204, 2018

A empresa NaanDanJain desenvolve e lança kit de irrigação de pastagem

Especializada no desenvolvimento, produção e comercialização de equipamentos de irrigação,  a NaanDanJain projetou e lançou no mercado um kit de irrigação de pastagem que oferece ao criador  ganho de produtividade e mais recursos com redução de custos.

Projetado no formato de kit para facilitar o transporte dos equipamentos, o produto é de fácil montagem e não exige a abertura de valetas. A novidade apresenta outra vantagem: pode ser utilizada a noite, gerando economia de energia elétrica. Ela tem baixo consumo de energia (2,5 CV por hectare), segundo a empresa.

O kit foi um dos destaques da edição 2017 da Agrishow, uma das maiores feiras de agronegócio do mundo, realizada anualmente em São Paulo.

1204, 2018

Peixes: lambari pode ser usado como isca viva em pescaria de espécies carnívoras, como o robalo

Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada por pesquisadores do Instituto de Pesca da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo.

Segundo o pesquisador e coordenador do estudo, Marcelo Barbosa Henrique, “uma das vantagens da utilização do lambari como isca viva é que se trata de uma espécie nativa que pode ser cultivada em cativeiro, ao contrário do camarão-branco (muito utilizado em pescarias), o qual é obtido por captura em alto mar”. “Além disso, acrescenta, o camarão-branco apresenta disponibilidade reduzida entre os meses de julho e dezembro, quando praticamente desaparece, e a sua captura pode causar impactos ambientais indesejáveis“.

Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (Flickr/CC)

1204, 2018

Pesquisa da Epamig revela:queijo prato com novo corante previne ocorrência de doenças de olhos

O queijo prato pode ser mais um aliado na prevenção de doenças e lesões oculares, como a catarata, que chega a causar cegueira em pessoas com mais de 65 anos. Para isso, é preciso utilizar na fabricação daquele produto, o corante de luteína em substituição ao urucum. Essa foi a conclusão a chegou a pesquisadora Denise Sobral da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

“Substituímos o corante de urucum, utilizado durante a fabricação do queijo prato, por corante de luteína (com propriedades antioxidantes) que evita doenças e lesões oculares”, explica Denise, acrescentando: “os resultados apontaram a absorção de 6 mg de luteína em cada 100 g de queijo, quantidade necessária para uma dieta diária de reposição dessa substância no organismo; e o melhor: sem alterar o sabor do produto”.

Foto: Kelly Britos

1204, 2018

OIE destina 108 mil euros para o laboratório de viroses de bovídeos do Instituto Biológico (IB) de São Paulo

Os recursos da OIE (sigla em inglês) da Organização Mundial de Saúde Animal serão utilizados em um projeto que visa transformar o laboratório do IB em unidade de referência da OIE na América do Sul para a virose que provoca a doença conhecida como “língua azul”. Infecciosa, essa doença geralmente é fatal para os animais, mas não é transmitida ao homem. Os bovinos infectados normalmente não apresentam sinais clínicos; daí a importância das análises laboratoriais.

Os laboratórios-referência da OIE têm o objetivo de explorar todos os problemas relacionados à enfermidade. Além disso, desenvolvem projetos de pesquisa e fornecem assistência científica e técnica em temas relacionados ao diagnóstico e controle da doença. O laboratório de viroses de bovídeos do IB cuida de doenças de caprinos, ovinos e bovinos, entre outros animais.

1204, 2018

Embrapa desenvolve plataforma portátil para pesagem de bovinos

Desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a plataforma pode ser transportada em veículos de pequeno porte e montada em instalações de criação de gado. Possui duas abas reguláveis, que se ajustam a bretes (compartimentos para retenção de animais) de diferentes larguras, impedindo que os animais se machuquem, enfiando as patas no espaço entre o brete e a plataforma.
O tempo de montagem da plataforma, por duas pessoas, varia de 15 a 30 minutos. A estrutura permite pesagem de até 1.500 kg. Todas as peças que entram em contato com o animal são cobertas por uma borracha de alta resistência de 20 mm de espessura, diminuindo o estresse relativo a ruídos, possíveis choques e cortes. A plataforma pode ser utilizada também para outras espécies de menor porte, como ovinos e caprinos.

Foto: Juliana Brum

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