Ciência e Tecnologia

Por Adeildo Lopes Cavalcante

Ciência e Tecnologia2020-05-27T13:29:02-03:00
1712, 2021

Embrapa busca parceiros para finalizar tecnologia de produção de bacon ovino

O núcleo Pecuária Sul da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) convida empresas e associações/cooperativas para conhecer a linha de trabalho em tecnologia de produtos cárneos, com foco no bacon de carne ovina. A ideia é realizar uma rodada de negócios, e os interessados poderão assumir a corresponsabilidade pela adaptação à escala industrial, validação técnica e comercial, visando futura exploração comercial desse produto cárneo.

Conforme o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia do núcleo, Gustavo Martins da Silva, o objetivo é o estabelecimento de uma parceria entre a unidade de pesquisa e a empresa selecionada, que vai receber todo o know how para produção do bacon ovino, desenvolvido em escala experimental por uma equipe de pesquisadores da área de ciência e tecnologia de carnes, no âmbito do projeto Aprovinos (projeto Aproveitamento Integral da Carne Ovina).

O bacon ovino é um derivado cárneo curado e defumado feito a partir de um corte específico da barriga de ovinos mais velhos. Os dois tipos de bacon ovino desenvolvidos no núcleo passaram por testes de aceitabilidade com consumidores e receberam notas acima de 7, o que demonstra que o produto foi aceito pelos avaliadores.

“O produto permite que o processo tecnológico empregado transforme a carne ovina em um tipo de bacon com sabor diferenciado, ofertando novas opções de derivados cárneos ao consumidor e uma experiência sensorial única”, destaca a analista da unidade de pesquisa, que trabalhou no projeto Aprovinos, Citieli Giongo.

Segundo Citieli Giongo, “para chegar a esses produtos, foram dez anos de pesquisas em áreas como processo de salga, cura, defumação e maturação” e explica: “O projeto tem como um dos objetivos o fortalecimento da cadeia da carne ovina, a partir da promoção de novas alternativas de produtos à indústria, comércio e consumidores finais, além de proporcionar mais uma alternativa de mercado aos ovinocultores”

1012, 2021

Identificação eletrônica de animais avança na pecuária de leite e corte

O uso da rastreabilidade bovina individual como mecanismo de melhoria da gestão na propriedade rural tem avançado no Brasil. É o que revela a Pesquisa sobre Tecnologias do Agronegócio Brasileiro, realizada pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil com apoio da H2R Pesquisas. A segunda edição da pesquisa, realizada em abril deste ano, entrevistou 370 empresas do agronegócio de todos os portes e em todo território nacional. “O principal objetivo é auxiliar na expansão do uso de tecnologias no setor do agronegócio brasileiro, com a possibilidade do aprimoramento de acordo com as necessidades identificadas”, explica o presidente da associação, João Carlos de Oliveira.

Segundo ele, “a identificação individual dos animais é adotada por 68% dos entrevistados na pecuária de corte e por 61% da pecuária leiteira. Essa identificação pode ter diversas formas numa mesma fazenda. Por exemplo, os brincos comuns são maioria, mas os brincos eletrônicos já fazem parte da rotina de mais de cerca de um terço das fazendas. Os implantes subcutâneos e o colar de rastreamento com chip também são adotados por alguns dos entrevistados. A boa notícia é que 40% dos pecuaristas leiteiros e 23% dos pecuaristas de corte pretendem investir para realizar a identificação eletrônica dos animais”.

 

312, 2021

Ministério da Agricultura já tem método validado para diagnóstico da Peste Suína Africana no país

O Laboratório Federal em Minas Gerais do Ministério da Agricultura concluiu a validação completa de suas técnicas moleculares para o diagnóstico da doença (PSA). Trata-se de uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suíno, pois é altamente transmissível. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), “o impacto econômico de uma possível reintrodução da PSA no país vai desde prejuízos diretos causados pela enfermidade, até possíveis restrições ao mercado internacional, uma vez que produtos e subprodutos de suínos podem ser fonte de introdução do vírus”.

De acordo com o Mapa, “a Rede de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (Rede LFDA) está apta para atuar na hipótese de uma possível introdução do vírus de Peste Suína Africana (PSA) no território nacional. No caso de suspeita de PSA, o LFDA-MG é o laboratório oficial do (Mapa) que realiza o diagnóstico”. E esclarece:

“A chegada da PSA ao continente americano, confirmada em julho de 2021, aumenta o estado de atenção com intensificação das medidas para prevenir a introdução da doença no Brasil. Dessa forma, o papel dos laboratórios é estratégico, além da atuação dos setores de controle de importações, da vigilância agropecuária internacional e dos serviços oficiais de saúde animal.

O Mapa reforça que desde 2018, quando a PSA se disseminou na China e outros países da Ásia e Europa, vem sendo desenvolvidas ações para fortalecer as capacidades de prevenção do ingresso do vírus da PSA no país, visando a detecção e diagnóstico precoces e resposta rápida a eventuais incursões da doença no Brasil”.

2611, 2021

Embrapa: nova praga de pastagem é registrada em território nacional

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária  (Embrapa) em Campo Grande (Mato Grosso do Sul) acabam de registrar, oficialmente, a infestação de Duplachionaspis divergens (Hemiptera: Diaspididae) em pastos brasileiros.

Trata-se de uma cochonilha (inseto-praga) detectada em pastagens daquele estado com touceiras amareladas e secas, com danos visivelmente significativos. As perdas econômicas ainda não foram estimadas. O registro está publicado em periódico científico da área e a identificação ocorreu de acordo com as características da fêmea adulta. Nos países onde ocorre, a praga chega a atingir 18 gêneros de gramíneas (capins).

Segundo a pesquisadora da Embrapa  Fabricia Zimermann Torres, “precisamos alertar o produtor rural quanto a essa praga, chamar sua atenção. Ainda não temos muitos estudos e nem recomendação de controle. Na Embrapa, as pesquisas são iniciais. Anteriormente, a espécie havia sido relatada no Brasil somente na cultura da cana-de-açúcar, em casa de vegetação. Agora, o cenário mudou”.

1911, 2021

Unesp cria programa de computador (software) para formulação de ração para frango de corte

Denominado Avinesp: Modelo de Predição de Crescimento e Exigências Nutricionais, o software resulta de um projeto do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em São Paulo.

Segundo a pesquisadora Nilva Kazue Sakomur do (FCAV), o Avinesp auxilia os produtores na formulação de ração para frango de corte e representa uma ferramenta para tomadas de decisões, e explica:

“Ele estima consumo de ração, peso vivo, composição corporal e exigências nutricionais de frangos de corte. Além disso, simula respostas das aves aos efeitos da dieta e do ambiente. A composição da dieta e o genótipo (composição genética) das aves são considerados nesse modelo”.

O Avinesp, que contou com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), é uma ferramenta para nutricionistas e para produtores, já que pode ser utilizada para tomada de decisões sobre estratégias de alimentação das aves.

O pedido de registro do programa de computador já foi protocolado pela Unesp junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

1211, 2021

Surge uma mortadela com ômega 3 e menos sódio desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP)  

A novidade  é fruto de pesquisa da engenheira de alimentos Manuela Alves Pires e teve por fim tornar o produto mais saudável para o consumo (com menos sal e conservantes).

“Para isso, reduzimos o nível de sódio do produto em 40% e substituímos a gordura animal por óleo de echium, planta nativa da África.”, explica Manuela Alves Pires —

De acordo ainda com a autora do estudo, as mortadelas consumidas atualmente contêm componentes que estão associados a doenças cardiovasculares. E acrescenta:

“A mortadela é a carne mecanicamente separada; ela tem outros ingredientes como sal, gordura e sal de cura. O excesso de sódio está comprovado cientificamente que está associado a doenças cardiovasculares, assim como a gordura suína”.

Manuela Alves explica que passou os últimos quatro anos tentando obter uma mortadela menos nociva à saúde.

“Nesse período, conclui, constatamos “o óleo de echium é mais rico em ômega 3 do que outros que estamos acostumados, como o óleo de soja, que só tem uma fonte de ômega 3 na composição. O echium tem dois duas fontes na sua composição”.

511, 2021

Berganês: nova raça de ovinos desenvolvida e criada por agricultores de Pernambuco

Um grupo de agricultores do município de Dormentes, no interior de Pernambuco, com dificuldades nas plantações de milho, feijão, mamona e algodão devido às secas sucessivas que não permitiam produção satisfatória daqueles  cultivos, perceberam a necessidade de ter um complemento de renda para o sustento da família e resolveram desenvolver e criar uma raça de ovino: a Berganês.

Segundo os criadores, “a nova raça é fruto do cruzamento das raças Bergamácia e Santa Inês, oriundas, respectivamente, da Itália e do Brasil. A Berganês não possui lã, é de pelagem escura. Destinada à produção de carne, ela adapta-se bem à região semiárida de Dormentes”. E acrescentam:

”Os animais da nova raça apresentam, em média, 4,5 kg de peso ao nascer e podem alcançar até 12 kg no primeiro mês de vida. Por serem precoces, podem atender à demanda de marcado, que, na região de Dormentes, é de um animal com 6-8 meses, pesando 14 kg de peso-carcaça (carne, gordura e ossos)”.

2910, 2021

Vetoquinol lança produto (Bullmax) para controle de verminoses que reduzem produção de vacas leiteiras

Segundo a Vetoquinol, tradicional fabricante de produtos veterinários, “ o  novo produto é composto por eprinomectina 4,8% e oferece carência zero do leite, possibilitando a ordenha logo após a aplicação – diferencial que ajuda o produtor a não perder nenhum dia de lactação com o tratamento do problema”.

“As verminoses são extremamente comuns nos rebanhos bovinos. Estudos indicam que esses problemas podem causar perda de peso de 30 a 40 quilos por animal. Além disso, estima-se que geram impacto médio de 20% na produção de leite. Isso significa que dos 35 bilhões de litros produzidos por ano no Brasil, 7 bilhões poderiam ser perdidos pela ação dos parasitas internos”, diz o médico veterinário Guilherme Moura, gerente técnico de bovinos da Vetoquinol. E acrescenta:

“Esse prejuízo na produção de leite equivale a R$ 8,6 bilhões, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por isso, o uso de endectocidas (parasitas internos) é essencial para proteger as vacas leiteiras dos efeitos devastadores dos vermes, que também causam fraqueza, edemas, problemas pulmonares e até mesmo problemas reprodutivos, já que esse problema sanitário pode impedir a entrada das vacas no cio.

De acordo com o gerente, o Bullmax foi desenvolvido  com o objetivo de resolver o problema de vermes de forma rápida e eficaz nas vacas em lactação. Levantamentos recentes demonstram respostas de incremento de produção de leite de 1,5 a 2,0 litros por vaca ao dia, em fêmeas que foram tratadas com o produto quando comparadas com animais não tratados”.

2210, 2021

Unicamp desenvolve ração para controle de doenças na aquicultura

Desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, a ração tem por objetivo principal o controle de doenças na aquicultura. Além de componentes nutricionais, ela tem como substâncias ativas antibióticos, antiparasitários e imune estimulantes e pode ser empregada em diferentes espécies aquáticas, destacando-se peixes, entre eles tilápias (foto), camarões, lagostas e rãs.

As doenças infecciosas são consideradas, segundo os pesquisadores, um problema sério na piscicultura, apresentando potencial risco à produção. Essas infecções quando não controladas apresentam consequências graves, como lesões que inviabilizam a comercialização e elevada mortalidade, causando grandes prejuízos aos produtores.

Fonte: Unicamp
1510, 2021

Fazenda Santa Rita em Mato Grosso lança nova raça bovina de corte

A raça foi desenvolvida pelo engenheiro agrônomo  Raul Almeida de Morais neto, proprietário de Fazenda Santa Rita. em Torixoréu, Mato Grosso. Para formação da Araguaia, Raul contou com o auxílio do especialista em genética bovina Gismar Silva Vieira que faz parte da administração fazenda.

De pelagem clara e adaptada ao clima seco e quente de Mato Grosso a raça tem como base de sua alimentação pastagens nativas do estado.

A raça, que recebeu o nome de Araguaia  em alusão ao rio do mesmo nome que passa por Torixoréu, tem em sua composição sangue de três raças: Nelore (originário da Índia) Caracu (raça europeia adaptada) e Blonde D’aquitaine (raça francesa).

Dócil e rústica, a Araguaia se caracteriza pela alta capacidade de produção. “Tanto que, segundo Raul, as fêmeas produzem bastante leite e os bezerros desmamam bem mais pesados. Enquanto um bezerro Nelore, de cinco meses e meio, pesa 185 quilos, um Araguaia, da mesma idade, pesa 275 quilos”.

O criador chama atenção para outro diferencial da raça:

“Em um experimento feito pelos pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais, foi possível comprovar que os cruzamentos de touros Araguaia com matrizes Nelore tiveram, em média, duas arrobas a mais do que os animais puros Nelore da mesma idade”.

Para certificar a pureza racial dos produtos e acompanhar a distribuição geográfica do rebanho foi criada a Associação Brasileira de Criadores da Araguaia (ABCRA).

Fonte: ABCRA
810, 2021

Eficiência do óleo essencial de pimenta-de-macaco no controle de doença do pirarucu

O óleo essencial da pimenta-de-macaco (Piper aduncum), planta nativa da Amazônia, apresentou mais de 76% de eficácia no controle de parasitas do peixe pirarucu (Arapaima gigas), considerado o maior peixe de água doce do mundo.

A conclusão resulta de uma pesquisa que avaliou esse óleo a fim de substituir medicamentos veterinários.

Os pesquisadores também determinaram parâmetros seguros para que o seu uso não comprometa outros organismos aquáticos. Essa avaliação é importante caso os efluentes (principalmente resíduos industriais) da aquicultura atinjam os corpos d’água nas áreas vizinhas e contenham traços do produto.

O trabalho foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, e os núcleos  Meio Ambiente  e  Amazônia Ocidental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)  no âmbito do projeto BRS Aqua.

O óleo essencial mostrou ser eficiente e seguro para o controle de Hysterothylacium sp, parasita responsável por significativas perdas de produção em criações de várias espécies de peixes (principalmente o pirarucu)conforme estudos realizados por pesquisadores do núcleo Amazônia Ocidental da Embrapa.

Fonte: Unicamp/Embrapa
110, 2021

UNESP cria biossensor para diagnóstico da cisticercose, doença que ataca o gado

O biossensor foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista  (Unesp), em São Paulo, e é o primeiro  do mundo para o diagnóstico rápido da cisticercose bovina, causada pela ingestão de ovos do parasita Taenia saginata (solitária) que contamina as pastagens (foto).

O aparelho, que foi patenteado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), é de baixo custo, fácil produção e com resultados que saem em até dez minutos.

Segundo a Unesp, “a tecnologia visa auxiliar profissionais da área veterinária a identificar a doença em seu estágio inicial, acelerando o tratamento e evitando que a carne bovina esteja contaminada após o abate do animal; isto acarretar grandes prejuízos financeiros aos produtores e afetar a saúde dos consumidores”.

“Algumas soluções para a detecção precoce da doença ativa no organismo dos animais têm sido propostas, como o uso do teste Elisa e, que pode ser utilizado para identificar o vírus causador da cisticercose”, explica os pesquisadores e acrescentam:

“No entanto, ele possui diversas desvantagens em relação ao biossensor desenvolvido, pois além de precisar de laboratórios equipados para a realização do exame, encarecendo o procedimento, a tecnologia leva um tempo maior para revelar os resultados (algumas horas) e apresenta dificuldades em detectar casos leves da doença”

1709, 2021

ABPA e Apex-Brasil criam marca para promover carne de pato brasileira no exterior

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)  apresentaram ao mercado uma marca internacional para a carne de pato produzida no Brasil (a Brazilian Duck).

A marca, que ficou sob a  gestão da ABPA, tem como objetivo ampliar as exportações de carne de pato brasileira. “A razão é que  esse segmento  tem se destacado   na pauta dos embarques de proteína animal nos últimos anos”, diz a entidade.

A iniciativa tem como foco os mercados da Ásia e do Oriente Médio, destaca a ABPA  e acrescenta: “a estratégia é fortalecer a credibilidade, a sustentabilidade, a sofisticação e a excelência do produto brasileiro no exterior”.

“Há uma grande oportunidade de ampliação da pauta exportadora com o setor de patos, um nicho avícola de alto valor agregado. Vamos reforçar a boa percepção sobre o produto brasileiro, que agora ganha uma marca setorial alinhada aos valores já entregues pelo segmento no mercado interno e internacional”, diz o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

De acordo com dados levantados pela ABPA, o Brasil exportou 4 mil toneladas de carne de pato em 2020, volume que superou em 26,55% as vendas registradas pelo setor no ano anterior.

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Peru, Catar, Kuwait, Japão e Hong Kong estão entre os principais destinos das exportações do segmento, que geraram para o país US$ 10,5 milhões em divisas em 2020.

Fonte: ABPA/Apex-Brasil

1009, 2021

Zoetis desenvolve e lança teste inovador que identifica infecção em cavalos

Empresa que opera no setor de saúde animal, a Zoetis desenvolveu e lançou no mercado um aparelho portátil (denominado Stablelab) para teste de diagnóstico em equinos.

Sem similares no mercado brasileiro e com precisão superior a 95%, o teste detecta e quantifica a proteína amiloide A sérica (SAA), que é produzida no fígado e na circulação, quando o cavalo apresenta alguma infecção.

Em apenas 10 minutos, o teste permite aos médicos-veterinários detectarem processos inflamatórios de origem infecciosa. “Para se ter uma ideia do quão isso é inovador no cuidado com equinos, o resultado de um teste convencional de SAA em laboratório demora de 6 a 48 horas para sair”, diz Chester Batista, gerente técnico da Zoetis.

De acordo com o especialista, isso ocorre porque, após a coleta de sangue do animal, a amostra é enviada ao laboratório onde passa pelas etapas de armazenamento, processamento e rodagem do teste até a obtenção do resultado. “Já essa nova tecnologia nos permite ter tudo isso na palma da mão em apenas 10 minutos com a necessidade apenas da colheita do sangue. Isso é um incrível avanço para a medicina veterinária”, explica.

“Nosso novo teste portátil permite diagnosticar os casos antes de se tornarem graves e, ainda, monitorar a resposta ao tratamento de forma muito rápida e precisa”, destaca a gerente de produto da empresa, Bruna silper, acrescentando que, “com isso, o médico-veterinário pode ajustar o tratamento se necessário, favorecendo a saúde e o bem-estar do animal”.

Fonte: Zoetis

309, 2021

Apicultura: Védera lança suplemento alimentar para abelhas

A produção de mel e outros produtos oriundos da colmeia pode sofrer com seus períodos de “entressafra” pela falta de flores, das quais as abelhas se alimentam. E mesmo que elas consumam o mel que produziram, ficam carentes de importantes nutrientes para a sua saúde e bem estar.

Diante dessa situação, a Védera Nutrição Animal, desenvolveu um produto específico para suplementação alimentar das abelhas: o Melero.

Segundo o diretor executivo da empresa, Cesar Souza, o Meleiro atende uma demanda de apicultores que queriam resolver o problema da “entressafra” de floradas no campo, quando ficam bem restritos os lugares nos quais as abelhas podem coletar o néctar e, assim, produzir o mel e seu alimento.

“A principal consequência disto é a redução das funções metabólicas das abelhas, pois com menos nutrientes, elas ficam mais fracas precisando de produtos, como Melero, que recomponham essas necessidades”, explica Souza.

O Melero é elaborado a partir de insumos orgânicos e possui fonte energética, enzimas, aminoácidos, minerais e vitaminas essenciais. Ele é comercializado em embalagem de 5kg e é disponibilizado em dosagem média de 150g a 250 g por colmeia por período de 45 dias, permitindo que as abelhas mantenham seu equilíbrio e não sofram com a entressafra.

3108, 2021

Apicultura: Rota do Mel terá um polo na região do Médio São Francisco baiano

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e a Codevasf, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, lançaram um polo na Rota do Mel na região do Médio São Francisco baiano.

A partir da iniciativa, o Governo Federal desenvolverá ações para estruturar a cadeia produtiva da apicultura em 50 municípios da região.

“Acredito que a implantação da Rota é de fundamental importância”, diz o assessor especial do MDR Aldo Dantas, acrescentando que “ela contribui, sem dúvida nenhuma, para a geração de emprego e renda e para a diminuição das desigualdades regionais e sociais”.

“Para se ter uma ideia, nós esperamos que, das quase 700 toneladas produzidas artesanalmente na região, seja possível duplicá-las para cerca de 1,4 mil toneladas”, afirma.

A região de Irecê e de Bom Jesus da Lapa foi escolhida para iniciar a implantação da rota a partir de diversos critérios. “Em visitas à região, identificamos uma área de 12 mil hectares de produção de frutas e 3 mil hectares de reserva ambiental, o que traz um potencial enorme para a apicultura”, explica Dantas. Outro critério foi a representatividade e afinidade com a identidade regional, pois a região já possui uma produção de mel”, esclarece o coordenador nacional da Rota do Mel no MDR, Samuel Castro.

2608, 2021

Agroceres e Fazenda 3R de Mato Grosso do Sul lançam ração que acelera ganho de peso de bezerro

A nova ração, que recebeu o nome de Confinatto 3R, é resultado de uma parceria entre a Agroceres e a Fazenda 3R, localizada no município de Figueirão, em Mato Grosso do Sul.

Focada no ganho de peso dos animais, a ração traz um novo conceito de nutrição de bezerros ao país.

Acompanhada de manejo adequado, ela permite que os animais cheguem no período de desmame, aos 10 meses, com mais de 300 quilos, possibilitando ao produtor “pular” toda a fase de recria e abater os animais quase um ano mais cedo, explica o médico veterinário e nutricionista de bovinos da Agroceres, Rodrigo Meirelles.

Segundo o criador Rubens Catenacci, proprietário da Fazenda 3R, a nova ração foi desenvolvida a partir da experiência de produção no seus criatório. Ancorado no tripé: genética, manejo e nutrição, a fazenda se tornou referência nacional com uma fórmula que faz um bezerro atingir cerca de 300 quilos, o que confere ao animal ainda precoce um peso equivalente a dois terços do peso do boi gordo.

2008, 2021

Seara Alimentos lança sistema para gestão 100% digital de granjas de aves e suínos

A Seara Alimentos lançou um sistema (denominado SuperAgroTech) que vai beneficiar mais de 9.000 produtores de aves e suínos que fornecem com exclusividade para a empresa.

A iniciativa possibilitará a gestão 100% digital das granjas. Isso significa que toda a rotina, relatórios e documentações passam a operar com ajuste de processos e ganho de tempo.

O produtor também contará com um e-commerce ou comércio eletrônico exclusivo de insumos e equipamentos, canal de comunicação, condições especiais de créditos e monitoramento em tempo real das granjas.

A Seara criou uma estrutura para acelerar os avanços nas granjas e dar suporte ao produtor na gestão de recursos do seu negócio. “Queremos apoiar o nosso produtor com recursos para que ele tome as melhores decisões e, assim, tenha mais rentabilidade”, diz Rafael Sousa, diretor executivo de Inovação Tecnológica da empresa. E acrescenta:

O sistema SuperAgroTech é uma iniciativa pioneira, que garantirá atendimento personalizado e benefícios múltiplos a nossos produtores”.

1608, 2021

Purunã, primeira raça brasileira de bovino para corte desenvolvida no Paraná, ganha adeptos pelo Brasil

Única raça bovina de corte idealizada por um centro estadual de pesquisa, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR),  vem atraindo o interesse de pecuaristas de todo o Brasil.

“A raça está hoje presente em todas as regiões, com destaque para os estados do Pará, Piauí, Bahia, Maranhão, Rondônia e Acre”, diz  o diretor da Associação Brasileira de Criadores da Raça Purunã (ABCP), Piotre Laginski.

A ABCP conta hoje com 42 pecuaristas associados e mais de 8 mil animais sob seu controle.

Desenvolvida a partir de cruzamentos entre as raças Charolês, Aberdeen Angus, Caracu e Canchim, a Purunã foi oficialmente reconhecida pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que também credenciou a ABCP para fazer o controle genealógico, procedimento que atesta a origem dos animais e de seus ascendentes e descendentes.

O interesse dos pecuaristas por animais Purunã vem crescendo desde que a raça foi oficializada. De acordo com Laginski, nos últimos 10 anos foram comercializados mais de mil touros, cerca de 10% desse total para fora do Paraná.

Segundo Laginski, “esse crescente interesse se deve principalmente à fácil adaptação da raça. ”Os animais”, acrescenta,  “mantêm alta produtividade nas mais variadas condições de solo e de temperatura ambiente”, afirma.

Para o diretor da ABCP, essa adaptabilidade torna a Purunã uma raça apropriada a qualquer perfil de criador, do mais simples ao mais especializado, para manejo em pasto ou em confinamento.

Um importante destaque da nova raça, segundo ele, é “o seu elevado rendimento da carcaça e a alta qualidade da carne. Na indústria, tem sido possível alcançar uma média de 59% de rendimento de carcaça em animais Purunã machos, contra 54% obtido em outras raças”.

De acordo com Laginsk, “na ponta da cadeia produtiva, o consumidor tem acesso a uma carne macia, com excelente marmoreio e presença equilibrada de gordura”.

Os especialistas chamam de marmoreio a gordura entremeada na carne, que, no preparo, pode ser notado na forma de suculência, maciez e sabor amanteigado

Foto: IDR

908, 2021

Pesquisa da ABPA aponta consumo de proteína animal em 98,5% dos lares

Uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) ao Centro de Assessoria e Pesquisa de Mercado (CEAP) mostra que 98,5% dos lares consomem algum tipo de proteína animal.

O ovo é o principal destaque, com 96% de presença, seguido pela carne de frango, com 94%, carne suína, com 80%, carne bovina, com 79% e peixe, com 65%.
A pesquisa foi realizada entre novembro de 2020 e fevereiro deste ano, com 2.500 entrevistas em 113 cidades pelo país. Foram mais de três mil horas de entrevistas realizadas por 120 profissionais, focando membros das residências com poder de decisão de compra no domicílio, de ambos os sexos, das classes A,B,C,D e E, com idades entre 18 e 65 anos.

De acordo com a pesquisa, 47% dos entrevistados informaram consumir ovos todos os dias. No caso da carne de frango, 54% consomem até três vezes por semana. Com a mesma frequência, 34% informaram consumir carne suína.

Questionados sobre a proteína animal mais consumida na residência, o ovo foi o principal mencionado por 35% dos entrevistados, seguido pela carne de frango, com 34% e a carne suína, por 4%. Realizada durante o período de pandemia, a pesquisa apontou que o consumo das carnes ocorre especialmente em casa.

No caso da carne de frango, 69% dos entrevistados preferem adquirir o produto em cortes, seguido  por frango inteiro, com 22%; 9% declararam comprar ambos os produtos. Os resfriados lideram as compras, com 55%, contra 40% de congelados, e 5% que informam adquirir os produtos nas duas formas.

Foto: ABPA

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